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Pensadores como Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud são reconhecidos como “mestres da suspeita” em razão da crítica que direcionam, cada um a seu modo, a uma ideia de consciência que remonta à filosofia cartesiana. Paul Ricoeur reconhece os profundos efeitos dessa crítica e, ao fazer uso de uma metodologia hermenêutica, propõe como resposta a recuperação do conceito de:

A Indivíduo.
B Pessoa.
C Eu.
D Sujeito.
E Ser.

Um importante movimento intelectual marcou a Europa do século XVIII: o Iluminismo. Uma de suas variantes nacionais, o Iluminismo Escocês, produziu alguns dos mais notáveis pensadores daquele período, dentre os quais se destacam:

A Adam Ferguson, Adam Smith e David Hume.
B David Hume, George Berkeley e Francis Hutcheson.
C John Locke, David Hume e Adam Smith.
D David Hume, Adam Smith e Edmund Burke.
E Edmund Burke, Adam Ferguson e Francis Hutcheson.

Immanuel Kant, em seu projeto crítico, dedicou atenção especial à questão dos sentimentos estéticos e dos juízos de gosto. Além do belo, um dos sentimentos sobre os quais o autor se debruçou foi o sublime. Para Kant, o sublime é:

A Um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente dependentes do interesse.
B Um modo de representação advindo da capacidade humana de julgar os objetos de acordo com o entendimento e os sentidos.
C Aquilo que, pelo fato de não poder ser apreendido, demonstra a incapacidade humana de transcender toda medida dos sentidos.
D Aquilo que, pelo fato mesmo de se poder concebê-lo, demonstra uma faculdade do espírito que transcende toda medida dos sentidos.
E Aquilo que se refere ao limitado e ao finito e que nos desperta o sentimento de uma vida intensificada.
Texto associado
Para Friedrich Nietzsche, é a pluralidade da diferença o que nos torna humanos, demasiadamente humanos. De acordo com as ideias desse autor acerca da crítica e genealogia da moral, julgue os itens que se seguem.

Toda classe social institui os seus valores, mesmo que de forma obscura ou espelhada nos valores de outra classe.

C Certo
E Errado
Texto associado
Immanuel Kant rejeitava as concepções morais da filosofia grega e cristã pelo fato de elas afirmarem que a ação moral se funda em condicionantes como felicidade ou interesse. Tendo esse assunto como referência inicial, julgue os itens subsequentes, de acordo com as ideias de Kant.

As consequências de uma ação são o que a tornam certa ou errada.

C Certo
E Errado

Se o trabalho nos dá a chave das relações fundamentais entre o homem e a natureza, convém lhe atribuir um alto significado metafísico. Meditar sobre o trabalho é compreender que o homem não é nem um puro espírito (cuja atividade jamais encontraria obstáculos), nem um ser puramente biológico (incapaz de recuo com relação à natureza e preocupado apenas com a satisfação imediata do instinto).

Denis Huisman e André Vergez. Curso moderno de ilosofia
In : Cassiano Cordi e outros. Para filosofar. São Paulo:
Scipione, 2007, p. 228 (com adaptações).

Com referência ao assunto do texto anterior, é correto afirmar que, de acordo com Jean Lacroix, o trabalho não somente humaniza o universo, torna-o incessantemente mais habitável e cria obras úteis, mas também humaniza

A o próprio trabalhador.
B o próprio objeto.
C o próprio processo.
D a própria dinâmica.
E o próprio trabalho.

O lazer é uma criação da civilização industrial e apareceu como fenômeno de massa como características específicas que nunca existiram antes do século XX, quando a nova expressão histórica do lazer surgiu como contraponto explícito ao período de trabalho.

Maria Lúcia de Aranha. Filosofia : introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 76 (com adaptações).

A partir das informações do texto apresentado, é correto afirmar que a diminuição da jornada de trabalho criou o tempo liberado, que difere do tempo

A trabalhado.
B livre.
C laboral.
D cativo.
E vazio.

Considerado um dos principais filósofos da humanidade, Platão teorizou, em suas obras, acerca da política, desenvolvendo reflexões sobre temas como

A a divisão necessária do governo em três poderes (executivo, legislativo e judiciário) de modo que houvesse uma autorregulação dos mesmos.
B a liberdade de expressão na imprensa e a tolerância religiosa no espaço público, elementos por ele considerados fundamentais para a manutenção da democracia.
C o uso justificado dos mais variados meios para se atingir um fim nobre e garantir a permanência do governante no poder.
D o papel imprescindível do Estado no estabelecimento de um contrato social que garantisse os direitos de todos os cidadãos e decisões consensuais.
E a ética necessária na conduta dos governantes, de forma a atender aos interesses coletivos e não individuais.

Qual é, perguntei, a origem do pensamento racional no Ocidente? Em primeiro lugar, constitui-se um domínio de pensamento exterior e estranho à religião. Os físicos das cidades gregas da Jônia na Ásia Menor explicam a origem do cosmos e dos fenômenos naturais de maneira positiva e profana. (Jean-Pierre Vernant. Les origines de la pensée grecque , 1995. Adaptado.) O autor refere-se ao início da filosofia grega, no século VI a.C., acentuando a sua

A definição da filosofia como saber logicamente irrefutável.
B oposição aos governos das cidades-estados.
C irrelevância cultural nos regimes democráticos das cidades gregas.
D concepção de uma causa produtora material para o mundo.
E demonstração racional da inexistência dos deuses do Olimpo.

Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina. (Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”. In: Historiæ , vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.) O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs

A a divisão dos poderes em executivo, legislativo e judiciário.
B a restauração de critérios metafísicos para a escolha de governantes.
C a justificativa do despotismo em nome da paz social.
D a obediência às leis costumeiras de origem feudal.
E a retirada do poder político do povo.