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Um escolar de cinco anos apresenta quadro de retardo mental, erupção da pele eczematosa, crises convulsivas, hiperreflexia, tremores e urina com odor desagradável.

Faz parte do tratamento dessa condição uma dieta restrita sobretudo em

A lactose
B lipídios
C potássio
D proteínas
E carboidratos

Uma paciente de 10 anos, do sexo feminino, menarca aos 9 anos, apresenta mudança drástica de comportamento (enurese noturna, masturbação, piora no rendimento escolar, choro fácil, prostração, desatenção), ganho de peso, náuseas e ciclos irregulares (há dois meses sem menstruar).
O diagnóstico mais provável é

A tumor de ovário
B psicose
C abuso sexual
D uso de anabolizante
E tumor de hipófise

Uma criança de 5 anos foi encaminhada ao médico com queixas de fraqueza muscular, vômitos, anorexia, poliúria, polidipsia, atraso no desenvolvimento e perda ponderal.
Na avaliação complementar observou-se:
Radiografia óssea – sinais de osteomalácia;
Tomografia do abdome – sinais de nefrocalcinose;
Exames de sangue – Hemoglobina 12 g%, glicemia 70 mg%, creatinina 0,5 mg%, sódio 136 mEq/L, potássio 3,2 mEq/L, cálcio 8,5 mg%, fósforo 1,8 mg%, bicarbonato sérico 18 mEq/L.
Urina – presença de glicosúria, uricosúria, fosfatúria e bicarbonatúria. Proteinúria de 24 h 180 mg.

Com base nos achados acima, qual o provável diagnóstico dessa criança ?

A Acidose tubular renal distal
B Síndrome de Bartter
C Síndrome de Fanconi
D Doença de Hartnup
E Pseudo-hipoparatireoidismo

Um pré-escolar de 3 anos de idade comparece à consulta acompanhado de seus pais. Eles relatam que já procuraram vários médicos por conta de uma dor que o filho tem apresentado nas articulações e nos membros, que faz a criança acordar durante o sono. Além disso, os pais referem que nas últimas semanas o filho tem ficado muito cansado e apresentou sangramento nasal. Durante o exame, identificam-se hiperplasia gengival e linfonodomegalia em cadeias cervicais e inguinais, com hepatoesplenomegalia. Os pais do paciente trouxeram hemogramas realizados em uma UPA de urgência com os seguintes resultados: Hb: 7,8 mg/dL; plaquetas: 78.000; e leucócitos: 33.000.

Considerando-se a principal hipótese para o caso, qual deve ser a próxima conduta?

A Informar aos pais que a principal hipótese diagnóstica é dor de crescimento e fornecer tratamento para anemia.
B Solicitar USG de abdômen para identificar possíveis causas para esplenomegalia.
C Acalmar os pais informando o possível diagnóstico de mononucleose infecciosa, liberando o paciente com sintomáticos.
D Solicitar biópsia hepática para investigar possíveis causas de hepatomegalia.
E Solicitar avaliação do sangue periférico para indicação de biópsia de medula óssea.

Um pré-escolar de três anos deu entrada na emergência com relato de quadro compatível com crise convulsiva tônico-clônica generalizada há 40 minutos, com cerca de 5 minutos de duração. Os pais negam comorbidades ou ocorrência de quadro similar anteriormente. Contam que, uma hora antes, a criança havia retornado da creche com 39 ºC de febre e administraram dipirona. Exame físico: 37 ºC, hiperemia de orofaringe, discreta sonolência, sem sinais neurológicos de localização ou rigidez de nuca. Foi realizada punção lombar, e o exame liquórico mostrou: Células: 3 (100% linfomononucleares); Hemácias: Zero; Proteínas: 15 mg/dL; Glicose: 56 mg/dL. Duas horas depois, a criança apresentava exame neurológico normal e 38 ºC.

Nesse caso, a melhor conduta a seguir é

A administrar diazepam por via venosa, internar a criança e observar por 24 horas.
B prescrever valproato de sódio oral e encaminhar a criança para acompanhamento ambulatorial.
C prescrever antitérmicos, liberar a criança com orientação médica de conduta a ser tomada em caso de febre, e retorno imediato se houver convulsão .
D prescrever antitérmicos, internar a criança e repetir o exame liquórico após 12 horas, para excluir processo infeccioso do SNC.
E administrar fenobarbital por via intramuscular, seguido de prescrição de manutenção por via oral, e encaminhar a criança para acompanhamento ambulatorial.

Um pré-escolar de quatro anos chega ao serviço de saúde com quadro de febre de 38 ºC, agitação, taquicardia, diaforese, midríase bilateral e hiperreflexia mais acentuada nos membros inferiores do que nos superiores. A mãe relata que a criança dormiu na casa da avó paterna, que faz uso de diversos medicamentos, mas não sabe dizer quais.

Qual é a substância mais provável de ter sido causadora da intoxicação e qual o seu antídoto?

A Opioide - naloxona
B Clonidina - fentolamina
C β -bloqueador - glucagon
D Benzodiazepínico - flumazenil
E Inibidor da receptação de serotonina - ciproeptadina

Em criança de 6 anos com edema, hipertensão e hematúria, após impetigo infectado, é preciso levar em conta que

A o edema decorre da hipertensão.
B sem uma biópsia renal não é possível firmar o diagnóstico.
C a presença de hematúria não é comum e precisa ser investigada.
D os sintomas são consequências de lesões causadas diretamente por estreptococos.
E a insuficiência cardíaca é uma das possíveis complicações.

Em casos de diarreia aguda aquosa em crianças maiores de 2 anos, a melhor conduta para prevenir a causa mais comum de complicação é

A iniciar antibioticoterapia.
B prescrever reidratação oral.
C prescrever nutrição enteral.
D prescrever restrição alimentar, evitando a ingestão de leite.
E indicar internação hospitalar.

Uma técnica de enfermagem, da sala de vacina, procura a pediatra com a seguinte dúvida: após a administração da vacina de poliomilelite atenuada (VOP), o lactente de 15 meses cuspiu seu conteúdo.

O que deve ser informado à técnica de enfermagem?

A Considerar a dose válida e não repetir.
B Repetir a dose com o mesmo volume da anterior (2 gotas).
C Repetir apenas metade da dose anterior (1 gota).
D Orientar retorno em 48 horas para repetir a dose.
E Aplicar a vacina contra poliomilelite inativada (VIP) por via intramuscular.