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Paden, em Felipe

( 2007 ), conceitua: “uma Comunidade Surda é um grupo de pessoas que mora em uma localização particular, compartilha as metas comuns de seus membros e, de vários modos, trabalha para alcançar estas metas.” Portanto, em uma Comunidade Surda pode haver também ouvintes e surdos que não são culturalmente surdos. Já “a Cultura da pessoa Surda é mais fechada do que a Comunidade Surda. Membros de uma Cultura Surda se comportam como as pessoas Surdas, usam a língua das pessoas Surdas e compartilham das crenças das pessoas Surdas entre si e com outras pessoas que não são surdas.” De acordo com a autora, ser uma pessoa surda não equivale a dizer que esta faça parte de uma Cultura e de uma Comunidade Surda. Assinale a alternativa que corrobora a ideia da autora.

A Como a cultura surda é mais fechada, apregoa-se que, ao fazer parte de uma comunidade surda sem ser surdo, o ouvinte deveria ser excluído da comunidade ouvinte.
B Uma vez que a sociedade é, por si só, especialmente excludente, não há espaço para não surdos tanto na comunidade surda quanto na cultura surda.
C Normalmente os ouvintes costumam tomar proveito das dificuldades dos surdos. A ausência de ouvintes em uma comunidade surda traz paz e tranquilidade para seus iguais.
D A maioria dos surdos é filha de pais ouvintes, não aprende Libras e não conhece as comunidades surdas, por isso pode tornar-se somente pessoa com deficiência auditiva.
E Todos os surdos, por compartilharem as mesmas dificuldades e experiências, têm pensamentos semelhantes, o que o já os inclui tanto na comunidade quanto na cultura surda.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008) estabelece diretrizes quanto à educação de estudantes surdos. Essa política menciona que a educação bilíngue desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, bem como a oferta de serviços de

A instrutores de Libras, preferencialmente surdos, tanto para os alunos surdos como para os demais.
B um professor de Libras e um intérprete de Libras no atendimento educacional especializado para os demais alunos da escola.
C atendimento educacional especializado ofertado na modalidade escrita para os demais alunos da escola.
D tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola.
E tecnologia assistiva e uso de recursos de comunicação alternativa para os alunos surdos que necessitarem.

Sobre o desenvolvimento de linguagem da pessoa surda e as diferentes propostas educacionais, o autor Gérison Kezio (“Oralismo, comunicação total e bilinguismo: propostas educacionais e o processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita de surdos”, 2016) afirma que “a abordagem do oralismo é insuficiente, pois parte de uma noção de língua e linguagem que provoca nos surdos um atraso de linguagem e suas consequências”. Para esse autor, o oralismo

A deveria trabalhar com o ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua paralelamente ao ensino da língua oral.
B poderia ser considerado exitoso se, juntamente com a estimulação oral, aceitasse a língua de sinais como forma de comunicação.
C beneficia apenas aqueles surdos que se consideram deficientes auditivos por não aceitarem a identidade surda.
D desconsidera os aspectos cognitivos determinados pela linguagem e pela cultura, prendendo-se ao canal auditivo para a transmissão de conteúdos.
E prejudica o surdo oralizado porque só permite que ele aprenda a língua na modalidade escrita após aprender a fala.

Na educação de surdos, autores como Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) e Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015) propõem que o uso de vídeos, imagens, figuras e gráficos, tão presentes no cotidiano da vida moderna, deve ser explorado e incorporado nos discursos que circulam no ambiente escolar, além das expressões faciais e corporais. Tal prática é necessária para atender às necessidades dos alunos surdos, pois o processo de significação para eles, muitas vezes, se dá somente a partir das imagens. A prática descrita é a definição de

A recursos audiovisuais.
B modalidade sensorial.
C concepção bilíngue.
D abordagem gestual/visual.
E pedagogia visual.

Para os alunos surdos poderem se apropriar integralmente dos conteúdos em sala de aula, é preciso respeitá-los em suas demandas linguísticas e permitir que tenham acesso aos conteúdos escolares em Libras, tendo em vista que essa é a língua passível de aquisição e que pode melhor mediar a construção de novos conhecimentos. Nessa concepção, conforme Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015), a língua de sinais

A precisa ser ensinada no Ensino Fundamental, na escola regular, quando os alunos surdos são incluídos, porque eles não têm outra possibilidade de aprender a Libras, uma vez que, na maioria das vezes, seus pais são ouvintes e não sabem Libras.
B deve ser incorporada às práticas pedagógicas, e os conteúdos escolares devem ser ministrados apenas por professores fluentes em Libras apoiados por instrutores preferencialmente surdos.
C é a língua natural dos surdos, sendo chamada de L1, devendo ser ensinada na escola, em ambientes e horários específicos, para que os alunos surdos possam conviver entre si e aprender a língua com seus pares.
D deve ser ensinada no atendimento educacional especializado em Libras, com os professores instrutores surdos como modelo de Cultura e Comunidade Surdas para os alunos surdos.
E é a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo, por utilizar o canal visogestual, favorecendo seu desenvolvimento e auxiliando-o em sua constituição de sujeito.

De acordo com Kézio

( 2016 ), repercutindo a valorização do método Oral, as línguas de sinais eram consideradas como método tradicional, e essa visão acomodou o surdo, o desmotivou a falar, passando a viver numa subcultura. Ele também menciona que pesquisas revelam resultados esmagadores no requisito vida acadêmica dos alunos educados com o método Oral. Assinale a alternativa que, segundo o autor, faz uma afirmação correta quanto a essas pesquisas.

A Nos Estados Unidos, alunos surdos oralizados da quarta série mostraram nível linguístico de graduados.
B A maioria dos surdos apenas oralizados consegue bom desempenho em língua portuguesa.
C Foi observado um rebaixamento significativo no desempenho cognitivo dos surdos.
D Na Inglaterra, constatou-se que 95% de surdos com 15/16 anos conseguem articular a fala de modo inteligível.
E Surdos pós-linguísticos oralizados não costumam apresentar dificuldade na produção de texto escrito.

De acordo com Damázio

( 2007 ), o trabalho pedagógico, com os alunos com surdez nas escolas comuns, deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngue, ou seja, em um espaço em que se utiliza a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa. Assinale uma alternativa que denomina corretamente o momento didático-pedagógico em que todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares sejam explicados em Libras por um professor, preferencialmente surdo. Assinale uma alternativa que denomina corretamente o momento didático-pedagógico em que todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares sejam explicados em Libras por um professor, preferencialmente surdo.

A Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa na escola comum.
B Contraturno na Sala de Recursos Multifuncionais específico das escolas especiais.
C No mesmo turno da aula comum, na Sala de Recursos Multifuncionais, específico das escolas especiais.
D Momento do Atendimento Educacional Especializado em Libras na escola comum.
E Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras na escola comum.

As tendências de educação escolar para pessoas com surdez centram-se ora na inserção desses alunos na escola comum e/ou em suas classes especiais, ora na escola especial de surdos. Existem três tendências educacionais. Assinale a alternativa que corretamente denomina a tendência educacional para surdos que fazia uso do Português Sinalizado.

A Oralismo.
B Bilinguismo.
C Gestuno.
D Língua Brasileira de Sinais (Libras).
E Comunicação Total.

Quanto ao uso de Libras na escola, segundo Damázio

( 2007 ), se somente o uso de uma língua bastasse para aprender, as pessoas ouvintes não teriam problemas de aproveitamento escolar, já que entram na escola com uma língua oral desenvolvida. De acordo com o autor, é correto afirmar que

A o uso da Libras na escola promove mais discriminação e preconceitos com os surdos que garantem a possibilidade de melhorar o processo de aprendizagem.
B a tentativa de inclusão de surdos na escola comum é basicamente impossível, mesmo com a presença de tradutores/intérpretes em sala de aula.
C a escola comum precisa implementar ações que tenham sentido para os alunos em geral e que esse sentido possa ser compartilhado com os alunos com surdez.
D uma vez que o uso da língua não garante a aprendizagem dos surdos, que todas as aulas podem ser em português, o que já preparava o surdo para viver em sociedade.
E a presença de tradutores/intérpretes em sala de aula dificulta a concentração da atenção e provoca dificuldade de aprendizagem por parte dos alunos ouvintes.

Ana é uma criança com deficiência auditiva que foi matriculada na escola comum. De acordo com Almeida, Santos e Lacerda

( 2015 ), será necessário respeitar suas demandas linguísticas para que ela

A entre em contato com a língua portuguesa falada.
B desenvolva competências comunicativas por português sinalizado com ouvintes.
C estruture pensamento e linguagem em línguas estrangeiras.
D possa se apropriar integramente dos conteúdos ministrados em sala de aula.
E aprenda a língua oral e possibilite sua comunicação com seus pares.