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Qual é a relação entre a razão e os valores se levarmos em conta os aspectos do itinerário histórico da filosofia e estabelecermos parâmetros de compreensão do significado que a cultura moderna contemporânea confere às consequências éticas da nossa prática, às implicações intelectuais da dimensão ética de nossa existência? (Franklin Leopoldo e Silva, https://artepensamento.ims.com.br/item/etica-e-razao/) A partir do enunciado acima sobre ética e razão, assinale a alternativa correta:

I. Descobrir a origem da incapacidade reflexiva gerada pela complexidade da atualidade e analisar a perplexidade causadora de discussões éticas necessárias porém desprovidas de vigor para a abertura de novas vias, parece ser a única maneira de achar um caminho para pensar a ética da racionalidade contemporânea.

II. O aspecto positivo dessa aporia consiste em nos fazer entender a necessidade da reconstrução da pergunta pelo sentido da liberdade.

III. Buscar em Platão e Aristotéles uma inspiração para tentarmos restabelecer na atualidade uma relação positiva entre ética e cultura? Ou, como nos indica Foucault, fazer a crítica ontológica da atualidade, dos limites históricos de nossa situação cultural e abrir novas possibilidades de reinventar a liberdade? Ambas as direções dependem de um movimento racional de rearticulação da experiência histórica que proporcione condições favoráveis para a reagregação do ethos .

IV. Uma tal reagregação supõe o advento de condições de experiência histórica que permitam superar de alguma maneira a fragmentação do sujeito. A sequência correta é:

A As assertivas I, III e IV estão corretas.
B As assertivas I e IV estão corretas.
C As assertivas III e IV estão corretas.
D As assertivas I, II, III, e IV estão corretas.
E As assertivas I e II estão corretas.

Em que sentido a lógica é filosófica? Talvez para alguns essa seja uma pergunta trivial demais para merecer qualquer tipo de investigação séria. Claro que a lógica é filosófica! Afinal, não é a lógica uma das disciplinas mais tradicionais da filosofia? (Ricardo Sousa Silvestre, O QUE É LÓGICA FILOSÓFICA? OU EM QUE SENTIDO A LÓGICA É FILOSÓFICA? 2023) Diante do enunciando sobre Lógica, assinale a alternativa INCORRETA :

A Mas a pergunta “O que é lógica filosófica?” está longe de ser trivial. Um breve exame da literatura pertinente é suficiente para nos convencermos de que não há consenso sobre o que é lógica filosófica. Autores definem e usam o termo de maneiras consideravelmente diferentes.
B A afirmação de que a lógica é filosófica porque é parte da filosofia necessita de justificação. A relação explanatória ela mesma, bem como o explicatum – que a lógica é parte da filosofia – não é nem trivial nem consensual.
C Mas a pergunta “O que é lógica filosófica?” é realmente trivial. Um breve exame da literatura pertinente é suficiente para nos convencermos de que há consenso sobre o que é lógica filosófica. Autores definem e usam o termo de maneiras consideravelmente Semelhantes.
D A afirmação de que a pergunta é trivial negligencia o fato de que a mesma pode ser vista a partir de no mínimo três perspectivas diferentes: uma perspectiva conceitual, uma descritiva ou uma prescritiva. Estamos perguntando em que sentido a lógica pode ser tomada como filosófica, em que sentido tem sido tomada como filosófica, ou em que sentido deve ser tomada como filosófica?
E “Em que sentido a lógica é filosófica?” está intimamente relacionada a outra pergunta: O que é lógica filosófica? Elas na verdade podem ser vistas como coextensivas: uma resposta à uma pergunta é em certo sentido também uma resposta à outra.

Qual é a importância dos valores na conduta ética?

A Valores são apenas tradições culturais sem impacto real.
B Valores sempre conflitam com a ética.
C Valores são fundamentais para orientar decisões e comportamentos corretos.
D Valores são irrelevantes para a conduta ética.

Há quem defenda que diferentes concepções filosóficas e epistemológicas embasam diferentes paradigmas metodológicos. Sob uma perspectiva ampla dos métodos de pesquisa, pode-se afirmar que existem duas grandes abordagens:

A a quantitativa e a educativa.
B a quantitativa e a qualitativa.
C ativa e a passiva.
D a educativa e a qualitativa.
E a educativa e a não-educativa.

A íntima relação entre mito e razão é notável, principalmente no momento de surgimento do pensamento filosófico na Grécia. Nesse sentido, como característica desse momento inicial, é correto afirmar que há uma:

A Desvinculação radical entre mito e razão.
B Unidade entre problemas humanos e problemas cósmicos.
C Prevalência de problemas éticos sobre a especulação cósmica.
D Desvinculação entre problemas humanos e problemas cósmicos.
E Imaturidade na compreensão do mundo pela influência do mito.

O mito está presente na filosofia não apenas em seus momentos iniciais, com os Pré-Socráticos, mas é visível também na argumentação platônica, cujo exemplo mais conhecido de relação entre mito e razão é a “Alegoria da caverna”. Nessa narrativa, Platão busca ilustrar:

A Como a poesia serve ao propósito de libertar as pessoas da ignorância.
B Como o teatro é essencial na formação do cidadão ateniense.
C De que maneira uma educação baseada em mitos corrompe a formação dos gregos.
D O caminho de preparação do filósofo em direção ao saber mais elevado.
E Como a finalidade da vida é a ideia de “lógos” ou razão.

“Na obra Novum organum , o termo ‘órgão’ é entendido como instrumento do pensamento. Assim, (o autor) critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente de descoberta, insistindo na necessidade da experiência e da investigação de acordo com métodos precisos” (Aranha; Martins, 2016, p. 125). O excerto apresentado refere-se à obra e ao pensamento de:

A Francis Bacon.
B John Locke.
C David Hume.
D George Berkeley.
E Edmund Burke.

“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando . São Paulo: Moderna, 2016). O trecho acima pode ser interpretado de que forma?

A Explicitar o que é filosofia já é, em si, uma questão filosófica.
B As definições de pensadores secundários não merecem consideração.
C O pensador em questão é contraditório e trata o saber filosófico com desdém.
D O pensador em questão acredita que não é possível atingir um saber filosófico.
E Explicar o que é filosofia cabe a pensadores maiores.

Priestley e Scheele, em pleno período em que dominava a teoria flogística, produziram um gás cujo nome eles próprios desconheciam, pois oxigênio foi uma denominação posterior. Carlos Henrique Escobar, em seu livro “Epistemologia das ciências hoje”, discute que eles tinham produzido oxigênio sem ter a menor ideia do que tinham feito, isto é, eles não possuíam ainda “o seu conceito”, pois não conseguiam sair da problemática específica da “flogística”. Sob essa perspectiva, os primeiros (Priestley e Scheele) produziram o oxigênio, mas apenas Lavoisier o descobriu e o conceituou. A partir dessa concepção de epistemologia das ciências, leia as afirmativas abaixo, considerando-as como V (Verdadeira) ou F (Falsa).

I. Uma determinada ciência pode ser desenvolvida em qualquer momento da história da humanidade, independente das condições materiais postas.

II. Oxigênio como conceito pode ser visto como ponto de início da Química como ciência, ao permitir orompimento com a teoria do Flogisto e dos preceitos da Alquimia.

III. Flogisto, assim como Alquimia, apesar de terem sido essenciais para desenvolvendo de materiais, operações, processos e técnicas de laboratório, não contribuíram para o avanço da química como ciência.

IV. A conjuntura do período pré-capitalista colocava condições materiais e culturais propícias para desenvolvimento da química como ciência a partir dos trabalhos de Lavoisier, Priestley e Scheele. As afirmativas I a IV são, respectivamente:

A F V F V.
B F F F V.
C V V V F.
D V F V F.
E F F V F.

Com base no pensamento de David Hume, são características do filósofo empirista: 1. A fonte prioritária do pensamento são as impressões dos sentidos. 2. A razão possui em si o conhecimento de forma inata. 3. Utiliza o método dedutivo. 4. Nega a legitimidade absoluta do princípio de causalidade. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas .

A São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
B São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
C São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
D São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
E São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.