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De acordo com a BNCC para o componente de ensino religioso, são considerados espaços sagrados para a prática coletiva de rituais religiosos

I as igrejas, as sinagogas e as mesquitas.
II os santuários e os caminhos.
III as montanhas, os mares, os rios e as florestas.

Assinale a opção correta.

A Apenas o item I está certo.
B Apenas o item II está certo.
C Apenas os itens I e III estão certos.
D Apenas os itens II e III estão certos.
E Todos os itens estão certos.
Órgão: Secretaria da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe Cargo: Professor - Área: Ensino Religioso Prova: CESPE/CEBRASPE - SEED SE - Professor - Área: Ensino Religioso - 2026

Assinale a opção que corresponde a uma prática pedagógica correta de acordo com a BNCC para o componente de ensino religioso

A estimular a análise de narrativas e códigos morais de diferentes tradições, tomando como base as perspectivas das ciências humanas e sociais
B utilizar as novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC), como vídeos e textos de diferentes tradições religiosas, para subsidiar o debate sobre a hierarquização das crenças
C focar o diálogo em metodologias de evangelização, visando a estimular a adesão dos alunos à religião com maior representatividade na comunidade escolar
D realizar pesquisa para definir as manifestações religiosas mais presentes entre os alunos e, a partir do resultado, organizar atividades abordando as três mais votadas
E analisar, a partir de vídeos, as opiniões de personalidades religiosas diante de temas polêmicos, como a pena de morte e o aborto
Órgão: Secretaria da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe Cargo: Professor - Área: Ensino Religioso Prova: CESPE/CEBRASPE - SEED SE - Professor - Área: Ensino Religioso - 2026

Os fundamentos de uma religião são a base de sua identidade e prática, incluindo suas crenças centrais, textos sagrados e rituais. Essas características distinguem uma religião da outra e moldam a visão de mundo de seus seguidores.

Quanto aos fundamentos do Islamismo, assinale a alternativa correta.

A A Shahada é a observância de um jejum anual durante o mês sagrado do Ramadã; já o Salat é a fé monoteísta.
B Meca é a cidade sagrada; já o Alcorão é o simbolismo da palavra literal de Deus revelada ao profeta Jesus.
C O Salat é a prática de orações diárias; já o Sawn é a observância de um jejum anual durante o mês sagrado do Ramadã.
D A Shahada é a purificação espiritual e demonstração de fé; já a Kaaba é a prática do henoteísmo.
E A Kaaba é a revelação de Alá representada no livro sagrado; já o Sawm é a prática de orações diárias.

Acerca das distinções essenciais entre os princípios e valores fundamentais do Candomblé e da Umbanda, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) No Candomblé, a relação entre o iniciado e o Orixá é de consagração e pertencimento a uma divindade com panteão e culto específicos, enquanto na Umbanda, a figura do Orixá, embora reverenciada, é frequentemente manifestada como uma irradiação ou “força da natureza” que orienta o trabalho das entidades, não demandando o mesmo tipo de “feitura de santo” para sua incorporação.
( ) O culto aos ancestrais, materializado na figura dos Egunguns, é um pilar fundamental e comum às duas religiões, e ambas adotam a ancestralidade como um de seus princípios centrais.
( ) A busca pela evolução espiritual e a prática da caridade como meio de purificação e ascensão do espírito são preceitos centrais na Umbanda, os quais definem a estrutura de seus rituais e a ação de suas entidades, o que difere do Candomblé, cuja ênfase recai sobre a manutenção do axé e o equilíbrio entre a comunidade e as divindades.
( ) O sincretismo religioso com o Catolicismo, expresso na associação de Orixás com santos católicos, é um elemento ritualístico e teológico de mesma origem e propósito para ambas as tradições, sendo um traço essencial e fundacional tanto para a Umbanda quanto para o Candomblé.
( ) Enquanto o Candomblé cultua Olorum (também chamado de Olodumare) como uma divindade criadora, mas remota e não diretamente cultuada nas casas de axé, a Umbanda reverencia Zâmbi como o princípio divino supremo, que se manifesta de forma mais direta e palpável através dos Orixás e das entidades.

A V – F – V – F – V.
B F – F – F – V – V.
C V – V – F – F – V.
D F – F – V – V – F.
E F – V – F – V – F.

Acerca do diálogo inter-religioso, assinale a alternativa correta.

A O diálogo inter-religioso tem como objetivo principal a conversão dos participantes a uma religião comum, promovendo a unificação doutrinária.
B Em sociedades democráticas, o diálogo inter-religioso é desnecessário, pois a liberdade de crença já garante a convivência pacífica entre diferentes religiões.
C O diálogo inter-religioso busca respeitar as diferenças entre as tradições religiosas, promovendo a escuta mútua, a cooperação e a construção de valores comuns sem exigir renúncia de crenças individuais.
D O diálogo inter-religioso só é possível entre religiões monoteístas, pois religiões politeístas não compartilham valores universais.
E A prática do diálogo inter-religioso compromete a autenticidade das religiões envolvidas, pois exige que seus membros abandonem dogmas e práticas tradicionais.

Segundo a Tradição da Igreja e a reflexão teológica, o fato de ser criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) significa que o ser humano

A é apenas um representante de Deus na Terra.
B é uma criatura intermediária entre os anjos e os animais.
C possui a mesma essência e substância de Deus, pois Deus o fez igual a si mesmo.
D participa das perfeições divinas de forma analógica, especialmente na razão, na liberdade e na capacidade de comunhão.
E é imune à queda e ao pecado, por sua semelhança divina.

Sobre a doutrina do pecado de origem e suas consequências, o efeito principal do pecado original, segundo a doutrina católica e a reflexão da Antropologia Teológica, é a

A perda dos dons sobrenaturais e a desordem introduzida na harmonia original entre o ser humano, Deus e o mundo.
B separação irreversível do ser humano da Graça de Deus.
C criação de uma segunda natureza humana, inferior à primeira.
D eliminação da imagem de Deus na alma humana.
E destruição completa da natureza humana, tornando-a má na sua essência.

Sobre a Antropologia do Concílio Vaticano II, a principal contribuição da Gaudium et Spes para a compreensão teológica do ser humano é

A a superação da doutrina do pecado original como desnecessária para a compreensão do homem moderno.
B o reconhecimento de que o ser humano pode atingir a sua plenitude apenas pela razão.
C a afirmação de que o mistério do ser humano só se esclarece verdadeiramente à luz do mistério de Cristo, Verbo encarnado.
D a ideia de que a identidade humana fundamenta-se exclusivamente na experiência histórica.
E a valorização do indivíduo em detrimento das dimensões sociais da existência.

Na perspectiva da teologia católica, como se deve interpretar a dupla narrativa da criação no Gênesis (Gn 1 e Gn 2) à luz da Antropologia Teológica?

A O ser humano é um intruso no cosmos, resultado tardio e acidental da evolução.
B O ser humano é totalmente independente do mundo criado e voltado unicamente para a vida eterna.
C O ser humano é constituído como centro da criação e chamado a cuidar dela com responsabilidade.
D O ser humano é criado para exercer o domínio despótico sobre a natureza.
E O ser humano é um ser espiritual aprisionado em um corpo material inferior.

No âmbito da Teologia da Graça, especialmente após a síntese tomista, como a Teologia Católica compreende a ação da Graça de Deus em relação à natureza humana decaída?

A A Graça substitui a natureza humana decaída, eliminando qualquer valor natural residual.
B A Graça, dom gratuito de Deus, pressupõe a natureza humana, elevando-a sobrenaturalmente à participação divina, sem destruí-la.
C A Graça ignora a ordem da natureza, instaurando uma economia totalmente independente da criação.
D A Graça é necessária apenas para reparar os danos causados pelo pecado original, não sendo constitutiva da elevação do homem a Deus.
E A Graça é um elemento sobreposto externamente à natureza humana, sem relação com o seu dinamismo interno.