Esporte ajuda a formar jovens mais seguros e preparados para o futuro
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.
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Esporte ajuda a formar jovens mais seguros e preparados para o futuro
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.
Sobre a contribuição da atividade física regular, o texto afirma que:
I. Praticar regularmente atividades físicas favorece, entre outros efeitos, a maneira como o ser humano se sente emocionalmente.
II. Desenvolve a formação de hábitos que permanecem até a vida adulta, incluindo a construção de virtudes.
III. A falta de prática diária de exercícios físicos é responsável pela construção de adultos imaturos.
Quais estão corretas?
Texto associado
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Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.
De acordo com o texto, “resiliência” (l. 13) remete à capacidade de
Texto associado
Texto CG2A1
A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.
Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado.
O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.
De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.
Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.
Internet: (com adaptações).
A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como as políticas públicas são formuladas e implementadas em todo o mundo. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados em alta velocidade e identificar padrões complexos oferece oportunidades para a melhoria da eficiência e da eficácia das ações governamentais, desde a otimização de serviços públicos até a formulação de políticas baseadas em evidências. Assim, a IA passou a ser considerada uma ferramenta essencial para os governos enfrentarem diversos desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e questões de saúde pública e segurança.
Uma das principais áreas de impacto da IA nas políticas públicas é a gestão de recursos públicos. As aplicações de IA podem analisar grandes quantidades de dados financeiros e operacionais, a fim de identificar ineficiências e desperdícios, e permitir uma melhor alocação de recursos. Além disso, essas tecnologias proporcionam a automação de processos burocráticos, para reduzir custos operacionais e possibilitar que os servidores públicos atuem em tarefas de maior valor agregado.
O Poder Judiciário é outro setor em que a IA tem um impacto crescente. As ferramentas são utilizadas para auxiliar juízes na tomada de decisões, o que reduz o tempo de tramitação dos processos e melhora a consistência das decisões judiciais. Contudo, isso leva a questões éticas e legais sobre a transparência e a imparcialidade dos algoritmos, bem como sobre o papel do ser humano na tomada de decisões judiciais.
De forma ampla, a administração pública é impactada pela IA, especialmente no que diz respeito à automação de processos e à análise de grandes volumes de dados. A análise de dados em tempo real permite que os gestores públicos tomem decisões mais informadas e respondam rapidamente a mudanças nas condições socioeconômicas. Contudo, a adoção da IA no setor público também exige uma reformulação das práticas regulatórias, para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma equitativa e que os riscos sejam adequadamente gerenciados.
Apesar dos diversos benefícios que a IA pode trazer para as políticas públicas, os desafios associados ao seu uso não podem ser ignorados. Questões controversas, como a discriminação algorítmica, a proteção da privacidade e de dados pessoais, a transparência e a responsabilidade, são fundamentais para o debate sobre a adoção de IA em políticas públicas.
Internet: (com adaptações).
No que diz respeito ao uso da IA na administração pública, conclui-se das informações do texto CG2A1 que
Texto associado
Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 1 a 6.
A “caixa de Pandora” é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o princípio da precaução, desencadeiam consequências maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C. e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.
Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.
Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.
Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os males resultou em considerar a “inteligência artificial” como opção para o declínio da “inteligência natural”.
Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, às radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas cientificas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.
Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.
O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente, no Espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.
A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais): social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).
Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em torno de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).
Eis aqui a caixa de Pandora.
(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em 06/2025)
A “caixa de Pandora” é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o princípio da precaução, desencadeiam consequências maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C. e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.
Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.
Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.
Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os males resultou em considerar a “inteligência artificial” como opção para o declínio da “inteligência natural”.
Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, às radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas cientificas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.
Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.
O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente, no Espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.
A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais): social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).
Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em torno de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).
Eis aqui a caixa de Pandora.
(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em 06/2025)
O autor propõe que, para que se estabeleçam “ novas formas de estar no mundo ”, é preciso, entre outros:
Texto associado
Atenção : Considere o texto a seguir para responder às questões de números 6 a 10.
A revolução tecnológica do século XXI modificou toda a configuração da economia global, provocando uma verdadeira ruptura nas relações trabalhistas até então vigentes. Um dos setores da economia que melhor representa essa revolução e seu impacto nas relações de trabalho é o de serviços de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumo.
Junto a essa radical transformação tecnológica, levando em conta a grande oferta de mão de obra disponível, escancarou-se uma controversa realidade social: a relação de trabalho estabelecida entre motoristas e entregadores e as empresas que operam por meio de plataformas digitais.
Desde o início das atividades das empresas de transporte e entrega por aplicativos no Brasil, os trabalhadores cadastrados em suas plataformas foram contratados como microempreendedores individuais (MEI) ou como autônomos.
Nesse contexto, o questionamento a ser feito é se esses motoristas e entregadores são ou não são, na realidade, empregados. Como empregados, se enquadrariam em uma das modalidades contratuais previstas na CLT. Já como não empregados, ou autônomos, a CLT não se aplicaria e, consequentemente, os direitos trabalhistas celetistas não seriam a eles devidos. O questionamento colocado é a razão da controvérsia atual que domina o campo trabalhista e que envolve diversos atores sociais instituições públicas ligadas ao trabalho.
A relação de emprego, assim como a relação de trabalho autônomo, são espécies do gênero relação de trabalho. Para caracterização da relação de emprego devem estar presentes, de forma cumulativa, os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da CLT, quais sejam: pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação.
A subordinação é o elemento decisivo para a afirmação da existência, ou não, da relação de emprego, como também é o elemento principal de diferenciação entre a relação de emprego e as diversas modalidades de trabalho autônomo. Logo, pode-se dizer que a contraposição à subordinação é a autonomia. E é exatamente sobre o elemento subordinação que reside a controvérsia ora analisada.
Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação. Pelo contrário, afirmam que há autonomia e independência desses trabalhadores na prestação dos serviços, já que esses profissionais têm total liberdade para se conectarem ou não ao aplicativo, podendo escolher o horário de trabalho, e para aceitarem ou recusarem o direcionamento (chamado/oferta) de serviços.
Na Justiça do Trabalho são inúmeras as ações individuais de motoristas e entregadores pleiteando o reconhecimento do vínculo empregatício com as empresas para as quais prestam e/ou prestaram serviços por meio de aplicativos. Ora é reconhecida relação de emprego, configurando-se a existência de subordinação, ora tal relação não é reconhecida.
(Adaptado de: NEIVA, Rafael Brisque)
A revolução tecnológica do século XXI modificou toda a configuração da economia global, provocando uma verdadeira ruptura nas relações trabalhistas até então vigentes. Um dos setores da economia que melhor representa essa revolução e seu impacto nas relações de trabalho é o de serviços de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumo.
Junto a essa radical transformação tecnológica, levando em conta a grande oferta de mão de obra disponível, escancarou-se uma controversa realidade social: a relação de trabalho estabelecida entre motoristas e entregadores e as empresas que operam por meio de plataformas digitais.
Desde o início das atividades das empresas de transporte e entrega por aplicativos no Brasil, os trabalhadores cadastrados em suas plataformas foram contratados como microempreendedores individuais (MEI) ou como autônomos.
Nesse contexto, o questionamento a ser feito é se esses motoristas e entregadores são ou não são, na realidade, empregados. Como empregados, se enquadrariam em uma das modalidades contratuais previstas na CLT. Já como não empregados, ou autônomos, a CLT não se aplicaria e, consequentemente, os direitos trabalhistas celetistas não seriam a eles devidos. O questionamento colocado é a razão da controvérsia atual que domina o campo trabalhista e que envolve diversos atores sociais instituições públicas ligadas ao trabalho.
A relação de emprego, assim como a relação de trabalho autônomo, são espécies do gênero relação de trabalho. Para caracterização da relação de emprego devem estar presentes, de forma cumulativa, os requisitos constantes dos arts. 2º e 3º da CLT, quais sejam: pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação.
A subordinação é o elemento decisivo para a afirmação da existência, ou não, da relação de emprego, como também é o elemento principal de diferenciação entre a relação de emprego e as diversas modalidades de trabalho autônomo. Logo, pode-se dizer que a contraposição à subordinação é a autonomia. E é exatamente sobre o elemento subordinação que reside a controvérsia ora analisada.
Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação. Pelo contrário, afirmam que há autonomia e independência desses trabalhadores na prestação dos serviços, já que esses profissionais têm total liberdade para se conectarem ou não ao aplicativo, podendo escolher o horário de trabalho, e para aceitarem ou recusarem o direcionamento (chamado/oferta) de serviços.
Na Justiça do Trabalho são inúmeras as ações individuais de motoristas e entregadores pleiteando o reconhecimento do vínculo empregatício com as empresas para as quais prestam e/ou prestaram serviços por meio de aplicativos. Ora é reconhecida relação de emprego, configurando-se a existência de subordinação, ora tal relação não é reconhecida.
(Adaptado de: NEIVA, Rafael Brisque)
Identifica-se uma hipótese no trecho:
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto abaixo.
Sobre a brevidade da vida
A maior parte dos mortais queixa-se da malevolência da Natureza, porque estamos destinados a um breve momento da eternidade, e, segundo eles, o espaço de tempo que nos foi dado corre tão veloz que, por consequência, e à exceção de muito poucos, a vida abandonaria a todos ainda em meio aos preparativos para bem vivê-la.
Vejam: não é somente a multidão e a turba insensata que se lamenta desse mal considerado universal: a mesma impressão provocou queixas inconformadas também de homens ilustres e pessoas de excelente formação. Anote-se, por exemplo, o protesto de Hipócrates, o maior dos médicos, quando diz “A vida é breve, longa, a arte”.
Pela mesma razão nasce o litígio (de nenhuma forma apropriado a um homem sábio) que Aristóteles teve com a Natureza: “Aos animais, ela concedeu tanto tempo de vida que muitos deles sobrevivem por cinco ou dez gerações da nossa espécie; ao homem, nascido para tantos e tão grandes feitos, está estabelecido um tempo exíguo.”
Não, não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa, e com generosidade nos foi dada para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas quando ela se esvai no culto do supérfluo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de positivo, somos constrangidos pela fatalidade do tempo, e sentimos que ela passou sem que tivéssemos percebido.
O fato é este: não recebemos uma vida breve, mas assim a fazemos, nem somos dela carentes, seus esbanjadores. Tal como se dissipam rapidamente os abundantes recursos que caem nas mãos de um gastador, assim também nossa vida se perde, quando do tempo dela não sabemos dispor.
(Adaptado de: SÊNECA. Sobre a brevidade da vida. Trad. William Li. São Paulo: Nova Alexandria, p. 25-26)
Sobre a brevidade da vida
A maior parte dos mortais queixa-se da malevolência da Natureza, porque estamos destinados a um breve momento da eternidade, e, segundo eles, o espaço de tempo que nos foi dado corre tão veloz que, por consequência, e à exceção de muito poucos, a vida abandonaria a todos ainda em meio aos preparativos para bem vivê-la.
Vejam: não é somente a multidão e a turba insensata que se lamenta desse mal considerado universal: a mesma impressão provocou queixas inconformadas também de homens ilustres e pessoas de excelente formação. Anote-se, por exemplo, o protesto de Hipócrates, o maior dos médicos, quando diz “A vida é breve, longa, a arte”.
Pela mesma razão nasce o litígio (de nenhuma forma apropriado a um homem sábio) que Aristóteles teve com a Natureza: “Aos animais, ela concedeu tanto tempo de vida que muitos deles sobrevivem por cinco ou dez gerações da nossa espécie; ao homem, nascido para tantos e tão grandes feitos, está estabelecido um tempo exíguo.”
Não, não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa, e com generosidade nos foi dada para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas quando ela se esvai no culto do supérfluo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de positivo, somos constrangidos pela fatalidade do tempo, e sentimos que ela passou sem que tivéssemos percebido.
O fato é este: não recebemos uma vida breve, mas assim a fazemos, nem somos dela carentes, seus esbanjadores. Tal como se dissipam rapidamente os abundantes recursos que caem nas mãos de um gastador, assim também nossa vida se perde, quando do tempo dela não sabemos dispor.
(Adaptado de: SÊNECA. Sobre a brevidade da vida. Trad. William Li. São Paulo: Nova Alexandria, p. 25-26)
A compreensão global do texto se dá a partir da identificação do argumento central de cada parágrafo. Nesse sentido, é correto assinalar que,
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto abaixo.
Zero bala
A vida tem um vigor
que o corpo não comporta
por mais que se prepare
No mesmo passo, a natureza
caminha para o zero
como o seu fruto principal
que se gasta quanto mais
se apura na terra estreita
e por instinto busca no espaço
campo para se alçar, crescer
no sentimento e gesto
em uma nova combinação
de interferências e insumos
despoluídos até o impossível
com órgãos sem discrepância
que não contrariam as fontes
nem se desgastam em nenhum
desvio de doença ou perda
de força, suportando o sopro
o porte da pureza possível -
original - sem marca de pecado.
(FREITAS FILHO, Armando. Respiro - poemas .
Companhia das Letras, 2024)
Zero bala
A vida tem um vigor
que o corpo não comporta
por mais que se prepare
No mesmo passo, a natureza
caminha para o zero
como o seu fruto principal
que se gasta quanto mais
se apura na terra estreita
e por instinto busca no espaço
campo para se alçar, crescer
no sentimento e gesto
em uma nova combinação
de interferências e insumos
despoluídos até o impossível
com órgãos sem discrepância
que não contrariam as fontes
nem se desgastam em nenhum
desvio de doença ou perda
de força, suportando o sopro
o porte da pureza possível -
original - sem marca de pecado.
(FREITAS FILHO, Armando. Respiro - poemas .
Companhia das Letras, 2024)
O termo Zero , no poema,
Texto associado
Atenção :
Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.
O individualismo e as instituições
Quando as instituições são frágeis e não funcionam, podem prevalecer as amarras da prepotência e do oportunismo violento. Na falta de normas legais que funcionem, na falta de uma representação atuante e legitima do Estado na vida social, a condição da “terra sem lei” lande à barbárie.
Exemplo disso forneceu o cinema norte-americano quando, em meados do século passado, inundou o mundo e a imaginação popular com filmes do gênero “western”, supostos documentários da conquista do oeste. Uma situação padrão era representada nesses filmes: na pequena e remota cidade recém-formada, o poder local era manipulado por malfeitores poderosos, que submetiam aos seus interesses o xerife e a O juiz. A del” servia assim de fachada para o império da autocracia e do crime, e a impunidade ameaçava ser eterna.
Mas eis que chegava o “mocinho” um homem vindo não se sabe de onde, solitário, lacônico, hábil no manejo das armas, intrépido, capaz de enfrentar e derrotar sozinho os poderosos locais — o que fazia com bravura e frieza, até deixar a cidade pacificada e sumir para sempre no horizonte, sob o olhar dos cidadãos agradecidos.
A “mensagem” desses filmes? Haveria, dentro de indivíduos especiais, um impulso natural para a justiça e a virtude, capaz de mudar a ordem das coisas. As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas. A figura de um herói solitário estaria na base da legitimação da ordem pública, quando esta fosse comprometida. Não deixa de ser uma forma de atribuir a uma liderança pessoal a missão de promover as instituições que tenham por escopo o bem público. Dito de outro modo: a moralidade desejável das instituições sociais já estaria presente, em gérmen, no indivíduo essencialmente virtuoso, capaz de reconduzir uma comunidade a um patamar da civilização.
(Bruno Rosa de Alcântara, a editar)
Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.
O individualismo e as instituições
Quando as instituições são frágeis e não funcionam, podem prevalecer as amarras da prepotência e do oportunismo violento. Na falta de normas legais que funcionem, na falta de uma representação atuante e legitima do Estado na vida social, a condição da “terra sem lei” lande à barbárie.
Exemplo disso forneceu o cinema norte-americano quando, em meados do século passado, inundou o mundo e a imaginação popular com filmes do gênero “western”, supostos documentários da conquista do oeste. Uma situação padrão era representada nesses filmes: na pequena e remota cidade recém-formada, o poder local era manipulado por malfeitores poderosos, que submetiam aos seus interesses o xerife e a O juiz. A del” servia assim de fachada para o império da autocracia e do crime, e a impunidade ameaçava ser eterna.
Mas eis que chegava o “mocinho” um homem vindo não se sabe de onde, solitário, lacônico, hábil no manejo das armas, intrépido, capaz de enfrentar e derrotar sozinho os poderosos locais — o que fazia com bravura e frieza, até deixar a cidade pacificada e sumir para sempre no horizonte, sob o olhar dos cidadãos agradecidos.
A “mensagem” desses filmes? Haveria, dentro de indivíduos especiais, um impulso natural para a justiça e a virtude, capaz de mudar a ordem das coisas. As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas. A figura de um herói solitário estaria na base da legitimação da ordem pública, quando esta fosse comprometida. Não deixa de ser uma forma de atribuir a uma liderança pessoal a missão de promover as instituições que tenham por escopo o bem público. Dito de outro modo: a moralidade desejável das instituições sociais já estaria presente, em gérmen, no indivíduo essencialmente virtuoso, capaz de reconduzir uma comunidade a um patamar da civilização.
(Bruno Rosa de Alcântara, a editar)
O cinema norte-americano é referido no texto para exemplificar, por meio dos filmes do gênero “western”,
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.
[Entre luas]
Declarou-me uma amiga que passou a se dedicar a olhar o céu estrelado para se consolar das feiuras terrestres. Não seria isso uma solução excessivamente cômoda? Se quiséssemos levar essa declaração às últimas consequências, acabaríamos dizendo: "que a Terra continue de mal a pior, eu olho para o céu e reencontro meu equilíbrio interior". Não estaria minha amiga instrumentalizando Ilicitamente esse céu estrelado?
Não buscaria eu exortá-la a mais entusiasmo lembrando as magníficas aventuras cosmonáuticas da humanidade, essas lutas míticas pela supremacia terrestre sobre o firmamento. O que me interessa, ao contrário, é tudo o que é apropriação verdadeira do espaço e dos objetos celestes, ou seja, o conhecimento objetivo de uma relação entre nós e o universo extra-humano.
A Lua, desde a Antiguidade, significou para os homens esse desejo de um paraíso luminoso e sereno, e essa devoção lunar dos poetas se perpetuou pelos tempos. Mas a Lua dos poetas tem alguma coisa a ver com as imagens leitosas e esburacadas que os foguetes nos enviam? Talvez não, ainda; mas o fato de sermos obrigados a reconsiderar a Lua de maneira nova nos levará a reconsiderar de maneira nova Inúmeras outras coisas. Quem ama a Lua realmente não se contenta em contemplá-la como uma imagem convencional: quer entrar numa relação mais estreita com ela, quer ver mais na Lua, quer que a Lua lhe diga mais .
(Adaptado de: CALVINO. Italo. Assunto encerrado - Discursos sobre literatura e sociedade. Tradução: Roberta Bami. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 217-218)
[Entre luas]
Declarou-me uma amiga que passou a se dedicar a olhar o céu estrelado para se consolar das feiuras terrestres. Não seria isso uma solução excessivamente cômoda? Se quiséssemos levar essa declaração às últimas consequências, acabaríamos dizendo: "que a Terra continue de mal a pior, eu olho para o céu e reencontro meu equilíbrio interior". Não estaria minha amiga instrumentalizando Ilicitamente esse céu estrelado?
Não buscaria eu exortá-la a mais entusiasmo lembrando as magníficas aventuras cosmonáuticas da humanidade, essas lutas míticas pela supremacia terrestre sobre o firmamento. O que me interessa, ao contrário, é tudo o que é apropriação verdadeira do espaço e dos objetos celestes, ou seja, o conhecimento objetivo de uma relação entre nós e o universo extra-humano.
A Lua, desde a Antiguidade, significou para os homens esse desejo de um paraíso luminoso e sereno, e essa devoção lunar dos poetas se perpetuou pelos tempos. Mas a Lua dos poetas tem alguma coisa a ver com as imagens leitosas e esburacadas que os foguetes nos enviam? Talvez não, ainda; mas o fato de sermos obrigados a reconsiderar a Lua de maneira nova nos levará a reconsiderar de maneira nova Inúmeras outras coisas. Quem ama a Lua realmente não se contenta em contemplá-la como uma imagem convencional: quer entrar numa relação mais estreita com ela, quer ver mais na Lua, quer que a Lua lhe diga mais .
(Adaptado de: CALVINO. Italo. Assunto encerrado - Discursos sobre literatura e sociedade. Tradução: Roberta Bami. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 217-218)