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Conforme Albres e Jung

( 2023 ), no que tange ao papel histórico da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) e à sua relação com o campo da interpretação em língua de sinais, assinale a alternativa correta.

A A destituição da federação antecessora ocorreu com o propósito central de regulamentar a atuação de tradutores ouvintes, desvinculando imediatamente o serviço de interpretação do paradigma assistencialista vigente nas comunidades religiosas.
B A institucionalização de um departamento de intérpretes na estrutura da entidade derivou das normativas de inclusão debatidas na Assembleia Constituinte, que tornaram compulsória a oferta de acessibilidade comunicativa em organizações filantrópicas.
C A assunção do protagonismo surdo na direção da instituição estabeleceu uma nova dinâmica política interna, o que catalisou as demandas por acessibilidade e resultou na formalização de um setor específico para intérpretes.
D A associação da federação às pesquisas acadêmicas propiciou a fundação de um grupo de trabalho focado em linguística descritiva, cujo objetivo primordial era alçar a prática interpretativa ao status científico dos Estudos da Tradução.

As comunidades urbanas surdas no Brasil têm como fatores principais de integração a Libras, os esportes e interações sociais; por isso, elas têm uma organização hierárquica (...). Fundada em 1984, essa instituição tem como proposta o desenvolvimento esportivo dos surdos do Brasil, por isso promove campeonatos masculino e feminino em várias modalidades de esporte em nível nacional. Recentemente filiou-se à Confederação Internacional, e os surdos brasileiros têm participado de campeonatos esportivos internacionais. (FELIPE, T. A. LIBRAS em contexto: curso básico, livro do estudante cursista . Rio de Janeiro, 2007. Adaptado) O excerto refere-se

A à Associação de Pais e Amigos do Deficiente Auditivo (APADA).
B à Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).
C ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
D à Federação Nacional de Educação e Interação dos Surdos (FENEIS).
E ao Instituto Severino Fabriani para Crianças Surdas (ISFCS).

Na publicação de Lacerda e Santos ( Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos , 2014), no capítulo de Maria Cecília de Moura, são explicitadas as relações entre linguagem e surdez e como se dá a aquisição da língua de sinais pelos surdos. Com base na autora, é correto afirmar que

A a aquisição da linguagem deve acontecer em contextos significativos e com muitas repetições para que a criança surda compreenda a língua e memorize os sinais com mais facilidade.
B é necessário, para que um bom desenvolvimento de linguagem aconteça, que a criança surda aprenda em ambientes estruturados e organizados para que ela possa responder.
C a língua de sinais deve ser experenciada em diferentes gêneros e modalidades, e a língua oral pode ser oferecida concomitantemente para favorecer a abordagem bilíngue.
D a língua de sinais não é ensinada, mas adquirida de forma natural e real somente se o interlocutor souber se comunicar com o surdo de forma fluida e interessada.
E é fundamental ensinar a língua de sinais para a criança surda o mais precocemente possível, pois a aquisição não se dá espontânea e naturalmente, e sim precisa ser instruída.

Mirlene Damázio ( Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez , 2007) propõe dois momentos didáticos em Libras: o atendimento educacional especializado (AEE) em Libras e o atendimento educacional especializado (AEE) para o ensino de Libras, ambos na escola comum, que constituem momentos didático-pedagógicos para os alunos com surdez incluídos e devem ocorrer diariamente, em horário contrário ao das aulas. Assinale a alternativa que corresponde ao AEE em Libras.

A É realizado pelo professor e/ou instrutor de Libras (preferencialmente surdo), de acordo com o estágio de desenvolvimento da língua de sinais em que o aluno se encontra.
B O instrutor de Libras organiza o trabalho do AEE, respeitando as especificidades dessa língua, para o estudo dos termos científicos introduzidos pelo conteúdo curricular.
C Fornece a base conceitual dessa língua e do conteúdo curricular estudado na sala de aula comum, o que favorece a compreensão desse conteúdo ao aluno com surdez.
D O objetivo é desenvolver as competências gramatical, linguística e textual, nas pessoas com surdez, para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas.
E Enfatiza o acervo textual em Língua Portuguesa, para oferecer ao aluno a pluralidade dos discursos e a oportunidade de interação com os mais variados enunciados.

Autores como Quadros e Karnopp ( Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos , 2004) relatam mitos, sobre a língua de sinais, que refletem desconhecimento e não correspondem a uma verdade cientificamente comprovada. Um dos mitos refere-se à crença de que haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas. Nesse mito, relacionado à visão de universalidade,

A no aspecto linguístico, as línguas de sinais são completas, complexas e possuem uma abstrata estruturação diferente para cada país.
B há uma riqueza de expressividade na língua de sinais, que é visuoespacial, portanto diferente das línguas orais.
C as línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estão representadas no hemisfério direito do cérebro.
D está implícito que fatores geográficos e culturais não são influentes na determinação e na mudança histórica do sinal.
E as línguas de sinais não são um apanhado de gestos sem princípio organizacional, mas consistem em uma configuração de uma nova língua.

Oliveira e Prieto

( 2020 ) relatam que a orientação bilíngue requer investimentos em políticas de formação de professores para assegurar a aquisição linguística do surdo. Carlinhos é um menino de 5 anos, que apresenta surdez profunda bilateral. Ele foi matriculado na escola comum e na sala de recursos multifuncional para Atendimento Educacional Especializado, com uma proposta educacional bilíngue. De acordo as autoras, Carlinhos deve aprender

A português oral e escrito como primeira língua e libras, como segunda.
B qualquer tipo de comunicação, inclusive com o uso de português sinalizado.
C somente libras, inclusive escrita, pois ambas substituem, legalmente, o português.
D a fazer leitura labial, sem qualquer gesticulação, assim como ler e escrever em português.
E libras como primeira língua, e português na modalidade escrita como segunda.

De acordo com Almeida et al.

( 2015 ), o processo de ensino e de aprendizagem da linguagem escrita da língua majoritária para surdos é tema de reflexão por parte de muitos pesquisadores. Diversos estudos apontam que dificuldades

A não ocorreriam se a língua escrita pudesse ser em libras, uma vez que ambas as gramáticas, de libras e de português, são idênticas.
B são provenientes de uma educação que não atende a suas demandas linguísticas, uma vez que deve ser pautada na língua de sinais.
C poderiam ser evitadas se as escolas passassem a adequar o seu currículo para surdos com o ensino da modalidade escrita de libras, como determina a legislação, e não do português.
D não deveriam ocorrer, uma vez que a legislação não determina a obrigatoriedade do ensino da modalidade escrita da língua majoritária.
E seriam eliminadas se a libras fosse considerada a língua majoritária ao invés do português, uma vez que a maioria dos surdos optam por ela.

De acordo com Almeida et al

( 2015 ), grande parte dos surdos circula pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), muitas vezes adquirem o diploma de ensino médio, mas não podem dar continuidade aos seus estudos. Assinale a alternativa que representa a justificativa das autoras para tal fato.

A A inexistência de intérpretes com competência linguística para atuação em níveis superiores junto a esses alunos.
B A legislação não permite que alunos provenientes da Educação de Jovens e Adultos – EJA – alcancem o nível superior.
C Esses alunos não aprendem o suficiente para atenderem às suas necessidades e às exigências sociais.
D A Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva não contempla as etapas de ensino após o nível médio.
E As línguas de sinais não possuem vocabulários mais aprimorados que permitam galgar níveis mais elevados.

Almeida et al.

( 2015 ) citam que o objetivo da proposta ____________ é de garantir ao aluno surdo um desenvolvimento cognitivo-linguístico _____________ desenvolvimento de ouvintes da mesma ____________________, a partir ____________________ e em convivência com seus pares surdos para a construção e a valorização da identidade surda e assegurar a aprendizagem da língua majoritária como segunda língua, na companhia harmoniosa dos ouvintes. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do excerto.

A bilíngue … semelhante ao … faixa etária … do português
B oralista … idêntico ao … faixa etária … da língua de sinais
C oralista … compatível com o … escolaridade … da língua de sinais
D da comunicação total … semelhante ao … escolaridade … do português
E bilíngue … compatível com o … faixa etária … da língua de sinais

Almeida et al.

( 2015 ) consideram que a libras é a língua passível de aquisição dos conteúdos ministrados na escola e que, por utilizar o canal visogestual, é a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo. De acordo com elas,

A a língua de sinais deve ser incorporada às práticas pedagógicas levando em conta a sua particularidade linguística e, portanto, o acesso à cultura do grupo no qual está inserido.
B pelo fato de a língua de sinais ser considerada a língua natural dos surdos, já basta ser surdo para adquiri-la, ou seja, sua apropriação é inerente à condição de surdez.
C o ensino da língua portuguesa na modalidade escrita como segunda língua só tende a desmotivar a participação do surdo na escola, além de sua ilegitimidade legal.
D ao se considerar que cerca de 90% dos surdos nasçam em famílias ouvintes, justifica o fato de os surdos não apresentarem um desenvolvimento tardio da linguagem.
E o desenvolvimento tardio de algumas funções mentais superiores nos surdos não pode ser justificado pela falta de mediação, já que o fato é inerente à surdez em si.