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Márcio Souza, em seu livro História da Amazônia , afirma que

A Felipe Patroni, editor do jornal O Paraense , foi o principal líder favorável à manutenção do colonialismo português no Estado do Grão-Pará e Rio Negro.
B a emancipação dos escravos na cidade de Manaus foi proclamada em 24 de maio de 1884 e em todo o território da província do Amazonas, no dia 10 de julho de 1884.
C a abolição da escravatura dos negros e dos índios no território amazonense ocorreu ao mesmo tempo que no resto do Império do Brasil, em 13 de maio de 1888, por força da Lei Áurea.
D o movimento abolicionista amazonense foi duramente reprimido por forças militares lideradas pelo Presidente da Província, Theodureto Carlos de Faria Souto, que, por sua vez, somente reconhece a vigência da Lei Áurea em setembro de 1889.
E o Amazonas foi alçado à categoria de Província autônoma em 1824, por força da Constituição Imperial de 1824.

Acerca das atividades econômicas e as dinâmicas mercantis na Bahia colonial, é correto afirmar:

A A dinâmica do comércio transatlântico, ampliada pelo tráfico de escravos de Angola para a Bahia, contou com a participação de agentes de negócios, homens envolvidos diretamente com o comércio de mercadorias.
B A política econômica da cidade de Salvador a colocou em uma posição central no interior do Império Português, tendo sido a capital da colônia até 1863, ano em que foi feita a transferência para a cidade do Rio de Janeiro.
C O açúcar, principal gênero de exportação da economia baiana, era produzido em um vasto complexo socioeconômico sob um regime de mão de obra formado predominantemente por homens livres.
D O tabaco, único produto colonial que combinava a produção em grande escala com a importação do produto beneficiado, era cultivado por grandes produtores, senhores de homens e terras.
E A mandioca, utilizada para o fabrico da farinha, era a lavoura de subsistência mais amplamente cultivada nas capitanias de Ilhéus e Porto Seguro, e a farinha um componente indispensável do regime alimentar baiano.

Em relação à história da região amazônica,

A o Foro do Forte de São José da Barra do Rio Nero, atual Manaus, foi fundado pelo padre Francisco Gonçalves, religioso que se notabilizou pela oposição à escravidão dos indígenas.
B a Província do Rio Negro, que politicamente definia o território que hoje compreende o Estado do Amazonas, não foi afetada pela Cabanagem, movimento político de caráter revolucionário que ocorreu durante o período de Regência no Império do Brasil, restringindo-se sua atividade à Província do Grão-Pará.
C o Estado do Grão-Pará e Rio Negro foi incorporado ao território brasileiro no Século XVI, por conta do Tratado de Madrid, diante do processo de restauração da Monarquia Portuguesa.
D ao tempo da Independência, em 7 de setembro de 1822, o Estado do Grão-Pará e Rio Negro constituía colônia portuguesa separada do Brasil, que permaneceria na condição de colônia até o final do período de Regência, em 1848, momento no qual passou a integrar politicamente o território do Império do Brasil.
E a Cabanagem, movimento definido como uma guerra de libertação nacional, custou mais de trinta mil vidas, o que representava um quinto da população da região amazônica no período.

O episódio conhecido como a Revolta dos Malês

A contou com a participação de irmandades católicas e ordens terceiras, organizações religiosas leigas que atuavam na estratégia de ajuda coletiva e fortalecimento político dos seus integrantes.
B foi organizado por africanos muçulmanos de diferentes etnias, com protagonismo de nagôs e hauçás, em um momento de expansão do islamismo, a força religiosa hegemônica na Bahia.
C pautou-se por bandeiras radicais que previam a abolição da escravidão como sistema de trabalho, a criação de uma república na Bahia e o fim das clivagens sociais entre escravos e libertos.
D representou uma conquista importante para os escravos urbanos, pois os rebeldes conseguiram revogar a postura municipal que os obrigava a usar uma chapa de identificação.
E expressou a solidariedade entre africanos, revelando laços étnicos e religiosos que serviram de combustível à rebelião, desafiando o sistema escravista.

O banditismo ou o cangaço é também outro tema que, eleito pelo ‘discurso do Norte’ para atestar as consequências perigosas das secas e da falta de investimentos do Estado na região, de sua não modernização, adquire uma conotação pejorativa que vai marcar o nortista ou o nordestino com o estigma da violência, da selvageria. Aliás, esse medo do nortista e, especialmente, do homem de cor negra emerge com a constante insubordinação dos escravos, importados do Norte para o Sul.

(ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 2011, p. 74)

De acordo com o excerto, o autor

A aponta a seca e o atraso como causas do comportamento violento dos escravos.
B considera a insubordinação dos negros a causa do banditismo.
C defende a ideia de que o Norte é mais selvagem que o Sul.
D critica o discurso depreciativo construído em torno do cangaço.
E reforça a heroicização da violência individual do nortista/nordestino.

Considere as afirmações abaixo acerca dos mecanismos de mobilidade social na Bahia, durante o período colonial:

I. O acesso a cargos e recompensas, associado a maior facilidade para a obtenção de terras e escravos, foram fatores fundamentais para a consolidação do patrimônio da elite colonial baiana.

II. Por compra ou por casamento com a filha de um senhor era possível um comerciante português tornar-se um senhor-de-engenho, mas era indispensável ter dinheiro, boa conduta e “sangue puro”, ou seja, não ter sangue de "mouro", judeu ou negro.

III. Em conjunturas de guerra, os líderes indígenas negociavam suas alianças em troca de benefícios que iam além de ganho material, abrindo espaço para uma ascensão social ilimitada.

IV. Os escravos desenvolveram diversas estratégias de sobrevivência e resistência, dentre as quais a constituição de pecúlio para a compra de suas alforrias.

Está correto o que se afirma APENAS em

A III e IV.
B I, II e IV.
C I e III.
D II, III e IV.
E I e II.
Texto associado
Atenção : As questões
de números 18 a 20
referem-se à História do Amapá.

A criação do Estado do Amapá ocorreu quando

A o governo Vargas promoveu a separação de sua área territorial do estado do Pará.
B a última constituição brasileira oficializou este e outros territórios como estados.
C o governo militar determinou a transformação dos territórios em estados, para garantir a soberania e a segurança nacionais.
D o Grão Pará foi desmembrado, a fim de que mais recursos da União chegassem às distintas localidades da extensa região
norte.
E o plano desenvolvimentista de Eurico Gaspar Dutra estabeleceu medidas para incentivar o povoamento das regiões menos
habitadas do país.
Órgão: Assembléia Legislativa do Amapá Cargo: Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional - Área: Assistente de Registro de Imagens Prova: FCC - ALE AP - Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional - Área: Assistente de Registro de Imagens - 2020
Texto associado
Atenção: As questões de números 18 a 20 referem-se à História do Amapá.

Com as mudanças na proporção da representação eleitoral para a Câmara dos Deputados impostas pelos chamados “Pacotes
de Abril” de 1977, durante o governo de Ernesto Geisel, o então Território Federal do Amapá teve seu número de representantes

A reduzido de 2 para 1.
B ampliado de 0 para 1
C duplicado de 2 para 4.
D mantido em 1.
E ampliado de 1 para 2.
Órgão: Assembléia Legislativa do Amapá Cargo: Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Assistente Administrativo Prova: FCC - ALE AP - Assistente Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Assistente Administrativo - 2020
Texto associado
Atenção : As questões
de números 9 e 10
referem-se à História do Amapá.

Considere o trecho a seguir:
Em 1897, após anos de conflitos com várias baixas dos dois lados, um termo de compromisso, assinado por delegados do Brasil
e da França, confiou a resolução do Contestado à arbitragem do presidente da federação Suíça, Walter Hauser. Os dois países,
de um lado Brasil e do outro a França, reuniram a maior quantidade de arquivos possíveis para provar suas proposições.

(SILVA, Gutemberg de V. e RÜCKERT, Aldomar. “A fronteira Brasil-França”, Confins [Online], 7 | 2009, Disponível em: http://journals.openedition.
org/confins/6040)

A arbitragem suíça, mencionada acima, definiu, ao final do processo, que

A a França detinha documentos, argumentos e provas suficientes para assegurar e ampliar o território da Guiana, sendo
portanto vitoriosa nessa questão fronteiriça.
B ambos os lados envolvidos apresentavam documentos incompletos ou ambíguos, devendo a questão ser tratada pela
ONU, por meio do Tribunal de Haia.
C o limite entre França e Brasil passaria a ser o rio Calçoene, em função da justa distribuição de áreas e recursos hídricos,
entre os dois países.
D o Brasil, devido ao histórico da ocupação portuguesa, teria o direito de ocupar o equivalente à metade do território então
pertencente à França.
E a fronteira entre a colônia francesa e a ex-colônia portuguesa era o rio Oiapoque, também chamado de Vicente Pinzon.
Órgão: Assembléia Legislativa do Amapá Cargo: Advogado Legislativo - Área: Atividade de Serviços Jurídicos Especialidade: Procurador Prova: FCC - ALE AP - Advogado Legislativo - Área: Atividade de Serviços Jurídicos Especialidade: Procurador - 2020
Texto associado
Atenção : As questões de números 18 a 20 referem-se à História do Amapá.

Durante a Cabanagem, houve em Macapá a

A aliança entre fazendeiros, comerciantes e autoridades para a resistência e o combate aos cabanos, sob o comando de militares
locais.
B tomada da cidade por cabanos conduzidos pelos líderes populares Angelim e Vinagre, que lá estabeleceram a base de um
governo provisório de toda a região norte.
C repressão definitiva ao movimento, pelo general Francisco Monterosso, que prendeu os principais líderes cabanos e os
enviou ao Rio de Janeiro, pondo fim ao longo conflito.
D rendição das autoridades locais face às vitórias consecutivas dos cabanos nas cidades vizinhas, porém, por curto período,
visto que os franceses vieram em socorro e reverteram a situação.
E ocupação norte-americana devido ao caos que reinava em todo o Amapá, de forma que navios comandados pelo almirante
Grenfell foram contactados por Portugal para monitorar o local até a vinda de reforços do Rio de Janeiro.
Órgão: Assembléia Legislativa do Amapá Cargo: Auxiliar Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Auxiliar Operacional Prova: FCC - ALE AP - Auxiliar Legislativo Atividade Administrativa e Operacional Especialidade: Auxiliar Operacional - 2020