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Leia o texto a seguir: Tal período, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero. A filosofia da época censurava sobretudo a forte religiosidade medieval, o pouco apego da Idade Média a um estrito racionalismo e o peso político de que a Igreja então desfrutara. Afirmava-se que “sem religião seríamos um pouco mais felizes”, ou que a humanidade sempre marchou em direção ao progresso, com exceção do período no qual predominou o cristianismo, isto é, a Idade Média. (Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente . São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado) O trecho faz referência ao pensamento

A nacionalista.
B escolástico.
C romântico.
D iluminista.
E evolucionista.

A memória coletiva e a sua forma científica, a história, aplicam-se a dois tipos de materiais: os documentos e os monumentos. (...). O monumento tem como características o ligar-se ao poder de perpetuação, voluntária ou involuntária, das sociedades históricas (...) e o reenviar a testemunhos que só numa parcela mínima são testemunhos escritos. O termo latino documentum , derivado de docere ‘ensinar’, evoluiu para o significado de ‘prova’ e é amplamente usado no vocabulário legislativo. (Jacques Le Goff. História e Memória , 1990. Grifos do autor) Considerando a corrente historiográfica relativa ao excerto, monumento e documento diferenciam-se, entre outras razões, pelo fato de que o primeiro é entendido por ser

A ligado à cultura material e o segundo, à cultura escrita.
B fruto de seu tempo e o segundo, uma criação oficial e institucional.
C acessível ao conhecimento popular e o segundo, restrito aos especialistas.
D resultado da memória coletiva e o segundo, de uma memória individual.
E herança do passado e o segundo, uma escolha do historiador.

Hoje em dia, tempo em que “história vista de baixo” se tornou palavra de ordem e produziu grandes avanços no nosso conhecimento do passado, ainda é preciso, apesar de tudo, relembrar um dos axiomas básicos de outra matriz teórica: a secular luta de classes se resolve, em última instância, no nível político – e não econômico ou cultural – da sociedade. Em outras palavras, é a construção e a desconstrução do Estado que sela as mudanças básicas nas relações de produção, enquanto subsistirem as classes. (Perry Anderson. Linhagens do Estado Absolutista . Adaptado) No fragmento, o axioma mencionado se refere

A ao materialismo histórico.
B ao positivismo comteano.
C à História Pós-Moderna.
D ao historicismo tradicionalista.
E à Escola dos Annales.

Mas a indústria do algodão tinha outras vantagens. Toda a sua matéria-prima vinha do exterior, e seu suprimento podia, portanto, ser expandido pelos drásticos métodos que se ofereciam aos brancos nas colônias, em vez dos métodos mais lentos da agricultura europeia; nem era tampouco atrapalhada pelos interesses agrários estabelecidos da Europa. A partir da década de 1790, o algodão britânico encontrou seu suprimento, ao qual permaneceram ligadas suas fortunas até a década de 1860, nos novos estados sulistas dos EUA. (Eric Hobsbawm. A Era das Revoluções , 2009. Adaptado) Um dos “drásticos métodos” a que se refere o fragmento, essencial para o processo da Revolução Industrial, trata-se

A da isenção total de impostos de importação.
B do trabalho de escravizados.
C dos trabalhadores asiáticos na América.
D dos princípios morais do cristianismo.
E da abolição da escravatura.

Durante sua posse como 47º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse: “Vamos perseguir o nosso Destino Manifesto até às estrelas, lançando astronautas americanos para fincar as estrelas e listras [da bandeira dos EUA] no planeta Marte.” O termo não é novo e trata de uma ideologia bastante prevalente nos Estados Unidos no século XIX. (BBC News Brasil. O que é Destino Manifesto […], 29.10.2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2nwnd59e3o. Acesso em 13.04.2025. Adaptado) No século 19, o Destino Manifesto defendia

A o apoio a países do continente americano que foram colônias europeias, para evitar uma possível recolonização ou a manutenção da dominação da ex-metrópole.
B a crença de que os cidadãos estadunidenses tinham o direito moral e a missão divina de expandir seus territórios da costa atlântica até o Pacífico.
C um programa de reconstrução e recuperação de economias arrasadas pela guerra, como foi o caso dos países europeus, após sucessivos conflitos.
D o investimento e venda de tecnologia para outros países e continentes, obtendo, em troca, apoio político aos Estados Unidos, em tratados comerciais internacionais.
E o maior envolvimento dos EUA em questões internacionais, cuja diplomacia teria o papel de deter intervenções europeias nos governos de outros países.

Em 1985, Mikhail Gorbatchev ascendeu ao principal posto político do sistema soviético ao tornar-se secretário-geral do PCUS. Os gastos estatais com armamentos haviam criado um déficit orçamentário gigantesco. Além disso, o Exército Vermelho estava envolvido em uma custosa guerra no Afeganistão, onde o governo local pró-soviético enfrentava uma guerrilha de inspiração religiosa. (Marcos Napolitano. História Contemporânea 2: do entreguerras à nova ordem mundial , 2023. Adaptado) Acerca da guerrilha mencionada no excerto, está correto afirmar que esta

A contribuiu para o sucesso do movimento que levou ao triunfo da Revolução Iraniana, que instalou a república islâmica no Irã.
B foi uma reação à invasão organizada pela OTAN e autorizada pela ONU, para derrubar o governo islâmico da Al-Qaeda.
C era financiada, em parte, pelos EUA, e tinha como uma de suas lideranças o saudita Osama bin Laden.
D deu origem ao grupo Hamas, que criou bases em diferentes pontos do Oriente Médio, como movimento de resistência islâmica.
E provocou cisão no movimento islâmico, dando origem ao Hezbollah, apoiado financeiramente pelo Iraque.

Ao descrever as comunidades tupinambá e tupiniquim, Hans Staden comentou: “Cada um obedece ao principal da sua cabana. O que o principal ordena é feito, não a força ou por medo, porém de boa vontade”. Os primeiros jesuítas, por sua vez, lamentavam com frequência a ausência de um “rei” entre os Tupi, reconhecendo que a fragmentação política servia de obstáculo ao seu trabalho. Escrevendo de São Vicente, Pedro Correia relatou que a conversão dos índios havia de ser uma tarefa muito difícil “porque não tem Rei; antes, em cada aldeia e casa, há seu Principal”. (John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo , 1994. Adaptado) O excerto apresenta

A uma análise da estrutura política existente entre os povos indígenas, em que cada aldeia se constituía como uma unidade administrativa submetida a um conselho central.
B o reconhecimento da organização política dessas comunidades, o que facilitou o contato dos colonizadores com os povos indígenas mencionados.
C formas de autoridade das lideranças indígenas e a dificuldade dos europeus em compreenderem as fontes de autoridade política nas sociedades indígenas.
D uma reflexão que valoriza a organização política dos povos indígenas mencionados, reconhecendo a superioridade civilizatória desses nativos.
E a existência de uma sociedade que, apesar de não possuir classes sociais, estava organizada em grupos semelhantes aos das sociedades medievais da Europa ocidental.

As diferenças ideológicas e de método de ação entre o movimento operário do Rio de Janeiro e de São Paulo se devem a um conjunto de fatores. Eles dizem respeito às características das duas cidades e à composição da classe trabalhadora. Em fins do século 19, a capital da República tinha uma estrutura social muito mais complexa do que a existente em São Paulo. (Boris Fausto. História do Brasil , 2009. Adaptado) Considerando o contexto histórico descrito pelo fragmento, uma dessas diferenças consistia no fato de que, em São Paulo,

A havia o predomínio do sindicalismo de resultados, afiliado ao movimento operário dos Estados Unidos, com a finalidade de conquistar direitos trabalhistas.
B prevalecia foco na organização político-partidária, dando origem a partidos populares que buscavam abrangência nacional, a exemplo do Bloco Operário e Camponês.
C preponderava a organização sindical do modelo convencional, que tinha como diretrizes não ser ideológico, buscando parceria para crescimento junto com o capital.
D destacava-se a luta por proteção aos trabalhadores e pela participação nos lucros, evitando-se formas mais radicais de luta, como as greves.
E predominava o anarcossindicalismo, que objetivava não só a melhoria das condições de trabalho, mas, também, a transformação radical da sociedade.

Documentos de 1979 sob a guarda do Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que os senadores e deputados da Arena ficaram satisfeitos com a anistia aprovada. Os mesmos papéis históricos do Arquivo do Senado indicam, contudo, que a Lei da Anistia não foi tão benevolente quanto os congressistas da Arena quiseram fazer crer. Na avaliação dos perseguidos políticos, de organizações civis e religiosas e dos parlamentares do MDB, o projeto aprovado tinha dois problemas graves. (Ricardo Westin. “Há 40 anos, Lei da Anistia preparou caminho para fim da ditadura”. Em: Agência Senado. Arquivo S , 05.08.2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/ arquivo-s/ha-40-anos-lei-de-anistia-preparou-caminho-para- -fim-da-ditadura. Adaptado) Um dos problemas apontado pelos grupos de oposição reside no fato de que

A a Lei beneficiou perseguidos políticos civis, mas não militares e servidores públicos federais que foram afastados de seus cargos.
B a luta popular pela anistia foi desmobilizada pelo MDB, o que contribuiu para o caráter conservador do texto final da Lei.
C os opositores que já haviam sido condenados por participar de movimentos armados também foram anistiados.
D a inexistência de movimentos populares de apoio à anistia frustrou os resultados desejados e articulados pela oposição.
E o perdão foi concedido também aos que cometeram abusos em nome do Estado, durante o regime militar.

Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1° de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro

I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país. (Boris Fausto. História do Brasil , 2000) A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,

A nstitui um sistema político ilustrado com concessão de direitos políticos às províncias brasileiras em prejuízo do poder central.
B comprova a presença dos princípios filosóficos da Independência das colônias inglesas da América do Norte na organização política do Estado brasileiro.
C une setores da elite socioeconômica em torno de uma figura política capaz de manter o ordenamento social brasileiro.
D explica a precocidade do movimento libertador brasileiro na comparação com as emancipações políticas das colônias hispano-americanas.
E mantém as relações econômicas brasileiras com a burguesia mercantil portuguesa em um regime ainda de exclusivo comercial.