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Text 27A2-1

Descontente com toda violência sofrida em casa, Jones, atualmente com 23 anos de idade, é usuário de álcool e de outras drogas desde os 12 anos de idade, idade que tinha quando fugiu de casa. Com histórico de alcoolismo, o pai agredia verbalmente e fisicamente todos em casa.
Segue o relato de Jones: Meu pai fazia uns bicos na rua enquanto minha mãe cuidava da casa, de mim e dos meus irmãos. Era pra sustentar a gente… Eu sei. Mas ele bebia todos os dias. Saía do trabalho e ia direto para o bar. Minha mãe fingia que não ligava. Ela nunca teve coragem de sair de casa por nossa causa. Ao menos, ‘a gente tinha o que comer’, era o que ela dizia. Mas eu cansei de toda essa situação. Disse a ela que daria um jeito de trabalhar para conseguir sobreviver e dar o que comer a ela e meus irmãos. Mas ela preferiu ficar. Acho que pela promessa que fez a Deus e, também, porque tinha medo que pudesse acontecer algo pior com a gente, caso meu pai nos encontrasse. Fugi. Sem casa e sem trabalho, fui viver na rua. Lá eu conheci uns amigos que me apresentaram ‘uns bagulho’. No começo, resisti, mas depois a fome era tanta que passei a trocar a fome pela onda que a droga trazia. Nunca mais consegui sair. Espero que Deus me perdoe por isso. Já passei por várias internações (psiquiátricas). Dizem que fico muito doido e já cheguei a ver bicho saindo e passeando pelo meu corpo. Não sei. Não lembro de nada. Hoje frequento grupos do centro de atenção psicossocial de álcool e drogas (CAPS-AD). Me sinto cada dia melhor. Mas sei que é um dia de cada vez. Já recaí algumas vezes e sei que isso pode acontecer de novo (sic).

No que se refere ao caso clínico hipotético apresentado no texto 27A2-I, às intervenções psicológicas em casos específicos, à psicopatologia e à dependência química, assinale a opção correta.

A A dimensão cultural de Jones deve ser desconsiderada na formulação diagnóstica psiquiátrica do caso.
B O componente religioso deve ser excluído da questão diagnóstica do caso, considerando-se a atribuição e o papel ético do psicólogo.
C O diagnóstico psicopatológico de Jones é claro, não sendo necessária a avaliação do curso da doença para fins de categorizar o quadro.
D As propostas de ação e intervenção no caso de Jones devem ser fundamentadas em um diagnóstico psiquiátrico pluridimensional.
E Jones apresenta sintomas patognomônicos característicos de sua dependência do álcool e de outras drogas.
Órgão: Órgão não informado Cargo: Prefeitura de Barra dos Coqueiros SE Psicólogo Prova: CESPE CEBRASPE - Órgão não informado - Prefeitura de Barra dos Coqueiros SE Psicólogo - 2020

Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” ( sic ). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” ( sic ).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.
O afastamento para tratamento pode trazer consequências no âmbito interpessoal e afetivo de Luana.

A Certo
B Errado

Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” ( sic ). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” ( sic ).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.
Na situação, estão presentes os critérios para se diagnosticar Luana com transtorno de ansiedade decorrente do quadro cancerígeno.

A Certo
B Errado

Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” ( sic ). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” ( sic ).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.
No caso de Luana, a intervenção psicológica deve ser restrita ao suporte psicossocial, pois o apoio psicoterapêutico não é indicado em contexto hospitalar.

A Certo
B Errado

Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” ( sic ). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” ( sic ).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.
Em caso de intervenções psicológicas, o trabalho com Luana deverá ser de encorajamento e empoderamento, evitando-se abrir espaço para sensações de medo e angústia.

A Certo
B Errado

No tratamento da dependência química, as estratégias de redução de danos

A pressupõem a interrupção imediata do uso da droga em questão pelo usuário, exceto analgésicos.
B envolvem abordagens padronizadas que têm se mostrado eficientes no combate à drogadição.
C priorizam as intervenções nas comunidades, por considerar a drogadição como problema social.
D procuram levar em conta a relação específica de cada indivíduo com a substância que consome.
E limitam-se à prevenção de riscos de transmissão de doenças associados ao uso de drogas injetáveis.

Após o falecimento do pai, há dois meses, um menino de 4 anos de idade começou a apresentar irritabilidade, dores abdominais, medo de ficar longe da mãe, movimentos repetitivos e alteração do sono. A genitora relata que, antes de falecer, o genitor deixou uma mensagem de voz para o filho, a qual ele costuma ouvir repetidamente. Considerando esse caso e os transtornos de humor na infância, julgue o item a seguir. Tendo em vista as características da depressão em crianças, é possível que a criança descrita sofra de transtorno de humor depressivo.

A Certo
B Errado