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Segundo o pensamento de Aristóteles, toda Cidade existe para cumprir seu fim e esse cumprimento será mais ou menos perfeito em decorrência do tipo de Constituição. A finalidade da política, sendo o bem comum e a vida justa, o valor essencial da política, aquele valor que serve para medir todos os demais valores da Cidade, é a justiça. Sobre o conceito de justiça em Aristóteles, assinale a alternativa correta.

A A justiça aristotélica se divide em justiça distributiva e comutativa, ou seja, a desigualdade entre os iguais e a igualdade entre os desiguais.
B Existem duas formas de justiça: a justiça principal ou fundante, que é a justiça comutativa, e a justiça secundária ou fundada, que é a justiça distributiva.
C A justiça consiste em duas ações principais: igualar os desiguais, ou seja, criar os iguais, e determinar que o tratamento desigual dos desiguais é justo.
D A justiça comutativa se refere ao modo como a Cidade faz a partilha dos bens entre os cidadãos e a justiça distributiva corrige erros da justiça distributiva.

O Mito da Caverna, de Platão, estabelece uma relação interna ou intrínseca entre paideia e aletheia : a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. Sobre o Mito da Caverna e o conceito de verdade em Platão, assinale a alternativa INCORRETA.

A A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das ideias.
B Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo e ao mundo.
C A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade.
D O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo.

“A palavra democracia é de origem grega e significa ‘governo do povo’, ‘governo de todos os cidadãos’. A democracia foi uma invenção dos gregos da Antiguidade, que elaboraram teoricamente esse conceito e implantaram o regime democrático na pólis. Em Atenas, no século VI a.C., a ágora – praça pública – era o local de encontro dos cidadãos, onde se discutiam os problemas da cidade” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 229). Tendo em vista o trecho apresentado, assim como os seus conhecimentos sobre a democracia tanto na Grécia Antiga quanto na contemporaneidade, assinale a alternativa correta.

A Na Grécia Antiga, a democracia direta se valia de representantes que defendiam os interesses comuns. A partir disso, pode-se afirmar que a exclusão política não ocorria com tanta frequência.
B A consolidação da democracia grega contribuiu com o surgimento da filosofia. Aliás, pensadores estrangeiros que faziam parte do corpo democrático foram os principais teóricos que efetuaram as causas em prol do surgimento de tal ciência.
C A ágora (praça pública), na Grécia Antiga, espaço onde eram debatidos assuntos de interesse comum, favorecia o desenvolvimento do discurso político. Desse modo, elaborava-se o novo ideal de justiça, pelo qual as pessoas poderiam participar das decisões políticas. É importante frisar que os estrangeiros (metecos), quando eram prósperos comerciantes, eram considerados cidadãos e, por isso, participavam do processo de argumentação e de discussão.
D A crise na contemporaneidade acerca da democracia consiste no fato de que há conflitos entre democracia e representação. A “democracia representativa” possui uma crise em seu próprio cerne. Afinal, se a democracia é entendida como governo do povo, a representação consiste na seleção de apenas alguns que governam, e os critérios para conceder o poder a “alguns” nem sempre têm sido os mais democráticos.

Ao negar o movimento, caracterizando-o como uma ilusão dos sentidos, Parmênides e seus discípulos foram atacados pelos pensadores da escola mobilista, que por sua vez, afirmavam o movimento e a transformação como característica do próprio Ser. Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, formula alguns paradoxos para defender a tese de imobilidade de seu mestre, e dentre estes, aquele que foi um dos mais comentados paradoxos da antiguidade, é o da corrida entreAquiles e a tartaruga. Segundo as premissas do pensamento eleáta exposto no paradoxo de Zenão, o resultado da corrida é:

A Atartaruga vence a corrida.
B Aquiles vence a corrida.
C Há um empate.
D Aquiles não alcança a tartaruga.
E Nenhum dos dois competidores se movem.

“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte, continuou Sócrates, e o rápido ser rápido, e o sadio ser sadio – pois talvez alguém pensasse que nesses e em todos os casos semelhantes os que são tais e têm essas qualidades desejam o que justamente têm, e é para não nos enganarmos que estou dizendo isso – ora, para estes, Agatão, se atinas bem, é forçoso que tenham no momento tudo aquilo que têm, quer queiram, quer não, e isso mesmo, sim, quem é que poderia desejá-lo?” No contexto do diálogo platônico em questão, a discussão sobre o Eros é em, parte, uma discussão sobre o que se deseja, sobre as condições pelas quais desejamos algo. Após o discurso socrático, o quinto entre os convivas do sympósium fica estabelecido que o desejo é:

A fruto de uma completude entre os amantes.
B desejo daquilo de que somos carentes.
C expressão de uma força inconsciente.
D a força que permite aos homens viverem em harmonia.
E desejo daquilo que já possuímos.

“Como não haveria de ser evidente mesmo para um cego, como se diz? Enquanto não houvermos feito esta contestação, nem essa demonstração, não poderemos, de forma alguma, falar nem de discursos falsos, nem de opiniões falsas, nem de imagens, de cópias, de imitações ou de simulacros, e muito menos de qualquer das artes que deles se ocupam, sem cair, inevitavelmente, em contradições ridículas.” O trecho acima do diálogo O Sofista se refere a discussão central do diálogo que pretende afirmar qual é a arte do sofista. Esta discussão se pretende a distinção e definição dos conceitos de:

A moral e ética.
B sensível e inteligível.
C ser e não-ser.
D doxa e episteme.
E uno e múltiplo.

Aristóteles, em sua obra A Poética, define e diferencia a tragédia da comédia a partir do objeto de sua imitação. Qual é, segundo Aristóteles, a principal diferença entre a comédia e a tragédia?

A A comédia possui uma narrativa que tem por objeto os homens vivos e conhecidos, enquanto na tragédia, a narrativa gira em torno de feitos passados, de homens mortos.
B Na comédia, a narrativa não possui métrica, enquanto a tragédia, assim como em Homero, é sempre apresentada em forma de poesia ditirâmbica.
C A tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado que busca suscitar o terror e a piedade, tendo como efeito a purificação de nossas emoções, enquanto a comédia é a imitação da ação de baixa índole.
D A tragédia é a imitação de uma ação de baixa índole que busca suscitar o terror e a piedade, tendo como efeito a katarse, enquanto a comédia é a imitação das ações dos homens infantis.
E A tragédia e a comédia diferem no tocante ao tema: a primeira narra fatos históricos, e a segunda os fatos cotidianos que geram o riso, porém, ambas possuem como função a katarse.