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Na perspectiva do “educar pela pesquisa”, de Pedro Demo

( 2011 ), assinale a alternativa que apresenta a visão do autor sobre o erro do aluno no processo de reconstrução do conhecimento.

A Um ponto de partida para uma nova reflexão e nova oportunidade de investigação.
B Uma evidência do déficit de atenção que deve ser sanada mediante reforço na instrução e repetição.
C Um indicador de insuficiência intelectual para o rigor exigido pela pesquisa científica formal.
D Uma falha processual que deve ser suprimida para otimizar o tempo pedagógico e viabilizar o planejamento, além de dificultar o manejo das frustrações pelo aluno.

Julgue o item seguinte, relativos às tendências recentes de concepção da pesquisa. A pesquisa sistêmica analisa as relações entre as partes e o todo, de forma a compreender como as partes interagem entre si; o holismo, por outro lado, foca no todo e não nas partes que o compõem, considerando-o maior que a soma das partes.

A Certo
B Errado

Julgue o item seguinte, relativos às tendências recentes de concepção da pesquisa. O paradigma ecológico considera o planeta Terra como um cosmos com recursos naturais ilimitados porém delicados; e o feminismo considera a categoria de gênero na análise dos sistemas sociais e culturais.

A Certo
B Errado

Demo

( 2015 ) centra sua proposta de educação no exercício da pesquisa, atrelando o questionamento reconstrutivo como fundamento dessa educação escolar. Para o autor, o questionamento reconstrutivo exige ser compreendido como

A método de interpelação do aluno pelo professor, que se baseia na verificação periódica da apropriação dos conteúdos.
B processo natural de recusa do aluno à autoridade docente, o que faz parte do confronto entre os adultos e os mais jovens, que se reconstrói a cada geração.
C procedimento instrucional para garantir a imparcialidade e a uniformidade da aprendizagem escolar em contextos diferentes, por esse mecanismo regulada.
D processo de construção do sujeito histórico, que se funda na competência advinda do conhecimento inovador, mas também implica ética da intervenção histórica.
E processo de internalização de verdades a partir de uma reconstrução mental, que exige do sujeito domínio técnico e reprodução fiel do saber científico.

Imbernón

( 2017 ) apresenta como ferramenta de formação docente o modelo indagativo ou de pesquisa. Esse modelo requer, basicamente, que o professor

A seja interpelado pelos estudantes sobre um assunto que desconhece, dando início a uma busca por atualização de seu repertório.
B tenha uma figura que realize sua tutoria, responsável por conduzir uma mentoria direcionada às fraquezas ou às possibilidades de desenvolvimento individuais do docente.
C integre um programa de pós-graduação, preferencialmente stricto sensu , para dar continuidade à sua formação acadêmico-científica para além da formação inicial.
D identifique uma área de interesse, colete informação e, baseando-se na interpretação desses dados, realize as mudanças necessárias no ensino.
E receba um conjunto de questões conceituais e práticas, componha suas respostas de maneira autoral e apresente-as para a apreciação da coordenação pedagógica.

Um grupo de estudantes está iniciando um trabalho científico e percebe que muitos colegas ainda têm dificuldades para compreender a importância da metodologia no processo de pesquisa. Alguns acreditam que basta coletar informações e descrevê-las, enquanto outros pensam em seguir procedimentos aleatórios conforme a conveniência. Surge, então, a necessidade de esclarecer o que realmente significa seguir uma metodologia adequada e estruturada no desenvolvimento de qualquer estudo. A metodologia científica deve ser conceituada como o conjunto de procedimentos que:

A permite flexibilizar os métodos para se adaptar às circunstâncias particulares da pesquisa;
B visa a sistematizar as etapas da pesquisa, garantindo a coerência entre objetivos, métodos e resultados esperados;
C contempla o uso de métodos qualitativos, evitando o uso de dados quantitativos para reduzir parcialidade;
D é usado para cumprir exigências formais de trabalhos acadêmicos;
E envolve revisão da literatura e coleta de dados, deixando a análise para decisões baseadas em impressões do pesquisador.

Um grupo de pesquisadores está desenvolvendo uma investigação para avaliar os impactos ambientais de um programa governamental de reflorestamento urbano na biodiversidade local. Durante a definição do protocolo, eles precisam formular hipóteses que orientem o desenho metodológico, permitindo a coleta de dados e testes que confirmem ou refutem as relações propostas entre os fenômenos ambientais estudados. Para servir como base para o planejamento da pesquisa e possibilitar sua comprovação ou refutação empírica, as hipóteses a serem formuladas devem:

A apresentar suposições testáveis que indiquem relações possíveis entre variáveis, direcionando a investigação científica para validar ou invalidar essas conexões;
B expressar previsões amplas que deixem a coleta de dados orientar os caminhos da análise, privilegiando interpretações flexíveis;
C refletir opiniões dos pesquisadores sobre os resultados esperados, priorizando perspectivas subjetivas para embasar a pesquisa;
D propor estratégias para reverter os impactos ambientais;
E analisar e descrever fenômenos observados sem propor relações ou causas entre as variáveis envolvidas.

Um pesquisador decide coletar dados qualitativos em uma pesquisa sobre a transformação tecnológica na vida cotidiana de jovens estudantes universitários de 18 a 26 anos. Nesse caso, a entrevista episódica é uma opção interessante porque:

A tem elevada capacidade de captar percepções, por empregar escala do tipo Likert;
B faz obrigatoriamente uso da triangulação, o que a torna uma das formas de entrevista mais robustas;
C se apresenta em formatos que podem ser autoaplicados, o que otimiza o tempo da coleta de dados;
D pode captar a representação social de um conhecimento específico partilhado pelos membros de um grupo;
E leva à elaboração de indicadores e índices, muito úteis para a formulação de políticas públicas sobre ciência e tecnologia.

A educação em ciência enquanto área emergente do saber em estreita conexão com a ciência necessita da epistemologia para uma fundamentação da orientação, devendo ser, ainda, um referencial seguro para uma mais adequada construção das suas análises. A epistemologia, ao pretender saber das características do que é ou não é específico da cientificidade e tendo como objeto de estudo a reflexão sobre a produção da ciência, sobre os seus fundamentos e métodos, sobre o seu crescimento, sobre os contextos de descoberta, não constitui uma construção racional isolada. [...] o conhecimento de epistemologia torna os professores capazes de melhor compreender qual ciência estão a ensinar, ajuda-os na preparação e na orientação, bem como dar às suas aulas um significado mais claro e credível às suas propostas. Tal conhecimento ajuda, e também obriga, os professores a explicitarem os seus pontos de vista, designadamente sobre quais as teses epistemológicas subjacentes à construção do conhecimento científico, sobre o papel da teoria, da sua relação com a observação, da hipótese, da experimentação, sobre o método e, ainda, aspectos ligados à validade e legitimidade dos seus resultados, sobre o papel da comunidade científica e suas relações com a sociedade. (Fernández, 2000; Gil-Pérez et al., 2001. Disponível em: htts://docplayer.com.br/49116310-A-necessaria-renovacao-do-ensino-das-ciencias.html. Adaptado.) Considerando os dois grandes ramos da “árvore epistemológica”, as epistemologias empiristas e racionalistas em suas muitas e variadas matizes (clássicas e contemporâneas), assinale o atributo da tendência racionalista na construção do conhecimento científico.

A A evolução da ciência é acumulativa.
B O desenvolvimento da ciência dá-se por acumulação e justaposição de conhecimentos.
C Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.
D Nasce da crítica e da reformulação de hipóteses, partindo de situações não explicadas pela teoria.
E As experiências e as observações são valorizadas como elementos independentes da diretriz da teoria.