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Um dos maiores desafios da política fiscal é manter a razão entre a dívida bruta do setor público e o PIB (em termos simples, a razão dívida pública/PIB) em níveis baixos e estáveis no longo prazo. Considerando-se que todos os demais fatores permaneçam constantes, contribui para a redução da razão dívida pública/PIB o seguinte fator:

A déficits fiscais primários crescentes
B menores taxas de crescimento econômico
C menor arrecadação tributária, por parte da União
D redução da taxa básica de juros de curto prazo (Selic)
E aumento dos gastos do governo

Nos sistemas econômicos contemporâneos, a moeda cumpre diferentes funções. Se os empresários brasileiros utilizarem a moeda nacional (o Real) como ativo monetário para calcular o custo de suas mercadorias, a moeda cumprirá, nesse caso, a função de

A reserva de valor
B meio de troca
C unidade de medida de valor
D meio de financiamento
E meio de compensação bancária

O texto seguinte diz respeito à generalização das políticas monetárias consideradas não convencionais por parte dos bancos centrais do mundo inteiro.

Os bancos centrais globais agora percebem que políticas monetárias antes consideradas não convencionais e temporárias agora se revelam convencionais e duradouras. Obrigados a encontrar novas soluções devido à crise financeira de 2008 e novamente neste ano por causa da pandemia de coronavírus, o Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), o Banco Central Europeu e a maioria dos bancos centrais internacionais se tornaram mais agressivos e inovadores do que nunca na defesa das economias contra a recessão e ameaça de deflação.
KENNEDY, S; DODGE, S. Política monetária não convencional
agora é ferramenta duradoura. Exame , São Paulo, 15 set. 2020.
Adaptado.Disponível em: https://exame.com/. Acesso em: 29 ago.
2021.
Um exemplo de política monetária não convencional é a

A redução da taxa básica de juros
B compra de títulos públicos e privados por parte dos bancos centrais
C redução das taxas de redesconto
D expansão da base monetária
E venda de títulos com o compromisso de recompra pela autoridade monetária

Com evidências do enorme descolamento entre as taxas de juros de curto e de longo prazo no Brasil, o texto abaixo reproduz matéria jornalística, publicada no início de agosto de 2020, dando conta da enorme incerteza futura associada aos impactos adversos decorrentes da crise pandêmica da Covid-19 sobre a economia brasileira.

Os juros futuros encerraram os negócios desta segunda-feira em alta firme, afetados por um movimento de maior incorporação de prêmio de risco ao longo da curva a termo, especialmente nos trechos mais longos (com vencimento no longo prazo). No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 passava de 1,87% no ajuste anterior para 1,88%; a do DI para janeiro de 2022 ia de 2,65% para 2,67%; a do contrato para janeiro de 2023 subia de 3,76% para 3,79%; a do DI para janeiro de 2025 escalava de 5,40% para 5,47%; e a do contrato para janeiro de 2027 saltava de 6,35% para 6,43%.

REZENDE, V. Risco fiscal leva a alta das taxas de juros futuros e curva tem maior inclinação desde fim de junho. Valor Econômico, 10/08/2020. Disponível em: . Acesso em: 7 fev. 2021. Adaptado.

Para minorar os impactos da crise, a Emenda Constitucional n o 106, de 7 de maio de 2020, conhecida como o “Orçamento de Guerra”, instituiu uma diversidade de medidas nos âmbitos fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da calamidade pública nacional, decorrente da pandemia da Covid-19. Dentre as medidas aprovadas, o Banco Central do Brasil ficou autorizado, temporariamente, a operar com instrumentos de política monetária considerados não convencionais.

A medida de política monetária não convencional, por parte do Banco Central do Brasil, que poderia ter estimulado a redução das taxas de juros de longo prazo no ano passado é a

A redução da taxa de juros básica de curto prazo (Selic)
B venda de títulos públicos e privados no mercado secundário
C compra de títulos públicos e privados no mercado secundário
D redução do percentual dos depósitos compulsórios
E venda de títulos mediante operações compromissadas

No Brasil, a fixação da taxa básica de juros da economia (a Selic) está sob a alçada do

A Comitê de Política Monetária
B Conselho Monetário Nacional
C Ministério da Economia
D Banco do Brasil
E mercado financeiro

Um meio de troca é aquilo que os compradores oferecem aos vendedores quando aqueles adquirem bens e serviços.

Quando um consumidor, por exemplo, compra um perfume numa loja localizada numa economia onde o nível inflacionário é baixo e controlado, o vendedor entrega o produto para o cliente em troca de

A moeda, por ser o meio de troca de maior aceitabilidade.
B mercadoria, por ser o meio de troca mais eficiente.
C moeda-mercadoria, por ser o meio de troca mais durável.
D outro bem, por ser o meio de troca com menor custo de carregamento.
E outro serviço, por ser o meio de troca de maior divisibilidade.

Um dos fatos mais comemorados pelos analistas econômicos no Brasil foi a queda histórica das taxas de juros básicas de curto prazo (Selic), ocorrida nos últimos três anos. Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2021, a Selic havia recuado de 6,75% a.a. para 2,00% a.a.

Considerando-se o arcabouço da política monetária vigente no Brasil, baseado no regime de metas para a inflação, os dois fatores que permitiram tamanha queda dos juros básicos no Brasil no período foram a

A redução da dívida bruta do setor público como proporção do PIB e a prolongada recessão ocorrida no período.
B queda dos preços das commodities e o menor impacto da desvalorização do real sobre os preços internos.
C eficácia dos controles de preços e a melhora das condições externas.
D ancoragem das expectativas de inflação e o elevado nível médio de capacidade ociosa registrado na economia brasileira no período.
E queda dos preços dos alimentos e a redução dos spreads bancários.

A revista inglesa The Economist publica periodicamente o famoso Índice do Big Mac , que consiste em avaliar os preços, em dólares, do conhecido sanduíche em diferentes países na economia global. Os resultados são frequentemente replicados pela imprensa internacional, incluindo a brasileira. A metodologia de apuração é simples: com base nas taxas de câmbio nominais das moedas nacionais em relação ao dólar, cotadas num mesmo dia, converte-se o preço do Big Mac avaliado nessas moedas para o seu respectivo valor em dólares.

Considerando-se que na edição de 12 de janeiro de 2021, os cálculos da The Economist mostravam que o preço, em dólares, do Big Mac no Brasil estava cerca de 30% mais barato do que o sanduíche similar vendido e cotado, também em dólares, nos Estados Unidos, o resultado indicava que o real brasileiro estava

A valorizado em relação ao dólar
B sobrevalorizado em relação ao dólar
C subvalorizado em relação ao dólar
D com alinhamento nominal em relação ao dólar
E na paridade real do poder de compra em relação ao dólar

Considerando a prática do Sistema Financeiro Nacional, a ampliação dos meios de pagamento, na forma tanto de papel-moeda em poder do público quanto de depósitos do público nos bancos comerciais (o chamado M1), resulta de operações realizadas

A exclusivamente pelo Banco Central do Brasil
B exclusivamente pelo Banco do Brasil
C exclusivamente pelos bancos comerciais
D pelo Banco Central do Brasil e pelos bancos comerciais
E pelo Banco Central do Brasil e pelas corretoras de valores