Atenção : Para
responder às questões de
números 1 a 4, baseie-se no texto
abaixo.
Tempos da
arte
Os tempos mudam, os costumes
mudam, mudam
as pessoas – e tantas obras de arte ficam.
Elas não mudam? Certamente a
linguagem em que se plasmaram permanece a
mesma, mas os focos de leitura e a
recepção delas mudam, e fazem caminhar no
tempo o sentido delas. A principal
característica de um grande artista é a
atualização possível de sua obra. Mais do
que “resistir ao
tempo”, ela sabe se transformar com ele,
acionada pelas mudanças de perspectiva de
quem a contempla.
Artistas grandes produzem
objetos que são
capazes de refletir dinamicamente a
diversidade dos tempos históricos, das
culturas nacionais, dos avanços da
ciência. São obras por cuja maleabilidade
ameaçam eternizar-se, na medida mesma em
que
funcionam como espelhos possíveis de cada
momento. É um paradoxo, este, o de algo
permanecer vivo quando tudo que o produziu
já feneceu. Podemos contar com as artes
como testemunhas dinâmicas que são de seu
tempo, do nosso tempo e do que ainda
virá.
(Gaudêncio Firmino, inédito )
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
79 questões encontradas
É um paradoxo, este, o de algo permanecer vivo quando tudo o que o produziu já feneceu.
Texto associado
Atenção : Para
responder às questões de
números 1 a 9, considere o texto
abaixo.
1. “Máquinas similares às
hoje existentes
serão construídas a custos mais baixos,
mas com velocidades mais rápidas de
processamento.”
Assim, em um artigo de 1965, o
empreendedor Gordon Moore, hoje com 90
anos de idade, apresentou sua célebre
ideia. Pela “Lei de Moore”, a cada dois
anos, em média, o desempenho dos chips de
computador dobra, sem que aumentem os
custos de fabricação. A máxima,
irretocável, à exceção de pequenos
detalhes, funcionou tal qual intuíra
Moore. É uma regra que
pode, contudo, estar com os dias
contados.
2.
Vive-se, hoje, uma revolução
tecnológica afeita a deixar no passado o
raciocínio da duplicação de capacidade de
cálculos à
base de silício: é a computação quântica.
Ela poderá nos levar a distâncias
inimagináveis: tarefas que o computador
mais poderoso
do planeta demoraria 10.000 anos para
completar seriam feitas em minutos.
3. A
computação quântica, até o início
desta década, não passava de teoria. Nos
últimos anos, começou a ser testada, com
sucesso parcial, até conseguir tração que
parece se encaminhar para uma nova
história. Um documento da NASA, vazado
recentemente,
mostra que uma empresa, ao criar o
primeiro computador quântico funcional da
história, pode estar próxima de romper com
o paradigma imposto pela Lei de
Moore.
4.
A revelação foi resultado de uma
distração. Algum funcionário da NASA,
também envolvido com o projeto,
acidentalmente
publicou no site da agência espacial um
estudo que mostra o feito, realizado por
meio de uma máquina, ainda sob sigilo. O
arquivo, já
programado para ser divulgado
oficialmente, permaneceu poucos segundos
no ar, mas foi flagrado pelo jornal
Financial Times.
5. O avanço ainda se
restringe a âmbitos
estritamente técnicos, sem utilidade
cotidiana, mas já é apelidado de “o Santo
Graal da
computação”. Isso porque o feito, se
comprovado, atingiu o que se conhece como
“supremacia quântica”. A nomenclatura
indica um
momento da civilização em que os
computadores talvez sejam tão (ou mais)
competentes quanto os seres humanos.
6. O
cientista da computação Scott
Aaronson disse, em entrevista: “Isso não
causará mudança imediata na vida das
pessoas.
Mas só por enquanto, pois se trata do
início de um caminho que levará a
transformações radicais em diversas
áreas”. Vale lembrar
que o computador que usamos hoje também
começou com um passo singelo, em 1843,
quando a matemática inglesa Ada Lovelace
(1815-1852) publicou um diagrama numérico
que veio a ser considerado o primeiro
algoritmo computacional.
(Adaptado de:
Revista Veja , edição de
09/10/2019, p. 79)
responder às questões de
números 1 a 9, considere o texto
abaixo.
1. “Máquinas similares às
hoje existentes
serão construídas a custos mais baixos,
mas com velocidades mais rápidas de
processamento.”
Assim, em um artigo de 1965, o
empreendedor Gordon Moore, hoje com 90
anos de idade, apresentou sua célebre
ideia. Pela “Lei de Moore”, a cada dois
anos, em média, o desempenho dos chips de
computador dobra, sem que aumentem os
custos de fabricação. A máxima,
irretocável, à exceção de pequenos
detalhes, funcionou tal qual intuíra
Moore. É uma regra que
pode, contudo, estar com os dias
contados.
2.
Vive-se, hoje, uma revolução
tecnológica afeita a deixar no passado o
raciocínio da duplicação de capacidade de
cálculos à
base de silício: é a computação quântica.
Ela poderá nos levar a distâncias
inimagináveis: tarefas que o computador
mais poderoso
do planeta demoraria 10.000 anos para
completar seriam feitas em minutos.
3. A
computação quântica, até o início
desta década, não passava de teoria. Nos
últimos anos, começou a ser testada, com
sucesso parcial, até conseguir tração que
parece se encaminhar para uma nova
história. Um documento da NASA, vazado
recentemente,
mostra que uma empresa, ao criar o
primeiro computador quântico funcional da
história, pode estar próxima de romper com
o paradigma imposto pela Lei de
Moore.
4.
A revelação foi resultado de uma
distração. Algum funcionário da NASA,
também envolvido com o projeto,
acidentalmente
publicou no site da agência espacial um
estudo que mostra o feito, realizado por
meio de uma máquina, ainda sob sigilo. O
arquivo, já
programado para ser divulgado
oficialmente, permaneceu poucos segundos
no ar, mas foi flagrado pelo jornal
Financial Times.
5. O avanço ainda se
restringe a âmbitos
estritamente técnicos, sem utilidade
cotidiana, mas já é apelidado de “o Santo
Graal da
computação”. Isso porque o feito, se
comprovado, atingiu o que se conhece como
“supremacia quântica”. A nomenclatura
indica um
momento da civilização em que os
computadores talvez sejam tão (ou mais)
competentes quanto os seres humanos.
6. O
cientista da computação Scott
Aaronson disse, em entrevista: “Isso não
causará mudança imediata na vida das
pessoas.
Mas só por enquanto, pois se trata do
início de um caminho que levará a
transformações radicais em diversas
áreas”. Vale lembrar
que o computador que usamos hoje também
começou com um passo singelo, em 1843,
quando a matemática inglesa Ada Lovelace
(1815-1852) publicou um diagrama numérico
que veio a ser considerado o primeiro
algoritmo computacional.
(Adaptado de:
Revista Veja , edição de
09/10/2019, p. 79)
mas já é apelidado de “o Santo Graal da computação” . (5º parágrafo)
Sem prejuízo para as relações de sentido estabelecidas no texto, uma redação correta para o segmento acima, transformando-o
em um período independente, está em:
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 12 a 15, baseie-se no texto abaixo.
Fiscalização de serviços públicos
Fiscalização de serviços públicos é a atividade prática de verificação e acompanhamento, por profissionais habilitados, do fiel cumprimento das normas legais e técnicas relativas aos contratos de concessão firmados com os prestadores dos serviços.
A necessidade de fiscalização das concessões de serviços públicos surge para a Administração porque, pela concessão, esta não transfere a titularidade do serviço, mas apenas sua execução. Por isso, a agência reguladora necessita zelar por uma prestação de serviço público adequado ao pleno atendimento dos usuários, observando as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade e cortesia.
(Disponível em: http://www.brasilia.df.gov.br)
Fiscalização de serviços públicos
Fiscalização de serviços públicos é a atividade prática de verificação e acompanhamento, por profissionais habilitados, do fiel cumprimento das normas legais e técnicas relativas aos contratos de concessão firmados com os prestadores dos serviços.
A necessidade de fiscalização das concessões de serviços públicos surge para a Administração porque, pela concessão, esta não transfere a titularidade do serviço, mas apenas sua execução. Por isso, a agência reguladora necessita zelar por uma prestação de serviço público adequado ao pleno atendimento dos usuários, observando as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade e cortesia.
(Disponível em: http://www.brasilia.df.gov.br)
A Administração não transfere a titularidade do serviço público, mas apenas a sua execução.
A frase acima ganha nova, clara e correta redação, na qual se mantém ainda seu sentido básico, em:
Texto associado
Texto CG1A1-I
1 Atitudes para um desenvolvimento sustentável
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva
na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a
4 sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam
só em lucro agora otimizam seus processos por meio da
sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado
7 para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente
é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é
promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis
10 e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis.
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao
13 cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente
mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se,
portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados
16 cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua
reputação e credibilidade.
19 Para o desenvolvimento sustentável, os negócios
devem estar amparados em boas práticas de governança, com
benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os
22 ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das
organizações.
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão
25 importante para a economia? A população cresce em número
e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela
utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase
28 insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao
esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos
31 que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a
economia circular e a bioeconomia.
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso
34 desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente
em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores
37 da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a
bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e
coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos:
40 mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do
uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população,
entre outros.
43 O objetivo é criar uma economia inovadora com
baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para
a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o
46 uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins
industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade
e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas
49 setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas
também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que
tudo indica, o futuro será definitivamente bio.
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações).
1 Atitudes para um desenvolvimento sustentável
tornaram-se uma urgência e estão inseridas de forma definitiva
na agenda da sociedade. Até no mundo dos negócios a
4 sustentabilidade está em pauta. Empresas que antes pensavam
só em lucro agora otimizam seus processos por meio da
sustentabilidade empresarial. Outro campo de estudos voltado
7 para o consumo consciente e equilibrado com o meio ambiente
é a bioeconomia, ou economia sustentável, cujo objetivo é
promover a utilização de recursos de base biológica, recicláveis
10 e renováveis, e consequentemente mais sustentáveis.
Hoje, a sustentabilidade é um imperativo para o
sucesso das empresas, que precisam cada vez mais entregar ao
13 cliente valor agregado e estilo de vida, e não somente
mercadorias. A preocupação com o meio ambiente converte-se,
portanto, em vantagem competitiva, notadamente em mercados
16 cada vez mais exigentes e desafiadores. Isso amplia a
perenidade da marca, em virtude do fortalecimento de sua
reputação e credibilidade.
19 Para o desenvolvimento sustentável, os negócios
devem estar amparados em boas práticas de governança, com
benefícios sociais e ambientais. Essa metodologia influencia os
22 ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso das
organizações.
Qual é o motivo de a sustentabilidade ser tão
25 importante para a economia? A população cresce em número
e em capacidade de consumo; com isso, a demanda pela
utilização de recursos naturais recrudesce de forma quase
28 insustentável. A utilização de matrizes não renováveis tende ao
esgotamento e à poluição progressiva do meio ambiente. Para
quebrar esse paradigma, mobilizam-se conceitos econômicos
31 que propõem um novo modo de gestão da sociedade, como a
economia circular e a bioeconomia.
A bioeconomia está ligada à melhoria de nosso
34 desenvolvimento e à busca por novas tecnologias que
priorizem a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente
em seu eixo de elaboração. Ela, agora, reúne todos os setores
37 da economia que utilizam recursos biológicos. Assim, a
bioeconomia surgiu para possibilitar soluções eficazes e
coerentes para os problemas socioambientais contemporâneos:
40 mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do
uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população,
entre outros.
43 O objetivo é criar uma economia inovadora com
baixas emissões de poluentes, que concilie as exigências para
a agricultura sustentável e a pesca, a segurança alimentar e o
46 uso sustentável dos recursos biológicos renováveis para fins
industriais, e que assegure, ao mesmo tempo, a biodiversidade
e a proteção ambiental. A bioeconomia contempla não apenas
49 setores tradicionais como agricultura, silvicultura e pesca, mas
também setores como as biotecnologias e bioenergias. Ao que
tudo indica, o futuro será definitivamente bio.
Marina Santos Chiapetta. Internet: (com adaptações).
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita
para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Qual é o motivo de a
sustentabilidade ser tão importante para a economia?” (R. 24 e 25).
Assinale a opção em que a proposta indicada mantém os sentidos
e a correção gramatical do texto.
Texto associado
Para responder às questões de números 1 a 4, considere o texto abaixo.
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de
aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da
Fundação Telefónica.
A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos
uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a
psicóloga Cristina Pérez.
Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte,
consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?.
El País – Brasil . 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de
aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da
Fundação Telefónica.
A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos
uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a
psicóloga Cristina Pérez.
Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte,
consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?.
El País – Brasil . 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias... (1o parágrafo)
Uma redação alternativa para a frase acima, preservando-se as relações de sentido entre as orações, está em:
Texto associado
Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA,
julgue os próximos itens.
julgue os próximos itens.
A correção gramatical do texto seria mantida, mas seu
sentido seria alterado, se fosse inserida a expressão ou de
logo após “brucelose,” (l.36).
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 3 a 10.
___ Antes de ser o pintor de algumas das obras mais famosas do mundo, como a “Mona Lisa” e “A Última Ceia”, Leonardo da Vinci também era engenheiro, arquiteto e inventor; e, em 1482, o gênio renascentista estava em busca de um emprego.
___ A carta de Da Vinci enviada ao Duque de Milão, Ludovico Sforza, é considerada o primeiro registro de um currículo da história. Na carta, o inventor não conta sobre sua proficiência em línguas estrangeiras ou qual foi a universidade em que se formou. No lugar de uma narrativa cronológica de suas conquistas, Da Vinci faz uma lista dos serviços que podia oferecer ao duque.
___ Da Vinci fez o que muitos profissionais hoje têm vergonha de fazer: vender seu produto. Segundo José Augusto Minarelli, CEO da Lens & Minarelli e autor do livro “Venda seu peixe!”, a carta do renascentista mostra a lógica de mercado que todos que procuram emprego deveriam entender. “É o princípio da oferta e da procura”, diz ele. Quem busca um emprego oferece sua capacidade de resolver um problema, e quem contrata está atrás dessa solução.
___ Se a procura é por soluções, Leonardo da Vinci oferecia todas para o duque. Sabendo que o aristocrata precisava defender seu território e posses, o artista lista suas invenções, armas, carruagens. Em caso de uma batalha no mar, ele poderia construir embarcações. Para os tempos de paz, ele oferece pinturas, estátuas, prédios e dutos de água.
___ Seguir o modelo do currículo de Da Vinci pode ser uma maneira de se diferenciar. No entanto , para ser bem-sucedido, Minarelli alerta que é preciso que o candidato seja consistente no conteúdo. O especialista estimula seus clientes a fazer um inventário de suas carreiras, pensando em realizações significativas, não apenas nos lugares onde trabalhou. Assim, os recrutadores sabem suas habilidades e podem escolher o que define seu perfil profissional.
___ Após sua carta, Leonardo da Vinci se mudou de Florença para Milão a serviço do duque como engenheiro, arquiteto, escultor e pintor.
___ (Adaptado de: GRANATO, Luísa. Você deveria fazer o currículo do jeito que Leonardo da Vinci fez em 1482. Disponível em: https://exame.abril.com.br )
___ Antes de ser o pintor de algumas das obras mais famosas do mundo, como a “Mona Lisa” e “A Última Ceia”, Leonardo da Vinci também era engenheiro, arquiteto e inventor; e, em 1482, o gênio renascentista estava em busca de um emprego.
___ A carta de Da Vinci enviada ao Duque de Milão, Ludovico Sforza, é considerada o primeiro registro de um currículo da história. Na carta, o inventor não conta sobre sua proficiência em línguas estrangeiras ou qual foi a universidade em que se formou. No lugar de uma narrativa cronológica de suas conquistas, Da Vinci faz uma lista dos serviços que podia oferecer ao duque.
___ Da Vinci fez o que muitos profissionais hoje têm vergonha de fazer: vender seu produto. Segundo José Augusto Minarelli, CEO da Lens & Minarelli e autor do livro “Venda seu peixe!”, a carta do renascentista mostra a lógica de mercado que todos que procuram emprego deveriam entender. “É o princípio da oferta e da procura”, diz ele. Quem busca um emprego oferece sua capacidade de resolver um problema, e quem contrata está atrás dessa solução.
___ Se a procura é por soluções, Leonardo da Vinci oferecia todas para o duque. Sabendo que o aristocrata precisava defender seu território e posses, o artista lista suas invenções, armas, carruagens. Em caso de uma batalha no mar, ele poderia construir embarcações. Para os tempos de paz, ele oferece pinturas, estátuas, prédios e dutos de água.
___ Seguir o modelo do currículo de Da Vinci pode ser uma maneira de se diferenciar. No entanto , para ser bem-sucedido, Minarelli alerta que é preciso que o candidato seja consistente no conteúdo. O especialista estimula seus clientes a fazer um inventário de suas carreiras, pensando em realizações significativas, não apenas nos lugares onde trabalhou. Assim, os recrutadores sabem suas habilidades e podem escolher o que define seu perfil profissional.
___ Após sua carta, Leonardo da Vinci se mudou de Florença para Milão a serviço do duque como engenheiro, arquiteto, escultor e pintor.
___ (Adaptado de: GRANATO, Luísa. Você deveria fazer o currículo do jeito que Leonardo da Vinci fez em 1482. Disponível em: https://exame.abril.com.br )
Duas expressões que descrevem modos contrastantes de se apresentar um currículo estão em:
Texto associado
Atenção : As questões de números 49 a 55 referem-se ao texto que segue.
Hannah Arendt, preocupada com a situação da arte numa sociedade dominada pela cultura de massas, explica que, embora cultura e arte estejam inter-relacionadas, são coisas diversas. A palavra “cultura”, desde sua origem romana, implica criação e preservação da natureza e das obras humanas. As obras de arte são, para ela, a expressão mais alta da cultura, “aqueles objetos que toda a civilização deixa atrás de si como quintessência e o testemunho duradouro do espírito que a animou”. A cultura implica “uma atitude de carinhoso cuidado”, e
uma sociedade de consumo não pode absolutamente saber como cuidar de um mundo e das coisas que pertencem de modo exclusivo ao espaço das aparências mundanas, visto que sua atitude central ante todos os objetos, a atitude de consumo, condena à ruina tudo o que toca.
Diz a pensadora, referindo-se à sociedade de massas do século XX: “A sociedade de massas [...] não precisa de cultura, mas de diversão, e os produtos oferecidos pela indústria de diversões são com efeito consumidos pela sociedade exatamente como quaisquer outros bens de consumo”. Os produtos dessa indústria de diversões são perecíveis, portanto precisam ser renovados.
Nessa situação premente, os que produzem para os meios de comunicação de massa esgaravatam toda a gama da cultura passada e presente na ânsia de encontrar material aproveitável. Esse material, além do mais, não pode ser oferecido tal qual é; [...] deve ser preparado para consumo fácil.
Essas considerações de Arendt têm-se mostrado absolutamente justas, com o passar das décadas e os avanços das tecnologias de comunicação. A literatura, como forma de arte, tem sofrido os efeitos da nova situação. O sonho dos escritores modernistas era que a massa comesse o “biscoito fino” por eles fabricado. Infelizmente, a massa tem preferido os cookies industrializados.
Para que a literatura chegue ao grande público, promovem-se eventos literários (salões do livro, festas de premiação), nos quais autores e obras são apresentados como espetáculo. Os objetos desses eventos são, sem dúvida, legítimos e justificados. Entretanto, o público numeroso que frequenta esses eventos parece incluir menos leitores de livros do que meros espectadores e caçadores de autógrafos.
Os escritores de hoje têm uma visibilidade pessoal maior do que em épocas anteriores porque são incluídos na categoria de “celebridades”, e os mais “midiáticos” têm mais chance de vender livros, independentemente do valor de suas obras. Ao mesmo tempo, nos debates teóricos, assistimos à defesa da “literatura de entretenimento”, contra as exigências daqueles que ainda têm uma concepção mais alta da literatura. Estes são chamados de conservadores e elitistas. Ora, a conservação é uma atitude inerente aos conceitos de cultura, arte e de educação. Conservação não como imobilismo e fechamento ao novo, mas como conhecimento da tradição sem a qual não se pode avançar.
Obs.: Hannah Arendt (1906-1975), filósofa alemã, é uma das raras vozes femininas de destaque na filosofia do século XX.
(Adaptado de: PERRONE-MOISÉS, Leyla. A literatura na cultura contemporânea. Mutações da literatura no século XXI , São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 31 a 33)
Hannah Arendt, preocupada com a situação da arte numa sociedade dominada pela cultura de massas, explica que, embora cultura e arte estejam inter-relacionadas, são coisas diversas. A palavra “cultura”, desde sua origem romana, implica criação e preservação da natureza e das obras humanas. As obras de arte são, para ela, a expressão mais alta da cultura, “aqueles objetos que toda a civilização deixa atrás de si como quintessência e o testemunho duradouro do espírito que a animou”. A cultura implica “uma atitude de carinhoso cuidado”, e
uma sociedade de consumo não pode absolutamente saber como cuidar de um mundo e das coisas que pertencem de modo exclusivo ao espaço das aparências mundanas, visto que sua atitude central ante todos os objetos, a atitude de consumo, condena à ruina tudo o que toca.
Diz a pensadora, referindo-se à sociedade de massas do século XX: “A sociedade de massas [...] não precisa de cultura, mas de diversão, e os produtos oferecidos pela indústria de diversões são com efeito consumidos pela sociedade exatamente como quaisquer outros bens de consumo”. Os produtos dessa indústria de diversões são perecíveis, portanto precisam ser renovados.
Nessa situação premente, os que produzem para os meios de comunicação de massa esgaravatam toda a gama da cultura passada e presente na ânsia de encontrar material aproveitável. Esse material, além do mais, não pode ser oferecido tal qual é; [...] deve ser preparado para consumo fácil.
Essas considerações de Arendt têm-se mostrado absolutamente justas, com o passar das décadas e os avanços das tecnologias de comunicação. A literatura, como forma de arte, tem sofrido os efeitos da nova situação. O sonho dos escritores modernistas era que a massa comesse o “biscoito fino” por eles fabricado. Infelizmente, a massa tem preferido os cookies industrializados.
Para que a literatura chegue ao grande público, promovem-se eventos literários (salões do livro, festas de premiação), nos quais autores e obras são apresentados como espetáculo. Os objetos desses eventos são, sem dúvida, legítimos e justificados. Entretanto, o público numeroso que frequenta esses eventos parece incluir menos leitores de livros do que meros espectadores e caçadores de autógrafos.
Os escritores de hoje têm uma visibilidade pessoal maior do que em épocas anteriores porque são incluídos na categoria de “celebridades”, e os mais “midiáticos” têm mais chance de vender livros, independentemente do valor de suas obras. Ao mesmo tempo, nos debates teóricos, assistimos à defesa da “literatura de entretenimento”, contra as exigências daqueles que ainda têm uma concepção mais alta da literatura. Estes são chamados de conservadores e elitistas. Ora, a conservação é uma atitude inerente aos conceitos de cultura, arte e de educação. Conservação não como imobilismo e fechamento ao novo, mas como conhecimento da tradição sem a qual não se pode avançar.
Obs.: Hannah Arendt (1906-1975), filósofa alemã, é uma das raras vozes femininas de destaque na filosofia do século XX.
(Adaptado de: PERRONE-MOISÉS, Leyla. A literatura na cultura contemporânea. Mutações da literatura no século XXI , São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 31 a 33)
Conservação não como imobilismo e fechamento ao novo, mas como conhecimento da tradição sem a qual não se pode avançar .
A redação que, ao substituir o segmento destacado na frase acima, não prejudica o sentido, a clareza e a correção originais é:
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Mais benefícios aos usuários de plano de saúde
As operadoras de planos de saúde foram notificadas de que devem obedecer às novas regras determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.
As empresas de grande porte devem oferecer atendimento telefônico 24 horas. Já as empresas de médio e pequeno porte (inclusive odontológicas) deverão oferecer atendimento telefônico em horário comercial durante os dias úteis. Para casos de urgência e emergência qualquer operadora deverá oferecer atendimento telefônico ininterrupto aos clientes.
Outra mudança importante ocorreu nos pedidos de procedimentos de urgência e emergência que, agora, deverão ter resposta imediata. Se não for possível ter a resposta no momento da solicitação, as empresas terão até cinco dias úteis para esclarecer o pedido.
Em caso de problema ou negativa de cobertura, a operadora precisa informar detalhadamente, por escrito e em linguagem clara, o motivo do indeferimento, indicando inclusive a cláusula contratual ou o dispositivo legal que justifique sua recusa de atendimento.
Também será possível pedir nova análise da solicitação, que deverá ser avaliada pela ouvidoria da empresa. Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa nova avaliação, o ato será considerado infração.
A Resolução Normativa 395 também determina que seja fornecido um número de protocolo de imediato, no início do atendimento ou quando o atendente identificar o assunto que motivou o contato.
As operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 (noventa) dias, os dados do atendimento ao beneficiário e a respectiva gravação telefônica. Essas informações, quando solicitadas, deverão ser encaminhadas ao usuário, por email ou correspondência, em até 24 horas.
Em caso de descumprimento ou negativa indevida de cobertura, a operadora poderá ser multada em R$ 30 mil de penalidade. O próprio usuário deve fiscalizar eventuais abusos praticados pelos planos de saúde e denunciar as más prestações de serviços, por meio do Disque ANS.
Além de denunciar na ANS para que a operadora seja administrativamente punida, o consumidor ainda tem a opção de ingressar com ação judicial para garantir o custeio do seu tratamento ou para eventuais indenizações. Enfim, é preciso ficar atento aos seus direitos. Afinal, consumidor consciente é consumidor informado.
(www.g1.globo.com)
Mais benefícios aos usuários de plano de saúde
As operadoras de planos de saúde foram notificadas de que devem obedecer às novas regras determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.
As empresas de grande porte devem oferecer atendimento telefônico 24 horas. Já as empresas de médio e pequeno porte (inclusive odontológicas) deverão oferecer atendimento telefônico em horário comercial durante os dias úteis. Para casos de urgência e emergência qualquer operadora deverá oferecer atendimento telefônico ininterrupto aos clientes.
Outra mudança importante ocorreu nos pedidos de procedimentos de urgência e emergência que, agora, deverão ter resposta imediata. Se não for possível ter a resposta no momento da solicitação, as empresas terão até cinco dias úteis para esclarecer o pedido.
Em caso de problema ou negativa de cobertura, a operadora precisa informar detalhadamente, por escrito e em linguagem clara, o motivo do indeferimento, indicando inclusive a cláusula contratual ou o dispositivo legal que justifique sua recusa de atendimento.
Também será possível pedir nova análise da solicitação, que deverá ser avaliada pela ouvidoria da empresa. Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa nova avaliação, o ato será considerado infração.
A Resolução Normativa 395 também determina que seja fornecido um número de protocolo de imediato, no início do atendimento ou quando o atendente identificar o assunto que motivou o contato.
As operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 (noventa) dias, os dados do atendimento ao beneficiário e a respectiva gravação telefônica. Essas informações, quando solicitadas, deverão ser encaminhadas ao usuário, por email ou correspondência, em até 24 horas.
Em caso de descumprimento ou negativa indevida de cobertura, a operadora poderá ser multada em R$ 30 mil de penalidade. O próprio usuário deve fiscalizar eventuais abusos praticados pelos planos de saúde e denunciar as más prestações de serviços, por meio do Disque ANS.
Além de denunciar na ANS para que a operadora seja administrativamente punida, o consumidor ainda tem a opção de ingressar com ação judicial para garantir o custeio do seu tratamento ou para eventuais indenizações. Enfim, é preciso ficar atento aos seus direitos. Afinal, consumidor consciente é consumidor informado.
(www.g1.globo.com)