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Martin Heidegger opera uma importante modificação na compreensão do ser, pois, ao considerar a tradição filosófica, o pensamento heideggeriano inova ao introduzir um novo meio para a investigação ontológica. Qual é a via para a análise do ser proposta por Heidegger?

A Heurística.
B Linguagem.
C Deontologia.
D Estética.
E Política.

O Instituto de Pesquisa Social foi fundando em 1923 e marcou uma nova fase na reflexão sobre a sociedade. Também conhecido como a Escola de Frankfurt, os acadêmicos que trabalhavam no instituto acabaram por conformar um verdadeiro movimento intelectual, que foi encabeçado, em sua primeira geração, por Max Horkheimer e Theodor Adorno. Qual é a visão desses dois autores sobre a relação entre natureza e técnica no mundo contemporâneo?

A A emancipação humana está ligada ao pressuposto de uma reconciliação com a natureza.
B Cada ato de domínio sobre a natureza é um passo em direção à emancipação humana.
C A racionalidade instrumental leva o indivíduo à consciência de sua necessária emancipação.
D O desenvolvimento tecnológico não tem qualquer influência sobre a subjetividade humana.
E A emancipação coletiva da humanidade é impossível, de modo que a emancipação é um projeto e um esforço de cada indivíduo.

A Escola de Frankfurt também é conhecida por abrigar uma corrente de pensamento denominada Teoria Crítica. Em março de 2026, a Teoria Crítica perdeu o mais proeminente representante da chamada segunda geração da Escola de Frankfurt: Jürgen Habermas. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das obras habermasianas.

A Eros e civilização.
B Teoria do agir comunicativo.
C Facticidade e validade.
D Mudança estrutural da esfera pública.
E Conhecimento e interesse.

“Assim como a verdade e o direito, também a beleza, parece-me, tem de residir em fundamentos eternos, e as leis originárias da razão têm de ser também as leis do gosto” (Schiller, 2002). Em “A Educação Estética do Homem”, Friedrich Schiller pretende erigir uma filosofia que encontre fundamentos objetivos para a definição da beleza. Com esse intuito, Schiller

A opõe-se completamente à filosofia kantiana.
B reconhece na filosofia crítica um projeto estético acabado.
C propõe-se como tarefa completar o sistema entrevisto por Kant.
D faz uma obra romanceada, de maior valor literário do que filosófico.
E desfaz-se de qualquer pretensão filosófica de relacionar ética e estética.

Além da lógica simbólica, atualmente foram desenvolvidos outros sistemas lógicos. Algumas dessas lógicas são complementares, no sentido de ampliarem aspectos da lógica clássica, outras são rivais ou alternativas e contrariam alguns fundamentos dela. As diferenças são as mais diversas: algumas consideram a possibilidade e a contingência; ou o tempo verbal assume relevância que não existe na lógica tradicional, há as que recusam o princípio da bivalência – para o qual só há dois valores, o verdadeiro e o falso – para admitir um terceiro valor, o indeterminado. (Aranha e Martins, 2009. Adaptado) Um exemplo importante de teoria lógica não clássica é a denominada lógica paraconsistente. Conforme as autoras, nessa teoria lógica

A os teoremas utilizam a linguagem comum.
B a contradição lógica não trivializa o sistema.
C a tese e a síntese são logicamente idênticas.
D os termos médios são provados na conclusão.
E o método maiêutico é formalmente justificado.

Marilena Chauí, em sua obra Boas-vindas à Filosofia , caracteriza o conhecimento filosófico como um trabalho intelectual: “(...) é um trabalho porque, como todo trabalho, produz alguma coisa; e é intelectual, porque é realizado pelo intelecto ou pela razão, e produz ideias. Esse trabalho intelectual (...) não se contenta em obter respostas para as questões feitas, mas, além de exigir que as próprias questões sejam válidas, exige também que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de ideias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente”. Com a caracterização apresentada no excerto, Marilena Chauí tem por objetivo destacar que as reflexões filosóficas ocorrem de modo

A dogmático.
B empírico.
C contemplativo.
D espontâneo.
E sistemático.

Em sua obra Boas-vindas à Filosofia , Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”. A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a

A confiança nas convicções pessoais como critério de verdade.
B renúncia da dúvida em favor de respostas rápidas e definitivas.
C valorização da sensibilidade como forma de apreensão do real.
D defesa da herança cultural como fonte de sabedoria.
E avaliação crítica de crenças sobre fenômenos cotidianos.

Na obra Cibercultura, o filósofo Pierre Lévy apresenta reflexões oportunas para se repensar os caminhos da humanidade e, em especial, da aprendizagem, com o advento das tecnologias digitais. No capítulo X, intitulado “A nova relação com o saber”, ressalta que, com o advento do ciberespaço, o saber se articula à nova perspectiva de educação, em função das novas formas de se construir conhecimento. Assinale a alternativa que apresenta a forma como o pensador francês vê o impacto da Cibercultura e do Ciberespaço nos processos de ensino e aprendizagem.

A Restrições e bloqueios da inteligência coletiva.
B Novos conhecimentos, mas que acabam por reforçar os modelos tradicionais de ensino.
C Como grande potencial na democratização do acesso à informação.
D Sob o contexto do ciberespaço, as práticas pedagógicas serão excluídas da sociedade.
E Será o fim dos meios democráticos do acesso à informação.

Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010) Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que

A adota uma postura excludente, pois menospreza o bom senso.
B combate o senso comum, cuja opinião carece de veracidade.
C ressalta a inutilidade histórico-social da atividade filosófica.
D apresenta adequadamente o perfil da pessoa dedicada à filosofia.
E permite compreender a verdadeira natureza da transcendência.

Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote

( 2023 ) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”. Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de

A mobilizar os estudantes para a análise e a reflexão crítica.
B privilegiar o estudo de autores em vez de problemas filosóficos.
C ler os textos na língua original para preservar o rigor analítico.
D ressaltar o papel do professor como porta-voz dos clássicos.
E consultar às fontes primárias dos textos filosóficos citados.