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“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”. (Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1). A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.

A As cinco vias de Santo Tomás de Aquino consistem em provas irrefutáveis que Deus existe.
B O entendimento de Deus previsto nas provas partem da consideração do cosmo como criação divina.
C Para Santo Tomás, a razão procura demonstrar a seu modo o que a fé anteriormente incutiu na alma humana, como um caminho para a fé cristã.
D As marcas do Criador em sua Criação só é possível pela fé revelada.
E O mundo natural não é objeto de reflexão, pois Deus não está na natureza.

“Diz Schopenhauer que há homens que se tornam filósofos por causa do mundo. Há outros que se tornam filósofos por causa de livros. Fichte é um destes casos: virou filósofo porque leu a Crítica da Razão Pura” . (Domingues,

I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91). “É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”. (Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21). Avalie as seguintes afirmações:

I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.

II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.

III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.

IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C II e IV.
D I e III.
E III e IV.

Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè , ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?

A A corrente hermenêutica é uma tentativa de reavaliar a metafísica moderna, sem compromissos práticos, do ponto de vista da ética e política.
B Pensar hermeneuticamente é pensar contemporaneamente. Para isso, basta relermos os textos sem necessariamente relacioná-los a vida cotidiana.
C O pensamento hermenêutico é crítico à modernidade, pois revisa os limites do próprio sujeito e sua relação com a verdade.
D Ao contrário de Gadamer, Ricoeur não se compromete eticamente ao pensar as narrativas.
E Heidegger pensa a hermenêutica como um traço fundamental para pensar a questão do ser; e esta contribuição encontra bastante repercussão na filosofia contemporânea.

“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”. (Heidegger, M. Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211). “Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”. (Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia? Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127 O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.

A Pensando o filosofar como um diálogo contínuo, a metáfora do caminho faz justiça ao processo de ensino e aprendizagem.
B É preciso escolher um método filosófico único que justifique o acesso aos conteúdos a serem aprendidos.
C Ainda que fosse possível dialogar na sala de aula, a filosofia não é uma disciplina que se aprende dialogando.
D O modelo tradicional de ensino e aprendizagem, no qual o professor, que domina o conteúdo, repassa o mesmo para os alunos, que ainda não sabem, é o adequado ao filosofar na sala de aula.
E Ou se filosofa sozinho, no isolamento; ou não se filosofa, pois o diálogo não parece ser um caminho adequado.

De acordo com os estudos de lógica e semiótica de Charles Pierce, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1. Primeiridade. 2. Secundidade. 3. Terceiridade.

( ) Símbolo.

( ) Ícone.

( ) Índice.

A 1 – 2 – 3.
B 3 – 2 – 1.
C 3 – 1 – 2.
D 2 – 1 – 3.
E 1 – 3 – 2.

No processo de fundamentação do conhecimento, Descartes busca um princípio absolutamente indubitável, chegando à célebre formulação do cogito, ergo sum (“penso, logo existo”). Sobre essa ideia, assinale a alternativa correta.

A O cogito é a primeira certeza indubitável alcançada por Descartes após a aplicação da dúvida metódica.
B A conclusão “penso, logo existo” depende da veracidade dos sentidos, que garantem a realidade da existência do eu pensante.
C A certeza do cogito decorre de um raciocínio probabilístico, pois Descartes admite que pode estar enganado sobre sua própria existência.
D A formulação do cogito é baseada na tradição aristotélica, que sustenta que todo conhecimento deve partir da experiência sensível.
E Descartes conclui que a única certeza possível é a existência do mundo externo, já que as ideias inatas são insuficientes para fundamentar o conhecimento.

Em sua obra crítica, Kant aborda o problema do conhecimento, investigando como é possível compreender a realidade. Assinale a alternativa correta a respeito da concepção kantiana do conhecimento.

A Kant afirma que o conhecimento humano é possível apenas através da experiência sensível, sem a necessidade de categorias a priori.
B Para Kant, o conhecimento é um produto exclusivo da razão pura, sem qualquer influência da experiência sensível.
C Kant sustenta que o conhecimento só é possível porque a mente humana organiza as impressões sensíveis de acordo com categorias a priori, como causalidade e unidade.
D Segundo Kant, o sujeito pode conhecer as “coisas em si mesmas” diretamente, sem nenhuma mediação do mundo sensível.
E Kant defende que o conhecimento é totalmente subjetivo e não tem qualquer relação com o mundo externo, sendo uma construção puramente mental.

Theodor Adorno e Max Horkheimer, em sua teoria acerca da indústria cultural, examinam os impactos da produção em massa de cultura na sociedade contemporânea. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor reflete a concepção de Adorno e Horkheimer.

A Adorno e Horkheimer acreditam que a indústria cultural contribui para a emancipação dos indivíduos, estimulando a reflexão crítica e a autonomia.
B Segundo Adorno e Horkheimer, a indústria cultural transforma a cultura em mercadoria, padronizando as produções culturais e manipulando as massas, tornando-as passivas.
C Adorno e Horkheimer defendem que a indústria cultural promove a diversidade de vozes e perspectivas, permitindo que os indivíduos se engajem criticamente com o mundo.
D Para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural oferece um espaço de liberdade e expressão, no qual os indivíduos podem se libertar das normas sociais e políticas.
E Adorno e Horkheimer consideram que a indústria cultural fortalece a autonomia das massas ao promover conteúdos que incentivam a reflexão sobre a sociedade.

A formulação do cogito, ergo sum em Descartes representa um marco na fundamentação do conhecimento, estabelecendo um ponto de certeza indubitável após a aplicação da dúvida metódica. Em relação a essa fundamentação, assinale a alternativa correta.

A O cogito é uma inferência silogística, na qual a premissa “penso” leva logicamente à conclusão “sou”, seguindo os princípios do raciocínio dedutivo tradicional.
B A afirmação “penso, logo existo” depende da veracidade divina para se sustentar como um princípio absoluto, uma vez que Deus não permitiria que Descartes fosse enganado sobre sua própria existência.
C A certeza do cogito deriva da evidência intuitiva da própria existência do sujeito pensante, sendo anterior e independente de qualquer estrutura argumentativa mediada.
D O cogito é uma verdade contingente, pois sua validade depende das circunstâncias psicológicas do sujeito e da possibilidade de que o pensamento cesse em algum momento.
E A fundamentação cartesiana do cogito recorre à experiência sensível como critério último de certeza, garantindo que a existência do eu pensante seja confirmada empiricamente.

David Hume é um dos mais influentes filósofos do empirismo e suas teorias sobre o conhecimento e a mente humana exerceram um profundo impacto na filosofia moderna. Com base nas concepções humeanas, assinale a alternativa correta.

A Hume defende que todo o conhecimento humano é derivado da razão pura e que as ideias não podem ser formadas sem uma base empírica.
B Para Hume, o conhecimento é fundado exclusivamente nas impressões sensíveis e as ideias são cópias dessas impressões, sem qualquer contribuição da razão.
C Hume acredita que o conhecimento sobre o mundo externo é adquirido unicamente por meio da intuição e da razão, sem a necessidade da experiência sensível.
D Segundo Hume, a causalidade é uma ideia inata, e os seres humanos têm uma capacidade racional para perceber as relações causais de forma intuitiva.
E Hume sustenta que, embora a experiência sensível seja fundamental, a razão é responsável por estabelecer as leis universais da causalidade e do tempo.