Caso clínico 1A1-II
Jéssica, com 35 anos de idade, procurou a unidade de pronto atendimento mais próxima de sua casa, por estar sentindo dor no peito, falta de ar e inquietação. Após avaliação médica, ela foi encaminhada para atendimento psicológico na rede de atenção. Na consulta com psicólogo, ela relatou: “Tem mais de oito meses que as coisas ficaram mais difíceis. Só quero ficar em casa, me irrito com facilidade e estou sempre com dor de cabeça e cansada. Me preocupo com tudo. Não consigo me controlar. Sei que não faz bem, mas penso que meus filhos só têm a mim, que somos só eu e eles nessa cidade. Nunca tive apoio do pai deles. Já passamos muitas necessidades. Se não fosse minha vizinha, não sei o que seria de nós. Sinto um aperto no peito que não passa. Nos últimos dias tenho sentido falta de ar, principalmente, no início da noite. Tem um ano que perdi minha mãe. Ela faleceu às 18 h. Não sei se tem relação, mas meus dias depois do falecimento dela, nunca mais foram os mesmos. Quando começa a escurecer, o medo aumenta, a angústia e a falta de ar ficam incontroláveis. Minha concentração nunca foi boa. Mas tenho sentido uma piora grande. Tenho problemas para dormir e fazer as coisas em casa. Estou desempregada há mais de cinco meses. Acabei perdendo o emprego por conta desses meus problemas” (sic).
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Segundo Dalgalarrondo
Segundo Barlow
( 2009 ), os transtornos por uso de álcool são um grupo heterogêneo de problemas que varia, em sua gravidade, desde o estudante universitário bebedor pesado e que, ocasionalmente, falta à aula até a pessoa com alcoolismo grave crônico, que vivencia as sérias consequências que a bebida tem em termos sociais e de saúde. Sobre o diagnóstico e as definições dos problemas com álcool, analise as afirmativas a seguir.
I. Para ser diagnosticado como dependente de álcool, um indivíduo deve cumprir, pelo menos, três dos setes critérios relacionados à falta de controle, tolerância física e abstinência física.
II. Embora a prevalência dos transtornos por uso de álcool seja maior em homens do que em mulheres e em adultos mais jovens do que nos mais velhos, é relevante considerar também que esses problemas afetam, em maior proporção, indivíduos de grupos de classes sociais de maior vulnerabilidade social.
III. As abordagens contemporâneas do diagnóstico dos problemas com álcool são baseadas em um constructo hipotético – a “síndrome de dependência de álcool” – uma constelação de padrões e problemas de comportamento que é resultado da bebida e que hipoteticamente constituem uma entidade diagnóstica. Está correto o que se afirma em
De acordo com Barlow
( 2009 ), para diagnosticar o TDM (Transtorno de Depressão Maior), o terapeuta examina os atuais sintomas de depressão usando os critérios do DSM-IV ou da CID-10, interrogando sobre cada sintoma e sobre qualquer histórico passado de depressão. O terapeuta pode, também, usar de estratégias como testes psicológicos, inventários, dentre outros. Dentre as estratégias usadas para o diagnóstico do TDM, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O diagnóstico TDM não pode ser feito se os sintomas atenderem aos critérios de um episódio misto, no qual coexistiram sintomas de um episódio maníaco e de um episódio depressivo maior.
( ) Dentre dos sintomas, encontram-se: insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor grave o suficiente para ser observado por outras pessoas e sentimento de inutilidade, ou culpa indevida ou excessiva.
( ) No diagnóstico, o terapeuta poderá administrar a HDRS ( Hamilton, 1960 ) ou o BDI-II ( Beck et al. , 1996) deverá repetir esses instrumentos em um intervalo de alguns meses, para confirmar os avanços deste paciente.
( ) Para cumprir os critérios completos para um episódio depressivo maior, os sintomas do paciente devem causar aflição clinicamente significativa ou prejuízo social, ocupacional ou em outras áreas de funcionamento importante.
( ) Um episódio depressivo maior implica um período de pelo menos duas semanas nas quais a pessoa tem humor deprimido ou perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades durante o dia, quase todos os dias, acompanhado de pelo menos quatro outros sintomas de depressão presentes todos os dias. A sequência está correta em
Os traços de personalidade são padrões persistentes no modo de perceber, relacionar-se e pensar sobre o ambiente e sobre si mesmo, exibidos em uma ampla faixa de contextos sociais e pessoais. Apenas quando são inflexíveis e mal adaptativos e causam prejuízo funcional ou sofrimento subjetivo significativo, os traços de personalidade constituem transtornos da personalidade. (DSM-VI-TR, 2002.) De acordo com a definição do transtorno de personalidade descrita anteriormente, considere os critérios de diagnósticos seguintes para tal transtorno e assinale alternativa correta.
De acordo com Souza
( 2006 ), sobre os transtornos mentais, havia, desde Hipócrates, certos esboços de classificação dos transtornos mentais. Entretanto, a classificação hoje vigente resulta do trabalho de observação realizado desde o final do século XVIII até o início do século XX; neste período, foram definidas e descritas as principais distinções psicopatológicas, assim como os quadros clínicos mais importantes. Sobre as características clínicas da neurose, assinale a afirmativa INCORRETA.
Moradora do 10º andar, Vera quase não sai de casa porque tem sintomas de pânico quando entra no elevador e acredita que sofrerá um enfarte. A terapia cognitivo comportamental (TCC) foi indicada para Vera, e a psicóloga poderá utilizar as seguintes técnicas da TCC para trabalhar com a paciente:
Texto associado
Com relação ao caso clínico 1A1-II, é correto afirmar que Jéssica apresenta
Texto associado
Caso clínico 13A1-I
Denis, de 15 anos de idade, estudante, foi encaminhado pela escola para avaliação psicológica. De acordo com os pais dele, Denis sempre foi um menino muito agitado e “esquisito”, mas que "fazia o que precisava fazer" e parecia conseguir lidar bem com isso. No atendimento psicológico, a mãe iniciou com o seguinte relato: “Doutor, as coisas foram só piorando. Primeiro, ele nunca gostou de dormir. Mexia e remexia a noite toda desde pequeno. Sempre muito agressivo e impaciente. A gente percebia que ele era mais agitado que o normal, pois temos outra filha e ela era completamente diferente dele quando tinha a mesma idade. O medo, Denis só apresentou depois; na verdade, o pavor veio depois que a irmã se trancou, sem querer, no quarto. Denis ficou incontrolável. Chorava e se batia, dizendo que nunca mais veria a irmã. Nessa época, ele tinha 4 anos. Depois dessa situação, ficou com muito medo de tudo. Certa vez, ele disse que não entraria no carro, pois tinha medo de que colidisse contra um ônibus. Mas cada dia era uma coisa diferente. Procuramos ajuda na época, e ele foi acompanhado por psiquiatra e psicólogo. Depois de 1 ano, recebeu alta. Mas ele sempre foi um menino diferente. Na escola, as coisas pioraram de um ano pra cá: o rendimento dele caiu, ele não consegue acompanhar as aulas e não faz tarefas. Esse ano mesmo, já é repetente... é a terceira vez que faz. Nunca teve amigos. Seu círculo social é pobre e não se sustenta. É imaturo demais. Chama de amigo o garoto que conheceu há dois dias na Internet. Passa muito tempo trancado no quarto, envolvido com jogos e redes sociais. Está mais calado e na dele. Já peguei Denis falando sozinho algumas vezes. Tem uns comportamentos estranhos: há 3 meses, aproximadamente, estávamos todos dormindo em casa. Era tarde da noite. Nossa filha sentiu o cheiro de velas e correu pro quarto dele. A única coisa que ele dizia era: 'Frente à treva, só a luz... Eu sou a luz do mundo!’, enquanto segurava velas — e tinha mais umas 15 acessas em toda a casa. Foi preciso chamar o Corpo de Bombeiros. Ninguém segurava ele" ( sic ).
O pai de Denis acrescentou: "Tem épocas que ele está mais tranquilo. Mas já me disse que tem algo na sua cabeça que não o deixa descansar, mas que não pode falar muito a respeito ‘por motivos de segurança’. Ontem, a coordenadora da escola nos contatou. Pensávamos que tivesse relação com a queda de rendimento, mas ela nos pediu que comparecêssemos à escola. Na reunião agendada, nos contou que Denis foi pego se autolesionando na hora do intervalo. Ao ser interrompido, não falava coisa com coisa. Só dizia: 'Não me interrompam. Tenho uma missão! Vocês saberão qual será minha verdadeira identidade'" ( sic ).
Ainda com relação ao caso clínico 13A1-I, julgue os itens a seguir, de acordo com o DSM-V, a CID-10 e a psicopatologia.
Denis, de 15 anos de idade, estudante, foi encaminhado pela escola para avaliação psicológica. De acordo com os pais dele, Denis sempre foi um menino muito agitado e “esquisito”, mas que "fazia o que precisava fazer" e parecia conseguir lidar bem com isso. No atendimento psicológico, a mãe iniciou com o seguinte relato: “Doutor, as coisas foram só piorando. Primeiro, ele nunca gostou de dormir. Mexia e remexia a noite toda desde pequeno. Sempre muito agressivo e impaciente. A gente percebia que ele era mais agitado que o normal, pois temos outra filha e ela era completamente diferente dele quando tinha a mesma idade. O medo, Denis só apresentou depois; na verdade, o pavor veio depois que a irmã se trancou, sem querer, no quarto. Denis ficou incontrolável. Chorava e se batia, dizendo que nunca mais veria a irmã. Nessa época, ele tinha 4 anos. Depois dessa situação, ficou com muito medo de tudo. Certa vez, ele disse que não entraria no carro, pois tinha medo de que colidisse contra um ônibus. Mas cada dia era uma coisa diferente. Procuramos ajuda na época, e ele foi acompanhado por psiquiatra e psicólogo. Depois de 1 ano, recebeu alta. Mas ele sempre foi um menino diferente. Na escola, as coisas pioraram de um ano pra cá: o rendimento dele caiu, ele não consegue acompanhar as aulas e não faz tarefas. Esse ano mesmo, já é repetente... é a terceira vez que faz. Nunca teve amigos. Seu círculo social é pobre e não se sustenta. É imaturo demais. Chama de amigo o garoto que conheceu há dois dias na Internet. Passa muito tempo trancado no quarto, envolvido com jogos e redes sociais. Está mais calado e na dele. Já peguei Denis falando sozinho algumas vezes. Tem uns comportamentos estranhos: há 3 meses, aproximadamente, estávamos todos dormindo em casa. Era tarde da noite. Nossa filha sentiu o cheiro de velas e correu pro quarto dele. A única coisa que ele dizia era: 'Frente à treva, só a luz... Eu sou a luz do mundo!’, enquanto segurava velas — e tinha mais umas 15 acessas em toda a casa. Foi preciso chamar o Corpo de Bombeiros. Ninguém segurava ele" ( sic ).
O pai de Denis acrescentou: "Tem épocas que ele está mais tranquilo. Mas já me disse que tem algo na sua cabeça que não o deixa descansar, mas que não pode falar muito a respeito ‘por motivos de segurança’. Ontem, a coordenadora da escola nos contatou. Pensávamos que tivesse relação com a queda de rendimento, mas ela nos pediu que comparecêssemos à escola. Na reunião agendada, nos contou que Denis foi pego se autolesionando na hora do intervalo. Ao ser interrompido, não falava coisa com coisa. Só dizia: 'Não me interrompam. Tenho uma missão! Vocês saberão qual será minha verdadeira identidade'" ( sic ).
Ainda com relação ao caso clínico 13A1-I, julgue os itens a seguir, de acordo com o DSM-V, a CID-10 e a psicopatologia.