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De acordo com o que estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência, as principais barreiras que os estudantes surdos enfrentam no ambiente escolar são as

A urbanísticas e locomotoras.
B linguísticas e tecnológicas.
C comunicacionais e arquitetônicas.
D comportamentais e linguísticas.
E atitudinais e comunicacionais.

Uma abordagem eficaz para promover a inclusão escolar de estudantes surdos é

A mantê-los em ambientes especializados para melhor atendimento.
B fornecer suporte de intérpretes, prescindindo-se de adaptações adicionais na abordagem pedagógica.
C adotar como estratégia comunicacional sistemas de sinalização e de comunicação tátil.
D implementar estratégias bilíngues, combinando-se o uso adequado de língua de sinais e de língua oral e escrita.
E promover a acessibilidade tecnológica e arquitetônica, a fim de aprimorar a mobilidade e o acesso à informação dos estudantes.

O princípio norteador da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é

A a limitação do acesso à educação para aqueles que não se enquadram nos padrões considerados normais.
B o encaminhamento dos estudantes com deficiência a centros escolares específicos para esse público como estratégia principal para atender às suas necessidades especiais.
C a promoção da diversidade e a garantia do direito à educação para todos, respeitadas as diferenças individuais.
D o afastamento dos alunos com necessidades especiais de ambientes educacionais convencionais.
E a padronização do ensino, por meio de métodos uniformizados para todos os alunos a fim de oferecer igualdade de oportunidades.

Os atributos de um educador/tutor em uma instituição escolar bilingue destinada a estudantes surdos, conforme delineado por Davie, diz que o professor/ instrutor surdo deve:

A distinguir aspectos das línguas requeridas para o ensino da escrita embora tenha um desempenho mais superficial nessa modalidade
B ter habilidade para levar a criança a identificar-se como um surdo e diferente dos ouvintes
C conhecer superficialmente a língua escrita
D respeitar as duas línguas

O decreto 5626/2005, em seu Capítulo III, no Art. 13, diz que o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como:

A nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa
B nos cursos de Graduação em Pedagogia Bilíngue
C nos cursos de licenciatura em Letras-LIBRAS
D em todos os cursos de licenciatura plena

Conforme Perlin

( 2001 ), "as identidades surdas manifestam uma diversidade de facetas devido às fragmentações que enfrentam, em decorrência do poder ‘ouvintista’ que impõe suas normas". A autora, dessa forma, reconhece diversas identidades surdas potenciais, dentre elas, as identidades:

A Flutuante, Linguística, Social
B Social, Linguística, Pedagógica
C Híbrida, Embaçada, de Transição
D de Transição, Incompleta, Pedagógica

Os Surdos gradualmente desenvolvem seu pensamento e adquirem compreensão de mundo exclusivamente por meio de suas percepções visuais. A identidade surda se forja no contexto de uma cultura eminentemente visual. No entanto, essa distinção não deve ser percebida como uma edificação isolada, mas sim como um processo de construção:

A sociolinguística
B multilinguística
C sociocultural
D multicultural

O processo de desenvolvimento do indivíduo surdo segue a mesma trajetória do ouvinte, sendo moldado pelas interações sociais e pela aquisição de significados a partir de suas experiências no mundo exterior. A única diferença reside na necessidade de um canal linguístico compartilhado com o outro indivíduo com quem está compartilhando essas experiências, ou seja, ambos devem utilizar a língua de sinais. Para superar a barreira da linguagem oral, a língua de sinais é o meio que capacita o surdo a desenvolver suas habilidades:

A linguísticas
B cognitivas
C cidadãs
D sociais

De acordo com Almeida

( 2015 ), os surdos são atores e protagonistas de sua comunicabilidade, não havendo motivo para a sociedade ainda considerá-los sujeitos incapazes ou dependentes linguisticamente. Segundo o autor, esse entendimento a respeito do surdo ainda se mantém devido:

A à falta de discernimento entre deficiente auditivo e surdo
B à hierarquização social, que tem como base a comunicação humana
C ao pouco acesso do surdo às salas de aula, comprometendo seu desenvolvimento cognitivo
D ao fato do surdo não realizar bem a leitura do Português, restringindo o seu acesso ao conhecimento científico

A presença da iconicidade é uma característica inerente e fundamental à Língua de Sinais, e isso ocorre porque:

A permite a representação de traço semântico do significado ou designa uma relação de semelhança entre o signo e aquilo que ele representa
B altera a expressão sintática dos itens lexicais, estabelecendo uma relação entre o que é visual e o que é auditivo
C transmite conhecimentos e proporciona acesso a conceitos universais de qualquer outra linguagem
D permite perceber dois eventos de forma coincidente - em um mesmo instante – na representação espacial dos turnos de discursos na Língua de Sinais