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O Mito da Caverna, de Platão, estabelece
uma relação interna ou intrínseca entre
paideia e aletheia: a filosofia é educação
ou pedagogia para a verdade. Sobre
o Mito da Caverna e o conceito de
verdade em Platão, assinale a alternativa
INCORRETA.

A A relação entre paideia e aletheia é proposta
pelo mito com a analogia entre os olhos
do corpo e os olhos do espírito quando
passam da obscuridade à luz: assim
como os primeiros ficam ofuscados pela
luminosidade do Sol, também o espírito
sofre um ofuscamento no primeiro contato
com a luz da ideia do Bem, que ilumina o
mundo das ideias.
B Platão abandonou o antigo conceito de
verdade, isto é, a evidência como adequação
entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a
inteligência, obtida apenas pelas operações
da própria alma e o substituiu por aquele em
que o próprio ser se manifesta no mundo e
ao mundo.
C A trajetória realizada pelo prisioneiro é a
descrição da essência do homem (um ser
dotado de corpo e alma) e sua destinação
verdadeira (o conhecimento intelectual das
ideias). Essa destinação é seu destino: o
homem está destinado à razão e à verdade.
D O Mito da Caverna preserva o antigo sentido
da aletheia como não esquecimento e não
ocultamento da realidade, pois aletheia
é o que é arrancado do esquecimento e
do ocultamento da realidade, fazendo-se
visível para o espírito, embora invisível para
o corpo.
Órgão: Secretaria da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Professor de Educação Básica - Área: Filosofia Prova: Instituto AOCP - SEE PB - Professor de Educação Básica - Área: Filosofia - 2019

— Imagina o seguinte. Se um homem descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol? E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros acaso não causaria o riso, e não diriam dele que por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam? (Platão. A república, 1993. Adaptado.) O texto, uma passagem da “Alegoria da Caverna”, pode estar se referindo, implicitamente, ao julgamento e execução de Sócrates na cidade de Atenas. A passagem descreve o retorno à caverna do homem que, liberto, conheceu a verdadeira realidade. Esse homem representa, metaforicamente, o filósofo na pólis como um indivíduo

A magnânimo, interessado na justa solução de rivalidades entre grupos políticos.
B orgulhoso, voltado para a exposição pública de saberes elevados.
C incômodo socialmente, orientado por conhecimentos arduamente adquiridos.
D inativo economicamente, dedicado à contemplação religiosa da luz do Sol.
E sábio, compenetrado na missão de preparar os futuros líderes da democracia.

Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova partícula, que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma partícula elementar proposta pelo físico teórico Peter Higgs, e que validaria a teoria do modelo padrão, segundo a qual o bóson de Higgs seria a partícula elementar responsável pela origem da massa de todas as outras partículas elementares. (Jean Júnio M. Pimenta et al. “O bóson de Higgs”. In: Revista brasileira de ensino de física, vol. 35, no 2, 2013. Adaptado.) O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socráticos da Jônia. A arqué diz respeito

A à retórica utilizada pelos sofistas para convencimento dos cidadãos na pólis.
B a uma explicação da origem do cosmos fundamentada em pressupostos mitológicos.
C à investigação sobre a constituição do cosmos por meio de um princípio fundamental da natureza.
D ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio.
E à justificação ética das ações na busca pelo entendimento sobre o bem.

Segundo o pensamento de Aristóteles, toda Cidade existe para cumprir seu fim e esse cumprimento será mais ou menos perfeito em decorrência do tipo de Constituição. A finalidade da política, sendo o bem comum e a vida justa, o valor essencial da política, aquele valor que serve para medir todos os demais valores da Cidade, é a justiça. Sobre o conceito de justiça em Aristóteles, assinale a alternativa correta.

A A justiça aristotélica se divide em justiça distributiva e comutativa, ou seja, a desigualdade entre os iguais e a igualdade entre os desiguais.
B Existem duas formas de justiça: a justiça principal ou fundante, que é a justiça comutativa, e a justiça secundária ou fundada, que é a justiça distributiva.
C A justiça consiste em duas ações principais: igualar os desiguais, ou seja, criar os iguais, e determinar que o tratamento desigual dos desiguais é justo.
D A justiça comutativa se refere ao modo como a Cidade faz a partilha dos bens entre os cidadãos e a justiça distributiva corrige erros da justiça distributiva.

O Mito da Caverna, de Platão, estabelece uma relação interna ou intrínseca entre paideia e aletheia : a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. Sobre o Mito da Caverna e o conceito de verdade em Platão, assinale a alternativa INCORRETA.

A A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das ideias.
B Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo e ao mundo.
C A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade.
D O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo.

“A palavra democracia é de origem grega e significa ‘governo do povo’, ‘governo de todos os cidadãos’. A democracia foi uma invenção dos gregos da Antiguidade, que elaboraram teoricamente esse conceito e implantaram o regime democrático na pólis. Em Atenas, no século VI a.C., a ágora – praça pública – era o local de encontro dos cidadãos, onde se discutiam os problemas da cidade” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 229). Tendo em vista o trecho apresentado, assim como os seus conhecimentos sobre a democracia tanto na Grécia Antiga quanto na contemporaneidade, assinale a alternativa correta.

A Na Grécia Antiga, a democracia direta se valia de representantes que defendiam os interesses comuns. A partir disso, pode-se afirmar que a exclusão política não ocorria com tanta frequência.
B A consolidação da democracia grega contribuiu com o surgimento da filosofia. Aliás, pensadores estrangeiros que faziam parte do corpo democrático foram os principais teóricos que efetuaram as causas em prol do surgimento de tal ciência.
C A ágora (praça pública), na Grécia Antiga, espaço onde eram debatidos assuntos de interesse comum, favorecia o desenvolvimento do discurso político. Desse modo, elaborava-se o novo ideal de justiça, pelo qual as pessoas poderiam participar das decisões políticas. É importante frisar que os estrangeiros (metecos), quando eram prósperos comerciantes, eram considerados cidadãos e, por isso, participavam do processo de argumentação e de discussão.
D A crise na contemporaneidade acerca da democracia consiste no fato de que há conflitos entre democracia e representação. A “democracia representativa” possui uma crise em seu próprio cerne. Afinal, se a democracia é entendida como governo do povo, a representação consiste na seleção de apenas alguns que governam, e os critérios para conceder o poder a “alguns” nem sempre têm sido os mais democráticos.

Ao negar o movimento, caracterizando-o como uma ilusão dos sentidos, Parmênides e seus discípulos foram atacados pelos pensadores da escola mobilista, que por sua vez, afirmavam o movimento e a transformação como característica do próprio Ser. Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, formula alguns paradoxos para defender a tese de imobilidade de seu mestre, e dentre estes, aquele que foi um dos mais comentados paradoxos da antiguidade, é o da corrida entreAquiles e a tartaruga. Segundo as premissas do pensamento eleáta exposto no paradoxo de Zenão, o resultado da corrida é:

A Atartaruga vence a corrida.
B Aquiles vence a corrida.
C Há um empate.
D Aquiles não alcança a tartaruga.
E Nenhum dos dois competidores se movem.