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A Filosofia pode ser entendida de diferentes maneiras, dependendo da tradição ou abordagem adotada. Algumas perspectivas enfatizam seu caráter prático, enquanto outras destacam sua dimensão teórica. Com base nessas diferentes acepções, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada afirmativa apresentada à acepção correspondente de Filosofia. Coluna 1 1. Questionar o que é dado como certo é o primeiro passo para compreender profundamente. 2. A reflexão sobre a própria vida é indispensável para a construção de uma existência significativa. 3. A filosofia é o estudo sistemático dos fundamentos últimos do ser e do saber, orientado pela razão. 4. Examinar as limitações do que se pode conhecer é tão necessário quanto explorar novas verdades. 5. A filosofia não elabora teorias, mas busca a clarificação e o aprofundamento de problemas. Coluna 2

( ) Filosofia como prática ética e sabedoria de vida, promovendo reflexões sobre como viver melhor.

( ) Filosofia como ciência dos primeiros princípios da realidade e do conhecimento.

( ) Filosofia como exercício de problematização crítica, levantando questões sobre pressupostos básicos.

( ) Filosofia como análise crítica, focada em esclarecer conceitos e reformular questões fundamentais.

( ) Filosofia como estudo dos limites e possibilidades do conhecimento humano. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 1 – 2 – 3 – 5 – 4.
B 2 – 3 – 1 – 5 – 4.
C 2 – 1 – 4 – 3 – 5.
D 1 – 3 – 2 – 4 – 5.
E 5 – 3 – 1 – 4 – 2.

Analise os trechos a seguir, que apresentam reflexões sobre a relação entre pensamento empírico e pensamento filosófico: • A experiência sensorial é a base do conhecimento, mas apenas a filosofia pode transformar a percepção em compreensão universal. • O pensamento empírico observa e experimenta, enquanto o filosófico busca compreender as condições que tornam o conhecimento possível. • O empírico e o filosófico não são excludentes; o primeiro testa o real, e o segundo estrutura as teorias que nos ajudam a interpretá-lo. Com base nos trechos apresentados, assinale a alternativa que melhor sintetiza a relação entre pensamento empírico e filosófico.

A O pensamento empírico fornece dados sensoriais fundamentais, mas o pensamento filosófico não contribui para a interpretação desses dados.
B O pensamento empírico e o filosófico atuam de forma independente, pois o empírico lida com fatos observáveis e o filosófico com conceitos abstratos, sem sobreposição.
C O pensamento empírico fornece a base da experiência sensorial, enquanto o filosófico interpreta e investiga os fundamentos e condições do conhecimento.
D O pensamento empírico testa o mundo sensível, enquanto o pensamento filosófico nega sua relevância, concentrando-se apenas em questões universais e metafísicas.
E O pensamento empírico observa e experimenta a realidade, enquanto o pensamento filosófico limita-se a especulações sem vínculo com a experiência sensorial.

No campo da filosofia, os conceitos de condição necessária e condição suficiente são utilizados para descrever relações lógicas entre proposições, enquanto os conceitos de bens instrumentais e bens finais dizem respeito à hierarquia de valores na ética. Uma condição _____________ é algo indispensável para que um evento ocorra ou uma proposição seja verdadeira. No entanto, sua presença, isoladamente, não assegura a realização ou veracidade. Uma condição _____________ é algo que, quando presente, assegura plenamente a ocorrência de um evento ou a veracidade de uma proposição, sem depender de outras condições adicionais. Um bem _____________ é desejado ou valorizado porque serve como meio para alcançar outro bem. Um bem _____________ é desejado ou valorizado por si mesmo, sendo o objetivo último das ações humanas. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

A suficiente – necessária – final – instrumental
B necessária – suficiente – final – instrumental
C suficiente – necessária – instrumental – final
D necessária – suficiente – instrumental – final
E instrumental – final – suficiente – necessário

“A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa – em parte devida à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes –, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário”. O trecho acima, retirado do documento Parâmetros Curriculares Nacionais

( 1997 ), voltados às ciências humanas, destaca a presença contínua da busca inicial do saber filosófico que inspirou os gregos. De acordo com o referido documento, é correto afirmar que a Filosofia nasceu com a declarada intenção de

A conciliar o saber mítico e o conhecimento racional.
B produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios técnicos.
C buscar o Verdadeiro, o Belo, o Bom.
D produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios empíricos.
E sua inutilidade, isto é, o que caracteriza a filosofia é a intenção de nada buscar.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, são competências e habilidades a serem desenvolvidas por meio do estudo de Filosofia, EXCETO:

A Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
B Dominar o saber filosófico em suas diferentes etapas históricas e formas de expressão.
C Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
D Elaborar, por escrito, o que foi apropriado de modo reflexivo.
E Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais consistentes.

A questão do trágico como problema filosófico vai além das considerações estéticas em torno das propriedades e da forma do drama. Em relação ao problema do trágico, assinale a alternativa correta.

A A poesia trágica grega não tem qualquer conteúdo filosófico.
B A problematização filosófica do trágico surge na Poética , de Aristóteles.
C A problematização filosófica do trágico surge em Sobre a brevidade da vida , de Sêneca.
D A problematização filosófica do trágico surge com pensadores do início do período moderno, como Michel de Montaigne e Giordano Bruno.
E A problematização filosófica do trágico surge com pensadores alemães como Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Höderlin.

As origens do que hoje se compreende por filosofia analítica remontam ao século XIX e ao trabalho do matemático e filósofo alemão Friedrich Ludwig Gottlob Frege. Na primeira metade do século XX, os desenvolvimentos do campo analítico foram impulsionados por instituições e pensadores de diferentes regiões e países. Alguns grupos contribuíram para a promoção da filosofia analítica. Estão entre eles:

I. Escola de Frankfurt.

II. Analistas de Cambridge.

III. Escola dos Annales.

IV. Círculo de Berlim.

V. Escola de Leópolis-Varsóvia. Quais estão corretos?

A Apenas I e IV.
B Apenas II e III.
C Apenas I, II e IV.
D Apenas I, III e V.
E Apenas II, IV e V.

Analise o excerto a seguir, da obra “O Ensino de Filosofia e a Lei 10.639”: “Os manuais de História da Filosofia, em sua maioria, concordam quando se trata de fazer o registro do ‘nascimento’ do pensamento filosófico. A hipótese mais aceita é da certidão grega. O modo menos polêmico gira em torno de um ‘cadastro’ feito por volta do século VI a.C. na Grécia antiga, com a patente de primeiro filósofo conferida a Tales de Mileto. E, ainda que existam algumas divergências entre historiadores da Filosofia, esta não deixaria de ser grega, porque se não for de Tales de Mileto, o posto de primeiro filósofo seria de Sócrates ou de Platão. A pergunta que quero compartilhar é simples: é possível falar da Filosofia fora de um desenho geopolítico europeu? Pois bem, é importante interrogar a validade da assertiva ‘a Filosofia é ocidental’. Eu advogo que o eurocentrismo e colonialidade são elementos-chave para o entendimento da ideia de que a Filosofia é uma ‘versão’ do pensamento humano, exclusivamente europeia. A defesa de que os europeus e o seu projeto civilizatório seriam necessariamente superiores aos de outros povos numa escala hierárquica que, invariavelmente, localiza a África e sua diáspora na parte mais baixa está presente nos textos de muitos filósofos ocidentais” (Nogueira, 2015). Com base no trecho acima e nos debates presentes na obra sobre o afroperspectivismo e a diáspora na filosofia brasileira e africana, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica ao eurocentrismo filosófico busca desconstruir a ideia de que a Filosofia só pode ter nascido na Grécia Antiga, reivindicando uma pluralidade geopolítica e epistêmica.

II. A proposta afroperspectivista defende uma filosofia centrada nos valores ocidentais, para garantir a universalidade dos conceitos filosóficos clássicos.

III. A Filosofia Africana e Afrodiaspórica busca visibilizar os saberes ancestrais que foram marginalizados pelo epistemicídio promovido pela colonialidade do saber.

IV. A oralidade (ou oralitura), enquanto forma legítima de transmissão do conhecimento, é desvalorizada por critérios ocidentais que privilegiam a escrita como única forma de registro válido.

V. O afroperspectivismo propõe um campo policêntrico de produção filosófica, que reconhece a contribuição africana não apenas como objeto de estudo, mas como produtora de teorias filosóficas. Quais estão corretas?

A Apenas I e V.
B Apenas II, III e IV.
C Apenas I, II, III e IV.
D Apenas I, III, IV e V.
E I, II, III, IV e V.

Analise o trecho a seguir, da obra “Investigações Filosóficas”: §23. Quantas espécies de frases existem? Afirmação, pergunta e comando, talvez? — Há inúmeras de tais espécies: inúmeras espécies diferentes de emprego daquilo que chamamos de “signo”, “palavras”, “frases”. E essa pluralidade não é nada fixa, um dado para sempre; mas novos tipos de linguagem, novos jogos de linguagem, como poderíamos dizer, nascem e outros envelhecem e são esquecidos. (Uma imagem aproximada disso podem nos dar as modificações da matemática) [...]. O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Imagine a multiplicidade de jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros: Comandar, e agir segundo comandos; Descrever um objeto conforme aparência ou conforme medidas; Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho); Relatar um acontecimento; Conjecturar sobre o acontecimento; Expor uma hipótese e prová-la; Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas; Inventar uma história, ler; Representar teatro; Cantar uma cantiga de roda; Resolver enigmas; Fazer uma anedota, contar; Resolver um exemplo de cálculo aplicado; Traduzir de uma língua para outra; Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar. É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem (e também o autor do Tractatus Logico-Philosophicus)(Wittgenstein, 1979). Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a transição filosófica de Wittgenstein do “Tractatus Logico-Philosophicus” para as “Investigações Filosóficas”, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A ideia de jogos de linguagem substitui a concepção de linguagem como representação lógica do mundo, afirmando a pluralidade dos usos linguísticos como parte integrante das formas de vida humanas.

( ) O conceito de linguagem nas “Investigações Filosóficas” continua subordinado ao ideal de uma estrutura formal universal, sendo os jogos de linguagem instâncias derivadas dessa estrutura lógica.

( ) A crítica ao essencialismo na segunda fase de Wittgenstein implica a rejeição da busca por definições unívocas dos termos filosóficos, valorizando em seu lugar a descrição dos modos de uso nas práticas concretas.

( ) Ao abandonar a busca por fundamentos últimos da linguagem, Wittgenstein estabelece uma nova metafísica da linguagem baseada em jogos ontológicos fixos, que garantem o sentido como produto de uma gramática transcendental.

( ) A noção de que “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem” representa uma ruptura com a tentativa anterior de fixar o sentido por meio da correspondência lógica entre proposições e estados de coisas. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A F – V – F – F – F.
B V – V – V – F – V.
C F – V – F – V – F.
D V – F – V – V – V.
E V – F – V – F – V.

A Filosofia é, pois, o sistema de todo o conhecimento filosófico [...]. Até então não é possível aprender qualquer filosofia; pois onde esta se encontra, quem a possui e segundo quais características se pode reconhecê-la? Só é possível aprender a filosofar, ou seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir os seus princípios universais em certas tentativas filosóficas já existentes [...]. KANT, Immanuel. Crítica da razão pura . 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). p. 407-408. A partir do excerto acima é correto afirmar que

A a filosofia deve ser ensinada como um corpo fixo de conhecimentos prontos, pois trata de verdades eternas da razão.
B a filosofia é uma ciência empírica voltada à observação do mundo natural, como qualquer outra ciência experimental.
C a frase de Hegel indica que o mundo físico e natural pode ser considerado racional, excluindo qualquer forma de realidade tecnológica ou simbólica.
D a dicotomia entre real e virtual reforça que o que é palpável pode ser compreendido racionalmente, pois é o único que possui causalidade objetiva.
E o mundo virtual não pode ser considerado parte da realidade, pois não se submete às leis naturais que regem o mundo físico e histórico.