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Texto associado
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!” Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história. E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente. E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...” E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro. (Rubem Braga, Meu ideal seria escrever... Elenco de cronistas modernos . Adaptado)

Na passagem – ... aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse –, os termos destacados introduzem sequências com sentido, respectivamente, de

A condição e causa.
B condição e modo.
C conclusão e consequência.
D tempo e consequência.
E tempo e modo.

Texto

II. .. e cheio de perigos virtuais E tal como no mundo real, no qual há aquelas pessoas mal-intencionadas, a internet também possui perigos e exige precauções. No mundo real, usamos diversos tipos delas. Instalamos fechaduras nas portas das nossas casas e carros e as trancamos para ter maior segurança pessoal e dos nossos bens. Usamos cortinas nas nossas janelas para, além da claridade, ter mais privacidade em relação a vizinhos e pedestres. Não saímos por aí contando para qualquer desconhecido como foi aquela aventura amorosa ou quais são os hábitos dos nossos familiares. E ainda evitamos que nossos filhos tenham contatos com pessoas que não conhecemos sem a nossa presença ou de alguém da nossa confiança. Do mesmo modo, também devemos nos proteger e ser precavidos no mundo virtual. E isso vale para empresas e governos. Com o progressivo crescimento da digitalização dos negócios, tornou-se mais frequente a ocorrência de crimes e golpes virtuais. E os seus tipos são tão variados quanto a criatividade humana permite, indo desde roubo de informações sensíveis (políticas, estratégicas, segredos industriais etc.), sequestro de dados, controle remoto de dispositivos pessoais para finalidades ilegais... BRASIL, país digital (Extraído de: brasilpaisdigital.com.br/seguranca-e-cidadania-no-mundo-digital). Adaptado Com base no seguinte período do primeiro parágrafo do Texto II, responda à questão. “E ainda evitamos que nossos filhos tenham contatos com pessoas que não conhecemos sem a nossa presença ou de alguém da nossa confiança.” A palavra “que” é em pregada, no trecho, respectivamente, como:

A preposição / substantivo
B conjunção / pronome
C pronome / advérbio
D interjeição / conjunção
E substantivo / advérbio
Texto associado
“Ele achava que a sociedade deveria ser harmoniosa e as pessoas deveriam ser encorajadas em seu ‘autodesenvolvimento’ para que pudessem aproveitar ao máximo sua posição.” (linhas 16 a 18)

A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. Há ocorrência de duas formas verbais em voz passiva.

II. Existem duas locuções verbais no período.

III. Há ocorrência de um QUE pronome relativo e um QUE conjunção subordinativa. Assinale

A se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
B se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
C se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
D se todas as afirmativas estiverem corretas.
E se nenhuma afirmativa estiver correta.

O elemento de coesão “que” possui, no texto, a função sintática idêntica ao do elemento sublinhado na sentença:

A Machado escreveu doente Memórias Póstumas.
B O narrador de Memórias Póstumas é onisciente.
C Machado é um dos mais consagrados escritores no Brasil .
D Machado foi fundador da Academia Brasileira de Letras.
E A ideia de Machado era explicar a corrupção brasileira.
Texto associado
BRASIL NO PROJETO EHT A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT). Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava. Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia". O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia? Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei. No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões. Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas. E como você se envolveu com o projeto do EHT? Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...) Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas. Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. É importante que garotas e jovens mulheres saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão sozinhas se optarem por uma carreira científica. https://gazetaweb.globo.com/

Em “Ele disse que provavelmente daria certo com Física ou Astronomia.”, o QUE tem o mesmo valor gramatical em:

A A cientista espera que mais mulheres concorram a esse posto.
B O empresário entregou o prêmio que lhe deram equivocadamente.
C Que maravilha a descoberta do buraco negro previsto por Einstein!
D Os premiados tiveram que sair rápido, devido ao assédio dos jornalistas.
E Quase que o Brasil perde a chance de participar desse grandioso evento.
Texto associado
Texto Einstein tinha razão Os buracos negros são há muito tempo as superestrelas da ficção científica. Mas a sua fama hollywoodesca é um pouco estranha porque ninguém tinha visto um — pelo menos até agora. Para quem precisa de ver para crer, pode agradecer ao Event Horizon Telescope (EHT), que acabou de nos oferecer a primeira imagem direta de um buraco negro. Este feito notável exigiu uma colaboração global para transformar a Terra num gigante telescópio e captar um objeto a milhares de trilhões de quilômetros. Sendo assombroso e inovador, o projeto do EHT não é apenas um desafio. É na verdade um teste sem precedentes para ver se as ideias de Einstein sobre a própria natureza do espaço e do tempo se confirmam em circunstâncias extremas, e lança o olhar mais próximo que obtivemos até hoje sobre o papel dos buracos negros no universo. Para resumir: Einstein tinha razão. Um buraco negro é uma zona do espaço cuja massa é tão grande e densa que nem sequer a luz consegue escapar à sua atração gravitacional. Capturá-lo contra o fundo negro do além é uma tarefa quase impossível. Mas graças ao trabalho inovador de Stephen Hawking, sabemos que estas massas colossais não são apenas um abismo de onde nada sai. Os buracos negros são capazes não só de emitir grandes jatos de plasma, como a sua gravidade imensa também puxa fluxos de matéria para o seu núcleo. Quando a matéria se aproxima do horizonte de eventos de um buraco negro — o ponto a partir do qual nem a luz escapa — esta forma um disco orbital. A matéria neste disco converte alguma da sua energia em fricção entre as partículas. Isto aquece o disco, tal como nós aquecemos as mãos esfregando-as num dia frio. Quanto mais próxima estiver a matéria, maior a fricção. A matéria mais próxima do horizonte de eventos irradia um grande brilho ao atingir o calor de centenas de sóis. Foi esta luz que o EHT detectou, junto com a "silhueta" do buraco negro. Analisar estes dados e produzir uma imagem é uma tarefa hercúlea. Como astrônomo que estuda os buracos negros em galáxias distantes, é raro eu conseguir obter uma imagem clara sequer de uma estrela nessas galáxias, muito menos do buraco negro no centro delas. A equipe do EHT decidiu concentrar-se em dois dos buracos negros supermassivos mais próximos de nós — na grande galáxia em forma de elipse M87, e em Sagitário A, no centro da nossa Via Láctea. Para dar uma ideia da dificuldade da tarefa: embora o buraco negro da Via Láctea tenha uma massa de 4,1 milhões de sóis e um diâmetro de 60 milhões de quilômetros, ele encontra-se a 250 614 750 218 665 392 quilômetros de distância da Terra — o equivalente a ir de Londres a Nova Iorque 45 trilhões, ou milhões de milhões de vezes. Como a equipe do EHT comentou, isto é como estar em Nova Iorque a tentar contar os sulcos de uma bola de golfe em Los Angeles, ou fotografar uma laranja na lua a partir da Terra. Para fotografar um objeto tão impossivelmente distante, a equipe do EHT precisaria de um telescópio tão grande como a própria Terra. Não existindo uma máquina desse tamanho, a equipe ligou entre si telescópios por todo o mundo e combinou os dados recolhidos por eles. Para captar uma imagem precisa a uma tal distância, os telescópios tinham de ter grande estabilidade e as suas leituras sincronizadas na perfeição. Para atingir este feito, a equipe usou relógios atômicos tão precisos que a cada 100 milhões de anos perdem apenas um segundo. Os 5 mil Terabytes de dados recolhidos ocuparam centenas de discos duros que tiveram de ser transportados e ligados fisicamente a um supercomputador, que corrigiu as diferenças de tempo nos dados e produziu a imagem do buraco negro. (Por Kevin Pimbblet, professor de Física da Universidade de Hull – Texto adaptado)

“Os 5 mil Terabytes de dados recolhidos ocuparam centenas de discos duros QUE tiveram de ser transportados e ligados fisicamente a um supercomputador...” (último §). O QUE destacado tem valor morfossintático correto em:

A conjunção integrante / objeto indireto.
B advérbio / objeto direto.
C preposição / predicativo.
D interjeição / aposto.
E pronome relativo / sujeito.
Texto associado
O DIMINUTIVO O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente a usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida também porque a usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais. Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não. Melhor se preparar para o pior. Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente. No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha. - Mais um feijãozinho? O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias. O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar duas horas tomando cervejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de duas cervejas. E agora, um docinho. E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões. Luís Fernando Veríssimo

No trecho “E surge um tacho de ambrosia QUE é um porta-aviões.”, o termo destacado QUE tem o seguinte valor morfossintático:

A conjunção/sujeito
B pronome relativo/objeto direto
C advérbio/objeto indireto
D preposição/predicativo
E pronome relativo/sujeito
Texto associado
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. A palavra é o bem mais precioso do trabalho do médico JJ Camargo 01 Nas visitas aos leitos com estudantes , é rotina que se faça um resumo do caso, antes que 02 entremos no quarto, para que os alunos tenham uma noção do que irão encontrar. 03 Era um grupo de oito jovens, _________ de Medicina , e a introdução foi _________: 04 — Vamos agora conhecer o Guilherme, de 57 anos , que tem um câncer avançado de 05 esôfago, que tratou com quimioterapia e radioterapia, com uma resposta pobre, e a doença 06 evoluiu até o surgimento de pelo menos três metástases cerebrais. É um paciente em fase 07 terminal da doença, com um emagrecimento impressionante. 08 Um dos alunos, visivelmente ________, perguntou: 09 — E o coitado ainda está consciente? 10 A confirmação de que sim resultou em três abandonos da visita. Uma doutora justificou: 11 — Eu não saberia o que dizer, muito menos o que perguntar, e eu choro com muita 12 facilidade, o que acho que só iria deprimi-lo mais ainda. 13 Achei que a visita com o grupo rachado não valeria a pena, e voltamos para a sala de 14 reuniões, para uma espécie de pausa emocional, a fim de organizarmos nossas cabeças e 15 nossos sentimentos. 16 Era evidente, pela ansiedade coletiva, que a dificuldade aparentemente intransponível que o 17 grupo _________ era a ausência de palavras adequadas. E a palavra, como se sabe, é o mais 18 precioso instrumento de trabalho do médico, porque é através dela que conquistamos confiança 19 ou plantamos incerteza , que somos acolhidos ou _________ , que oferecemos parceria ou nos 20 perdemos na ilusão de que o paciente dará __ tecnologia o mesmo valor com que a 21 reverenciamos. 22 Quando a doutora que se confessara chorona relatou duas experiências prévias em que não 23 conseguira sequer que os pacientes fixassem o olho nela, ficou claro que tínhamos de redefinir 24 como a proximidade da morte é vista pelo doente. Porque, se isso for entendido, ficará 25 compreensível a irritação do paciente com o discurso falacioso do médico ao descrever o que 26 será feito para que desfrute um tempo que ele reconhece, pela percepção de sua fraqueza 27 orgânica, como impossível: o futuro. 28 Ser médico nessa hora é entender que o fim da vida é reconhecível com a maior certeza 29 pelo paciente, e tudo o que lhe interessa, nesse estágio, é como manejar o passado com suas 30 sombras e dúvidas, e mentiras e traições, e culpas e remorsos. E o médico que pretenda 31 escalar esse degrau superior da medicina é o que se oferece para ajudá-lo a apaziguar seus 32 demônios, para que ele morra em paz. 33 Quando saía do hospital, dei uma última espiada; a doutora estava sentada na cama do seu 34 Guilherme e lhe segurava uma das mãos. Quando ela comentou que "neste andar, não tem 35 ninguém com netos tão lindos no porta-retratos!", ele sorriu, e ofereceu-lhe __ segunda mão 36 para que ela segurasse. Tomara que ela tenha chorado, porque terá descoberto, bem cedo na 37 vida, o quanto o choro médico é bom de chorar. Texto adaptado. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br

Para responder a questão, considere o parágrafo contido entre as linhas 28 e 32 do texto. Sobre as ocorrências para palavra ‘que’ entre as linhas 28 e 32 do texto, afirma-se que:

I. As duas primeiras ocorrências são pronomes relativos.

II. A segunda, a terceira e a quarta ocorrência funcionam como pronomes relativos.

III. A última ocorrência é uma conjunção, a qual, combinada com a preposição ‘para’, atribui ao período que introduz a ideia de finalidade. Quais estão corretas?

A Apenas I.
B Apenas II.
C Apenas III
D Apenas I e II.
E Apenas II e III.
Texto associado
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. Por que a depressão é mais comum em mulheres? Novo estudo tenta responder Maria Tereza Santos 01 O sexo feminino possui um risco quase duas vezes maior de desenvolver a depressão. 02 Pois um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, investigou a fundo o cérebro 03 de homens e mulheres para tentar desvendar possíveis mecanismos biológicos por ........ disso. 04 Os pesquisadores recrutaram 115 indivíduos saudáveis (69 mulheres e 46 homens). Eles 05 foram separados em dois grupos: um deveria in ? erir pequenas doses de endotoxinas 06 (substâncias que promovem uma inflamação cerebral controlada), e o outro tomava um 07 placebo. 08 Duas horas depois, todos os participantes executaram uma tarefa que visava testar o 09 sistema de recompensa do cérebro — um conjunto de estruturas que promove a sensação de 10 prazer e que, na depressão, é inibido. Enquanto isso, a massa cinzenta dos voluntários era 11 monitorada por um aparelho de ressonância magnética funcional. 12 Com base nas informações dos exames, os cientistas constataram que , nas mulheres que 13 haviam recebido aquela substância inflamatória, a atividade do tal sistema de recompensa 14 diminuiu, o que não aconteceu com os homens que tomaram as endotoxinas e com todo o 15 grupo placebo. 16 “Isso sugere que mulheres com distúrbios crônicos inflamatórios podem ser 17 particularmente vulneráveis __ desenvolver depressão através da diminuição da sensibilidade 18 __ recompensas”, arremata, em comunicado __ imprensa, a psicóloga Mona Moieni, 19 da Universidade da Califórnia, que liderou a análise. 20 Limitações da investigação 21 Apesar dos resultados serem significativos, é importante analisá-los com cuidado. “Os 22 autores su ? erem que os achados explicariam a maior prevalência da doença em mulheres, mas 23 isso não pode ser concluído através da pesquisa”, comenta o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, da 24 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Certamente fatores genéticos e hormonais 25 também devem influir aí”, completa. 26 Um trabalho de 2017 que contou com a participação de Nardi, por exemplo, mostra que 27 o DNA pode estar por ........ dos processos inflamatórios que desencadeariam certos transtornos 28 mentais. Nesse levantamento, os experts avaliaram marcadores genéticos e inflamatórios em 29 pacientes que já haviam tentado o suicídio. 30 “Demonstramos que a carga genética talvez dificulte o bom funcionamento cerebral em 31 situações de estresse, favorecendo a reação inflamatória e agravando o quadro depressivo”, 32 explica o psiquiatra. 33 Por que as mulheres são mais propensas à depressão 34 Segundo Nardi, em geral, esse transtorno surge da interação de fatores genéticos com o 35 estresse. “Depois da primeira crise, parece que a doença segue um curso próprio. Os fatores 36 ambientais e emocionais vão perdendo a capacidade de influir”, complementa o professor. 37 Acontece que a genética e a flutuação hormonal seriam mais preponderantes no 38 desenvolvimento da doença entre o sexo feminino. “Antes da menopausa, a incidência de 39 depressão é pelo menos duas vezes maior nas mulheres. Após a menopausa, é a mesma para 40 os dois sexos”, exemplifica Nardi. Isso indica que os hormônios femininos, que caem em 41 concentração depois dessa fase, têm um papel na depressão. 42 Discussões à parte, fica cada vez mais claro que a depressão não surge apenas por causa 46 de aspectos sociais e psicológicos.

(Fonte: https://saude.abril.com.br – 11 jun 2019 – adaptação)

Analise as seguintes ocorrências da palavra ‘que’:

I. Linha 06.

II. Linha 12.

III. Linha 16.

IV. Linha 26.

V. Linha 30. VI. Linha 37. Quais funcionam como conjunção integrante, nos respectivos contextos de ocorrência?

A Apenas I, II e III.
B Apenas III, IV e V.
C Apenas I, III, IV e VI.
D Apenas II, III, IV, V e VI.
E I, II, III, IV, V e VI.
Texto associado
As razões _______ a indústria do cigarro está investindo em ONG antitabagista. A indústria do cigarro, capitaneada pela Philip Morris, está investindo um bilhão de dólares numa ONG que promete um mundo sem cigarro. ______? Cientistas de reputação imaculada deveriam aceitar contribuições financeiras de uma companhia de tabaco? Este não é um teste teórico de comportamento ético, mas o dilema que se apresentou dramaticamente para acadêmicos da Universidade de Utrecht (UU), na Holanda. Quem lançou a isca foi a Philip Morris, gigante mundial do tabaco, e a oferta não era de se jogar fora: 360 mil euros (1,64 milhão de reais) para o trabalho de investigar as consequências do contrabando e falsificação de cigarros. De mais a mais, a companhia acenava com total liberdade para os acadêmicos em suas apurações. Não são historicamente as mais decentes as relações entre profissionais da saúde e as controvertidas usinas de câncer de pulmão. Décadas atrás, a indústria de tabaco tinha o hábito de recrutar médicos de forma que eles, ao contrário do que já indicavam os alertas patológicos, alardeassem publicamente as virtudes do fumo para os pulmões e as vias respiratórias. Médicos de prestígio aceitavam alegremente ser cúmplices desse crime. É natural que , hoje em dia, quando a indústria procura a academia, uma fumaça de desconfiança impregne o ar. O professor de Direito John Vervaele, encarregado de administrar a doação em Utrecht, reagiu às críticas argumentando: “Fazemos isso ______ indústria de tabaco não é ilegal. O comércio ilícito de cigarro, sim”. O argumento não convenceu os pneumologistas e oncologistas da Sociedade Holandesa do Câncer, os mais desconfiados em relação à pretensa boa vontade da Philip Morris. “Cerca de 7 milhões de pessoas continuam morrendo todos os anos, no mundo inteiro, vítimas dos efeitos malignos do fumo” – rebateram os clínicos. A discussão azedou a tal ponto que a UU acabou declinando da doação. Anunciou que ela ............ vai bancar a pesquisa do professor Vervaele e sua equipe. A Philip Morris, por sua vez, está disposta a verter uma montanha de dinheiro em programas como aquele que tentou, em vão, na Holanda. O combate ao comércio ilegal de cigarro vai lhe custar 100 milhões de dólares – não só em pesquisas, mas também nos custos de repressão ao tráfico. Outro bilhão de dólares a Philip Morris pretende investir, ao longo de 12 anos, na Foundation for a Smoke-Free World, uma ONG com sede em Nova York. Como entender que a fabricante do Marlboro, a marca número 1, esteja financiando uma fundação ______ nome apregoa “um mundo sem cigarro”? A tal fundação ............ controvérsias, de fato. A Philip Morris assegura que ela exprime hoje uma preocupação que é de ............ indústria do tabaco: como ajudar os fumantes a encontrar alternativas seguras aos cigarros combustíveis, unanimemente fadados à extinção? Já a Organização Mundial da Saúde não tem tanta certeza assim dos objetivos meritórios das campanhas da indústria. De acordo com a brasileira Vera Luzia da Costa e Silva, chefe da Convenção do Controle do Tabaco, com sede em Genebra, o que uma entidade endinheirada como a Foundation for a Smoke-Free World almeja é atropelar as iniciativas coletivas para impor sua própria pauta, seus próprios métodos e, no final, seus próprios interesses – que continuam comprometendo a vida saudável. Texto especialmente adaptado para esta prova.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/revista/1011/cortina-de-fumaca

Quanto às seguintes ocorrências da palavra que no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

A Nas linhas 02 e 04, trata-se de um pronome.
B Na linha 14, trata-se de uma conjunção, assim como na linha 22 (os dois casos).
C Na linha 24, não se trata de um pronome.
D Nas linhas 28 e 30, trata-se de conjunção integrante.
E Nas linhas 36 e 38 introduzem orações adjetivas.