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“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando . São Paulo: Moderna, 2016). O trecho acima pode ser interpretado de que forma?

A Explicitar o que é filosofia já é, em si, uma questão filosófica.
B As definições de pensadores secundários não merecem consideração.
C O pensador em questão é contraditório e trata o saber filosófico com desdém.
D O pensador em questão acredita que não é possível atingir um saber filosófico.
E Explicar o que é filosofia cabe a pensadores maiores.

Um esforço de definição do termo “filosofia” pode ser feito tendo como base aquilo que ela se propõe a fazer. Nesse sentido, é correto afirmar que a filosofia é uma:

A Arte, pois analisa a realidade por meio de recursos oriundos de vários saberes.
B Ciência, pois analisa os fundamentos da realidade por meio de observação empírica.
C Cosmologia, pois é um conhecimento racional da ordem do mundo.
D Cosmogonia, pois busca compreender a origem de tudo à sua própria forma.
E Ideologia, pois desenvolve ideias a serem divulgadas de forma dogmática.

Os primeiros filósofos buscavam, por meio de um princípio racional (em grego, arkhé ), encontrar uma explicação para a origem de todas as coisas; contudo, os Pré-Socráticos divergiam acerca de que elemento era esse, bem como se era apenas um ou múltiplos elementos. Assim, aqueles que identificavam apenas um elemento constitutivo para todas as coisas são designados “monistas”; os que afirmam não haver apenas um princípio, mas vários, são categorizados como “pluralistas”. Tendo essa divisão em mente, assinale a alternativa que apresenta apenas nomes de Pré-Socráticos pluralistas.

A Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto e Anaximandro de Mileto.
B Empédocles de Agrigento, Demócrito de Abdera e Leucipo de Abdera.
C Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia.
D Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Anaxágoras de Clazômenas.
E Anaximandro de Mileto, Anaxágoras de Clazômenas e Arquitas de Tarento.

Em “Crítica da razão pura”, Immanuel Kant propõe uma reformulação da maneira como se concebeu, ao longo da história da filosofia, a construção do conhecimento, o que se dá por meio de uma nova compreensão da relação entre sujeito e objeto. Na parte da obra denominada “Estética Transcendental”, Kant reflete sobre dois conceitos fundamentais em sua epistemologia, tempo e espaço, que define como:

A Formas a priori do entendimento.
B Formas a posteriori do entendimento.
C Formas a priori da sensibilidade.
D Formas a posteriori da sensibilidade.
E Formas antinômicas do entendimento e da sensibilidade.

George Berkeley desenvolveu uma compreensão epistêmica que é definida, geralmente, como solipsista. Sob essa perspectiva, sua teoria do conhecimento assenta-se no seguinte princípio:

A Ser é ser percebido.
B Ser é uma ideia abstrata.
C Ser é uma substância material.
D Deus é a única substância.
E A vontade é atributo humano; o intelecto, atributo apenas de Deus.

Pode-se afirmar que há uma
multiplicidade de conhecimentos,
desde aquele conhecimento presente
no cotidiano de cada indivíduo até
aquele conhecimento desenvolvido
nas diversas instituições de ensino,
bem como nas comunidades científicas
existentes no mundo em geral. Um modo
didático e pedagógico de compreender
os conhecimentos em geral seria
separá-los em dois grandes grupos:
senso comum e conhecimento científico .
Sobre esse tema, assinale a alternativa
correta.

A Pode-se afirmar que o senso comum é
unificador e objetivo.
B O senso comum compõe as crenças e as
superstições. Tendo isso em vista, tratase
de um conhecimento equivocado.
Em contrapartida, como a ciência visa
comprovações, dispensa-se a formulação
de novos paradigmas científicos.
C O conhecimento científico é fragmentário, devido ao fato de haver uma distinção entre
as ciências humanas, as ciências formais e
as ciências da natureza.
D O senso comum é frequentemente subjetivo,
porque depende do ponto de vista individual
e pessoal, pois pode ser condicionado por
sentimentos ou afirmações arbitrárias.
Distinto disso, o mundo construído pela
ciência aspira à objetividade.
Órgão: Secretaria da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Professor de Educação Básica - Área: Filosofia Prova: Instituto AOCP - SEE PB - Professor de Educação Básica - Área: Filosofia - 2019

Nada acusa mais uma extrema fraqueza de espírito do que não conhecer qual é a infelicidade de um homem sem Deus; nada marca mais uma má disposição do coração do que não desejar a verdade das promessas eternas; nada é mais covarde do que fazer-se de bravo contra Deus. Deixem então essas impiedades para aqueles que são bastante mal nascidos para ser verdadeiramente capazes disso. Reconheçam enfim que não há senão duas espécies de pessoas a quem se possam chamar razoáveis: ou os que servem a Deus de todo o coração porque o conhecem ou os que o buscam de todo o coração porque não o conhecem. (Blaise Pascal. Pensamentos , 2015. Adaptado.) O pensamento desse filósofo é nitidamente influenciado por uma ótica

A científica.
B ateísta.
C antropocêntrica.
D materialista.
E teológica.