QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
159 questões encontradas

Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , aborda uma das principais teses da filosofia aristotélica: “a virtude está no meio ( meson ); por exemplo, o corajoso não é aquele que nada teme, nem o que tudo teme, mas sim o que tem uma dose certa de temor que é a cautela, sem contudo perder a iniciativa, e evitando o excesso que seria a temeridade”. A tese aristotélica mencionada por Danilo Marcondes, no excerto, implica que a conduta ética deve

A buscar o equilíbrio prático entre extremos de excesso e deficiência.
B derivar de princípios universais aplicáveis a qualquer situação.
C ser regida pelo dever formal estabelecido pela razão pura.
D seguir a máxima da utilidade nas circunstâncias da ação.
E fundamentar-se na imitação das ações dos deuses.

A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos , foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado) Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário

A explicar fenômenos naturais a partir de narrativas míticas.
B utilizar modelos matemáticos para a explanação de fenômenos.
C possibilitar o entendimento racional de explicações religiosas.
D estabelecer nexos causais entre fenômenos observáveis.
E criar instrumentos óticos para ampliar a capacidade de observação.

Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron , como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado). Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica

A imperava o relativismo epistemológico.
B adotava-se um compatibilismo radical.
C havia espaço para a divergência crítica.
D admitia-se aleatoriamente qualquer hipótese.
E eram aceitas distintas posições dogmáticas.

Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado). O paradoxo da relação surge porque Platão

A sugere que a ontologia adote a lógica paraconsistente.
B defende uma ontologia exclusivamente fisicalista.
C adota uma concepção ideal de justiça equitativa.
D assume uma perspectiva relativista da ética.
E propõe que existe uma realidade apenas inteligível.

Em Filosofando : introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné , numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”. O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de

A justiça.
B parusia.
C dialética.
D mimese.
E rei-filósofo.

Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein , Danilo Marcondes discute diferentes teorias metafísicas da Antiguidade. Dentre elas, o contraste entre Aristóteles e Platão. Nas palavras do autor: “Aristóteles, ao contrário de Platão, valoriza os sentidos e sua contribuição para o desenvolvimento do conhecimento. Enquanto Platão considerava os sentidos pouco confiáveis, proporcionando apenas uma ‘visão de sombras’, Aristóteles os vê como pontos de partida do processo de conhecimento e indispensáveis para esse processo”. No excerto, a diferença entre teoria metafísica apresentada e a platônica diz respeito à

A rejeição da investigação sobre as causas fundamentais da existência.
B ideia de que a essência das coisas é inacessível ao entendimento humano.
C negação da existência de formas separadas do mundo sensível.
D visão de que a realidade carece de qualquer fundamento universal.
E valorização da tese inatista na composição das substâncias.

Sobre a relação entre Platão e Sócrates, Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , afirma: “A crítica de Platão a Sócrates diz respeito […] à concepção de filosofia como método de análise, que […] seria […] insuficiente para caracterizá-la. Seu principal argumento era que um método necessita, para a sua aplicação correta e eficaz, de um fundamento teórico que estabeleça exatamente os critérios segundo os quais o método é aplicado de forma correta e eficaz. […] É esse o papel da famosa teoria platônica das ideias ou das formas, que pode ser considerada o início da metafísica clássica”. Segundo Marcondes, a principal função da Teoria das Ideias de Platão é

A descartar o método dialético por um sistema metafísico.
B estabelecer parâmetros para validar definições e conceitos.
C rejeitar a necessidade de um método de análise.
D refutar a influência de Sócrates sobre sua filosofia.
E propor uma visão materialista do conhecimento humano.

Danilo Marcondes explica, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , um ponto fundamental do pensamento dos filósofos pré-socráticos: “A característica central da explicação da natureza pelos primeiros filósofos é […] o apelo à noção de causalidade. O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica. […] A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a possibilidade de se ir […] até o infinito. […] Surge a necessidade de se estabelecer uma causa primeira […] que sirva de ponto de partida para todo o processo racional”. Entre os filósofos pré-socráticos, Demócrito concebia como princípio explicativo mencionado

A o fogo.
B a água.
C o apeíron.
D o átomo.
E o ar.

No texto “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz apresenta uma análise histórica da noção de trabalho: “Os estudiosos da Grécia são unânimes em afirmar que ali a prática material produtiva ocupava um lugar secundário. A ideia, de que o homem se faz a si mesmo e se eleva como ser humano justamente através e sua atividade prática, com seu trabalho, transformam o mundo material, é uma ideia moderna, alheia ao pensamento antigo”. Segundo Suzana Albornoz, a visão grega antiga sobre o trabalho era marcada pela

A igualdade entre todos os tipos de trabalho como expressão de virtude.
B rejeição do trabalho intelectual por sua inutilidade das tarefas supérflua.
C defesa da dignidade do esforço físico como base para a cidadania.
D separação entre o trabalho braçal e o trabalho intelectual livre e nobre.
E valorização do trabalho manual como fundamento da vida ética e política.

“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica , Livro A

( 1980 ). Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado

A é da ordem dos sentidos.
B caracteriza-se por ser experiência.
C pode ser ensinado, tal como a arte ( technè ).
D é a ciência filosófica das sensações.
E interroga-se acerca das causas primeiras.