Caso clínico 8A01-I
Francisco, com 7 anos de idade, foi encaminhado pela escola para acompanhamento psicológico. De acordo com o coordenador pedagógico da escola, a criança apresenta muita dificuldade em acatar comandos e regras, não realiza as atividades solicitadas e atrapalha os colegas e a turma como um todo. No último mês, a situação se agravou. Francisco começou a agredir fisicamente colegas e funcionários da escola, precisando ser contido para que não machucasse a si ou a outra pessoa com maior gravidade. Ao ser indagado, o menino demonstrou dificuldades de falar a respeito: manteve-se em silêncio e quieto. Como de costume nessas situações, solicitou-se a presença do pai e da mãe. Em atendimento com a psicóloga responsável, os genitores relataram preocupação com relação à agressividade da criança no ambiente escolar. Comentaram que Francisco tem roído as unhas e "comido a pele dos dedos”. Disseram que, apesar de Francisco ser uma criança irritadiça, não costumam ocorrer explosões de raiva em casa. Verificaram, também, aumento da ingesta alimentar e “escape das fezes” recorrente nas últimas duas semanas.
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Texto associado
Caso clínico 4A2-I
Maria, de 65 anos de idade, é diabética e foi diagnosticada com depressão há 40 anos. Faz uso de medicação para ambas as doenças desde o diagnóstico inicial. Relata períodos muito difíceis de tristeza, baixa autoestima e ideação suicida. Diz: “Eu me sinto OK . Nunca fui feliz. Sempre estive OK . Nunca soube o que é felicidade. Minha vida sempre foi muito difícil. Precisei trabalhar desde cedo. Perdi meu pai e minha mãe quando muito pequena. Fui morar na rua. Experimentei tudo quanto foi coisa. Chegava a perder as forças. Tinha tontura; tremores; ficava lerda. Meu corpo não respondia direito. Mas era muito louco... Eu ficava eufórica e meio descoordenada também. Chegava a passar dias desaparecida. Tinha uma raiva dentro de mim. Sempre me perguntei o porquê de ser comigo, de ser logo com minha mãe e meu pai. Vi os dois serem mortos na minha frente. Nunca vou esquecer. Lembro de tudo, como se fosse hoje. Tudo por causa de droga. Meu pai sempre bateu em mim e na minha mãe. Eu tinha muita raiva. Ainda tenho. Só de pensar nisso meu coração dispara e eu sou tomada por um manto de fogo. Minhas pernas até adormecem. Meu rosto fica quente. Saí do buraco quando conheci meu companheiro. Só aí vi que poderia ser cuidada por alguém. Mas foi duro. Demorei a acreditar. Mas meu companheiro me ajudou a enxergar minhas dificuldades e doença. Fiquei OK por anos. Mas parece uma coisa... nada pode dar certo pra mim. Há 10 dias fiquei sabendo que tenho um câncer no estômago. Quis me entregar. Mas meu companheiro e meus filhos disseram que farão de tudo por mim e que preciso ser forte. Mas tenho a impressão que a tristeza voltou com tudo de novo.” ( sic ).
Ainda em relação ao caso clínico 4A2-I, julgue os itens subsequentes, com base nas contribuições da psicopatologia, no DSM-5 e na CID-10.
Maria, de 65 anos de idade, é diabética e foi diagnosticada com depressão há 40 anos. Faz uso de medicação para ambas as doenças desde o diagnóstico inicial. Relata períodos muito difíceis de tristeza, baixa autoestima e ideação suicida. Diz: “Eu me sinto OK . Nunca fui feliz. Sempre estive OK . Nunca soube o que é felicidade. Minha vida sempre foi muito difícil. Precisei trabalhar desde cedo. Perdi meu pai e minha mãe quando muito pequena. Fui morar na rua. Experimentei tudo quanto foi coisa. Chegava a perder as forças. Tinha tontura; tremores; ficava lerda. Meu corpo não respondia direito. Mas era muito louco... Eu ficava eufórica e meio descoordenada também. Chegava a passar dias desaparecida. Tinha uma raiva dentro de mim. Sempre me perguntei o porquê de ser comigo, de ser logo com minha mãe e meu pai. Vi os dois serem mortos na minha frente. Nunca vou esquecer. Lembro de tudo, como se fosse hoje. Tudo por causa de droga. Meu pai sempre bateu em mim e na minha mãe. Eu tinha muita raiva. Ainda tenho. Só de pensar nisso meu coração dispara e eu sou tomada por um manto de fogo. Minhas pernas até adormecem. Meu rosto fica quente. Saí do buraco quando conheci meu companheiro. Só aí vi que poderia ser cuidada por alguém. Mas foi duro. Demorei a acreditar. Mas meu companheiro me ajudou a enxergar minhas dificuldades e doença. Fiquei OK por anos. Mas parece uma coisa... nada pode dar certo pra mim. Há 10 dias fiquei sabendo que tenho um câncer no estômago. Quis me entregar. Mas meu companheiro e meus filhos disseram que farão de tudo por mim e que preciso ser forte. Mas tenho a impressão que a tristeza voltou com tudo de novo.” ( sic ).
Ainda em relação ao caso clínico 4A2-I, julgue os itens subsequentes, com base nas contribuições da psicopatologia, no DSM-5 e na CID-10.
Maria não apresenta características diagnósticas de transtorno de estresse pós-traumático.
Texto associado
Com relação aos transtornos mentais e seus sintomas, julgue os itens subsequentes.
Depressão durante uma intoxicação por álcool ou ansiolíticos e ansiedade presente no período de abstinência dessas substâncias são indicadores de lesões neurológicas que, mesmo pequenas, geralmente têm caráter permanente.
Texto associado
Uma pessoa de 34 anos de idade testemunhou a morte de seus pais em um violento acidente de carro há mais de quatro meses. Desde então, ela tem apresentado respostas constantes de insônia, desinteresse pelas atividades que lhe eram prazerosas, fadiga diária, dificuldade de concentração e medo de morrer. Ela relata que pensa pouco nos momentos vivenciados com os pais durante a vida, mas que revive com frequência a cena do acidente, apresentando as mesmas respostas fisiológicas daquele momento.
A respeito desse caso hipotético, julgue os itens seguintes.
A respeito desse caso hipotético, julgue os itens seguintes.
Os sintomas descritos não incluem delírio, delirium nem alucinação.
Texto associado
Considerando o recente aumento de casos de autolesão na adolescência e as teorias e técnicas na clínica do adolescente, julgue os itens seguintes.