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Foi o único dos envolvidos na Inconfidência Mineira a ser condenado à morte. Após a Proclamação da República, ele foi transformado em herói, recebendo posteriormente o dia 21 de abril como uma data em sua homenagem. O trecho se refere a qual personalidade histórica?

A Tiradentes.
B Dom Pedro II.
C Pedro Álvares Cabral.
D Joaquim Silvério dos Reis.
E Basílio de Brito Malheiro do Lago.

A economia mineira, a partir de meados do séculoXVIII, foi centro de alguns conflitos em torno do domínio do território das jazidas minerais e em protesto pela cobrança de impostos. Assinale a alternativa que indica corretamente um dos conflitos ocorridos na região.

A Guerra dos Emboabas
B Botada dos padres fora
C Guerra dos Mascates
D Revolução Federalista
E Revolução Praieira

No processo de Independência, a provincia do Grão-Pará

A foi desmembrada em 1824, com a criação da Província do Amazonas, como punição pela demora em aderir ao Império do Brasil.
B aderiu ao Império do Brasil quase um ano depois da separação entre Brasil e Portugal, rompendo com a metrópole portuguesa em agosto de 1823.
C enfrentou uma querra separatista com outra província amazônica, a Provincia de Rio Negro, por causa da fidelidade desta última a Portugal,
D tardou em aderir ao Império do Brasil, uma vez que ocorria, internamente, a Cabanagem, conflito que foi suscitado por disputas entre brasileiros e portugueses.
E oi excluída da Constituição de 1824, ficando sem direito a ter Conselho Provincial, apesar de sua pronta adesão ao Império do Brasil.

A independência do Brasil é muitas vezes compreendida como um processo complexo, que, por um lado, formaliza a autonomia e ruptura política em relação a Portugal e, por outro, possibilita a manutenção da escravidão, da monarquia e da presença da dinastia dos Bragança na América. É um momento crucial para a compreensão da formação do Brasil contemporâneo, pois Com a aclamação do príncipe regente D. Pedro como imperador do Brasil, em 12 de outubro de 1822, começou a ser construída no imaginário político dos povos, outrora irmãos, a ideia de um império autônomo em terras americanas. [...] O processo de emancipação política representou o ponto de partida para a construção de uma ideia moderna de nação. [...] Essa polarização que exprimia um difuso sentimento antilusitano e antibrasileiro em imagens e escritos dos dois povos, agora reinos e nações separados, terminava por demonstrar em que se constituiu, em parte, o processo de emancipação política do Brasil. [...] À medida que se aprofundava a incompreensão recíproca, a possibilidade de manter-se a união entre Portugal e o Brasil tornou-se cada vez mais distante para ambos os lados. Incompatibilidade que se resolveu, como costuma ocorrer, pelo divórcio, talvez não tão amigável, como muitas vezes supôs a historiografia, pois envolveu lutas e disputas não só entre os dois lados do Atlântico, como também no próprio interior do Brasil. Mais difícil, porém, era a tarefa que restava, de construir e definir o Brasil: não mais como continuação de Portugal, mas dotado de identidade própria, que foi procurada pelo menos ao longo de todo o Oitocentos, em oposição ao ser português. NEVES, L. M. P. B. Estado e política na independência. In : GRINBERG, K.; SALLES, R. (org.). O Brasil Imperial, 1808-1830. vol.

I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 129-131. Adaptado. Segundo a autora, o processo de independência do Brasil

A representou o ápice da construção de uma ideia moderna de nação brasileira, difundida por todo o país desde as revoltas coloniais, como a Inconfidência Mineira, de 1789, por exemplo.
B decorreu de uma negociação baseada na compreensão recíproca de que manutenção da unidade política entre Portugal e o Brasil ainda era possível.
C ocorreu de forma pacífica e amigável, não se observando qualquer expressão de sentimento antilusitano na antiga colônia lusa na América.
D deu início à tarefa de construir e definir a identidade do Brasil enquanto nação, de forma separada e, por muitas vezes, oposta a Portugal.
E está sintetizado no gesto da Proclamação da Independência, o chamado “grito do Ipiranga”, de 07 de setembro de 1822.

Entre 1817 e 1820, os naturalistas Johann von Spix e Carl Philip von Martius realizaram uma expedição científica ao Brasil, indicados pela Academia de Ciências de Munique, no contexto de aproximação entre Portugal e a Áustria. Nessa expedição, os viajantes registraram algumas partituras musicais com canções brasileiras. Sobre esses registros, o pesquisador Silvio Augusto Merhy escreveu: Não havia na época local instituído para apresentações públicas de música de tradição oral. Sabe-se dos cortejos populares que eram acompanhados de música, como os que aconteciam durante os dias de carnaval no Rio de Janeiro. A poesia e a música populares eram percebidas pelos intelectuais como práticas coletivas e anônimas de propriedade do “povo”, nasciam e cresciam tão naturalmente como uma planta ou uma árvore e eram apreciadas em praça pública ou nas ruas. Tal concepção fazia parte da mentalidade que predominava no final do século XVIII. Pensava-se que a autoria não era importante em se tratando de uma “arte popular”, porque ela pertenceria a todos, a todo o “povo” (das Volk dichtet, o povo produz a poesia). MERHY, S. As transcrições das canções populares em Viagem pelo Brasil de Spix e Martius. Revista Brasileira de Música. Universidade Federal do Rio de Janeiro, v. 23/2, 2010. p. 177. A expedição de Spix e Martius foi finalizada pouco antes dos eventos determinantes para a Independência do Brasil, e a análise de Silvio Merhy aponta características constitutivas de nossa formação social. Nesse sentido, o texto aponta aspectos da cultura de época compatíveis com um(a)

A sociedade estratificada socialmente
B mentalidade marcada pela equidade
C domínio de valores decoloniais
D visão de mundo abolicionista
E ideário inspirado no liberalismo

A independência foi, desse modo, ruptura e continuidade. (Miriam Dolhnikoff. História do Brasil Império, 2019.) Na independência brasileira, uma ruptura e uma continuidade podem ser exemplificadas, respectivamente,

A pelo esforço de unificação nacional e pelo respeito aos direitos trabalhistas.
B pelo afastamento da Grã-Bretanha e pela aproximação com os Estados Unidos.
C pela fragmentação política do território e pela hegemonia política das elites rurais.
D pelo rompimento em relação ao império português e pela preservação da escravidão.
E pela implantação do sistema republicano e pelo estímulo à produção agrícola.

O processo de independência do Brasil é, comumente, datado a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil. A verdade dessa proposição reside, em especial, na montagem pelo príncipe, e depois rei, João VI, de um aparelho governamental no Brasil. Ao mesmo tempo, são substituídos os institutos de caráter colonial. (Hamilton de Mattos Monteiro. “Da independência à vitória da ordem”. In : Maria Yedda Linhares. História geral do Brasil , 2016.) As afirmações do excerto podem ser exemplificadas pela

A implantação de órgãos legislativos de caráter liberal no Brasil e pela adoção do protecionismo fiscal e alfandegário.
B organização de um sistema federativo no Brasil e pela concessão de liberdade de culto a todas as camadas sociais.
C transformação do Rio de Janeiro em um centro cultural aglutinador e pela abolição dos privilégios e preconceitos sociais.
D elevação do Brasil à categoria de Vice-Reino e pelo fim do tráfico negreiro devido à pressão diplomática inglesa.
E criação de uma estrutura político-administrativa centralizada no Rio de Janeiro e pela extinção do monopólio comercial.

A repressão oficial foi extremamente convincente: entre 15 e 20 de outubro de 1823, mais de duzentos e cinquenta prisioneiros, jogados nos porões do brigue Palhaço , morreram por asfixia, envenenamento e fuzilaria; outros, fuzilados em praça pública. O Império do Brasil já mostrava as suas garras muito antes de a Regência disparar contra a Cabanagem (1835-1840), que lutava contra o conservantismo e a continuidade do poder de bases coloniais no Grão-Pará. (Geraldo Mártires Coelho. “Onde fica a Corte do senhor Imperador?”. In : István Jancsó (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação , 2003. Adaptado.) A Independência do Brasil, proclamada no Centro-Sul do país em 1822,

A contou, em algumas províncias, com a participação significativa das massas escravizadas e aboliu a escravidão.
B manifestou particularidades em províncias mais distantes do centro do Império e manteve privilégios sociais tradicionais.
C foi de fato realizada pelos governos democráticos das regências e estabeleceu o sufrágio universal para os maiores de vinte e um anos.
D diferenciou-se das demais independências latino-americanas pelo seu caráter pacífico e seguiu o modelo político da federação norte-americana.
E suspendeu a liberdade de comércio com as nações industrializadas e estabeleceu o monopólio governamental sobre o transporte fluvial.