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A respeito das técnicas de análise de riscos, com as quais os profissionais da área de segurança e saúde no trabalho podem contar na prática do gerenciamento de riscos, é correto afirmar que

A a Análise Preliminar de Riscos – APR constitui ferramenta que se mostra efetiva quando o analista possui ampla experiência em avaliação de riscos em sistemas semelhantes, cujo estudo já está consolidado e os riscos são previsíveis em sua totalidade.
B a Análise de Árvore de Falhas – AAF é uma técnica que aplica a álgebra booleana na construção de diagramas ou árvores de determinantes de falhas, que embute certo grau de subjetividade e demanda a composição de equipe homogênea em sua aplicação.
C a técnica denominada Hazard and Operability Studies – HAZOP é baseada em procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática por meio do uso apropriado de um conjunto de palavras- -guias aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo.
D a Análise Modular de Falhas Efetivas – AMFE configura um guia de análise que divide o sistema em estudo em vários módulos interdependentes, permitindo a identificação das falhas mais prováveis e a maneira a ser adotada para evitar a propagação de eventual falha no sistema.
E a Técnica de Observação Criteriosa – TOC exige a capacitação prévia de trabalhadores dos setores que serão avaliados, para que sejam capazes de identificar condições de trabalho que possam, mediante conduta inadequada dos trabalhadores, implicarem acidentes de trabalho.

Do ponto de vista da Higiene do Trabalho, interessa determinar as características do ruído, as formas de avaliação da exposição, os possíveis efeitos nocivos nos trabalhadores expostos e as possibilidades de controle, sendo verdadeiro que

A deve-se entender potência sonora como a variação dinâmica na pressão atmosférica que possui características que a tornam detectável pelo ouvido humano, sendo medida em Newton/m² , unidade de potência chamada Pascal
B na perda auditiva por exposição sistemática a níveis de pressão sonora elevados, ocorrem alterações nos limiares auditivos, do tipo sensorioneural, que têm como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco.
C na avaliação da exposição ocupacional ao ruído, considera-se grupo homogêneo o conjunto de trabalhadores que, uma vez expostos a níveis de pressão sonora semelhantes, apresentam nos exames periódicos perdas auditivas equivalentes nas frequências de 1 000 (mil), 2000 (dois mil), 3000 (três mil) e 4000 (quatro mil) Hertz.
D os níveis de ruído de impacto deverão ser avaliados em decibels (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando em circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta ( Slow ), posicionados próximos ao ouvido do trabalhador.
E o nível de audibilidade é definido como o nível de pressão sonora do som padrão (NPS a 3000 Hertz) necessário para que um número significativo de indivíduos escutem o som padrão e o desconhecido com a mesma intensidade, estabelecendo uma relação linear entre nível de pressão sonora e audibilidade.

As altas temperaturas no ambiente de trabalho impactam negativamente o rendimento e a saúde dos trabalhadores, havendo, portanto, a necessidade de conhecer como se processa a interação térmica entre o organismo e o meio ambiente. Assim, pode-se afirmar a respeito que

A uma das formas de prevenir a sobrecarga fisiológica por calor do trabalhador é promover sua aclimatação, que consiste na adaptação rápida a uma sobrecarga térmica semelhante àquela que encontrará no ambiente de trabalho.
B em condições ideais, a livre movimentação do ar fresco e seco sobre a superfície da pele maximiza a eliminação de calor por condução e radiação que, eventualmente, pode contar com o reforço da sudorese no processo de troca térmica.
C o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) é um índice utilizado para a avaliação da exposição ocupacional ao calor que leva em consideração a temperatura do ar, o calor radiante, a velocidade do ar e a umidade relativa do ar.
D aumentos prolongados na temperatura do núcleo do corpo e exposições moderadas a algum tipo de sobrecarga térmica, mesmo que não sejam severas, estão associados a doenças como distúrbios do sono, aumento da frequência cardíaca e implicam, para temperatura do núcleo do corpo superiores a 38,5 ºC, risco de aborto.
E em situações complexas, com diferentes fontes de calor, pode-se promover uma avaliação simplificada com auxílio do IBUTG, que consegue resgatar a influência do aquecimento provocado por fontes de microondas ou de rádiofrequência na carga térmica do ambiente de trabalho.

A ventilação industrial é um importante recurso utilizado na prática da Higiene do Trabalho, para o controle de riscos ambientais. Um dos sistemas passíveis de aplicação é a ventilação geral diluidora, que

A entre as condições estipuladas para sua escolha, tem-se que a distância entre os trabalhadores e os pontos de emissão dos contaminantes deve ser o suficiente para assegurar que os trabalhadores não estarão expostos a concentrações do contaminante superiores ao respectivo limite de tolerância.
B por conta de sua economicidade, constitui opção adequada para a movimentação de poeiras e fumos que, normalmente, não apresentam elevada toxicidade e um bom dimensionamento fará com que a quantidade de ar a ser movimentada promova a necessária diluição do contaminante.
C ao contemplar todo o ambiente de trabalho, é comum que esse sistema interfira em operações ou processos industriais, além de apresentar, em relação a outros sistemas, como a ventilação local exaustora, custos de instalação maiores, que são amortizados em tempo menor.
D quando utilizada em recintos contíguos, para uma bateria comum de ventiladores, exige detalhado dimensionamento dos dutos e suas singularidades, de maneira que se obtenha a velocidade de transporte em todos os tramos do sistema, impedindo a deposição de resíduos e a consequente perda de eficiência do sistema.
E apresenta, entre suas vantagens comparativas, a de apresentar facilidades operacionais quando o ar contaminado deva ser filtrado ou lavado antes de ser lançado à atmosfera, devido à uniformidade de vazão característica do sistema.

A respeito dos limites de tolerância, conforme estudado no campo da Higiene do Trabalho, é correto afimar que

A na definição dos limites de exposição ocupacional para misturas complexas de solventes, que incluam os aromáticos, a consideração dos efeitos aditivos deve ser ponderada pela pressão parcial de cada componente na atmosfera do ambiente de trabalho.
B a American Conference of Governmental Industrial Hygienists – ACGIH acredita que os limites de tolerância que por ela são publicados não devam ser usados como padrões, sem que se faça uma análise dos outros fatores necessários para a tomada de decisões adequadas de gerenciamento de riscos.
C os limites de exposição ocupacional para atmosferas que contenham misturas de gases, vapores e particulados em suspensão, na prática, não são passíveis de definição por variar com a distribuição granulométrica dos sólidos e com a pressão parcial dos gases e vapores do ambiente.
D a correlação entre os limites de tolerância e os Índices Biológicos Máximos de Exposição permite afirmar que o atendimento dos limites de exposição ocupacional protegerá todos os trabalhadores pois é extremamente rara a variação da suscetibilidade individual.
E o Valor Teto, estipulado junto ao limite de tolerância de algumas substâncias significa um valor de concentração ou intensidade do agente que não pode ser ultrapassado em mais de um quarto da jornada de trabalho.

Ao adotar crachás com cores diferenciadas durante um evento interno, com o objetivo de identificar as pessoas que podem acessar locais específicos, como, por exemplo, palco, área vip e de imprensa, pode-se considerar que tal providência:

A apesar de não ser considerada um controle de acesso, pode auxiliar o serviço de segurança.
B é adotada exclusivamente pela equipe de cerimonial e nada tem a ver com o serviço de segurança.
C é um controle de acesso procedimental, que pode auxiliar na segurança do evento.
D por não limitar, por si só, o acesso das pessoas, não pode ser considerada um controle de acesso.
E só pode ser considerada um controle de acesso quando conjugada a um controle de acesso instrumental, como uma portaria.