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O smarthphone foi responsável pela popularização da internet móvel, fazendo com que aparelhos, antes destinados essencialmente a fazer e receber chamadas, se tornassem computadores que podem ser carregados no bolso do usuário. Como qualquer dispositivo dessa natureza, seu funcionamento depende da conjunção de diferentes tecnologias, bem como o estabelecimento de acordos entre empresas de quatro setores, que são

A o desenvolvedor de sistema operacional, as companhias de telecomunicações, o sistema financeiro e as redes varejistas.
B o fabricante do aparelho, o desenvolvedor de sistema operacional, o desenvolvedor de aplicativos e as companhias de telecomunicações.
C as companhias de telecomunicações, a indústria fonográfica, o cinema e os desenvolvedores de programas para streaming de conteúdo.
D o desenvolvedor de aplicativos, a indústria criativa, órgãos regulatórios de governo e consultorias de preservação de direitos autorais.
E a indústria de eletroeletrônicos, fundos de investimentos, emissores de títulos do tipo subprime e setor logístico.
Órgão: Órgão não informado Cargo: AL AP Analista Legislativo Comunicador Social Jornalismo Prova: FCC - Órgão não informado - AL AP Analista Legislativo Comunicador Social Jornalismo - 2020

Segundo Manuel Castells, o processo de globalização, tendo como um dos principais elementos o desenvolvimento tecnológico em computação e telecomunicações, inclui a criação de centros de ponta, tanto em termos econômicos quanto científicos, ao redor do globo, interconectados e interligados compartilhando interesses mútuos. O conceito proposto pelo autor espanhol, entre o final dos anos 1980 e começo dos 1990, para descrever tal dinâmica é:

A sociedade em rede.
B aldeia global.
C tecnologias da inteligência.
D impérios da comunicação.
E galáxia da internet.
Órgão: Órgão não informado Cargo: AL AP Analista Legislativo Comunicador Social Jornalismo Prova: FCC - Órgão não informado - AL AP Analista Legislativo Comunicador Social Jornalismo - 2020

A era da desinformação Não podemos negar que a internet tornou-se um dos principais meios para a disseminação de informações. Em 2018, a rede cruzou a marca de 4 bilhões de usuários. Mais da metade da população mundial está conectada a ela. Este ano, o consumo diário de mídia online passará o de TV. A tendência é que a diferença se acentue nos próximos anos. Graças às redes sociais e as plataformas de comunicação instantânea, a distância entre as pessoas diminui drasticamente. Já a velocidade de disseminação de informação aumentou de maneira brutal. Quando uma informação – um meme, ou uma notícia – cai na malha, ela é rapidamente replicada e enviada a outros pontos da rede. Quantas vezes não recebemos a mesma mensagem em diferentes grupos de Whastsapp ou vemos aquela notícia repetidas vezes no Twitter e no Facebook? Mas não é só a escala e a velocidade da internet que são fatos novos. Ao contrário de seus predecessores – TV e rádio –, a internet está ao alcance de todos. Qualquer pessoa pode usá-la para disseminar suas ideias a milhões. Por outro lado, foi possível dar voz a milhares de pessoas que não eram representadas e que agora têm como lutar por seus direitos. Do outro, colocamos um canhão nas mãos dos que usam a desinformação como ferramenta. Em 2016, na campanha para a eleição presidencial dos EUA, vimos o surgimento do termo “fake news”. Notícias bem elaboradas, com cara de autênticas, mas que não eram verídicas e foram desenhadas para propagar determinada linha de pensamento. Elas sempre existiram, mas nunca alavancadas com uma plataforma como a internet. Com elas, o arsenal de guerra na era da informação ganhou uma arma de alto calibre. Agora, com a popularização da inteligência artificial, as “fake news” estão passando por um processo bem perigoso. Uma das maneiras de combater as notícias falsas era a de trazer ao público evidências claras da manipulação, como imagens, vídeos e áudios que pudessem tirar qualquer dúvida. Porém, ferramentas de síntese computacional estão dando origem ao que chamamos de “deep fakes”, deixando as “fake news” ainda mais robustas. Como os “deep fakes”, é possível, a partir de imagens e vídeos reais, gerar novas imagens e vídeos que colocam as pessoas do material original fazendo coisas que não acorreram – a troca do rosto de uma pessoa por outra, a criação de uma fala completamente fictícia e até a de rostos realistas, mas de pessoas que não existem. Esse tipo de manipulação já acontecia. As técnicas, porém, custavam caro, levavam tempo para serem produzidas e a qualidade final não era tão boa. Agora, tudo é feito de maneira cada vez mais automática. Todos sabem que já passou da hora de não acreditar em tudo que se lê e recebe pela internet. Agora é bom deixar de lado o “só acredito vendo”. (Por Manuel Lemos – O Estado de São Paulo. Disponível em: https://link.estadao.com.br/noticias/geral,a-era-dadesinformacao,70002915133. Acesso em: 10/06/2019.) De acordo com o texto, a internet pode se tornar uma arma de guerra poderosa, porque:

A Diminui a distância entre as pessoas.
B Atinge um público maior que a TV e o rádio.
C É um veículo que pode propagar falsas informações.
D Dá voz as minorias sociais que antes não tinham representatividade.