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Após o transplante, a recuperação da função do enxerto pode assumir vários comportamentos.

Um deles, conhecido como função retardada ou tardia do enxerto (FTE), caracteriza-se, entre outros critérios, por

A evoluir com rejeição aguda nos primeiros três meses do transplante.
B não causar interferência na sobrevida do enxerto renal.
C necessitar de diálise nos primeiros sete dias pós-transplante.
D evoluir com glomerulonefrite rapidamente progressiva após o transplante.
E não se detectar função do enxerto renal, após os primeiros 15 dias pós-transplante.

Paciente de 72 anos, com quadro de dor lombar há 6 meses, fadiga e emagrecimento, é encaminhado ao nefrologista por piora de função renal. Negou uso de AINE. Possui HAS leve, em uso de Anlodipina 5 mg/dia com bom controle.
Os exames laboratoriais revelam: Ureia = 78 mg/dL; Cr = 1,8 mg/dL ( há 6 meses Cr = 0,8 mg/dL ); Hb = 7,1 g/dL; Leucócitos = 4.500/mm³ com diferencial normal; Plaquetas = 201 mil/mm³.
O nefrologista que o avalia resolve incluir em sua investigação o rastreio para Disproteinemias, incluindo Mieloma Múltiplo.

Além dos exames específicos para pesquisa de cadeias circulantes, que achados são compatíveis com a hipótese de Mieloma Múltiplo?

A EAS com proteinúria expressiva / hipercalcemia
B Anion gap aumentado / hipercalcemia
C Anion gap reduzido / hiponatremia
D Anion gap aumentado/ hipofosfatemia
E Anion gap aumentado/ EAS com proteinúria expressiva

Uma paciente jovem foi atendida com febre, calafrios e dor lombar. Ela relatou que, desde a infância, tem infecção urinária de repetição, 2 a 3 vezes por ano. No hemograma, observou-se leucocitose com desvio para esquerda e, na urina, incontáveis piócitos. Sendo assim, fez tratamento com um antibiótico, baseado na cultura e, após 14 dias sem queixas, realizou uma cintilografia com DMSA que mostrou rins reduzidos de tamanho, parênquima heterogêneo, superfícies irregulares e lobuladas, áreas de hipocaptação em ambos os rins, compatíveis com cicatrizes.

Com base na principal hipótese para justificar as infecções da paciente, que exame pode melhor definir o diagnóstico?

A Ultrassonografia do abdome total e da pelve
B Pielografia anterógrada
C Tomografia computadorizada do abdome sem contraste
D Uretrocistografia miccional
E Cintilografia renal com DTPA basal e estimulada com captopril

Uma paciente de 30 anos foi encaminhada à emergência com quadro de fadiga, palidez cutânea, dispneia, dor abdominal em paroxismos e urina escura. O atendimento e os exames solicitados geraram os seguintes dados:
PA 140 x 90 mmHg, presença de hepatoesplenomegalia, com dor à palpação.
Hematócrito 22%, hemoglobina 7,2 g%, leucócitos 3.500/mm³ , plaquetas 88.000/mm³ , VHS 104 mm, creatinina 2,5 mg%.
TGO 152 U/L, TGP 135 U/L, bilirrubina direta 0,8 mg%, bilirrubina indireta 5,5 mg%, fosfatase alcalina 350 U/L, LDH 640 U/L, haptoglobina 22 mg/dl, teste de Coombs negativo.
Ferro e ferritina baixos.
EAS: hemoglobina ++++/4+, hemácias 4/campo, proteínas negativa.
Doppler abdominal: trombose em veia porta.

Com base na principal hipótese diagnóstica, qual droga pode ser útil para o controle da doença?

A Etanercept
B Eculizumab
C Basiliximab
D Daclizumab
E Infliximab

Um paciente com diabetes tipo II, há 25 anos, com hipertensão arterial e doença renal crônica, foi encaminhado à emergência devido a cansaço, indisposição e fraqueza muscular. Estava em uso de glibenclamida, metformina, captopril e atenolol. No exame físico verificou-se:
PA 160 x 105 mmHg, FC 106 bpm, sem edemas.
Os resultados do exame de sangue foram: Glicemia 140 mg%, Hb glicada 8,0%, hemoglobina 11g%, ureia 90 mg%, creatinina 2,5 mg%, sódio 137 mEq/L, potássio 7,7 mEq/L, bicarbonato 14 mEq/L.

Os dados disponíveis permitem concluir que

A não existe necessidade de ajustar as drogas hipoglicemiantes orais.
B o gluconato de cálcio está bem indicado para efetiva redução do potássio, em casos com alterações eletrocardiográficas.
C uma dieta pobre em sódio e potássio, diurético de alça e fluoridrocortisona podem ser alternativas para o controle clínico desse paciente.
D um estado de hiperaldosteronismo hiperreninêmico pode estar presente e contribuir para elevação do potássio.
E um ECG poderá mostrar redução do intervalo PR e ondas U caracteríticas.

Várias causas de alcalose metabólica podem ser vistas em situações clínicas distintas e de difícil interpretação.

A alcalose metabólica, frequentemente, vem acompanhada de cloreto urinário menor que 10 mEq/L nos casos de

A Síndrome de Bartter
B hiperaldosteronismo primário e secundário
C uso crônico de furosemida
D vômitos incoercíveis
E hipotireoidismo descompensado

Um paciente de 40 anos, com história de alcoolismo há 15 anos, foi admitido com ascite, vômitos, oligúria e emagrecimento. No atendimento, registrou-se: PA 100 x 60 mmHg, FC 94 bpm, sonolento, sem congestão pulmonar. Em seguida, fez endoscopia digestiva, que mostrou varizes de esôfago sem sangramento ativo, além de uma ultrassonografia, que revelou rins de tamanho normal, sem obstrução. Os resultados dos exames complementares solicitados foram: hemoglobina 10,5 g%, leucócitos 3.500/mm³ , plaquetas 97.000/mm³ , uréia 152 mg%, creatinina 3,15 mg%, sódio 120 mEq/L, potássio 5,2 mEq/L; EAS com proteínas +/4+, hemácias 3/campo; proteinúria 300 mg/24 h e sódio urinário 8,5 mEq/L.

Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual droga está indicada para melhorar a função renal?

A Prednisolona
B Terlipressina
C Pentoxifilina
D Dopamina
E Desmopressina

Uma paciente de 63 anos, com diabetes Mellitus há 20 anos, evoluiu com hipertensão arterial e desenvolveu doença renal crônica. É acompanhada em um posto de saúde e usa metformina 850 mg (3 comp/dia), insulina NPH (20 UI/dia), sinvastatina (10 mg/dia), enalapril (10 mg/dia) e furosemida (40 mg/dia).
Os resultados de seus últimos exames laboratoriais são: Hb 11,2 g%, glicemia 108 mg%, Hb glicada 6,5%, creatinina 2,85 mg%, LDL colesterol 90 mg%, sódio 138 mEq/L, potássio 4,8 mEq/L e proteinúria 0,45 g/24h.

Considerando a situação clínica acima, qual fármaco NÃO deve ser receitado?

A Enalapril
B Sinvastatina
C Insulina
D Metformina
E Furosemida

Paciente de 62 anos, em hemodiálise intermitente há 3 anos devido à doença renal policística do adulto autossômica dominante, queixa-se de dor óssea há pelo menos 6 meses. Evolui com fratura patólogica em úmero esquerdo, que foi corrigida cirurgicamente. Em consulta com nefrologista, apresenta os seguintes exames laboratoriais: PTH = 58 pg/mL; Fosfatase Alcalina = 78U/L (referência: até 100U/L); Cálcio = 10,2 mg/dL; albumina = 4,0 g/dL; fósforo = 4,2 mg/dL; 25 OH vitamina D = 35 ng/mL. Não há histórico de exposição a alumínio.

Qual o diagnóstico mais provável?

A Amiloidose associada à beta2 microglobulina
B Osteomalácia
C Osteíte fibrosa cística
D Doença óssea adinâmica
E Exames dentro da normalidade com tratamento adequado

Paciente de 44 anos, transplantado renal de doador falecido há 8 meses, apresenta nefropatia de base desconhecida. Faz uso regular de esquema tríplice incluindo Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia, Prednisona 5 mg/dia e Tacrolimus 6 mg/dia. Em consulta anterior, apresentou PA de consultório elevada, que foi confirmada através de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). Recebeu orientações quanto à mudança no estilo de vida e melhorias na dieta. Em consulta de retorno, apesar da boa adesão às medidas propostas mantém PA = 146 x 92 mmHg , assintomático. Exames laboratoriais revelam Cr 1,0 mg/dL; K = 4,6 mEq/L; nível sanguíneo de Tacrolimus adequado. Doppler do enxerto renal mostrou índices de resistência normais.
A hipótese principal nesse momento é de hipertensão secundária ao uso de Tacrolimus. Neste caso, a melhor estratégia terapêutica é

A Amiloride 20 mg/dia
B Hidroclorotiazida 25 mg/dia
C Espironolactona 50 mg/dia
D Losartan 50 mg/dia
E Suspender Tacrolimus e manter com esquema duplo (Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia e Prednisona 5 mg/dia)