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A estratégia de Redução de Danos, no entender de Barcellos & Duarte

( 2020 ), fundamenta-se no reconhecimento da(o)

A comunidade terapêutica
B matricialidade sociofamiliar.
C guerra às drogas.
D lógica médico-manicomial.
E singularidade de cada usuário.

Josué é um adolescente que está em regime de liberdade assistida, tendo-lhe sido designado um orientador. A esse orientador compete, entre outros encargos,

A providenciar os registros e certidões necessários à regularização da cidadania do adolescente.
B supervisionar a prestação de serviços comunitários do adolescente junto a entidades assistenciais.
C mediar a responsabilidade parental de modo que os pais assumam os seus deveres para com o adolescente.
D comunicar às autoridades competentes todos os casos de adolescentes portadores de moléstias infectocontagiosas.
E diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de trabalho.

Historicamente, construiu-se a ideia de que as famílias, independentemente de suas condições objetivas de vida e das próprias vicissitudes da convivência familiar, devem ser capazes de proteger e cuidar de seus integrantes. Esta ideia, amplamente disseminada, faz surgir uma distinção entre as famílias, classificando-as em capazes e incapazes. Segundo os estudos críticos das políticas sociais, as famílias capazes são as famílias

A que planejam o nascimento dos filhos, evitando a explosão demográfica.
B que não precisam acessar os serviços públicos.
C que, via mercado, trabalho e organização interna, conseguem desempenhar com êxito as funções que lhes são atribuídas pela sociedade.
D intactas, com pais de alta renda e escolaridade.
E cujos integrantes gozam de saúde mental.

Desde a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações voltadas a esta população, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, são norteadas pelo princípio do melhor interesse da criança. Apesar dos avanços nos marcos legais, materializados pela legislação em vigor, as contradições se mostram persistentes. Entre as afirmativas abaixo, assinale a que expressa a mais evidente das contradições existentes na adesão ao princípio do super interesse.

A A adesão ao princípio do melhor interesse não se aplica às crianças e adolescentes das famílias das classes afluentes, pois estas são capazes de suprir suas necessidades materiais e afetivas.
B A adesão ao princípio do melhor interesse da criança conflita com o interesse dos educadores, limitando a autonomia das instituições de ensino em aplicar medidas para disciplinar os estudantes.
C A adesão ao princípio do melhor interesse da criança aumentou a dependência das famílias pobres em relação ao Estado.
D A adesão ao “princípio do superior interesse” não resultou, necessariamente, em avanços nas condições de vida das crianças e adolescentes, sobretudo, diante da consolidação do sistema neoliberal e seus impactos nas políticas sociais.
E A adesão ao princípio do melhor interesse da criança impôs limites ao poder familiar que comprometem o equilíbrio das famílias.

Em 2008 foi promulgada a Lei nº 11.698/2008, que instituiu a obrigatoriedade da guarda compartilhada “sempre que possível” e mais adiante, a Lei nº 13.058/2014 instituiu a guarda compartilhada como “regra”, retirando a expressão “sempre que possível” da lei anterior. Embora seja considerada um avanço para as mulheres, liberando-as do encargo de cuidarem sozinhas dos filhos após o divórcio, há divergências quanto a esses avanços. Segundo os estudiosos das relações de gênero, a guarda compartilhada não pode ser associada automaticamente à igualdade de gênero porque a guarda compartilhada

A é um regime que desequilibra as relações entre os pais das crianças.
B prejudica o desenvolvimento das crianças e as mães serão responsabilizadas.
C impôs às mulheres vítimas de violência a manutenção do contato contínuo com o seu agressor.
D só funciona quando há bom entendimento entre os pais.
E não se aplica à realidade brasileira, onde a desigualdade entre os gêneros é muito grande.

Ao analisar o trabalho com famílias, (Mioto, 2015) expressa que, particularmente no contexto do SUAS (Sistema Único de Assistência Social), pós-2004, houve uma ratificação de concepção e definição de funções para a família e a proteção social. Ela, a família, além de ser o centro das atenções socioassistenciais, é concebida como a unidade primeira de proteção de seus membros e deve ter, portanto, centralidade para a concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e projetos da política de assistência social. No âmbito do Estado, em especial da política da de assistência social, a matricialidade sociofamiliar tem sido fundamentada nos valores burgueses que consideram a família como instituição social privada e a impregna de responsabilidades na proteção dos seus indivíduos. Assim, ainda hoje, na família se reproduz o papel protetivo e essa responsabilidade

A é compartilhada igualmente entre homens e mulheres; constituindo uma relação simétrica.
B não se evidencia na divisão sexual do trabalho, quando analisada.
C repercute na esfera da produção, em decorrência do exercício de cuidado na família, exercido em maior escala, pelos homens.
D incide fundamentalmente na esfera da reprodução social, exercido majoritariamente pelos homens.
E recai ainda mais sobre a mulher, colocando-a no lugar do cuidado, da proteção e da esfera do doméstico.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência trouxe mudanças significativas que atingem o modo de operar da sociedade brasileira, bem como o do Serviço Social. No âmbito de atuação do Serviço Social, não se trata tão somente de assegurar o espaço de atuação do assistente social na temática, mas, fundamentalmente de

A ampliar espaços socio ocupacionais.
B alimentar as lutas por uma perspectiva de atuação coletiva, pela defesa de direitos.
C protagonizar a influência da profissão no debate.
D alavancar o reconhecimento social da profissão.
E protagonizar a política de assistência social.

É consenso, na literatura do Serviço Social, a convergência entre o ideário da Reforma Psiquiátrica brasileira com os fundamentos do projeto ético-político do Serviço Social. Entre os princípios do Código de Ética dos Assistentes Sociais, assinale aquele que converge com o princípio basilar da Reforma Psiquiátrica de contribuir para a construção de outra relação entre a sociedade, o louco e a loucura, mudando o imaginário social.

A Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código.
B A luta pela eliminação de todas as formas de preconceito.
C Autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais.
D Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária.
E Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática.

No Brasil, a violência contra a mulher acompanha a formação social e econômica do país. O feminicídio, expressão reconhecida pelo Tribunal Internacional de Crimes contra Mulheres desde 1976, “considera que as formas de violência que resultam na morte de mulheres constituem-se como crime de ódio, menosprezo e discriminação contra elas, baseado em papéis socialmente construídos pelo patriarcado” (Viana & Torres). Estudos indicam que há três configurações de feminicídio. O tipo cometido por homens com os quais a vítima tem ou teve uma relação de convivência, familiar ou afins é denominado feminicídio:

A afetivo;
B íntimo;
C parental;
D por conexão;
E interpessoal.

A Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo ela, a inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de violência doméstica, quando se tratar de crime contra a mulher, obedecerá, entre outras, à seguinte diretriz:

A respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da mulher e da sua família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar.
B disponibilização de dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas.
C formulação de políticas de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, com prioridade à criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), e de Núcleos Investigativos de Feminicídio.
D não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre o mesmo fato nos âmbitos criminal, cível e administrativo, bem como questionamentos sobre a vida privada.
E determinação de medidas protetivas de urgência, que serão aplicadas isolada ou cumulativamente, sempre que os direitos da mulher e seus filhos forem ameaçados ou violados.