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As tomadas de palavras representam uma maneira de atualizar o vocabulário. Isso envolve uma palavra nova não devido à criação original, mas devido à sua adoção. A palavra emprestada pode ou não passar por modificações materiais, semânticas e expressivas durante sua transição para outra língua. Os marcadores gráficos de pontuação (como vírgula, ponto de interrogação etc.) são geralmente reproduzidos no ar, a partir de um ponto fixo no espaço neutro, usando o dedo indicador da mão não dominante. Estudos linguísticos nas línguas de sinais indicam que esse tipo de tomada de palavra pode ser classificado como empréstimo linguístico:

A por transliteração de letra inicial
B de configuração
C estereotipado
D semântico

De acordo com Pereira e Freitas-Reis

( 2023 ), a inclusão de um estudante surdo pode ocorrer por meio de:

A acessibilidade linguística, adaptação de materiais didáticos e na atuação como um representante da comunidade surda no espaço educacional
B contratação de um corpo docente majoritariamente surdo, presença facultativa dos intérpretes e adoção de material bilíngue
C aulas complementares de Língua Portuguesa, reconhecimento da Libras e adoção de legendagem
D aulas de produção textual, adoção de legendagem e estímulo a leitura labial

Diferente do atendimento ao surdo, o atendimento ao surdo-cego exige do tradutor-intérprete não apenas o domínio das diferentes formas de comunicação possíveis, mas também:

A o domínio do Gestuno tátil
B a confecção de reglete e punção
C a capacidade de trabalhar sozinho
D a responsabilidade com a segurança da pessoa surdo-cega

Entre os dias 06 e 11 de setembro de 1880, em Milão, ocorreu o Congresso Internacional de Educadores de Surdos, no qual os reformadores votaram uma metodologia que passasse a servir como referência mundial que pudesse nortear a educação de surdos. Trata-se da primeira conferência internacional com o propósito de discutir a respeito da educação de surdos, reunindo mais de 160 educadores e especialistas da área. Como resultado do Congresso, surgiram oito resoluções que garantiam a hegemonia da filosofia educacional que corroborou para a instituição:

A do bilinguismo, ao propor a abordagem educacional que visa capacitar a pessoa surda para a utilização de duas línguas, preservando o direito à garantia legítima de se beneficiarem da comunicação natural, nesse caso a comunicação gestovisual
B da comunicação total, que defendeu a utilização de inúmeros recursos linguísticos, tais como língua de sinais; linguagem oral; códigos manuais, entre outros
C do oralismo, assim a educação dos surdos passou, então, a ter como protagonistas professores ouvintes, aliançados com um novo método rígido e circunscrito à oralidade, não alcançando sucesso em seus resultados
D da comunicação alternativa, ao promover técnicas que visam ampliar a capacidade comunicativa de pessoas com algum tipo de deficiência

Conforme estudos desenvolvidos por pesquisadores no Brasil, pode-se afirmar que o desenvolvimento linguístico-cognitivo do surdo:

A está atrelado ao uso da língua em português oral associada à língua de sinais para que a aprendizagem da escrita ocorra adequadamente
B ocorre de modo completamente distinto do desenvolvimento observado em ouvintes
C depende de uma instrução e de educação mediadas pela Língua Brasileira de Sinais
D está vinculado ao processo de alfabetização exclusivamente na língua majoritária

Ao longo de algumas décadas, estudiosos têm conduzido investigações acerca do processo de aprendizado de língua de sinais por crianças com surdez. Uma das etapas desse processo de aquisição é a:

A primeira fase, que é o período inicial que se assemelha ao balbucio das crianças ouvintes
B segunda fase, quando a criança surda começa a produzir frases de duas palavras
C terceira fase, em que a criança surda começa a nomear as coisas
D quarta fase, em que a criança começa a produzir sequências de gestos que se assemelham aos sinais

Uma grande conquista da comunidade surda brasileira, considerada como um marco histórico, é a Lei n° 10436, de 24 de abril de 2002, que reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Essa lei dispõe em seu parágrafo único que a Língua Brasileira de Sinais:

A poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa quando houver tradução em Libras
B não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa
C torna o português escrito um instrumento linguístico facultativo à comunidade surda
D deverá ser a língua majoritária nas escolas bilíngues

O Decreto Federal nº 5626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436, 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098/2000, considera pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras. O referido decreto avalia eficiência auditiva como a perda bilateral, parcial ou total, de:

A quarenta e um decibéis (dB) ou mais
B cinquenta e um decibéis (dB) ou mais
C acima de setenta decibéis (dB)
D acima de noventa decibéis (dB)

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva inclui na educação especial ações educacionais que tangem os alunos surdos. Desse modo, na exposição dos marcos históricos da educação bilíngue, em que se faz referência à Lei nº 10.436/2002 e ao Decreto nº 5.626/2005, são denominadas escolas ou classes de educação bilíngue aquelas em que:

A a Libras, a modalidade escrita da Língua Portuguesa e a forma oralizada do português sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo
B a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo
C somente a Libras seja a língua de instrução utilizada no desenvolvimento de todo o processo educativo, tendo o português escrito como uma língua de aporte facultativo
D a Libras esteja em primeiro plano por ser a L1 da comunidade surda, constituindo a língua de instrução utilizada no desenvolvimento de todo o processo educativo, e a modalidade escrita da Língua Portuguesa seja ofertada somente aos surdos oralizados, deste modo garantindo a plena inclusão

Durante muito tempo, a preocupação que permeava os educadores de surdos centrava-se na prática de ensino majoritária, de modalidade oral. Devido ao avanço das pesquisas linguísticas e à verificação de que, mesmo expostos a anos de estudos no ambiente escolar, os alunos não obtinham êxito quanto ao domínio da língua, em sua modalidade oral, surge uma nova proposta educacional bilíngue. A educação bilíngue de surdos deve inserir em seu currículo:

A a comunicação alternativa, promovendo técnicas que visam ampliar a capacidade comunicativa de pessoas com algum tipo de deficiência
B a comunicação total, que defende a utilização de inúmeros recursos linguísticos, tais como a língua de sinais, a linguagem oral, os códigos manuais, entre outros
C o ensino aprofundado do português, que servirá como base para um ensino bilíngue sólido
D a língua de sinais e a escrita da Língua Portuguesa como segunda língua em sua completude, incluindo métodos de ensino focados na característica visual e na cultura dos surdos