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Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras. WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas . São Paulo: Abril Cultural, 1979 (Os pensadores). Para o Wittgenstein dessa fase de sua obra, a linguagem tem como característica fundamental o fato de estar associada a alguma

A representação do mundo.
B forma de vida.
C nomeação de objetos.
D enunciação do desejo.

A lguém quer descer o olhar sobre o segredo de como se fabricam ideais na terra? Quem tem a coragem para isso?… Muito bem! Aqui se abre a vista a essa negra oficina. NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral . São Paulo: Companhia das Letras, 2009. Segundo o autor, os ideais da moral são

A valores úteis à conservação e ao bem-estar humano.
B ideologias que acompanham o correr da luta de classes.
C produtos de uma história de contingências e violência.
D criações particulares de cada sujeito individual.

Em sua imediatez, a consciência de si é mero ser-para-si. Para obter a certeza de si mesmo, é preciso a integração do conceito de reconhecimento. O outro, de modo similar, espera por nosso reconhecimento para expandir-se na consciência de si universal. Cada consciência de si busca a absolutez. Ela quer ser reconhecida enquanto valor primordial desinserido da vida, como transformação da certeza subjetiva (Gewißheit) em verdade objetiva (Wahrheit). FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas . São Paulo: Ubu Editora, 2020 O autor reivindica que o humano só é de fato reconhecido quando considerado a partir de

A sua identidade.
B seu discurso.
C seu desejo.
D sua racionalidade.

O gênero não é um substantivo, mas tampouco é um conjunto de atributos flutuantes. O gênero é sempre um feito, ainda que não seja obra de um sujeito tido como preexistente à obra. Adaptado de BUTLER, Judith. Problema de gênero . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022. Segundo a filósofa, o gênero é um produto da

A essência.
B biologia.
C ipseidade.
D performance.

Do ponto de vista da experiência filosófica, o que ocorreu com Ana revela que

A ela na verdade ficou presa em seus pensamentos.
B o excerto é apenas uma narrativa da vida cotidiana.
C ela experiencia a atitude filosófica por ter se espantado.
D ela percebeu que há preconceitos em seu íntimo.
E ela percebe que o cotidiano pode revelar-se enfadonho.

No século XVII já eram fabricados autômatos que despertavam interesse e admiração pela complexidade e perfeição de
movimentos. O pensador francês René Descartes reflete então sobre a possibilidade de ser fabricado um autômato a tal ponto
semelhante a um ser humano que tornasse quase impossível a tarefa de diferenciar o homem da máquina. Para distingui-los,
sugere dois critérios. Máquinas poderiam até proferir palavras obedecendo a comandos, mas nunca arranjar as palavras para
responder ao sentido de tudo quanto se disser na sua presença . E, do mesmo modo, ainda que máquinas pudessem vir a
desempenhar algumas tarefas de modo muito superior aos seres humanos, contudo, falhariam infalivelmente em algumas
outras, pelas quais se descobriria que não agem pelo conhecimento .

(DESCARTES, René. Discurso do Método , Parte V, § 10)

Traduz os argumentos do filósofo para o nosso tempo o que se encontra em:

A Os notáveis desenvolvimentos da Inteligência Artificial permitem mimetizar raciocínios e comportamentos, porém não
operam com a plasticidade e inventividade da razão criadora enquanto um atributo exclusivamente humano.
B O funcionamento de máquinas não guarda qualquer semelhança com a mente de seus criadores.
C No século XVII o conhecimento técnico ainda era restrito, então não seria possível ao filósofo fazer qualquer avaliação
sobre a relação entre humanos e máquinas.
D Com os avanços dos conhecimentos em Inteligência Artificial é razoável prever que computadores e robôs eventualmente
conseguirão reproduzir todos os aspectos e características do comportamento humano.
E Robôs e computadores devem ser destinados sobretudo ao entretenimento como os autômatos do passado, seus precursores.

A partir da leitura da obra Teoria dos sistemas e direito penal radical , de Alexandre Kassama, assinale a alternativa correta.

A Na teoria luhmanniana, o observador deve ser tido por pressuposto para que seja possível diferenciá-lo de uma forma geral e ontológica em relação ao objeto de estudo.
B A teoria dos sistemas visa encontrar o conhecimento final sobre a sociedade, utilizando a contingência como o redutor da complexidade.
C O sistema social se diferencia pela comunicação. É a diferença que faz a diferença desse sistema em relação ao meio.
D A teoria da seleção natural é perfeitamente compatível com os sistemas autopoiéticos, uma vez que se admite que o meio será capaz de determinar um sentido positivo de evolução do sistema.
E Considerando que não há comunicação sem consciência, o sistema social incorpora a consciência como parte das suas operações através do encerramento operativo.

Deus é inteligível, e inteligíveis são também os princípios das ciências; todavia, há notável diferença entre as duas coisas. Com efeito, tanto a terra como a luz são visíveis, mas a terra não pode ser vista se a luz não brilhar. Deve-se, portanto, crer que também os conhecimentos que são transmitidos nas ciências, e que todo aquele que é capaz de entender admite sem nenhuma dúvida serem verossímeis, não podem ser compreendidos se não forem iluminados por outra coisa, como por um sol deles. Portanto, como no sol natural, podemos observar três coisas: que existe, que resplandece e que ilumina, assim, naquele Deus escondido que queres conhecer, existem três outras coisas: que existe, que é inteligível e que torna inteligíveis todas as outras coisas. - Agostinho, Solilóquios, 1, 8, 15. In: REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003, p. 107, com adaptações. - Com base em seus conhecimentos a respeito de Santo Agostinho e no excerto apresentado, no que se refere ao pensamento agostiniano, assinale a alternativa correta.

A É delimitado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, fundamentado na tese da reminiscência.
B É marcado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual rejeita a tese da reminiscência
C Rejeita a teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual aceita a tese da reminiscência.
D Recusa a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas de Platão.
E Aceita a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas das epístolas de São Paulo.

Na Summa contra gentiles, falando a propósito das verdades relativas a Deus, Tomás escreve: “há algumas verdades que superam todo poder da razão humana, como, por exemplo, a verdade de que Deus é uno e trino. Outras verdades podem ser pensadas pela razão natural, como, por exemplo, as verdades de que Deus existe, de que Deus é uno, e outras mais”. - REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003. - Com base no texto e em seus conhecimentos a respeito de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.

A A razão natural é complementada, e não negada, pela fé.
B Somente a fé pode aceder à verdade da existência e à unicidade de Deus.
C Apenas a racionalidade pode desvelar a verdade das três pessoas na única substância de Deus.
D Tal qual Aristóteles, o qual chamava de “O Filósofo”, Tomás de Aquino afirma que há verdades, como a da Trindade, que a razão natural não pode alcançar, enquanto outras, como a da existência de Deus, são acessíveis a ela.
E Razão natural é aquela que, exercida com método, chega indubitavelmente a toda verdade revelada.