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Paciente do sexo feminino, trinta e quatro anos de idade,
casada, advogada, mora com o esposo e os filhos, um com oito anos
de idade e outro com seis anos de idade, tem fé em Deus, mas não
tem religião. Essa paciente apresentou três crises convulsivas e foi
diagnosticada com câncer de mama e metástases cerebrais. O
oncologista então encaminhou a paciente para acompanhamento
conjunto com o paliativista. Com a evolução da doença, a paciente
apresentou crises de soluço por mais de setenta e duas horas
(definido como soluços persistentes), além de náuseas e vômitos de
difícil controle e não estava conseguindo manter a via oral. O
oncologista definiu cuidados paliativos exclusivos e solicitou ao
colega paliativista que comunicasse a decisão à paciente e aos
familiares. A paciente informou ao paliativista que gostaria de ser
cremada após o seu falecimento e perguntou se era necessário
registrar seu desejo no cartório para garantir que seus pais, que são
católicos, não impeçam seu marido de atender seu pedido.
Considerando o caso clínico antecedente, julgue os próximos itens.