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Para René Descartes (1596-1650), só podemos chegar ao conhecimento verdadeiro das coisas utilizando os princípios epistemológicos corretos, tais princípios são ditados por ideias inatas. Sobre o pensamento cartesiano e seu conceito de ideias inatas, assinale a alternativa correta.

A O sujeito do conhecimento incapaz de conhecer a verdade deve conduzir o pensamento por ideias inatas, utilizando regras metodológicas adequadas.
B De acordo com Descartes, as ideias inatas são dadas por Deus e existem em algum lugar da mente, ficando ao sujeito a impossibilidade de pensá-las.
C Há em Descartes outros tipos de ideias, como as fictícias e as fantasiosas, ambas ocupando a mesma centralidade das ideias inatas.
D As ideias inatas não são inventadas pelo sujeito, mas criadas pelo entendimento, sem a interferência da experiência.
E Descartes adota elementos céticos para obter a primeira certeza do cogito , o “eu penso”; assim, o uso da dúvida metódica conduziu a filosofia a uma atitude cética, impossibilitando-a de conhecer a verdade.

Em As palavras e as coisas, Michel Foucault distingue, na história do saber ocidental, três estruturas epistêmicas que se sucedem sem nenhuma continuidade linear. Acerca dessas estruturas, assinale a alternativa correta.

A A primeira se firmou até a modernidade, com a política moderna de Maquiavel; a segunda se impôs no século XVIII, com o ápice da ciência; a terceira se afirmou a partir do século XX.
B A primeira corresponde ao domínio da razão científica moderna; a segunda, à centralidade da linguagem como representação; e a terceira, à primazia da metafísica clássica.
C A primeira estrutura caracteriza-se pelo predomínio das ciências naturais; a segunda, pelo domínio das ciências humanas; a terceira, pela retomada do pensamento teológico medieval.
D A primeira é a que se conservou até a Renascença; a segunda é a que se impôs nos séculos XVII e XVIII; a terceira se afirmou no século XIX.
E A primeira estrutura se conservou até o fim do período medieval; a segunda se estabeleceu na Revolução Industrial; e a terceira se fixou após os conflitos gerais do século XX.

A Revolução Copernicana de Kant no campo da filosofia do conhecimento propõe uma mudança radical na maneira de entender a relação entre o sujeito e o objeto. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.

A A Revolução Copernicana de Kant afirma que o sujeito não é mais passivo, mas ativo na construção do conhecimento, organizando as impressões sensíveis de acordo com categorias a priori.
B Para Kant, a Revolução Copernicana significa que o conhecimento é possível apenas por meio da experiência sensível, sem qualquer influência da razão.
C Kant defende que o objeto do conhecimento deve se ajustar à mente do sujeito, sem qualquer contribuição do sujeito para a construção do conhecimento.
D A Revolução Copernicana de Kant propõe que o sujeito não pode conhecer a realidade, pois todo conhecimento é subjetivo e não depende de nenhuma estrutura mental.
E Kant sustenta que o conhecimento é passivo e completamente determinado pelas impressões sensoriais, sem intervenção das categorias a priori.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Filosofia Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Filosofia - 2025

David Hume é um dos mais influentes filósofos do empirismo e suas teorias sobre o conhecimento e a mente humana exerceram um profundo impacto na filosofia moderna. Com base nas concepções humeanas, assinale a alternativa correta.

A Hume defende que todo o conhecimento humano é derivado da razão pura e que as ideias não podem ser formadas sem uma base empírica.
B Para Hume, o conhecimento é fundado exclusivamente nas impressões sensíveis e as ideias são cópias dessas impressões, sem qualquer contribuição da razão.
C Hume acredita que o conhecimento sobre o mundo externo é adquirido unicamente por meio da intuição e da razão, sem a necessidade da experiência sensível.
D Segundo Hume, a causalidade é uma ideia inata, e os seres humanos têm uma capacidade racional para perceber as relações causais de forma intuitiva.
E Hume sustenta que, embora a experiência sensível seja fundamental, a razão é responsável por estabelecer as leis universais da causalidade e do tempo.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Filosofia Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Filosofia - 2025

No contexto do empirismo de David Hume, suas teorias sobre a origem do conhecimento e a natureza das ideias revelam uma crítica às concepções anteriores sobre a razão e a percepção. Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Hume.

A Hume defende que todas as ideias têm origem na razão pura e que a experiência sensível apenas confirma as conclusões da razão.
B Para Hume, as impressões sensíveis são a fonte primária do conhecimento e as ideias são simplesmente cópias dessas impressões, sendo sempre derivadas da experiência.
C Hume acredita que a causalidade é uma ideia inata e que a mente humana é capaz de perceber as relações causais de forma imediata e intuitiva.
D Segundo Hume, a razão humana é capaz de compreender a totalidade do mundo e estabelecer leis universais, independentemente da experiência sensível.
E Hume argumenta que o conhecimento humano é limitado à experiência sensível, mas a razão é responsável pela criação das leis universais da lógica e da moral.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Filosofia Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Filosofia - 2025

Assim como em Descartes, a filosofia de Francis Bacon caracteriza-se por uma ruptura bastante explícita em relação à tradição anterior, sobretudo a escolástica medieval de inspiração aristotélica. Tal como ocorreu em Descartes, a preocupação fundamental de Bacon foi com a formulação de um método que evitasse o erro e coloque o ser humano no caminho do conhecimento correto (Marcondes, 2010. Adaptado). Um aspecto relevante do método proposto por Bacon diz respeito

A à responsabilidade epistêmica.
B ao raciocínio dedutivo.
C à dúvida radical.
D ao juízo a priori.
E ao pensamento crítico.

O nexo causal entre tudo o que acontece é um pressuposto filosófico que remonta, pelo menos, aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, David Hume questiona o princípio causal. De fato, no exemplo famoso, se observarmos o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda (Marcondes, 2010. Adaptado). Segundo o excerto, para Hume,

A o nexo causal entre objetos constitui um princípio explanatório ideal.
B a experiência guiada pela razão produz conhecimento necessário.
C o movimento aparente dos objetos não passa de uma ilusão dos sentidos.
D a força do hábito cria a ideia de uma conexão necessária entre objetos.
E a sensibilidade bem conduzida explica a relação causal entre os objetos.

No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010). Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria

A utilizando linguagens artificiais.
B pelo uso cotidiano da língua.
C por meio da sintaxe.
D como resultado da opinião.
E consultando léxicos consagrados.

Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , Danilo Marcondes aborda o período crítico de Kant: “na relação de conhecimento, não é o sujeito que se orienta pelo objeto (o real), como quis a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito. A Crítica da razão pura visa, assim, investigar as condições de possibilidade do conhecimento”. Segundo a perspectiva apresentada no excerto, as condições de possibilidade do conhecimento estão associadas à

A rejeição de qualquer relação entre o sujeito e o objeto no processo de conhecimento.
B investigação das contribuições recíprocas de sujeito e objeto na constituição do conhecimento.
C ideia de que o sujeito se adapta às estruturas da realidade externa para produzir conhecimento.
D noção de que o conhecimento é construído exclusivamente com base em intuições sensíveis.
E renúncia completa da distinção entre fenômenos e números na construção da experiência.

Sobre as regras do método, tal afirmar o seguinte: como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações. II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis. III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples. IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais. Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.