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Analise as afirmativas abaixo sobre a pedagogia kantiana. 1. Resultou das suas experiências como tutor doméstico de crianças e dos cursos ministrados em universidades. 2. Parte do princípio de que o ser humano precisa ser educado, pois somente se torna humano através da educação. 3. Os animais nascem com instinto, característica que os aproxima do caráter humano, pois, com a domesticação, assume atitudes que podem ser consideradas morais. 4. A educação deve impedir que a selvageria e a animalidade prejudiquem o caráter humano. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas .

A São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
B São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
C São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
D São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
E São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Texto associado
Os gregos criaram a filosofia porque não teriam temido o dilaceramento, a dualidade, o lado cruel e sombrio dos humanos e da natureza. Longe de serem os homens da moderação ou da medida, seriam as criaturas da desmedida - a hybris - e da luta sem trégua entre os contrários - do ágon , palavra grega que significa: batalha, luta, jogo, disputa interminável entre os opostos. Os gregos, antes de inventarem a filosofia, inventaram o que daria origem a ela: a tragédia. Marilena Chauí. Introdução à história da filosofia .

Tendo como referência inicial o texto precedente, julgue o próximo item. Na cultura grega, a tragédia surge como celebração em honra ao deus Apolo e se relaciona à origem da filosofia.

A Certo
B Errado
Texto associado
Incapaz de contentar-se com as coisas transitórias desta vida, o ser humano se torna totalmente cético em relação a valores habituais que até então aceitara sem hesitação. No momento desse desespero divino, toma a decisão importante de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que principia a verdadeira busca dos valores duradouros. Maria L. S. Teles. Filosofia para o ensino médio . Petrópolis – RJ: Vozes, 2010, p 17 (com adaptações).

Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre os conceitos filosóficos das escolas do período helênico e sua aplicação no ensino médio. O ato de filosofar é uma atividade essencialmente acadêmica, restando aos professores do ensino médio a atividade de suscitar nos estudantes dúvidas quanto à possibilidade de apreensão desse tipo de saber.

A Certo
B Errado

Considerando as orientações curriculares nacionais do ensino de filosofia, assinale a alternativa INCORRETA.

A Como disciplina, a filosofia deve propor uma formação que qualifica para a cidadania e para “o trabalho”.
B A relação do educando com o conhecimento deve oferecer condições de aprendizagem que possibilitem a flexibilidade com as novas condições e a realidade do cotidiano.
C A prática do ensino de filosofia deve propor o conhecimento vivo, fornecendo instrumentos de perspectivas e possibilidades.
D O ensino de filosofia tem como finalidade tirar o educando do senso comum, oferendo a possibilidade do que é certo, ético, correto e verdadeiro; características específicas que nenhuma outra disciplina o faz.
E O ensino de filosofia não tem como finalidade apenas preparar o educando para o mundo do trabalho, para interesses midiáticos. Portanto, é uma formação que postula constituir o educando como sujeito do processo.

No caderno Pedagógico de Filosofia da Rede Municipal de Ensino de São José

( 2008 ), está registrado que a escola é um espaço de encontro das pessoas que, constantemente, colocam para si mesmas e aos seus questões que estão dentro do âmbito de uma investigação:

A social.
B cultural.
C filosófica.
D científica.
E histórica.

O filósofo Thomas Kuhn afirma que uma teoria pode se tornar um modelo de conhecimento ou um paradigma científico. Para ele, o paradigma se torna o campo no qual uma ciência trabalha normalmente, sem crises. Em tempos normais, um cientista, diante de um fato ou de um fenômeno ainda não estudado, explica-o usando o modelo ou o paradigma científico existente. Em contraposição à ciência normal, ocorre a revolução científica. Uma revolução científica acontece quando o cientista descobre que o paradigma disponível não consegue explicar um fenômeno ou um fato novo, sendo necessário produzir um outro paradigma. CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2011. Adaptado. Com base no texto, assinale a afirmativa que descreve corretamente o desenvolvimento da ciência.

A Ocorre por momentos de ruptura, revolução e criação de novos paradigmas.
B Depende da descoberta de leis infalíveis, a partir da observação e da experiência.
C Produz uma representação objetiva da realidade, com base nas teorias dos precursores.
D Resulta da evolução linear dos meios tecnológicos para investigar e conhecer a natureza.
E É progressivo e é fruto do acúmulo de conhecimentos no interior de um único paradigma.

A partir do século XIII, desenvolveu-se um cenário intelectual que adquiriria um caráter de notável unidade, sobretudo com os manuais de Toletus, de Rubio e dos conimbricenses. Trata-se, de acordo com Étienne Gilson, “daquele aristotelismo cristianizado e de método essencialmente dialético. (...) Na origem desse movimento de ideias está o ensino dos mestres da Faculdade de Artes, que não têm outra função fora comentar ou, como se dizia na época, ‘ler’ sucessivamente diante de seus alunos todos os tratados conhecidos de Aristóteles”. O texto precedente aborda características

A do gnosticismo.
B do teísmo.
C da escolástica.
D da patrística.
E dos peripatéticos.

No seu livro Introdução à filosofia ocidental , o professor Antony Flew diz que filosofia consiste em argumentos “sempre, do início ao fim” e, como não há argumentos no pensamento oriental (ou conforme ele pensa), por consequência não existe filosofia no pensamento oriental. De modo similar, refere-se à tradição filosófica africana. Contudo, quando ele diz que sem argumentação e clarificação não há filosofia, tecnicamente falando, ele identifica filosofia com uma argumentação tipicamente ocidental. Em outras palavras, ele quer dizer que, se a atividade reflexiva não estiver baseada na argumentação e clarificação típicas do pensamento ocidental (recomendado pela tradição analítica anglo-saxã), ela não é filosofia. Em primeiro lugar, a essência da filosofia não é o argumento, mas a reflexão, o que faz com que não tomemos a argumentação tipicamente ocidental como padrão para a filosofia. Em qualquer lugar existe reflexão acerca das questões fundamentais sobre o ser humano e o mundo (seja qual for a forma de reflexão empreendida), isto é, filosofia. Joseph

I. Omoregbe. Filosofia Africana : Ontem e Hoje. Internet: (com adaptações). A partir da crítica apresentada no texto anterior, de Joseph Omoregbe, infere-se que, para esse autor,

A uma vez que o essencial à filosofia é antes a argumentação que a reflexão, é possível que no futuro existam tanto uma filosofia africana quanto uma filosofia oriental.
B uma vez que o essencial à filosofia é antes a reflexão que a argumentação, há também uma filosofia africana e uma filosofia oriental, apesar de ambas não utilizarem os modos de argumentação ocidentais.
C há, na filosofia africana e na filosofia oriental, uma argumentação e uma clarificação de ideias semelhantes às presentes na filosofia analítica.
D devemos assumir que a essência da filosofia é a argumentação, seja ela ocidental, africana ou oriental.
E devemos assumir a reflexão tipicamente africana ou a oriental como as únicas que merecem a designação de filosofia.

No Discurso do Método e nos Princípios de Filosofia , Descartes elabora o célebre argumento do cogito , cuja proposição fundamental é “Penso, logo existo”. Para que tal formulação fosse um silogismo, seria preciso acrescentar

A uma premissa maior, a saber: “todo aquele que pensa, existe”
B uma premissa menor, a saber: “todo aquele que existe, pensa”.
C uma premissa menor, a saber: “todo aquele que pensa, existe”.
D uma conclusão, a saber: “todo aquele que pensa, existe”
E uma premissa maior, a saber: “todo aquele que existe, pensa”.

No momento em que a arte rompe com a ideia de ser cópia do real para ser considerada criação autônoma que tem a função de revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e sua capacidade de falar ao sentimento. Maria Lúcia de Aranha. Filosofia : introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 403 (com adaptações). Desde o século XIX, algumas reflexões relativas à estética vêm sendo revistas e reconstruídas, de modo que a arte como pensamento deixou de focar apenas no belo e no feio para tratar do assunto da

A desconfiguração.
B delegação.
C representação.
D organização.
E simulação.