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Considerado um dos principais filósofos da humanidade, Platão teorizou, em suas obras, acerca da política, desenvolvendo reflexões sobre temas como

A a divisão necessária do governo em três poderes (executivo, legislativo e judiciário) de modo que houvesse uma autorregulação dos mesmos.
B a liberdade de expressão na imprensa e a tolerância religiosa no espaço público, elementos por ele considerados fundamentais para a manutenção da democracia.
C o uso justificado dos mais variados meios para se atingir um fim nobre e garantir a permanência do governante no poder.
D o papel imprescindível do Estado no estabelecimento de um contrato social que garantisse os direitos de todos os cidadãos e decisões consensuais.
E a ética necessária na conduta dos governantes, de forma a atender aos interesses coletivos e não individuais.
Texto associado
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando
que os filósofos pré-socráticos, com seus conceitos, buscavam o
entendimento do mundo e da natureza, julgue os itens subsequentes.

A maneira de pensar dos filósofos pré-socráticos
contrapunha-se ao tradicional pensamento mítico presente
na Grécia Antiga.

C Certo
E Errado

Leia com atenção o texto a seguir. A filosofia surgiu quando alguns pensadores da Grécia Antiga perceberam que as verdades do mundo e dos seres humanos não eram segredos ou mistérios que chegavam ao conhecimento quando revelados por divindades para alguns indivíduos ......................... e que, ao contrário, poderiam ser conhecidas por todos os humanos através de operações mentais .......................... ou do uso correto do pensamento. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.

A escolhidos • de raciocínio
B virtuosos • sobre o universo
C estudiosos • de reflexão
D inteligentes • filosóficas
E sábios • lógica

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) acerca dos significados de “dialética”.

( ) Platão a considerava o processo pelo qual a alma se eleva por degraus das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias.

( ) No método socrático, é a busca da verdade por meio de perguntas com a finalidade de explicitar aquilo que já é sabido ou para as contradições e as dificuldades do interlocutor.

( ) Hegel considerava um raciocínio que permite ultrapassar a contradição entre tese e antítese por meio da síntese.

( ) Em Kant, uso indevido da lógica para induzir os indivíduos à ilusão de uma crença.

( ) Em Marx, uma forma eficiente de conseguir harmonizar os conflitos que surgem na relação entre as formas de trabalho e o capital. Assinale a alternativa que indica a sequência correta , de cima para baixo.

A V • V • V • V • F
B V • V • F • V • F
C V • V • F • F • V
D V • F • V • F • F
E F • V • V • F • V

O método socrático de induzir as pessoas a descobrirem as suas próprias verdades, que deu origem ao método pedagógico que permite ao professor dirigir as pesquisas do aluno, deixando que ele descubra a verdade por seus próprios meios, também é conhecido como:

A Indução.
B Dedução.
C Summerhill.
D Semiótica.
E Maiêutica.

Trecho I “[...] a filosofia pretende explicar a totalidade das coisas, ou seja, toda a realidade, sem exclusão de partes ou momentos dela. Assim, a filosofia distingue-se das ciências particulares, que assim se chamam exatamente porque se limitam a explicar partes ou setores da realidade, grupos de coisas ou de fenômenos. E a pergunta daquele que foi e é considerado como o primeiro dos filósofos – ‘Qual é o princípio de todas as coisas?’ – já mostra a perfeita consciência desse ponto. Portanto, a filosofia se propõe como objeto a totalidade da realidade e do ser precisamente descobrindo qual é o primeiro ‘princípio’, isto é, o primeiro ‘por que’ das coisas.” (Reale, 1990. V 1. P 21.) Trecho II “[...] A filosofia visa a ser ‘explicação puramente racional daquela totalidade’ que tem por objeto. O que vale em filosofia é o argumento da razão, a motivação lógica, o logos. Não basta à filosofia constatar, determinar dados de fato ou reunir experiências: ela deve ir além do ato e além das experiências, para encontrar a causa ou as causas precisamente através da razão. É justamente esse caráter que confere cientificidade à filosofia. Pode-se dizer que esse caráter também é comum às outras ciências, que, enquanto tais, nunca são uma mera constatação empírica, mas também são pesquisas de causas e razões.” (Reale, 1990. V 1. P 22.) Os dois trechos citados anteriormente se referem, respectivamente, a quais conotações da filosofia antiga?

A Conteúdo / Escopo.
B Escopo / Conteúdo.
C Conteúdo / Método.
D Método / Conteúdo

“A preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo ( a physis ) era comum. Queria entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas.” (Disponível em: mundoeducacao.bol.uol.com.br.) Essa afirmação se refere estritamente à filosofia:

A Sofista.
B Socrática.
C Aristotélica.
D Pré-Socrática.

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Para os gregos, tudo o que existe, fenômenos naturais e humanos, e mesmo os próprios deuses, é oriundo das relações sexuais entre eles;

II. “Os deuses são homens amplificados e idealizados, são quantitativamente superiores a nós, mas não qualitativamente diferentes”;

III. Os fenômenos naturais, nesse sentido, são promovidos pelos deuses. Por exemplo: os trovões e raios são lançados por Zeus, do Olimpo; as ondas do mar são levantadas pelo tridente de Poseidon; o Sol é carregado pelo carro de Apolo etc.

IV. Os fenômenos da vida individual e social do homem grego, o destino da cidade, bem como as guerras, não sofrem interferência dos deuses, são produtos meramente da ação humana;

V. Tudo é divino, ou seja, tudo o que acontece é obra dos deuses. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C I, II, III e IV, apenas
D I, II, III e V, apenas
E I, II, III, IV e V

Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

( ) A ética não é um assunto novo. Desde os gregos, os filósofos se debruçam sobre o problema da ética e o vêm fazendo até os dias atuais com discussões cada vez mais complexas. Por isso é que não existe “a ética” propriamente, mas “éticas”, no sentido de que os debates em seu entorno são tão numerosos quanto as tendências de suas abordagens.

( ) Na Antiguidade clássica o sujeito moral não podia ser compreendido na sua completa individualidade. Como os gregos eram, antes de tudo, cidadãos, a ética ligava-se diretamente à política, exatamente onde a liberdade era exercida.

( ) Outro aspecto importante da ética grega era o caráter metafísico que ela assumia, ou seja, a busca pela compreensão e sentido do ser, da sua essência.

( ) Daí a importância que, desde Sócrates, foi dada à definição do conceito. É justamente nesse sentido que Platão vai defender que “alcançar o bem” está ligado à capacidade de “compreender o bem”.

( ) Aristóteles, por seu turno, aprofundou as discussões éticas inicialmente pela busca do fim último de todas as atividades humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa àquilo que nos parece ser um bem. A sequência correta é:

A F, F, F, F, F
B V, V, V, V, V
C V, F, V, F, V
D V, V, F, F, V
E F, V, F, V, F

Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o trecho a seguir. A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram de significação. Donde uma advertência para leitura de Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão, verbete “Forma Inteligível”). Assinale a alternativa incorreta .

A Para Descartes, ideias são tudo aquilo que a mente percebe diretamente, enquanto que as “ideias” em Platão não são subjetivas, mas são a própria essência do real, existente em si
B As características que Descartes atribui às ideias pertencentes ao eu pensante são aquilo em que Platão reconhece a doxa, a opinião, podendo ela ser verdadeira ou falsa
C Para Descartes, podemos conhecer as ideias inatas voltando-nos para nós mesmos através da reflexão, enquanto que para Platão, conhecer as “ideias” depende da educação, de um processo de ascensão da alma, de afastamento das coisas sensíveis e aproximação do inteligível
D Da matemática, Descartes empresta o seu método, de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações; para Platão, a matemática fornece antes o modelo dos objetos inteligíveis, mas seu método é o dialético
E Para Descartes, a veracidade da representação mental dos objetos externos ao eu pensante é assegurada por sua clareza e distinção, enquanto que, para Platão, a verdade é garantida em última instância pela “ideia” do Bem