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O atestado médico

A é um documento de fé pública.
B tem valor como documento para confirmar a veracidade do ato médico quando subscrito por um mínimo de 2 e um máximo de 3 médicos.
C não é parte integrante e obrigatória do atendimento e, portanto, só pode ser solicitado em algumas circunstâncias específicas.
D deve ser obrigatoriamente carimbado, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina.
E e a declaração médica, segundo o Cremesp, têm pesos éticos diferentes.

O autor de uma reclamação, de 40 anos de idade, relata que foi demitido, com perda de audição, após trabalhar durante 7 anos em ambiente ruidoso de uma siderúrgica, mesmo usando protetor auricular de inserção. Não sabe referir se havia solventes no local e nega contatos com substâncias químicas ototóxicas. Não é portador de doença crônica e nega exposição a ruído extraocupacional. Não sabe informar o nível de ruído nos empregos anteriores e nunca utilizou protetor auricular. O exame otorrinolaringológico foi considerado dentro dos padrões normais. Apresentou 2 audiometrias mostrando deficit auditivo bilateral moderado nas frequências 3, 4 e 6 KHz, realizadas na reclamada, durante os exames periódicos. A avaliação audiológica solicitada pelo perito mostrou deficiência auditiva bilateral tipo neurosensorial, em agudos, com IRF preservado, timpanometria tipo A e reflexo estapédico presente com recrutamento. De posse dessas informações, o perito concluiu, corretamente, que

A com esse conjunto de informações composto por história clínica, exames físico e complementares, é possível, nesse caso, afirmar que a reclamação é procedente.
B só poderia apresentar laudo conclusivo se o reflexo estapédico não apresentasse o recrutamento.
C mesmo com a realização da audiometria admissional, seria impossível estabelecer o nexo com o trabalho atual sem o laudo de um BERA, que deveria ter sido obrigatoriamente realizado no exame demissional.
D seu laudo seria favorável ao autor se este apresentasse provas documentais de que o nível de ruído no ambiente atingia, em alguns períodos da jornada, o valor de 65 dB(A).
E não é possível estabelecer nexo com o trabalho atual sem a avaliação da audiometria admissional na empresa reclamada.

Com relação à CAT, deve-se ter presente que

A nos casos de falecimento em decorrência do trabalho, ela deve ser substituída pela certidão de óbito.
B na falta de sua comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la, entre outros, o próprio acidentado ou qualquer autoridade pública.
C seu preenchimento é obrigatório para doenças profissionais e facultativo (apenas em situações especiais) para as doenças relacionadas ao trabalho.
D sua emissão é imediata apenas nos casos de transtornos de saúde em que o trabalho é considerado como causa necessária.
E sua emissão fica dispensada quando o evento, seja ele acidente ou doença, necessitar de afastamento de até 14 dias.

Um contínuo que transportava documentos entre as unidades do município sofreu um grave acidente de trabalho em um desses percursos; permaneceu afastado por oito meses e retornou ao trabalho há 60 dias. Há um mês, vem apresentando desinteresse pelo trabalho, embotamento emocional, receio para executar tarefas externas, insônia, reação exacerbada aos estímulos, alternando com ansiedade e sintomas depressivos. No diagnóstico diferencial desse quadro mórbido, deve estar incluído

A a neurastenia.
B a síndrome de burn-out
C o estado de estresse pós-traumático.
D o transtorno cognitivo leve.
E o alcoolismo crônico.

Para o exame admissional de um trabalhador com histórico de exposição ocupacional recente ao cádmio, o médico do trabalho deve ter presente que

A no rim, o cádmio causa lesão tubular sem perda importante da função renal.
B o cádmio é um metal tóxico aos rins e que não afeta outros órgãos.
C a dosagem do cádmio na urina é um indicador de depósito renal sem significado clínico.
D o cádmio é um metal sem evidência de potencial cancerígeno.
E de acordo com a NR-7, esse candidato deverá fazer a dosagem do cádmio urinário.

Conforme a NR-15, em um de seus anexos, para trabalhos sob ar comprimido em tubulões pneumáticos e túneis pressurizados, os empregados deverão satisfazer, entre outros, o seguinte requisito referente à idade:

A ter mais de 21 anos e menos de 50 anos.
B ter mais de 18 anos e menos de 45 anos.
C ter menos de 50 anos.
D ter mais de 21 anos e menos de 55 anos.
E ter mais de 16 anos.

Conforme o que está explicitado na Convenção n° 148 da OIT, que trata da proteção dos trabalhadores contra os riscos profissionais devidos à contaminação do ar, ao ruído e às vibrações no local de trabalho,

A não será permitida a exposição simultânea a vários fatores de risco.
B ficará a cargo da autoridade competente internacional estabelecer os critérios que permitam individualizar os riscos de exposição.
C deverão ser adotadas medidas complementares de organização do trabalho, quando as medidas técnicas não forem suficientes para eliminar os riscos.
D os limites de exposição serão estabelecidos considerando, exclusivamente, a opinião de pessoas tecnicamente qualificadas de organizações representativas dos empregadores.
E deverá ser objeto de controle o estado de saúde dos trabalhadores expostos, compreendendo um exame médico logo após iniciar o emprego, seguido de exames periódicos bienais.

No texto da Convenção n° 161 da OIT, ressalta-se que

A os serviços de segurança e saúde no trabalho devem seguir os requisitos da legislação de cada país, após consultas junto a organizações representativas dos trabalhadores, conforme conotação política vigente à época.
B o pessoal prestador de serviços de saúde no trabalho deverá gozar de independência profissional completa, em relação aos empregadores e aos trabalhadores.
C deve ser incentivada a negociação coletiva entre empregadores e institutições públicas de seguridade social.
D a existência de uma organização entre um conjunto de empresas, específica para os serviços de segurança e saúde no trabalho, favorece a atuação fiscalizatória e punitiva dos poderes públicos.
E todo país que adotar essa Convenção obriga-se a seguir as diretrizes de desregulamentação e flexibilização das relações e dos contratos de trabalho na área de segurança e saúde no trabalho.

Os trabalhadores com Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Ocupacional (PAIRO), que, como se sabe, decorre do comprometimento predominante da região coclear,

A têm direito à Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) quando apresentarem, no exame sequencial, uma diferença superior a 10 dB(NA), na via óssea, nas frequências de 4000 e 6000 Hz.
B podem apresentar zumbidos, intolerância a sons intensos, e a doença é, na maioria das vezes, progressiva mesmo após cessada a exposição.
C enquadram-se como deficientes auditivos, segundo a Politica Nacional para Integração de Pessoas com Deficiência, se houver perda uni ou bilateral, total, acima de 75dB, nas frequências acima de 3000 Hz no traçado audiométrico.
D estão terminantemente proibidos de trabalhar expostos a agentes químicos e em ambientes cuja intensidade do ruído seja superior a 60 dB(NA).
E tiveram, provavelmente, a suscetibilidade individual e o tempo de exposição, entre outros, como fatores determinantes para o seu adoecimento.

Segundo o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações-SBim (2018/2019), nos exames admissionais os trabalhadores da saúde devem estar ou ser imunizados contra

A hepatites A e C, influenza e varicela.
B tétano, febre amarela e hepatite B.
C raiva, hepatites A, B e C e varicela.
D hepatites A e B, varicela e difteria.
E difteria, influenza e HPV.