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Leia o texto a seguir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico ou econômico define a forma que a mulher ou a fêmea humana assume no seio da sociedade” (BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. v.

II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. p. 9. Adaptado). Com o trecho acima, Beauvoir afirma que ser mulher é uma

A determinação biológica da natureza.
B pessoa com ovários e útero.
C representação da cultura patriarcal.
D representação mítica de um ideal.
E trabalhadora oprimida economicamente.

Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominan-tes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos do-minantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado). Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias

A da classe dominada sejam a expressão real das relações materiais dominantes, expondo a do-minação de uma classe.
B da classe dominante sejam também as ideias da classe dominada, mascarando a dominação material de uma sobre a outra.
C da classe dominante tenham validade universal, já que elas efetivamente são justas e garantem a sobrevivência de todos.
D daqueles que detêm os meios de produção intelectual permitam a classe dominada se libertar através do trabalho.
E daqueles que efetivamente trabalham e produzem as condições materiais da sociedade sejam as ideias de todos.

Leia o texto a seguir: “Os Sofistas surgem na Grécia antiga, século V a. C. na passagem da oligarquia para a democracia. São os mestres de retórica e oratória, muitas vezes mestres itinerantes, que percorrem as cidades-estados fornecendo seus ensinamentos, sua técnica, suas habilidades aos cidadãos em geral. Eram relativistas. Sócrates também ensinava nas praças públicas através de perguntas e respostas que despertavam a verdade que está no interior de cada um. Sócrates afirmava que a opinião (doxa) é uma expressão individual, já o conhecimento (episteme) é universal. Desta forma, os sofistas ensina-vam a retórica para convencer aos outros que sua opinião é a melhor e Sócrates ensinava a dialética, que através de questionamentos (só sei que nada sei) levava ao conhecimento verdadeiro” (MAR-CONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 42-48. Adap-tado). De acordo com o texto acima, Sócrates não era um sofista, pois ele

A buscava a verdade da episteme, enquanto os sofistas despertavam a verdade dentro de cada um.
B defendia a existência de uma verdade universal, enquanto os sofistas eram relativistas.
C ensinava nas praças públicas apenas de Atenas, enquanto os sofistas eram itinerantes.
D era cético, seu lema era “só sei que nada sei”, enquanto os sofistas defendiam uma verdade.
E persuadia através da retórica de que estava certo, enquanto os sofistas eram dialéticos.

Leia o texto a seguir: “Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório bus-car a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado). De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende

A a constante criação divina de seres a partir do nada, enquanto Parmênides não aceita a partici-pação do divino no cosmos.
B a inexistência do ser como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmênides defende a existência do ser.
C o movimento constante entre opostos como princípio metafísico do cosmos, enquanto Parmêni-des defende a permanência da essência.
D que a fluidez do cosmos prova que o nada não pode existir, enquanto Parmênides defende a existência do nada.
E que os rios gregos estão sempre mudando de curso, enquanto Parmênides aceita a possibilidade de mapas geográficos precisos.

Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir direta-mente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de siste-mas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia

III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado). No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:

A O passado da filosofia, a sua história, é ato constitutivo da atividade filosófica do presente.
B O passado da filosofia, a sua história, é ato de filosofar significativo para a época da sua produção.
C O passado da filosofia, a sua história, é uma independente arqueologia das reflexões filosóficas.
D O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma atividade independente do seu passado, a história.
E O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma repetição constante do passado, sua história.

Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado). Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia , cuja função é fazer com que as ideias

A da classe dominada sejam a expressão real das relações materiais dominantes, expondo a dominação de uma classe.
B da classe dominante sejam também as ideias da classe dominada, mascarando a dominação material de uma sobre a outra.
C da classe dominante tenham validade universal, já que elas efetivamente são justas e garantem a sobrevivência de todos.
D daqueles que detêm os meios de produção intelectual permitam a classe dominada se libertar através do trabalho.
E daqueles que efetivamente trabalham e produzem as condições materiais da sociedade sejam as ideias de todos.

Leia o texto a seguir: “Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28. Adaptado). Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final da frase. A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes

A não podem ser utilizados pela filosofia.
B não possuem nenhuma significação.
C não possuem uma essência universal fixa.
D são ambíguos, confusos e inexatos.
E tem significado lógico rigoroso e exato.

Leia o texto a seguir: “A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâmetro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circunstâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 9-10. Adaptado). No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de comportamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado

A pela imperfeita realidade concreta das comunidades humanas, mas por ideais do espírito humano, por isso, o idealismo ético.
B pela natureza, mas por regras criadas pela própria comunidade humana dentro de condições específicas e, por isso, o relativismo ético.
C pela razão humana, mas pelas emoções e pelos sentimentos que são comuns a todos os seres humanos, por isso, o emotivismo ético.
D por emoções, mas por regras universais da razão humana explicitadas através da reflexão filosófica, por isso, o universalismo ético.
E por leis divinas, mas por leis imparciais, criadas pelos homens, com validade para todas comunidades, por isso, o secularismo ético.

Leia o texto a seguir: “Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado). Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fundada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo porque mantém

A as ideias puras da razão, mas somente enquanto capazes de comprovação empírica.
B as ideias puras da razão, mas somente enquanto condição de conhecimento da experiência como coisa em si.
C os princípios a priori da razão, mas somente enquanto princípios imanentes a uma experiência possível.
D os princípios a priori da razão, mas somente enquanto condição de possibilidade de uma experiência empírica.
E os princípios universais e necessários da razão, mas somente enquanto biologicamente inatos ao homem.

Leia o texto a seguir: “Onde está a necessidade da filosofia? Está no fato de que ela, por meio da reflexão, permite que o homem tenha mais que uma dimensão, além daquela que é dada pelo agir imediato no qual o “homem prático” se encontra mergulhado. É ela que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam. É ela que reúne o pensamento fragmentado da ciência e o reconstrói na sua unidade. É ela que retoma a ação pulverizada no tempo e procura compreendê-la” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 48, Adaptado). Segundo o trecho acima, o pensamento filosófico é necessário aos seres humanos, porque desenvolve as capacidades de

A unidimensonalidade e avaliação.
B transcendência e liberdade.
C reflexão e cientificidade.
D imanência e unidade.
E admiração e necessidade.