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Texto associado
“Vamos meter o pé” Por Leandro Prazeres e João da Mata Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo, advinda da morte do marido, há 21 anos. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim, Odila ia descrevendo a casa. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo? “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água encobriu todas as casas, ele contou. (Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta .

A Odila é retratada como uma mulher simples que ajudou os vizinhos no momento da enchente.
B Os filhos de Odila estão em um abrigo municipal.
C O objetivo principal do texto é apresentar Odila e sua família, moradores de Estrela.
D O texto menciona outra ocorrência climática anterior à enchente atual.
E A casa de Odila é descrita como simples e grande, com jardins de grama verde e baixa.

(adaptado) Saúde mental Trabalho, estresse, polarização, redes sociais ... O mundo moderno está acabando comigo, doutor. O texto acima foi escrito pelo chargista Luiz Fernando Cazo. O sentido da palavra polarização, apresentada na charge, é de:

A Objetivos em comum.
B Ideias iguais.
C Ideias opostas.
D Concentração de ideias.
E Semelhança entre pensamento.

Na frase “O homem consome cada dia mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro” (l. 01-02), se o termo sublinhado fosse passado para o plural, quantas outras alterações seriam obrigatórias para manter a correção do período?

A Uma.
B Duas.
C Três.
D Quatro.
E Cinco.
Texto associado
Pegada ecológica É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de onde estamos errando. Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população. A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens, como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento. Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar mais resíduos. Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a diminuição acelerada da nossa biodiversidade. Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica com atitudes simples. Veja só alguns exemplos: • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé. • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista! • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse produto necessitam da criação de grandes pastagens. • Diminua o tempo de banho. • Separe o lixo orgânico do reciclado. • Não deixe as luzes acesas sem necessidade. (Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

A pergunta que NÃO pode ser respondida pelo texto é:

A Quem criou a pegada ecológica?
B Quando a pegada ecológica foi criada?
C A pegada ecológica é calculada com base em quais territórios?
D Qual país apresenta a maior pegada ecológica?
E Qual é a estimativa entre a quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso?
Texto associado
Pegada ecológica É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de onde estamos errando. Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população. A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens, como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento. Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar mais resíduos. Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a diminuição acelerada da nossa biodiversidade. Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica com atitudes simples. Veja só alguns exemplos: • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé. • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista! • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse produto necessitam da criação de grandes pastagens. • Diminua o tempo de banho. • Separe o lixo orgânico do reciclado. • Não deixe as luzes acesas sem necessidade. (Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

O texto, de uma forma geral:

A Quer induzir o leitor a parar de consumir produtos para aumentar a pegada ecológica.
B Traz dados que podem nos fazer pensar sobre a pegada ecológica e como podemos diminuí-la.
C É discutível, pois apresenta apenas a opinião do autor.
D Faz uma constatação sobre a pegada ecológica, mas não traz grandes conclusões.
E Apresenta uma conclusão clara: se não mudarmos nossos hábitos o mundo acabará.
Texto associado
Floresta amazônica vai virar savana
Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema da Amazônia é iminente

1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.

2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de incêndios florestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.

3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as florestas interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico.

4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies florestais. O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a Amazônia como a conhecemos hoje.

5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.

6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na produção com sustentabilidade.

7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018. Adaptado.

No texto, a palavra ou expressão a que se refere o termo destacado está explicitada entre colchetes em:

A “O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados” (parágrafo 4) [fogo]
B “Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente.” (parágrafo 5) [40% de florestas derrubadas]
C “a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento.” (parágrafo 6) [resiliência]
D “Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno.” (parágrafo 6) [savanização]
E “Com esse objetivo , o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.” (parágrafo 7) [tipping point]
Texto associado
Floresta amazônica vai virar savana
Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema da Amazônia é iminente

1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.

2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de incêndios florestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.

3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as florestas interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico.

4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies florestais. O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a Amazônia como a conhecemos hoje.

5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.

6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na produção com sustentabilidade.

7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018. Adaptado.

O trecho do texto em que se estabelece uma relação lógica de condição entre as ideias, marcada pela presença da palavra ou expressão destacada, é:

A “ Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios.” (parágrafo 4)
B “ quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente.” (parágrafo 5)
C “a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento.” (parágrafo 6)
D “ Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno.” (parágrafo 6)
E “Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento.” (parágrafo 7)
Texto associado
Floresta amazônica vai virar savana
Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema da Amazônia é iminente

1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.

2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de incêndios florestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.

3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as florestas interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico.

4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies florestais. O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a Amazônia como a conhecemos hoje.

5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.

6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na produção com sustentabilidade.

7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018. Adaptado.

O emprego do sinal indicativo da crase na palavra destacada é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:

A A modificação ambiental sem limites levou a formação de uma paisagem árida ou até de um deserto propriamente dito.
B A principal consequência apontada pelos estudiosos a favor do consumo consciente da água é a preservação da espécie humana.
C O direito ao meio ambiente é coletivo e deve ser garantido a todos para a manutenção das áreas verdes e das condições climáticas ideais.
D Os cientistas buscam várias soluções para os problemas ambientais, a começar por pesquisas de fatores que propiciem o surgimento de vários ecossistemas.
E Os rios que desaparecem em períodos de estiagem passam a ter conservação obrigatória, segundo as regras do novo Código Florestal.
Texto associado
Floresta amazônica vai virar savana
Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema da Amazônia é iminente

1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.

2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de incêndios florestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.

3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as florestas interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico.

4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies florestais. O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a Amazônia como a conhecemos hoje.

5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.

6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na produção com sustentabilidade.

7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018. Adaptado.

A palavra resiliência refere-se à capacidade de voltar ao estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Ela é utilizada em várias áreas do conhecimento. Em “De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência ” (parágrafo 6), o sentido dessa palavra no contexto é a(o)

A aptidão de um determinado sistema para recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação.
B capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder a qualquer coação.
C possibilidade de tomar uma decisão quando se tem medo do que isso possa ocasionar, quando está sob pressão.
D propriedade de os materiais que acumulam energias voltarem ao normal, quando então são expostos a situações de estresse ou choque.
E equilíbrio emocional para lidar com os problemas relacionados ao contexto laboral, quando as situações não ocorrem como o esperado.
Texto associado
Floresta amazônica vai virar savana
Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema da Amazônia é iminente

1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área para o desmatamento, ela pode se descaracterizar de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se transformaria em área de savana, alertam dois conceituados pesquisadores da área, em um artigo publicado recentemente. Hoje, o desmatamento acumulado está em 17%.

2 Os cientistas acreditam que as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso indiscriminado de incêndios florestais indicam um tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para transformar as partes Sul, Leste e central da Amazônia em um ecossistema não florestal se o desmatamento chegar a entre 20% e 25%.

3 Os pesquisadores partiram do conceito da “savanização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta de que as florestas interferem no regime de chuvas. Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração (a transpiração das árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico.

4 Caso perca uma quantidade grande de árvores, a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetível a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecendo o avanço de gramíneas onde antes havia espécies florestais. O resultado desse processo ecológico é que grandes fragmentos de florestas se transformam em savanas ou cerrados, descaracterizando a Amazônia como a conhecemos hoje.

5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Segundo um dos autores, quando se consideram outros fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento global, essa margem diminui consideravelmente. Os focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento global já está acontecendo, com um aumento de 1 grau Celsius na temperatura média da Amazônia.

6 De acordo com uma especialista em ciência e Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser encarada com seriedade, porque a floresta amazônica tem resiliência, ela consegue resistir a algum desmatamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega a um ponto que não tem retorno. Além disso, é preciso considerar a população da região, investindo na produção com sustentabilidade.

7 Uma das propostas para que se possa evitar o tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo, o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU sobre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018. Adaptado.

O emprego da vírgula está plenamente de acordo com a norma-padrão no seguinte período:

A A agricultura depende, de serviços para combater pragas e manter a disponibilidade de água.
B A água é uma das maiores dádivas, que o planeta nos concede e um dos recursos naturais mais lembrados quando se considera o futuro da humanidade.
C Apesar de nosso país apresentar inúmeros atrativos naturais, a maioria das áreas de proteção ambiental ainda precisa cuidar da infraestrutura básica.
D O Brasil tem a maior diversidade, de todas as partes do planeta Terra onde existe ou pode existir vida e ampla variedade de paisagens.
E O fato de que devemos nos preocupar com o meio ambiente e economizar água deixou de ser, há muito tempo um simples conceito.