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A Filosofia nasce em um momento e lugar específicos, ou seja, na Antiga Grécia, século VI a.C. caracterizando-se como uma forma específica de discurso, no qual procura-se entender o mundo que nos cerca. Este discurso tem uma especificidade que difere em relação ao pensamento mítico que o precedeu na Antiga Grécia. A respeito da relação entre o discurso filosófico e o mítico assinale a alternativa incorreta .

A O discurso dos primeiros filósofos pretende buscar uma explicação do mundo natural (a physis ) baseada essencialmente em causas naturais, o que consistirá na chamada “atitude naturalista”. Já o discurso mítico tem como um de seus elementos essenciais sua forma de explicar a realidade com a ajuda de elementos sobrenaturais, misteriosos, sagrados e mágicos
B A ruptura entre o pensamento filosófico e o mito não ocorre de forma completa e imediata. Embora a Filosofia proponha uma nova forma de explicação do mundo, isso não significa o desaparecimento por completo do mito, o qual sobrevive e vai mudando de função progressivamente tornando-se uma parte da tradição cultural do povo grego e menos uma explicação da realidade. Entretanto, podemos ainda ver sua influência em escolas de pensamento filosófico como o pitagorismo e na obra de Platão
C A Filosofia por se apresentar como uma expressão da verdade exige uma adesão e aceitação, por todos, aos seus pressupostos e conceitos. Já o mito é parte de uma tradição cultural e engendra uma visão de mundo nos indivíduos que é coletiva, orientando uma maneira de vivenciar a realidade. Por ser uma crença ele não pressupõe a adesão e aceitação por parte de todos indivíduos participantes
D A Filosofia grega antiga, mesmo quando organizada por escolas filosóficas, é fruto de indivíduos com autoria e assinatura. Já o mito é essencialmente fruto de uma tradição cultural e não da elaboração de um determinado indivíduo
E A Filosofia compreende que nossos pensamentos operam obedecendo à leis, regras e normas universais e necessárias, às quais quando conduzidas corretamente conduzem a distinção do verdadeiro e do falso. O mito ao contrário não se preocupa com contradições, com o fabuloso e o incompreensível, sendo estes os traços próprios do discurso mítico

Platão foi um filósofo discípulo de Sócrates e cidadão ateniense. Fundou em Atenas a escola com o nome de Academia, na qual ensinava-se filosofia, matemática e ginástica. Considerando o núcleo central da filosofia de Platão em sua maturidade, tais como sua epistemologia, política e ética, analise as afirmativas a seguir.

I. Uma das principais questões para Platão foi analisar e diferenciar aquilo que é eterno e imutável em contraposição aquilo que flui, movimentando-se. Concluiu que aquilo que é eterno e imutável está no plano ideal da razão, o qual chamou de mundo das ideias. Já aquilo que flui pertence ao mundo dos sentidos e acontecimentos, sendo sujeito à corrosão do tempo.

II. Para Platão, a razão é eterna e imutável sempre emitindo juízos verdadeiros, pois ela se manifesta sobre dados que são eternos e universais. Já as opiniões do senso comum as quais são baseadas naquilo que é transitório são simples acontecimentos percebidos pelos sentidos que podem nos dar ideias falsas ideias, noções e conceitos sobre o que sentimentos ou percebemos. As opiniões dos homens estão baseadas na transitoriedade e não podem ascender por nenhum método para o mundo das verdades.

III. Platão concebeu uma sociedade ideal, a qual ele compara com o corpo humano. A cabeça seria a sede da razão, o peito seria a sede da vontade e os desejos seriam a sede do baixo-ventre. A razão deve desenvolver a sabedoria; a vontade deve desenvolver a coragem e os desejos devem ser controlados. Essa sociedade ideal e harmônica deveria ser organizada, em analogia com o corpo humano, com os governantes sendo a cabeça, os soldados sendo o peito e os trabalhadores em geral sendo o baixo-ventre. Esse conceito platônico de sociedade foi considerado como a origem da concepção de “bem-estar social” e da democracia.

IV. Na filosofia de Platão existe uma divisão entre dois mundos, a qual engendra também sua visão do homem como um ser separado por corpo de alma. O corpo sofre inclinações e paixões, sendo irracional, sensível e inferior, contaminando a pureza da alma racional e impedindo-a de contemplar as ideias perfeitas e eternas. A alma por não ser material pode ter acesso ao mundo das ideias. Assinale a alternativa correta.

A Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
B Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
C As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
D Apenas as afirmativas II e III estão corretas
E Apenas as afirmativas I e IV estão corretas

“Se o sujeito moral é aquele que encontra em sua consciência as normas da conduta virtuosa, submetendo-se apenas ao bem e jamais a poderes externos à consciência, como falar em comportamento ético por dever? Este não seria o poder externo de uma vontade externa (Deus), que nos domina e nos impõe suas leis, forçando-nos a agir em conformidade com regras vindas de fora de nossa consciência? [...]. Um dos filósofos que procurou resolver essa dificuldade foi ______. Para ele, a consciência moral e o sentimento do dever são inatos, são ‘a voz da natureza’ e o ‘dedo de Deus’ em nosso coração. Apesar do pecado do primeiro homem, conservamos em nosso coração vestígios da bondade original e por isso nascemos puros e bons, dotados de generosidade e de benevolência para com os outro”. (CHAUÍ, 2009). Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A Aristóteles
B Immanuel Kant
C Baruch Espinosa
D Jean-Jacques Rousseau

Para estoicos como Marco Aurélio, a liberdade consiste em perceber o seu lugar no universo e em conformar-se com a lei da natureza que rege os céus, a estrutura social e até as partes da alma. Somos "livres" apenas quando agimos de acordo com a "razão correta". Agir de outra forma não seria livre porque ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A nossas ações não seriam realmente “nossas” ações, mas sim as ações de outras forças da natureza
B o fatalismo da filosofia estoica exclui a possibilidade de alguém agir livremente
C razão correta refere-se a como pensamos, não como nossos pensamentos correspondem ao mundo ou como agimos
D quanto mais aprendemos sobre nós mesmos, mais nos libertamos das leis da natureza
E existe uma ordem natural na qual tudo já está previsto, então “agir livre” é apenas conformar-se a essa ordem natural e não afirmá-la, nem negá-la

Para a antiga filosofia grega era mais importante a questão “por que ser moral?” do que a questão “o que é moral?”. O paralelo que Platão realiza entre as partes da alma e as partes da sociedade reduz estas duas perspectivas para uma só ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A mostrando por que alguém deve se preocupar em ter uma personalidade integrada e contribuir para o funcionamento harmonioso da sociedade
B entender como a ética está mais preocupada com julgamentos intelectuais sobre ações e suas consequências, e menos com motivação moral
C reconhecer que a moralidade pessoal pouco ou nada tem a ver com a moralidade social; isto é, os julgamentos morais privados de alguém não têm paralelos sociais
D indicando como os julgamentos da sociedade sobre ser feliz ou não são os julgamentos que devem ser usados para dizer quem é moral e quem não é
E demonstrando que a busca pela felicidade deve ser uma ação ética independente da moral social que controla os costumes

Os gregos deixaram grande contribuição para a teoria do conhecimento, exercendo grande influência para o pensamento ocidental. Considerando as teorias sobre o conhecimento, assinale a alternativa que NÃO se caracteriza como uma evidência expressiva no contexto grego.

A Debate sobre a diferença entre o conhecimento sensível e intelectual, conhecimento prático e teórico
B O mundo e as coisas não têm sentidos se o homem não conceder sentidos a tudo. Portanto, o homem é o sujeito que possui condições e possibilidades para conhecer qualquer coisa, é o sujeito que constrói suas próprias verdades, sua própria história.
C Discussão filosófica sobre aparência e essência.
D Diferença entre opinião, saber e conhecimento.
E Criação de um sistema lógico, um método, utilizado para organizar o pensamento de acordo com as normas lógicas e, a partir dele, concluir uma questão ou resolver um problema.

Ao deparar-se com a história da Filosofia e a relação com o conhecimento, encontra-se algumas indagações filosóficas, tais como: de onde surgiu o sol, os homens, as montanhas? É possível afirmar que as coisas surgiram de algum elemento ou substâncias existentes na natureza? Esse tipo de perguntas sobre a origem das coisas ou dos seres, baseando-se no cosmos foi realizada pelos pensadores:

A Sofistas.
B Socráticos
C Patrísticos.
D Pré-socráticos.
E Aristotélicos.

No debate sobre a origem de todas as coisas, qual filósofo discordou de Tales de Mileto, afirmando que a origem de todas as coisas não é a água, mas o ápeiron, ou princípio indeterminado, sem fim, em um movimento perpétuo?

A Anaximandro.
B Heráclito.
C Parmênides.
D Santo Agostinho.
E Platão.

Na atualidade, há quem pense que vivemos no mundo de “pós-verdades”, no mundo das opiniões, dos “achismos”, do “eu penso assim, esse é meu pensamento”. Alguns filósofos gregos entendiam que a “doxa”, ou a opinião, deveria ser algo desprezível. Segundo um filósofo, “o que é, é e não pode ser outra coisa”. Nesse sentido, o filósofo acreditava que “o ser é, e o não ser não é”. A qual filósofo pertencem esses pensamentos?

A Santo Ambrósio.
B Tomás de Aquino
C Parmênides.
D Platão.
E Aristóteles.