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Assinale a frase em que houve a troca indevida entre onde/aonde.

A Onde aumentam os bens, aumentam aqueles que os devoram.
B Banco é o lugar onde você pode pedir dinheiro emprestado, se provar que não precisa dele.
C A habilidade de um líder está em levar as pessoas de onde elas estão para aonde elas nunca estiveram.
D Aonde quer chegar toda essa gente?
E Quem perdeu sua bolsa está livre para ir aonde quiser.
Texto associado
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”. Por Martha Medeiros 01 Resumida história do jeans : durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores 02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido 03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês, 04 daí a palavra “ jeans ” . 05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos 06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia, 07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o. 08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas 09 próprias marcas. 10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada 11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como 12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência, 13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da 14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans. 15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da 16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo 17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo. 18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar 19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de 20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere 21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife). 22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss 23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia 24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte 25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem 26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa 27 com a coincidência luminosa: Lee. 28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões 29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e 30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei. 31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento. 32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo 33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

A lacuna tracejada da linha 22 poderia ser corretamente preenchida por:

I. Porque.

II. Por que.

III. Pois. Quais estão corretas?

A Apenas II.
B Apenas I e II.
C Apenas I e III.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
Texto associado
O varejo da experiência Na mão inversa do gigantesco crescimento do comércio eletrônico, assistimos a uma transformação do varejo físico tradicional. Seja em relação à atividade dos shopping centers , seja em relação ao varejo de rua ( brick-and-mortar stores ), são conhecidas as razões que levaram ao atual cenário: ganhos de escala do on-line contra elevados custos de operação – mão de obra e imobiliário – do varejo físico; a eficiência logística e o conforto da entrega do on-line em casa; e a quase infinita variedade de produtos ofertados nas grandes plataformas e sites, em comparação com o estoque para venda em uma loja. Nesse cenário, nem mesmo os grandes grupos de moda ficaram imunes: todos se veem diante de um cenário de redução de pessoal e dos números de pontos físicos. Diante dessa turbulência, existe uma solução para o ressurgimento do comércio varejista? E a resposta, por mais incrível que pareça, é um sim. Na verdade, ela já se encontra em andamento, por meio do “varejo de experiência” ( experiential retail ). Essa nova perspectiva parte da premissa de que o consumidor físico segue existindo, mas agora requer espaços (lojas) que ofereçam não apenas produtos, mas imersões. Estamos diante de um consumidor sensorial que não mais se contenta com o mero comprar. Recente pesquisa de um think tank do varejo americano traz números impressionantes: 60% dos consumidores do varejo físico requerem mais espaço em uma loja para experiências do que para produtos: 81% aceitam pagar um preço superior se passam por “experiências” antes de comprar; 93% dos consumidores que adquirem a partir de experiências – e não por fatores econômicos – se tornam clientes fiéis da marca ou da empresa. Conceitualmente as “experiências” do varejo podem ser tomadas como um conjunto de ações e de iniciativas inovadoras que caminham lado a lado, dentro do processo de desenvolvimento de uma marca ou produto. Para tanto, partem de alguns pressupostos, como a habilidade que permita o estabelecimento de uma relação pessoal desde o vendedor até os proprietários da marca; uma estética própria que vá desde a funcionalidade e apresentação do produto até questões de ESG. E, embora seja um contrassenso querer catalogar todas as possíveis experiências, posto que a criatividade aqui deve ser ilimitada, destacamos algumas que vêm sendo incorporadas por empresas com varejo físico. A primeira delas é a realização de eventos que permitam uma aproximação com os clientes, formadores de opinião, influenciadores digitais e imprensa. A verdade é que o pós-pandemia exacerbou a necessidade de um sentimento de pertencimento, que, via de regra, se desenvolve prioritariamente pelo contato físico e preferencialmente em um ambiente despojado em que a experiência possa ser lembrada. Uma outra abordagem é a interação com a cultura, as artes e o esporte. Apoio a feiras de arte, desfiles de moda, espetáculos teatrais ou um camarote de carnaval. Participação em um torneio de tênis ou suporte a grandes clubes ou exposição em estádio de futebol. Nesse caso, naturalmente se desenvolve uma associação mental entre a marca e um momento ou período prazeroso, o qual foi propiciado pela experiência. As parcerias também são formas de experiências que turbinam a percepção de mercado, ao juntar empresas e produtos que não competem entre si, quando, pelo contrário, se complementam. Chamadas de co-branding , as parcerias ainda têm a vantagem de permitir a troca de experiências não só dentro da comunidade que se quer cativar, como também entre os próprios staffs das empresas envolvidas. Os chamados seedings ou “recebidos” são ações de co-branding que geram encantamento e conteúdo que são facilmente multiplicados nas redes sociais. Também o envolvimento com questões sociais e ambientais. Nos dias atuais, as empresas são cobradas não só pelo que produzem ou vendem, mas por seus posicionamentos em temas que transcendem a atuação empresarial. Trata-se de uma abordagem por vezes delicada, mas que é irrenunciável. Vivemos um momento em que a omissão pode ser tão ou mais maléfica que um posicionamento que possa até mesmo se mostrar como o não mais adequado. Enfim, por meio dessas e de outras formas de experiência, o comércio varejista começa um novo tempo. Deve assim ser utilizado como um ambiente de criatividade, de inovação e de aproximação com a sociedade ao atuar complementarmente a outros canais de comercialização. (JANUZZI, Melissa. Em: 06/10/2023.)

Os termos “enfim” e “em fim” existem na língua portuguesa. No entanto, devem ser usados com critérios. A partir dessa consideração, analise o emprego de “enfim” no seguinte trecho do texto: “Enfim, por meio dessas e de outras formas de experiência, o comércio varejista começa um novo tempo.” (10º§) Assinale a alternativa cuja palavra “enfim” foi empregada INCORRETAMENTE.

A Dessa forma, enfim, o processo foi concluído.
B Enfim, o resultado que esperávamos foi divulgado.
C Ele cometeu muitos erros, mas se arrependeu enfim de vida.
D Após uma longa semana de trabalho, enfim, posso descansar.

Elaborar textos na língua portuguesa escrita culta, entre outras habilidades, exige o entendimento acerca das palavras que exprimem ação e seus complementos com ou sem auxílio de outras palavras que servem como ligação. Desse modo, é possível identificar incorreção exceto em:

A "...proíbo-o de sair sem autorização"
B " ...reivindicava muito, mas ninguém lhe ajudava".
C "... decidiu que iremos na escola"
D "...lembrei de seus conselhos ".
E " ...avisei-lhe do horário da fisioterapia " .
Texto associado
Texto 2 – Por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40? (adaptado) Uma dica: tem a ver com o jeu de paume, ancestral do tênis atual. Por Maria Clara Rossini A hipótese mais provável tem a ver com o jogo de palma ( jeu de paume ), modalidade francesa da qual o tênis é descendente. A principal diferença entre os dois é que, em vez da raquete, antigamente os jogadores usavam a mão mesmo para rebater a bola. Cada jogador ficava a 60 pés (18 metros) da rede. Os pontos eram contados de um em um. A cada vez que um jogador marcava, ele deveria se aproximar 15 pés da rede. Depois, mais 15 pés (ficando a 30 pés do início da quadra). É de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés – só que essa posição ficava muito próxima da rede, o que aniquilaria o desempenho do participante. O jogador, então, tinha de se aproximar só mais 10 pés, totalizando 40 de distância da sua posição inicial em vez de 45. Acontece que também existem registros de jogos de tênis que seguiam a ordem “15, 30 e 45”. Um poema escrito no século 15, por exemplo, narra uma partida de tênis entre o rei Henrique 5º, da Inglaterra e um nobre francês – e utiliza o 45 na contagem. O mesmo ocorre em uma poesia escrita pelo duque Charles de Orleães, da mesma época. Esse tipo de registro coloca uma dúvida na cabeça dos historiadores do esporte. Uma hipótese que justificaria o “45” é o uso de relógios como ferramenta de marcar a pontuação do jogo. Cada quarto de hora representaria um ponto, e quem conseguisse dar a volta primeiro ganhava. Apesar de fazer algum sentido, não há evidências do uso de relógios para esse fim. É provável que muitos passaram a usar o 45 simplesmente por ser uma progressão mais natural, com intervalos uniformes. Mesmo assim foi o 15, 30, 40 que vingou. O jeu de paume agradece. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-a-pontuacaonos-jogos-de-tenis-segue-a-ordem-15-30-e-40/

“ Por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40?” (Texto 2, Título) No título do texto 2, vemos a grafia “Por que”, que está em conformidade com a ortografia oficial do português. A alternativa em que um “porquê” está grafado de forma INCORRETA é:

A O motivo porque a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40 tem a ver com o jogo de palma;
B Os estudiosos explicaram por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40;
C A pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40 porque , no antigo jogo de palma, os atletas se aproximavam gradualmente da rede;
D A pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40, mas poucos sabem por quê;
E Os historiadores do esporte explicaram o porquê de a pontuação nos jogos de tênis seguir a ordem 15, 30 e 40.
Texto associado
Leia o texto para responder a questão. Nova “grande erupção” é detectada no vulcão de Tonga Outra grande erupção foi detectada no vulcão submarino de Tonga, informou uma estação de monitoramento localizada em Darwin, dois dias depois que uma primeira erupção desencadeou ondas de tsunâmi ao redor do Pacífico. A última erupção foi detectada às 22h10 (19h10 em Brasília, domingo, 16.01.2022), de acordo com um alerta do Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas de Darwin. O Centro de Alerta de Tsunâmi do Pacífico também afirmou ter detectado grandes ondas na área: “Isso pode ser de outra explosão do vulcão de Tonga. Não há terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda”. O vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, no sudoeste do Pacífico, entrou em erupção explosiva na noite de sábado, produzindo um tsunâmi, enviando cinzas a 30 mil metros de altura e gerando uma onda de choque atmosférico que se espalhou pelo mundo. A erupção foi ouvida no Alasca, a cerca de 8 mil km de distância, enquanto uma área do tamanho da Nova Inglaterra, cerca de 180 mil km², foi coberta pela nuvem de fumaça cinzenta. O vulcão fica a cerca de 65 km ao norte da principal ilha de Tonga, Tongatapu, perto da Linha Internacional da Data. Tonga, lar de 105 mil pessoas, está a nordeste da Nova Zelândia e sudeste de Fiji. (https://internacional.estadao.com.br/noticias, 16.01.2022. Adaptado)

Considere as frases: • Outra grande erupção foi detectada no vulcão submarino de Tonga... (1° parágrafo) • “Não há terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda”. (3° parágrafo) Em conformidade com a norma-padrão, as frases podem ser reescritas, respectivamente, das seguintes formas:

A Detectaram outra grande erupção no vulcão submarino de Tonga... / Não aconteceu terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda.
B No vulcão submarino de Tonga, detectou-se outra grande erupção... / Não se sabe de terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda.
C Detectaram-se, no vulcão submarino de Tonga, outra grande erupção... / Não surgiram terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda.
D Outra grande erupção no vulcão submarino de Tonga detectaram-se... / Não existe terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda.
E Detectou-se, no vulcão submarino de Tonga, outra grande erupção... / Não ocorreu terremotos conhecidos de tamanho significativo para gerar essa onda.

Assinale a frase em que a grafia da palavra sublinhada está correta.

A “A razão porque pessoas culpam as gerações anteriores é que há apenas uma outra escolha.”
B “Pais se perguntam por que os rios são amargos, quando eles mesmos envenenaram a fonte.”
C “Não há nenhum dever na arte por que a arte é livre.”
D “A dança deve sua existência à música, porquê ?”
E “Eu sei que a poesia é indispensável, mas não sei por que .”

Para responder à questão , leia o seguinte trecho: Uma das nossas maiores falhas e causas da infelicidade que sentimos provém de considerarmos difícil perceber o que sempre está ao nosso redor. Sofremos _____ não vemos o valor do que está diante de nós e suspiramos, muitas vezes injustamente, pelas atrações imaginárias de outro lugar. Em parte, esse problema é causado pela nossa presteza em nos acostumarmos às coisas: somos especialistas na arte de se habituar. A arte é um recurso que permite retornarmos a uma concepção mais precisa do que é valioso ao operar contra o hábito e nos convidar a redimensionar o que amamos ou admiramos. (Alain de Botton e John Armstrong. “Arte como terapia”. Adaptado. 2014, p.59). Em relação ao uso dos porquês, qual alternativa preenche corretamente a lacuna do texto?

A por que.
B porque?.
C porque.
D por que?.

Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último Quarto de Badulaques . Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” — do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário. O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.
Rubem Alves. Internet: (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item.

No trecho “Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último Quarto de Badulaques ”, a substituição de “Fi-lo” por O fiz , forma mais comum no português do Brasil, manteria a correção gramatical do trecho, de modo que é possível concluir que a escolha do autor visa ironizar a visão que seu amigo tem sobre a língua.

A Certo
B Errado
Órgão: Órgão não informado Cargo: Técnico de Complexidade Intelectual Arquivologia Prova: CESPE CEBRASPE - Órgão não informado - Técnico de Complexidade Intelectual Arquivologia - 2020