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Paciente do sexo feminino, 22 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, é atendida na emergência com quadro de dor torácica, febre, tosse e dispneia. Saturação de O2 86%, comprometimento de dois lobos pulmonares e melhora com transfusão de duas bolsas de concentrado de hemácias. De acordo com esse relato, a gravidade desse quadro pode ser classificada como:

A leve;
B moderada;
C grave;
D muito grave;
E gravíssima.

Uma criança, portadora de doença falciforme, é admitida na emergência com priapismo há 24 horas, que não respondeu ao tratamento habitual. A conduta correta, nesse caso, é:

A aplicação de compressas frias;
B redução da hidratação;
C repouso absoluto
D injeção local de fenilefrina;
E prescrição de corticoide.

Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:

A oral de cianocobalamina (1000 microgramas por dia) e manutenção da mesma dose uma vez por mês;
B de cianocobalamina parenteral (1000 microgramas por dia) e manutenção da mesma dose por via oral a cada mês;
C de cianocobalamina intramuscular (1000 microgramas por dia) e posterior injeção intramuscular uma vez por semana até reavaliação dos sintomas e investigação da causa;
D de hidroxicobalamina parenteral ou oral três vezes por semana seguida da dose de 1000 microgramas, uma vez por semana, para o resto da vida;
E de hidroxicobalamina parenteral (1000 microgramas por dia) até a mitigação dos sintomas.

Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL; HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³; neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.: 201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90- 170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL; reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL (VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL). A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é:

A administração de eritropoetina;
B administração de corticoide;
C reposição de ferro parenteral;
D hemotransfusão;
E prescrição de hidroxicloroquina oral.

Um paciente de 45 anos, com história de tromboflebite de repetição, foi medicado com warfarina, 5 mg/dia. Seis meses depois do início do tratamento, apresentou hemorragia digestiva alta de vulto, levando a instabilidade hemodinâmica e a necessidade de internação e de transfusão de hemácias. Seu coagulograma mostrava um tempo de protrombina de 20 segundos com RNI de 3,5. Diante desse quadro, a opção terapêutica para reverter rapidamente a discrasia sanguínea é:

A vitamina K oral;
B vitamina K injetável;
C concentrado de fibrinogênio;
D complexo protrombínico;
E crioprecipitado.

Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é um tipo de leucemia que afeta a linhagem mieloide do tecido hematopoiético, ocasionando uma deficiência na produção das células normais com déficit na quantidade de células maduras. Atualmente são oito subtipos, classificados usando-se critérios baseados em aspectos morfológicos e citoquímicos, de M0 a M7. Existe um subtipo de LMA que tem como característica morfológica blastos indiferenciados (> 30%), diferenciação até promielócito (< 20%) e citoplasma com grânulos azurófilos e bastonetes de Auer. O subtipo descrito é a leucemia

A mieloide de blastos muito indiferenciados (M0)
B mieloide com maturação (M2)
C promielocítica (M3)
D mielomonocítica (M4)
E megacarioblástica (M7)

Nos casos mais comuns, de doença hemolítica do recém-nascido, geralmente por uma incompatibilidade Rh mãe/filho a monitorização dos níveis de bilirrubina, a hidratação oral e a fototerapia são os pilares fundamentais da terapêutica da hiperbilirrubinemia. Assinale a alternativa que apresenta em qual situação da hiperbilirrubinemia pode ocorrer a necessidade de indicação de exsanguíneotransfusão imediata.

A Doença hemolítica ABO com necessidade de fototerapia prolongada
B Rastreio auditivo alterado
C Anemia sintomática moderada a grave sem sinais de colapso circulatório
D Encefalopatia bilirrubínica aguda
E Anemia tardia sintomática

A transmissibilidade de doenças infecciosas por transfusão sanguínea pode ocorrer, e com isso se faz necessário a utilização de rigoroso controle de qualidade implementado nos bancos de sangue, em situações de risco acrescido vivenciadas pelos candidatos, este pode ser considerado inapto definitivo, exceto :

A possuir “piercing” na cavidade oral e/ou na região genital
B ter feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou seus respectivos parceiros sexuais
C ter evidência clínica ou laboratorial de infecções transmissíveis por transfusão de sangue
D ter antecedente de compartilhamento de seringas ou agulhas
E ter sido o único doador de sangue de um paciente que tenha apresentado soroconversão para hepatite B ou C

Homem de 17 anos, com história de anemia desde os 6 meses de idade com reposição de sulfato ferroso, evoluiu com pancitopenia há 2 meses sendo encaminhado para avaliação por hematologista. Tem história de dois tios falecidos aos 23 e 28 anos por complicação pulmonar. Ao exame físico, presença de hipopigmentação reticular da pele e distrofia ungueal. Hemograma evidenciou Hb 9,7 g/dl, VCM 92 fL (VN 80,1-95,3), leucócitos totais 2.000/uL, neutrófilos 900/uL e plaquetas 80.000/uL. Ácido fólico e vitamina-B12 dentro da normalidade. Sorologias negativas. DEB teste negativo. Biópsia de medula óssea hipocelular para idade (

A FANC1
B CTLA4
C SAMD9
D GATA2
E DKC1

Mulher de 34 anos, portadora de Anemia Falciforme, admitida da Unidade de Terapia Intensiva por quadro de Síndrome Torácica Aguda. Refere 2 episódios prévios semelhantes com necessidade de transfusão, além de 2 gestações quando necessitou de transfusão de troca. Hemograma com Hb 9,8 g/dL, leucócitos totais 3.200/uL com diferencial normal e plaquetas 320.000/uL. Realizada transfusão de troca com 2 concentrados de hemácias fenotipados e leucorreduzidos. No terceiro dia de internação paciente apresentou melhora clínica, hemograma com Hb 10,0 g/dL, leucócitos totais 2.800/uL com diferencial normal e plaquetas 280.000/uL. No sétimo dia de internação evoluiu com palidez cutâneomucosa, dor intensa em membros inferiores e urina escura. Realizado novo hemograma com Hb 4,2 g/dL, leucócitos totais 7.400/uL com diferencial normal e plaquetas 260.000/uL. Diante da principal suspeita, a melhor conduta é:

A Imunoglobulina e Eritropoetina
B Eculizumabe
C Rituximabe
D Transfusão de hemácias fenotipadas e leucorreduzidas
E Eritrocitoaférese