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Leia o texto para responder à questão. O tráfico atlântico vai permitir – entre os séculos XVI e XVIII – a exploração das colônias nas Américas. Os portugueses implantaram um cativeiro em São Tomé, abastecido a partir do Congo. No Novo Mundo, os escravos são direcionados a princípio para o trabalho nas plantações, principalmente de cana-de-açúcar. Um comércio triangular é implantado entre a Europa, a África e as Américas, onde circulam, de um continente a outro, quinquilharias, escravos e produtos das colônias. (Marc Ferro. A colonização explicada a todos , 2017. Adaptado.)

O historiador faz uma descrição da história Ocidental que abarca um período de

A tendências de nivelamento econômico em escala global e de relações pacíficas entre nações.
B trocas intercontinentais de mercadorias de baixo valor econômico e de escassez de metais preciosos.
C intervenções de empresários europeus no centro da África e de destruição da unidade política africana.
D atividades econômicas internacionalizadas e de contatos interculturais de populações diversas.
E estabilidades políticas nas colônias afro-americanas e de consolidação do feudalismo europeu.

O rei é o homem bem-nascido, o homem nobre. Ele é definido não somente por uma boa família, mas também em relação à aristocracia e à nobreza. Há na aristocracia medieval uma tendência a rebaixar o rei, a reduzi-lo ao “primeiro entre os iguais”. (Jacques Le Goff. “Rei”. In: Dicionário analítico do Ocidente medieval , vol. 2, 2017. Adaptado.) Esse lugar ocupado pelo rei na sociedade medieval decorria, entre outros motivos, da

A extinção do estamento senhorial com o renascimento das atividades comerciais.
B imposição da autoridade política centralizada do Sacro- -Império sobre toda a Europa.
C existência de poderes políticos senhoriais no interior dos domínios feudais.
D aliança da cavalaria guerreira com o Papa durante o movimento das Cruzadas.
E propagação de ordens religiosas populares contrárias a governos militares.

Por volta do ano 1000, consolidou-se no Ocidente uma profunda mutação política e social. As antigas estruturas públicas herdadas da Antiguidade terminaram por desmoronar para dar lugar a um novo regime, o feudalismo. Este não é desordem, mas uma tentativa de instaurar uma nova ordem fundada sobre as relações de homem a homem e sobre a adaptação do poder a uma escala territorial reduzida, organizada em torno de um castelo. (Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt (orgs.). Dicionário analítico do Ocidente medieval , vol. I, 2017. Adaptado.) Pode-se exemplificar a afirmação do texto com

A a consolidação do poder temporal do Papa no continente europeu e a paz duradoura instaurada pela Igreja.
B a formação das monarquias nacionais e a predominância de uma economia agrária comunitária.
C as obrigações militares recíprocas entre os senhores territoriais e os vínculos de exploração econômica dos senhores sobre os servos.
D o deslocamento da aristocracia para os castelos reais e a importação de produtos de luxo do extremo Oriente.
E o exercício do governo pela burguesia mercantil e o aparecimento de cidades comerciais fortificadas.
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Leia o texto para responder à questão. Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império , 2004. Adaptado.)

A queda do Império Romano do Ocidente foi provocada, entre outros fatores,

A pela fragilização do poder central, que gradualmente perdeu o controle das províncias que compunham o Império.
B pelo declínio econômico das colônias asiáticas, que deixaram de fornecer matérias-primas à capital do Império.
C pela hegemonia econômico-financeira da Igreja, que passou a combater militarmente os imperadores pagãos.
D pelo desenvolvimento militar dos impérios macedônio e persa, que se tornaram rivais de Roma e a derrotaram.
E pelas invasões dos bárbaros, que saquearam o Império Romano e, assim, facilitaram sua conquista pelos hunos.

O aparecimento da filosofia na Grécia não foi um fato isolado. Estava ligado ao nascimento da pólis . (Marcelo Rede. A Grécia Antiga , 2012.) A relação entre os surgimentos da filosofia e da pólis na Grécia Antiga é explicada, entre outros fatores,

A pelo interesse dos mercadores em estruturar o mercado financeiro das grandes cidades.
B pelo esforço dos legisladores em justificar e legitimar o poder divino dos reis.
C pela rejeição da população urbana à persistência do pensamento mítico de origem rural.
D pela preocupação dos pensadores em refletir sobre a organização da vida na cidade.
E pela resistência dos grupos nacionalistas às invasões e ao expansionismo estrangeiro.

– São uma formosura os governantes que tu modelaste, como se fosses um estatuário, ó Sócrates! [...] – Ora pois! Concordais que não são inteiramente utopias o que estivemos a dizer sobre a cidade e a constituição; que, embora difíceis, eram de algum modo possíveis, mas não de outra maneira que não seja a que dissemos, quando os governantes, um ou vários, forem filósofos verdadeiros, que desprezem as honrarias atuais, por as considerarem impróprias de um homem livre e destituídas de valor, mas, por outro lado, que atribuem a máxima importância à retidão e às honrarias que dela derivam, e consideram o mais alto e o mais necessário dos bens a justiça, à qual servirão e farão prosperar, organizando assim a sua cidade? (Platão. A República, 1987.) O texto, concluído na primeira metade do século IV a.C., caracteriza

A a predominância das atividades econômicas rurais sobre as urbanas e enfatiza o primado da racionalidade.
B a organização da pólis e sustenta a existência de um governo baseado na justiça e na sabedoria.
C o caráter aristocrático da pólis durante o período das tiranias em Atenas e defende o princípio da igualdade social.
D a estruturação social da pólis e destaca a importância da democracia, consolidada durante o período de Clístenes.
E a importância da ação de legisladores, como Drácon e Sólon em Atenas, e apoia a consolidação da militarização espartana.