QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
207 questões encontradas

Um dos fenômenos políticos de grande relevância no âmbito das relações internacionais no século XX foi o processo de descolonização ocorrido na Ásia e na África logo após a Segunda Guerra Mundial. Com efeito, a descolonização multiplicou o número de agentes na política internacional, tendo tornado o sistema muito mais diversificado. Com relação a esse processo, julgue os itens que se seguem. Com o fim da Segunda Guerra mundial, as antigas potências coloniais reconheceram a nova realidade internacional e concederam, de forma negociada e sob os auspícios das Nações Unidas, a independência para suas antigas colônias e territórios.

A Certo
B Errado

Leia a seguir o trecho retirado do jornal O Estado de S. Paulo publicado no dia 8 de maio de 1945, à época da rendição da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial: “Comemorando a paz que afinal foi conquistada, as nossas populações, pelo muito que fizeram, hão de sustentá-la, ao lado de outros povos, com todas as suas forças e inteligência, para que o sangue generoso da mocidade, derramado nas batalhas, tenha sempre a significação que hoje todos lhe reconhecemos: o fim da opressão e o começo da liberdade, cuja existência se deve a milhões de homens, mulheres e crianças sacrificadas.” O trecho evidencia um dos fatores que contribuiu para a crise do Estado Novo, corretamente identificado como

A a contradição entre a política externa e a política interna de Vargas.
B o esgotamento da política intervencionista após a criação da Petrobras.
C a derrota dos países aliados ao Brasil no contexto da Segunda Guerra.
D a decadência dos países que participaram das batalhas na Europa.
E a corrosão do apoio a Vargas devido à sua aliança formal com o campo fascista.

O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a concepção de “história como problema”, em oposição a uma historiografia positivista que se apoiava em fatos, datas, grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos criadores da moderna historiografia conhecida como Escola dos Anais (Annales). Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue os itens seguintes. Nas décadas que se seguiram imediatamente ao fim da Segunda Guerra Mundial, a história econômica, fortemente influenciada pelo marxismo, atingiu o máximo de prestígio acadêmico.

A Certo
B Errado

O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a concepção de “história como problema”, em oposição a uma historiografia positivista que se apoiava em fatos, datas, grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos criadores da moderna historiografia conhecida como Escola dos Anais (Annales). Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue os itens seguintes. Os anos 1970 e 1980 assinalaram o declínio irreversível da denominada história cultural em suas diversas manifestações, como o estudo das mentalidades.

A Certo
B Errado

O nascimento do Brasil como Estado Nacional, na primeira metade do século XIX, coincide com o esforço das elites locais para estabelecer uma identidade nacional brasileira. Com o advento da República, em 1889, vê?se a preocupação de buscar no passado elementos que legitimassem a nova ordem. É na Era Vargas (1930?1945), especialmente durante a ditadura do Estado Novo (1937?1945), contudo, que o projeto de afirmação da nacionalidade adquire foros de algo sistemático, conduzido pelo governo central. Tendo as informações acima como referência inicial e considerando a amplitude do tema abordado, julgue os itens de 79 a 90. As independências latino?americanas fragmentaram o império espanhol, dando origem a países que, a despeito de características comuns, buscaram construir as respectivas identidades nacionais.

A Certo
B Errado

Leia o trecho a seguir servirá de base para questão que se segue: A formação da opinião pública começou com a destruição da imprensa livre. Nas semanas e meses que se seguirão a 30 de janeiro de 1933, cerca de 2 mil jornalistas alemães, incluindo escritores ju-deus, liberais, conservadores, apolíticos, socialdemocratas e comunistas sofreram a perda de seus empregos, prisão, exílio forçado ou, às vezes, uma combinação dessas três formas de perseguição. A grande maioria dos jornalistas permaneceu em seus empregos. O controle da imprensa implicava tanto a expulsão e repressão a suspeitos de dissidência, o que abria vagas para membros do Partido Nazista, como a adaptação oportunista por parte de jornalistas que adotaram a causa das elites con-servadoras do novo regime. Ao todo, 200 jornais socialdemocratas e 35 jornais comunistas, de circu-lação conjunta de aproximadamente 2 milhões de unidades, foram fechados. Em julho de 1933, os jornais da editora Mosse, incluindo um dos carros-chefes do liberalismo alemão, o Berliner Tageblatt, sucumbiu à Gleichshaltung, ou “coordenação”, o termo nazista para a purga, a incorporação e o con-trole das várias instituições da sociedade política, economia e cultura alemãs. Em 4 de outubro de 1933, a Lei de Controle Editorial formulada pelo diretor de imprensa da Reich, Otto Dietrich, colocou todos os editores de jornais e periódicos sob controle governamental, o que acabou assim com qual-quer pretensão de liberdade de imprensa. Os editores precisavam ser “arianos” e não podiam ser casados com alguém não ariano. Dessa forma, a lei bania judeus e todos aqueles casados com judeus da prática jornalista. Todos os editores deviam ser membros da Liga da Imprensa Alemão do Reich, cujo diretor era Dietrich. A lei estabelecia tribunais controlados pela liga que podiam punir ou banir editores suspeitos de terem violado os requerimentos da lei. Em 12 de dezembro de 1933, importantes serviços alemães de imprensa juntaram-se para formar a Agência Alemã de Notícias (Deutsches Na-chrichtenbüro ou DNB), que, por sua vez, foi colocada sob supervisão do Escritório de Imprensa de Dietrich no Ministério da Propaganda. A imprensa alemã tornara-se monopólio estatal. (HERF, Jeffrey. Inimigo Judeu: propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. São Paulo: Edipro, 2014. p.60) O trecho acima narra o percurso de controle da imprensa pelo Partido Nazista, no processo de im-plantação da Ditadura hitlerista na Alemanha. Tudo isso nos faz pensar na importância de uma im-prensa livre e múltipla para a manutenção das democracias. Sobre o controle da imprensa alemã e em relação ao mundo nazista, os impactos desse controle da imprensa e a seletividade dos que podiam escrever e publicar, assim como os valores impostos leva-ram à

A formação de uma nova identidade nacional sob valores modernos, abandonando o passado da Alemanha após o fracasso retumbante na Primeira Grande Guerra.
B garantia de que a sociedade apoiasse um regime totalitário e ditatorial, mesmo diante dos avan-ços democráticos do período experimentados pós-República de Weimar.
C mobilização da opinião pública pelo esforço de guerra e à constituição de um inimigo comum a ser combatido (o judeu), justificando políticas de segregação e extermínio.
D montagem de forças de coesão capazes de criar sentimentos nacionais importantes junto à po-pulação para o fortalecimento do Estado alemão que levaram à vitória na Segunda Guerra.
E valorização da raça ariana como superior às demais, no aspecto nacional e combate ao desem-prego, com a reserva de trabalho a alemães, no aspecto econômico-social.

Matutos, caipiras, jecas: certamente era com esses olhos que, em 1950, os 10 milhões de citadinos viam os outros 41 milhões de brasileiros que moravam no campo, nos vilarejos e cidadezinhas de menos de 20 mil habitantes. Olhos, portanto, de gente moderna, “superior”, que enxerga gente atra-sada, “inferior”. (MELLO, João Manuel Cardoso de; NOVAIS, Fernando A. Capitalismo Tardio e Soci-abilidade Moderna. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz (org). História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 574) O trecho revela a relação conturbada entre o campo e a cidade na modernidade brasileira. Sobre isso, é CORRETO afirmar:

A A cidade oferecia a aventura e a novidade. O campo oferecia as certezas. No campo, estava a certeza da continuidade e da garantia da terra na produção de alimentos, vitais para as necessi-dades para a vida do homem.
B A estrutura social do campo no Brasil era marcada por uma hierarquização social rígida: latifun-diários capitalistas no topo e trabalhadores assalariados abaixo, produzindo exclusivamente para o mercado.
C Expõe a fratura campo X cidade. A vida na cidade atrai e fixa, porque oferece melhores oportu-nidades e acena um futuro de progresso individual, enquanto o campo, ao contrário, marcado por incertezas, repele e expulsa.
D No Brasil sempre se manteve uma distância muito grande entre o urbano e o rural. O rural ficava isolado, distante, sem contato com os serviços e as modernidades e, assim, mantinha-se igno-rando o que acontecia no país.
E Oportunidades de trabalho na indústria, comércio, transportes, construção etc. eram frutos da urbanização rápida do país, levando milhões de migrantes da área rural, que ali encontravam planejamento e equilíbrio.

“Ela é imaginada como uma comunidade porque, independentemente da desigualdade e da explora-ção efetiva que possam existir dentro dela, a nação sempre é concebida como uma profunda cama-radagem horizontal. No fundo, foi essa fraternidade que tornou possível, nestes dois últimos séculos, que tantos milhões de pessoas tenham-se disposto não tanto a matar, mas sobretudo a morrer por essas criações imaginárias limitadas. (ANDERSON, Benedict. Nações Imaginadas. São Paulo: Com-panhia das Letras, 2008. p. 34) Anderson

( 2008 ) refere-se à nação, sob um olhar antropológico, como uma comunidade política ima-ginada e traduzida, assim, por uma fraternidade capaz de possibilitar as guerras mundiais. A Primeira Grande Guerra (1914-1918) foi o primeiro conflito, de dimensão mundial, que rompeu com o intervalo de “paz” após as guerras napoleônicas. Sobre a Primeira Grande Guerra, considerando o conceito de comunidades imaginadas de Anderson, é CORRETO afirmar:

A A derrota da Alemanha e seus aliados na Primeira Grande Guerra definiu as nações entre ven-cedores e perdedores. As nações perdedoras carregaram a pecha da vergonha e tiveram que recomeçar. As nações vencedoras provaram sua superioridade, resolveram as antigas rivalida-des e reforçaram seus governos vitoriosos.
B A guerra exigiu dos seus indivíduos a crença de que a vitória dependia de sua coragem e resis-tência em defender a nação de um inimigo: o estrangeiro. O estrangeiro era, assim, acima de tudo, tomado como o assassino do irmão, independente da distância consanguínea ou de classe social desse irmão.
C A guerra se relaciona com o contexto do imperialismo, que colocou frente a frente nações em disputas territoriais e por recursos. Cada indivíduo nacional carregava a consciência de ser parte necessária da luta pela competitividade que garantiria a sobrevivência econômica, e conse-quente política da nação.
D O conflito mobilizou os ódios e os brios nacionais sob um aspecto etnocêntrico. Cada nação se considerava com superioridade inquestionável frente às outras, o que fez com que soldados, de um lado e de outro, se enfrentassem para provar que eram mais fortes e preparados para sobre-viver, colocando as questões territoriais em segundo plano.
E O grande articulador da coesão nacional entre os indivíduos foi o temor da morte. Não havia sentimento nacional consolidado antes da Guerra eclodir. A possibilidade iminente da morte criou laços fraternos entre os soldados, que precisavam defender-se dos inimigos juntos, para perpe-tuarem-se, enfim, como nação.

O crescimento da ultradireita no mundo europeu é um fenômeno atual, visível e preocupante. Atenta-dos e passeatas têm marcado a rotina da sociedade europeia atual. Esses movimentos são

A ultranacionalistas, com a tendência de repudiarem os imigrantes em apoio à União Europeia como a única capaz de fortalecer as nações que a formam.
B tomados como indicativos da crise político-partidária, já que demonstram insatisfação com os políticos tradicionais de esquerda e buscam novos nomes.
C isolados, são fenômenos tipicamente das sociedades europeias e do histórico de ódio cultural que levaram às duas grandes guerras mundiais.
D contra o multiculturalismo, atacando estrangeiros e diferentes com a justificativa de que corrom-pem a cultura e ameaçam a unidade nacional.
E conjunturais, pois cresceram com a crise econômica e as políticas de austeridade e tendem a desaparecer com a estabilização das economias.

Em 9 de novembro de 1938, há quase oitenta anos, nazistas mataram judeus, incendiaram sinagogas, saquearam e destruíram lojas da comunidade judaica, na Alemanha e Áustria, no episódio que ficou conhecido como “A noite dos Cristais”. A empreitada fez parte da perseguição aos judeus, apontados como inimigos dos alemães, e foi marcada por violência e destruição generalizada e sob apoio insti-tucional. O evento de 1938 é considerado como um dos mais importantes momentos da política anti-judaica nacional-socialista, nazista e que, após o massacre, foi concentrada cada vez mais concreta-mente nas mãos das SS. Sob a política anti-judaica no regime nazista, considerando os impactos da “Noite dos Cristais”, é CORRETO afirmar:

A Após este acontecimento, radicalizaram-se as medidas destinadas a eliminar os judeus da vida alemã, com a adoção de políticas de emigração forçada, deportação para o leste europeu e, posteriormente, o extermínio sistemático.
B As repercussões da “Noite dos Cristais” foram contrárias aos anseios do Partido Nazista. Os civis alemães reagiram e protestaram contra a violência e as potências mundiais abriram suas portas para receber imigrantes judeus.
C Explicitaram o ódio visceral dos alemães pelos judeus. A fúria contra o judaísmo, represada por gerações, foi desencadeada. A violência e humilhação levaram à intimidação dos judeus e sua retirada imediata do mundo europeu.
D O evento foi realizado, com o apoio estatal e do próprio führer, ampliando a participação dos civis alemães no combate aos inimigos de estado e dando apoio iminente imediato à guerra e à polí-tica de limpeza étnica do projeto nazista.
E Vista como uma explosão espontânea de raiva justificada, indicou a culpa dos judeus sobre a situação de decadência econômica e social da Alemanha, que, há muito tempo, vivenciava uma guerra interna contra um inimigo no seu próprio país.