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A ética filosófica apresenta abordagens variadas para a tomada de decisões, cada uma com suas características e aplicações específicas. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada abordagem ética às suas descrições, que incluem suas principais características e exemplos de aplicação. Coluna 1 1. Ética do cuidado. 2. Ética existencialista. 3. Ética do discurso. 4. Ética pragmatista. 5. Ética da responsabilidade. Coluna 2

( ) Baseia-se na ideia de que as decisões éticas devem ser testadas pela experiência e pelosresultados práticos. Exemplos incluem decisões no âmbito educacional ou empresarial, em que o aprendizado com a prática é fundamental.

( ) Foca a responsabilidade intergeracional e a proteção das futuras gerações, destacando a sustentabilidade e o cuidado com o planeta. Aplicações incluem decisões relacionadas a mudanças climáticas.

( ) Valoriza o diálogo como meio para alcançar consensos éticos, exigindo justificativa racional e participação igualitária em debates. Aplicações incluem políticas públicas em sociedades plurais.

( ) Destaca as relações e a interdependência, valorizando a empatia e a responsabilidade interpessoal. Aplicações incluem decisões éticas no cuidado de pessoas vulneráveis.

( ) Foca na liberdade individual, autenticidade e criação de valores próprios. Exemplos incluem decisões sobre identidade pessoal ou onde não há regras pré-estabelecidas. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 4 – 5 – 3 – 1 – 2.
B 5 – 3 – 4 – 2 – 1.
C 3 – 5 – 2 – 1 – 4.
D 5 – 4 – 1 – 3 – 2.
E 2 – 1 – 5 – 4 – 3.

“A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa – em parte devida à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes –, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário”. O trecho acima, retirado do documento Parâmetros Curriculares Nacionais

( 1997 ), voltados às ciências humanas, destaca a presença contínua da busca inicial do saber filosófico que inspirou os gregos. De acordo com o referido documento, é correto afirmar que a Filosofia nasceu com a declarada intenção de

A conciliar o saber mítico e o conhecimento racional.
B produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios técnicos.
C buscar o Verdadeiro, o Belo, o Bom.
D produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios empíricos.
E sua inutilidade, isto é, o que caracteriza a filosofia é a intenção de nada buscar.

Analise o trecho a seguir: “Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal. Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ouvergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007). Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:

I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.

II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.

III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.

IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.

V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e IV.
B Apenas I, III e V.
C Apenas II, III e IV.
D Apenas III, IV e V.
E Apenas I, II, III e V.

Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant: “Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”. Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.

II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.

III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.

IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.

V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano. Quais estão corretas?

A Apenas III.
B Apenas II e V.
C Apenas I, III e IV.
D Apenas I, III e V.
E I, II, III, IV e V.

Analise o trecho a seguir, retirado de “A Razão na História”, de Hegel

( 2004 ): “O único pensamento que a filosofia traz para o tratamento da história é o conceito simples de Razão, que é a lei do mundo e, portanto, na história do mundo as coisas aconteceram racionalmente. Essa convicção e percepção é uma pressuposição da história como tal; na própria filosofia a pressuposição não existe. A filosofia demonstrou através de sua reflexão especulativa que a Razão – esta palavra poderá ser aceita aqui sem maior exame da sua relação com Deus – é ao mesmo tempo substância e poder infinito, que ela é em si o material infinito de toda vida natural e espiritual e também é a forma infinita, a realização de si como conteúdo. Ela é substância, ou seja, é através dela e nela que toda a realidade tem o seu ser e a sua subsistência. Ela é poder infinito, pois a Razão não é tão impotente para produzir apenas o ideal, a intenção, permanecendo em uma existência fora da realidade – sabese lá onde – como algo característico nas cabeças de umas poucas pessoas. Ela é o conteúdo infinito de toda a essência e verdade, pois não exige, como o faz a atividade finita, a condição de materiais externos, de meios fornecidos de onde extrair-se o alimento e os objetos de sua atividade; ela supre seu próprio alimento e sua própria referência. E ela é forma infinita, pois apenas em sua imagem e por ordem sua os fenômenos surgem e começam a viver. É a sua própria base de existência e meta final absoluta e realiza esta meta a partir da potencialidade para a realidade, da fonte interior para a aparência exterior, não apenas no universal natural, mas também no espiritual, na história do mundo. Que esta Ideia ou Razão seja o Verdadeiro Poder Eterno e Absoluto e que apenas ela e nada mais, sua glória e majestade, manifeste-se no mundo – como já dissemos, isto já foi provado em filosofia e aqui está sendo pressuposto como demonstrado”. Com base no trecho acima e nos conhecimentos sobre a filosofia da história em Hegel, analise as assertivas abaixo:

I. Hegel entende que a Razão é a substância, forma e conteúdo de tudo que é real, manifestando-se no tempo por meio do processo histórico.

II. A história do mundo é racional apenas quando guiada por princípios morais universais, sendo irracional quando determinada por interesses particulares ou conflitos.

III. Para Hegel, a história deve ser compreendida como a manifestação progressiva da liberdade do Espírito, sendo a filosofia capaz de apreender racionalmente esse desenvolvimento necessário.

IV. Os acontecimentos históricos, ainda que pareçam caóticos, fazem parte da manifestação necessária do Espírito no tempo.

V. Hegel rejeita qualquer abordagem que pretenda aplicar a reflexão racional à história, pois considera que isso comprometeria a fidelidade aos dados empíricos. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e V.
B Apenas I, III e IV.
C Apenas I, IV e V.
D Apenas II, III e IV.
E Apenas I, III, IV e V.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, são competências e habilidades a serem desenvolvidas por meio do estudo de Filosofia, EXCETO:

A Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
B Dominar o saber filosófico em suas diferentes etapas históricas e formas de expressão.
C Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
D Elaborar, por escrito, o que foi apropriado de modo reflexivo.
E Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais consistentes.

A questão do trágico como problema filosófico vai além das considerações estéticas em torno das propriedades e da forma do drama. Em relação ao problema do trágico, assinale a alternativa correta.

A A poesia trágica grega não tem qualquer conteúdo filosófico.
B A problematização filosófica do trágico surge na Poética , de Aristóteles.
C A problematização filosófica do trágico surge em Sobre a brevidade da vida , de Sêneca.
D A problematização filosófica do trágico surge com pensadores do início do período moderno, como Michel de Montaigne e Giordano Bruno.
E A problematização filosófica do trágico surge com pensadores alemães como Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Höderlin.

A ideia de beleza é central ao longo da história da estética filosófica. Entre as teorias a tratar desse conceito, há aquelas denominadas “teorias funcionais da beleza”. Estão entre essas teorias as ideias abaixo, EXCETO:

A O que é bom e o que é belo não têm qualquer correspondência.
B Uma teoria funcional da beleza aponta as obras de arte como artefatos feitos para servirem a um propósito.
C Não há qualquer distinção fundamental entre as belas-artes e as artes úteis.
D Uma teoria funcional da beleza aponta que, se uma coisa for feita para funcionar bem, essa coisa será bela.
E A adequação ao propósito é condição de que alguma coisa seja bela, mas não é, em si mesma, garantia da beleza.

As origens do que hoje se compreende por filosofia analítica remontam ao século XIX e ao trabalho do matemático e filósofo alemão Friedrich Ludwig Gottlob Frege. Na primeira metade do século XX, os desenvolvimentos do campo analítico foram impulsionados por instituições e pensadores de diferentes regiões e países. Alguns grupos contribuíram para a promoção da filosofia analítica. Estão entre eles:

I. Escola de Frankfurt.

II. Analistas de Cambridge.

III. Escola dos Annales.

IV. Círculo de Berlim.

V. Escola de Leópolis-Varsóvia. Quais estão corretos?

A Apenas I e IV.
B Apenas II e III.
C Apenas I, II e IV.
D Apenas I, III e V.
E Apenas II, IV e V.

O existencialismo é uma das correntes filosóficas mais influentes do século XX. São pensadores associados, por sua produção ou vínculos intelectuais, ao existencialismo, EXCETO:

A Gabriel Marcel.
B Simone de Beauvoir.
C Martin Heidegger.
D Charles Sanders Peirce.
E Maurice Merleau-Ponty.