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Os tamanhos das bancadas dos partidos na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal já não são os mesmos se
comparados ao que se viu após o resultado das eleições de outubro
de 2018 no Brasil. Motivadas por decisões judiciais ou por trocas
partidárias, as alterações já foram suficientes para aumentar ou
reduzir a relevância de algumas das legendas no ano legislativo
iniciado em fevereiro de 2019. A composição das bancadas no
Congresso Nacional é relevante não só para os partidos, mas
também para o governo federal.

Internet:
As primeiras alterações nas bancadas dos partidos implicaram uma
configuração partidária caracterizada por disputa pela maioria na
Câmara dos Deputados entre os partidos

A PT e MDB.
B PSDB e PSL.
C PT e PSL.
D PSL e PDT.
E PSDB e MDB.

Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina. (Jorge Amado. Capitães da areia, 2008.) O texto literário, publicado em 1937, fala da epidemia de bexiga (varíola) e

A reconhece a circulação global das doenças bacterianas e a facilidade de combatê-la em meios sociais pobres.
B identifica a origem africana da varíola e a baixa resistência da população afrodescendente de Salvador à doença.
C combina percepções médicas, religiosas e sociais sobre a epidemia de varíola na cidade de Salvador.
D associa cientificidade, preconceito social e política de confinamento no combate à epidemia de varíola em Salvador.
E despreza a dimensão mística e os saberes populares acerca das doenças e seus métodos de prevenção.

A fome é, por isso, historicamente, uma ameaça constante. E doenças graves sempre afetaram as suas populações. Quando os africanos começavam a se alegrar com vitórias nesse campo — a erradicação da varíola, por exemplo —, surgiu um novo flagelo, a aids, cujo avanço não foi contido a tempo devido, em grande parte, às atitudes de políticos e de religiosos que negavam a existência do drama ou se opunham às medidas de proteção. (Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008.) O texto associa a rápida disseminação da aids na África, nas últimas décadas do século XX, entre outros fatores,

A às carências alimentares das populações do continente.
B à ausência da presença efetiva de colonizadores europeus no continente.
C à abolição de valores morais das religiosidades tradicionais africanas.
D às semelhanças entre as formas de contágio dessa doença e da varíola.
E à ausência de políticas públicas voltadas ao controle dessa doença.

A anomalia dos pés às avessas deve parecer uma espécie de privilégio sobrenatural entre povos andejos. É bem compreensível o fato de esse privilégio surgir associado com frequência a entidades mitológicas dotadas de força mágica. Na Amazônia, o curupira aparece como um caboclinho calvo, de enormes orelhas e um só olho. A preocupação constante entre os índios de dissimular ao inimigo todas as pistas de sua marcha transparece em tais lendas. (Sérgio Buarque de Holanda. Caminhos e fronteiras , 1994. Adaptado.) De acordo com o excerto, o mito do curupira é

A a expressão de modos de existência de populações em constantes deslocamentos em uma natureza cheia de mistérios.
B a cristalização de um conjunto de narrativas urbanas sobre os habitantes dos territórios mais pobres do país.
C a síntese das culturas indígenas, negras e europeias formadoras da nacionalidade brasileira nos tempos coloniais.
D a versão ameríndia de lendas das civilizações greco-romanas transferidas para o novo mundo pelos colonizadores.
E a representação medieval das feições do demônio ensinadas às populações americanas pelos padres católicos.

No início do século XXI, a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, visando regular a transferência, a manipulação e o uso seguro de organismos vivos modificados, propôs o

A Tratado de Paris, que determina medidas de recuperação em casos de desastres ambientais.
B Tratado de Roma, que regula os direitos de propriedade sobre os organismos comercializados.
C Protocolo de Cartagena, que busca evitar a contaminação do meio ambiente e dos seres humanos.
D Protocolo de Montreal, que orienta as pesquisas biotecnológicas em suas questões éticas.
E Protocolo de Quioto, que objetiva qualificar a mão de obra responsável pelo cultivo dos transgênicos.

Discípulos de Hipócrates, defensores do ar puro, os médicos do século XIX acreditam nas virtudes do “ar livre”, nos danos do “ar mefítico”, viciado pelas grandes densidades populacionais. Atribuem à promiscuidade das multidões urbanas, aos amontoamentos dos cortiços (palavra dominante nos anos 1880) a propagação de doenças difundidas por contato, por “contágio”: epidemias, e logo a tuberculose. (Michelle Perrot. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros , 2017.) Na Europa, essa “promiscuidade” e os “amontoamentos” decorreram

A do auge do mercantilismo, que reforçou a exploração sobre os trabalhadores.
B do avanço da industrialização, que aumentou as desigualdades sociais.
C da chegada de imigrantes africanos, que fugiam de conflitos étnicos.
D do projeto civilizatório burguês, que incluiu a construção de cortiços.
E do êxodo urbano, que se intensificou com a Depressão do século XIX.

A jihad , elemento central do islamismo desde o início, corresponde

A à luta para dominar a própria fé e para difundir os princípios religiosos do islamismo.
B à migração de Maomé de Meca para Medina, onde o profeta fundou o islamismo.
C ao terrorismo como forma de imposição dos valores islâmicos aos judeus e aos cristãos.
D aos conflitos armados entre os setores monoteístas e politeístas do islamismo.
E à conquista de Jerusalém pelos islâmicos, onde edificaram a primeira mesquita do mundo.

A Constituição brasileira de 1824 estabelecia quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. Essa divisão

A equilibrava princípios do federalismo com a disposição de ampliar os direitos de cidadania.
B conciliava princípios do liberalismo com a lógica centralizadora oriunda do absolutismo.
C contrapunha a autonomia e a isonomia dos poderes aos interesses centralizadores das classes políticas.
D combinava a ideologia nacionalista do Império brasileiro com a valorização da política e do poder local.
E opunha valores iluministas ao anseio dos grandes proprietários de preservar a escravidão.

[Leonardo da Vinci] viu que “a água corrente detém em si um número infinito de movimentos”. Um “número infinito”? Para Leonardo, não se trata apenas de uma figura de linguagem. Ao falar da variedade infinita da natureza e sobretudo de fenômenos como as correntes de água, ele estava fazendo uma distinção baseada na preferência por sistemas analógicos sobre os digitais. Em um sistema analógico, há gradações infinitas, o que se aplica à maioria das coisas que fascinavam Leonardo: sombras de sfumato, cores, movimento, ondas, a passagem do tempo, a dinâmica dos fluidos. (Walter Isaacson. Leonardo da Vinci, 2017.) A partir da explicação do texto sobre Leonardo da Vinci, pode-se afirmar que

A o princípio cristão da vida eterna orientou o pensamento renascentista.
B o materialismo pré-socrático foi a principal sustentação teórica do Renascimento.
C os experimentos da Antiguidade oriental basearam a ciência renascentista.
D as concepções artísticas medievais fundamentaram a arte renascentista.
E a observação da pluralidade da natureza foi um dos fundamentos do Renascimento.

O terrorismo atual utiliza as técnicas do espetáculo produzindo vídeos e montagens por vezes muito bem elaborados. O controle dos meios de difusão de conteúdo é certamente outra novidade, possibilitada pelo advento da internet [...]. Por mais chocante que possa ser o conteúdo difundido pelo Estado Islâmico, sua forma é já reveladora de que a violência está subordinada a uma lógica espetacular. (Gabriel F. Zacarias. No espelho do terror: jihad e espetáculo, 2018.) O texto caracteriza o terrorismo atual como peculiar, pois este

A promove a inclusão digital de populações pobres e amplia o acesso às novas ferramentas de comunicação e divulgação.
B combate a centralização do poder financeiro no Ocidente e direciona sua propaganda apenas aos seguidores e simpatizantes.
C rejeita a cultura ocidental do espetáculo e reitera valores e princípios originários de sociedades tradicionais do Oriente próximo.
D recorre a estratégias de ação de forte impacto visual e divulga suas atividades por meio das novas tecnologias.
E valoriza a violência como instrumento de transformação política e rejeita a adesão de pessoas nascidas no Ocidente.