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Acerca da epidemiologia do câncer de pulmão no Brasil, assinale a alternativa correta.

A É o primeiro tipo de câncer mais comum em mulheres.
B É o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres.
C É o primeiro tipo de câncer mais comum em homens.
D É o segundo tipo de câncer mais comum em ambos os sexos.
E É o terceiro tipo de câncer mais comum em homens.

Um mulher de 34 anos, apresenta, na tomografia abdominal com contraste, nódulo hepático de 4 cm com hipercaptação de contraste na fase arterial e com uma cicatriz central. Essa imagem é altamente sugestiva de:

A adenoma hepático;
B hemangioma;
C hiperplasia nodular focal;
D carcinomafibrolamelar;
E hamartoma.

Os “blastos”, que caracterizam a leucemia aguda, são células imaturas e que se duplicam rapidamente. Em relação às leucemias, é correto afirmar que:

A hipertrofia gengival e coagulação intravascular disseminada são manifestações clínicas mais frequentes na leucemia linfoide aguda;
B as leucemias mieloides agudas correspondem a 50% das leucemias na infância;
C as translocações t(4;11) e t(9;22) estão relacionadas a melhor prognóstico nas leucemias linfoides agudas;
D o pico de incidência da leucemia linfoide aguda ocorre em menores de 1 ano e em adolescentes;
E a neutropenia febril é uma complicação frequente do tratamento quimioterápico das leucemias, sendo necessária uma intervenção rápida.

Os tumores cerebrais primários são um conjunto de neoplasias malignas originárias de células de sustentação do tecido nervoso (a glia). São tumores raros, correspondendo a 2% de todos os cânceres conhecidos. A sua evolução varia com a célula original e com o comportamento biológico tumoral, e alguns tipos mais agressivos ainda mantêm elevada mortalidade em adultos – condição pouco modificada pelo emprego das modalidades terapêuticas disponíveis. A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Básica um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. Assinale a opção que representa o principal fator de risco para gliomas .

A Tabagismo.
B Diabetes.
C Consumo excessivo de álcool.
D Radiação ionizante.
E Sobrepeso.

O câncer de esôfago representa cerca de 2% de todos os tumores malignos. Apesar de raro, ele está entre os tumores de crescimento mais rápido. Na maioria dos casos, quando diagnosticado, já começou a disseminação de células neoplásicas para outros órgãos saudáveis. O câncer de esôfago pode ser do tipo histopatológico epidermoide e do tipo adenocarcinoma. Conforme as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago, avalie as afirmativas a seguir.

I. Os principais fatores de risco modificáveis para o câncer de esôfago são fumo, álcool e obesidade.

II. O esôfago de Barret é fator de risco para o carcinoma epidermoide de esôfago.

III. A maioria dos pacientes diagnosticados com câncer de esôfago apresenta disfagia progressiva como primeiro sintoma. Está correto o que se afirma em

A I e II, apenas.
B I e III, apenas.
C II e III, apenas.
D II, apenas.
E I, II e III.

O conhecimento da biologia molecular tumoral tem trazido diversos avanços diagnósticos e terapêuticos em oncologia. Sobre a biologia do câncer colorretal, é correto afirmar que:

A o DCC é um oncogene, presente em 70% dos tumores colorretais;
B o gene MYH é um gene de supressão tumoral envolvido na síndrome de Lynch;
C o APC é um gene de supressão, cuja mutação ocorre em 80% dos cânceres colorretais;
D o KRAS é um oncogene de expressão na transformação do epitélio colônico normal em displasia;
E o p53 é um proto-oncogene de expressão na transformação do epitélio displásico em adenoma.

Um paciente de 57 anos, recuperando-se de infarto agudo do miocárdio e da revascularização deste com dois stents farmacológicos, encontra-se agora em uso de dupla antiagregação plaquetária pelos próximos 6 meses. Descobriu, durante a investigação do infarto, um nódulo tireoidiano em ⅓ superior de lobo direito, isoecoico, regular, altamente vascularizado, com margens regulares, mais largo do que alto, medindo 2,2x1,8x3 cm. Seu TSH é 0,8 (N 0,40 a 5,8 µUI/ml). Foi solicitada a citologia do nódulo, que resultou em Bethesda IV (neoplasia folicular). Nesse cenário, os resultados que indicariam baixo risco de malignidade e permitiriam, com isso, evitar uma cirurgia nesse momento são:

A PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), calcitonina baixa e cintilografia não captante no nódulo;
B cintilografia não captante no nódulo, teste molecular negativo, calcitonina baixa;
C PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), revisão de lâmina Bethesda II e cintilografia não captante no nódulo;
D PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), teste molecular negativo, calcitonina baixa;
E PET-Scan (Alto SUV no nódulo), teste molecular negativo, cintilografia captante no nódulo.

Uma paciente de 24 anos, nuligesta e com desejo de engravidar, foi submetida a uma anexectomia unilateral por cisto ovariano. Contudo, o exame histopatológico evidenciou cistoadenocarcinoma seroso. A conduta mais adequada para essa paciente é:

A realização de quimioterapia e radioterapia adjuvante;
B conduta expectante, uma vez que já fora realizada a anexectomia;
C reabordagem cirúrgica para estadiamento, com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica e biópsias peritoneais múltiplas;
D reabordagem cirúrgica com histerectomia total, salpingo-oforectomia contralateral, omentectomia infracólica e linfonodectomia pélvica e periaórtica;
E reabordagem cirúrgica com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica, biópsias peritoneais e do ovário contralateral, mesmo se macroscopicamente normal.

Uma mulher de 50 anos, submetida a colecistectomia devido a colelitíase, apresenta, no laudo histopatológico, neoplasia de vesícula (T1b), com invasão perineural e microvascular, sem imagens sugestivas de metástase aos exames complementares. A conduta mais adequada nesse caso é:

A cirurgia de Fain e congelação da margem do ducto cístico;
B seguimento clínico, pois o problema já foi resolvido com a colecistectomia;
C hepatectomia direita e linfadenectomia das regiões periportal, hepatoduodenal e tronco celíaco;
D ressecção dos pórticos e linfadenectomia das regiões periportal, tronco celíaco e hepatoduodenal;
E ressecção dos segmentos IV e V, linfadenectomia periportal, hepatoduodenal e do tronco celíaco, ressecção dos pórticos e congelação da margem do ducto cístico.