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Leia o texto a seguir: “Os Sofistas surgem na Grécia antiga, século V a. C. na passagem da oligarquia para a democracia. São os mestres de retórica e oratória, muitas vezes mestres itinerantes, que percorrem as cidades-estados fornecendo seus ensinamentos, sua técnica, suas habilidades aos cidadãos em geral. Eram relativistas. Sócrates também ensinava nas praças públicas através de perguntas e respostas que despertavam a verdade que está no interior de cada um. Sócrates afirmava que a opinião (doxa) é uma expressão individual, já o conhecimento (episteme) é universal. Desta forma, os sofistas ensina-vam a retórica para convencer aos outros que sua opinião é a melhor e Sócrates ensinava a dialética, que através de questionamentos (só sei que nada sei) levava ao conhecimento verdadeiro” (MAR-CONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 42-48. Adap-tado). De acordo com o texto acima, Sócrates não era um sofista, pois ele

A buscava a verdade da episteme, enquanto os sofistas despertavam a verdade dentro de cada um.
B defendia a existência de uma verdade universal, enquanto os sofistas eram relativistas.
C ensinava nas praças públicas apenas de Atenas, enquanto os sofistas eram itinerantes.
D era cético, seu lema era “só sei que nada sei”, enquanto os sofistas defendiam uma verdade.
E persuadia através da retórica de que estava certo, enquanto os sofistas eram dialéticos.

Leia o texto a seguir: “Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório bus-car a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado). De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende

A a constante criação divina de seres a partir do nada, enquanto Parmênides não aceita a partici-pação do divino no cosmos.
B a inexistência do ser como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmênides defende a existência do ser.
C o movimento constante entre opostos como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmêni-des defende a permanência da essência.
D que a fluidez do cosmos prova que o nada não pode existir, enquanto Parmênides defende a existência do nada.
E que os rios gregos estão sempre mudando de curso, enquanto Parmênides aceita a possibilidade de mapas geográficos precisos.

Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir direta-mente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de siste-mas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia

III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado). No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:

A O passado da filosofia, a sua história, é ato constitutivo da atividade filosófica do presente.
B O passado da filosofia, a sua história, é ato de filosofar significativo para a época da sua produção.
C O passado da filosofia, a sua história, é uma independente arqueologia das reflexões filosóficas.
D O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma atividade independente do seu passado, a história.
E O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma repetição constante do passado, sua história.

O existencialismo é um dos movimentos filosóficos mais importantes da modernidade. E o tema da liberdade humana é uma das questões centrais tratadas pelos filósofos existencialistas. Sobre a liberdade, o filósofo francês Jean-Paul Sartre sustenta que “o homem está condenado a ser livre”. Assim sendo, para Sartre

A a ideia de liberdade nas ações humanas é ilusória, já que toda ação humana está condenada.
B toda ação humana é livre, porque estamos fadados a ser os únicos responsáveis por aquilo que somos.
C a liberdade possível para as ações humanas depende das circunstâncias da existência, não de escolha livre.
D qualquer ação humana tem sua escolha determinada pelas convenções sociais, e assim não há escolha livre.
E a liberdade de escolha nas ações humanas é relativa e cada um tem seu próprio conceito de liberdade.

Uma das sentenças mais conhecidas da história da filosofia foi formulada pelo filósofo francês René Descartes: “Penso, logo existo”. Para chegar a essa sentença, Descartes põe em dúvida o conhecimento da realidade. Mas, com essa sentença, ele garante que

A o ser que existe tem existência anterior ao ato de pensar, pois o pensamento só é possível num ser que existe.
B pensar é ter certeza de que a realidade pensada é verdadeira, porque pensar implica não pôr em dúvida a existência da realidade.
C o ser que duvida se mantém no caminho da dúvida indefinidamente, pois o ato de pensar põe em dúvida a existência.
D o limite da dúvida é pôr em dúvida tudo que existe, mas ao pôr tudo que existe em dúvida não se pode duvidar do próprio ato de pensar.
E o limite do pensamento é admitir não haver conexão entre pensamento e realidade, já que só existe realidade no próprio ato de pensar.

Sócrates é um dos personagens mais conhecidos e influentes do pensamento ocidental. Embora não tenha deixado nada escrito, suas ideias foram redigidas por um de seus discípulos, Platão, que lhe atribui a seguinte máxima: “a única coisa que sei é que nada sei”. Com essa máxima, Sócrates expressa que o caminho do conhecimento

A é impossível e todo o saber possível é uma ilusão.
B depende da experiência e não de proposições teóricas.
C desconsidera a opinião sobre assunto que se ignora.
D pressupõe dar opinião sobre assunto que se ignora.
E é limitado porque a razão humana não pode saber tudo.

Para o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, o homem é bom, livre e feliz no estado de natureza. Os vícios e a corrupção resultam da vida em sociedade. É na sociedade que os homens adquirem sentimento de inveja, cobiça e ódio entre seus semelhantes. Para que o homem viva conforme sua natureza boa, livre e feliz, Rousseau defende

A a ruptura radical com os vícios da vida em sociedade e o retorno definitivo à vida em contato com a natureza.
B uma educação em contato com a natureza para que na infância o homem não seja contaminado pelos vícios da sociedade.
C uma revolução que ponha fim às instituições criadas pelo homem em sociedade e a adoção de um modo de vida anarquista.
D a adequação aos bons costumes da vida em sociedade, pois é impossível o retorno definitivo à natureza.
E que cada indivíduo busque ser bom na vida social ao controlar seus instintos maldosos, pois assim alcançará a felicidade.

Uma diferença importante entre a filosofia e as ciências é:

A enquanto as ciências voltam-se especialmente para o mundo natural (físico, químico e biológico), a filosofia trata de temas voltados para o humano.
B enquanto as ciências progridem superando aquilo a que chamam paradigmas, diferentes concepções convivem constituindo o pensamento filosófico.
C enquanto as ciências usam métodos de pesquisa, a filosofia se desenvolve a partir de especulações.
D enquanto as ciências visam à produção de tecnologias, a filosofia existe a fim de realizar a crítica às tecnologias.
E enquanto as ciências são supervalorizadas no mundo contemporâneo, a filosofia perdeu o sentido que possuía no mundo antigo e medieval.

Embora não seja algo preciso e rigoroso, há uma tradição que concebe duas correntes filosóficas opostas a percorrerem os séculos, consagradas simbolicamente pelas duas figuras centrais, Platão e Aristóteles, presentes no célebre quadro de Rafael, A escola de Atenas. São elas:

A o tomismo, desenvolvido na Idade Média, pela Igreja católica, e o criticismo, surgido na Antiguidade, e que teve apogeu no século XIX.
B o ceticismo, que diz que não há conhecimento seguro sobre o empírico, e o empirismo, que se fundamenta na experiência para a produção de conhecimentos científicos.
C o empirismo, caracterizado pela ideia de que a razão é a fonte do conhecimento verdadeiro, e o racionalismo, que defende o uso de métodos racionais para se atingir um conhecimento seguro.
D o racionalismo, que concebe o sujeito como fonte do conhecimento, e o empirismo, que entende que a origem do conhecimento está nos sentidos.
E o platonismo, que concebe a existência de um mundo ideal, e o aristotelismo, que entende que a natureza é a origem da verdade.

A que campos da filosofia correspondem, respectivamente, os seguintes objetos: o verdadeiro, o belo e o justo?

A Ética, epistemologia e estética.
B Política, estética e metafísica.
C Ética, moral e estética.
D Política, filosofia da linguagem e estética.
E Epistemologia, estética e ética.