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Entre as teorias pedagógicas identificadas por Libâneo

( 2005 ), encontra-se a pedagogia racional-tecnológica, que se fundamenta na racionalidade técnica e instrumental e tem por finalidade a formação para o sistema produtivo. Nessa perspectiva, o conhecimento é transmitido por meio de técnicas refinadas que objetivam o domínio, pelos estudantes, de habilidades e destrezas requeridas pelo mercado. Essa corrente também pode ser denominada, segundo o autor citado, de

A Ensino técnico de excelência.
B Tecnicismo.
C Tecnicismo de excelência.
D Neotecnicismo.
E Tecnicismo moderno.

Considere o texto abaixo.
Na verdade, seria incompreensível se a consciência de minha presença no mundo não significasse já a impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença. Como presença consciente no mundo não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo. Se sou puro produto da determinação genética ou cultural ou de classe, sou irresponsável pelo que faço no mover-me no mundo e se careço de responsabilidade não posso falar em ética. Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos. O excerto acima, extraído de obra de Paulo Freire, oferece elementos para considerarmos os processos de educação escolar e não escolar dos indivíduos.
A partir das formulações nele contida, os indivíduos

A são seres condicionados mas não determinados, que o futuro é problemático mas não inexorável.
B conquistam autonomia na sociedade moderna e altamente racionalizada pelo respeito a si mesmos e por assumirem uma responsabilidade ética.
C ainda que condicionados, se tornam independentes, sem precisarem prestar contas a ninguém, se assumirem uma responsabilidade ética com o mundo da vida.
D têm capacidade de outorgarem a si mesmos uma lei própria, de formar uma visão de mundo, se superarem as circunstâncias históricas que se encontram.
E conquistam a emancipação quando vinculados a um projeto coletivo ou histórico e mediante a assunção da responsabilidade ética.

A teoria piagetiana considera que o desenvolvimento da mente é um processo dialético que ocorre por meio da autorregulação. Diante das dificuldades de assimilação (resistência do meio), o organismo modifica-se (acomodação), para continuar a assimilar. Entre a assimilação e a acomodação ocorre a

A flexibilidade.
B curiosidade.
C adaptação
D sujeição.
E superação.

Pesquisas feitas com professores e gestores escolares mostram que as visões predominantes sobre a inclusão escolar de crianças e alunos com deficiência destacam como importantes: o compartilhamento do mesmo espaço físico das demais e enfatizam a inserção como uma forma de integrar essas pessoas na sociedade. Dado que a escola inclusiva envolve mais que a integração é INCORRETO afirmar que

A o fato de esses alunos estarem no mesmo ambiente com os demais não quer dizer que estejam incluídos.
B inclusão implica práticas escolares que favoreçam relações significativas dentro da perspectiva de aprendizagem colaborativa.
C o desafio da aprendizagem para todos é algo impossível nas escolas comuns porque os professores não são especializados para atuarem com esse público.
D o projeto pedagógico de uma escola inclusiva precisa considerar o contexto local e o conjunto das necessidades formativas dos professores.
E a formação continuada favorece a implementação da proposta inclusiva e necessita estar aliada a melhorias nas condições de ensino e ao compromisso de cada profissional em trabalhar para a concretização das mudanças.

Desde o Século XIX, o pensamento social tem oferecido contribuições à compreensão das relações entre sociedade e Estado e os papeis destes dois coletivos para a garantia da Educação às novas gerações, tal como se pode constatar no texto a seguir:
Admitido que a Educação seja função essencialmente social, não pode o Estado desinteressar-se dela. Ao contrário, tudo o que seja educação, deve estar até certo ponto submetido à sua influência. Isto não quer dizer que o Estado deva, necessariamente, monopolizar o ensino. A questão é muito complexa para que se trate dela assim de passagem. Pode-se acreditar que o progresso escolar seja mais fácil e mais rápido onde certa margem se deixe à iniciativa privada. O indivíduo é sempre mais renovador que o Estado. Mas, do fato de dever o Estado, no interesse público, deixar abrir outras escolas que não as suas, não se segue que deva tornar-se estranho ao que nelas se venha a passar. Pelo contrário, a educação que aí se der deve estar submetida à sua fiscalização. Não é mesmo admissível que a função de educação possa ser preenchida por alguém que não apresente as garantias de que o Estado, e só ele, pode ser juiz. Os limites dentro dos quais deve permanecer essa intervenção não podem ser determinados uma vez por todas; mas o princípio de intervenção não se contesta.
A citação acima foi extraída da obra de

A Émile Durkheim.
B Karl Marx.
C Immanuel Kant.
D Anísio Teixeira.
E Florestan Fernandes.

A escola inclusiva constitui um modelo educacional que

A reconhece o direito de inclusão das pessoas com deficiência para frequentarem escolas comuns.
B considera igualdade e diferença como valores indissociáveis acolhendo a todos.
C recomenda que existam escolas diferentes para atender aqueles que são diferentes.
D organiza classes homogêneas para garantir ensino equivalente para todos os alunos.
E trabalha a partir da meta de igualar a todos, superando suas diferenças em relação à maioria.

Vygotsky, ao enfatizar a importância da linguagem e da cultura na constituição dos sujeitos, compreende as crianças como seres sócio-históricos. Neste sentido, as crianças

A não dependem de fatores externos de ordem social, cultural ou mesmo histórico, no aprendizado de sua língua materna.
B durante o processo de aquisição linguística, são recompensadas ou reforçadas na sua produção pelos adultos que a rodeiam.
C possuem uma predisposição natural, instintiva, para a aquisição de um sistema linguístico.
D não estão apenas imitando os adultos, mas estão, sobretudo, recriando e ressignificando o mundo que estes lhes oferecem.
E apresentam capacidade cognitiva dependente dos aspectos biológicos, exercendo estes, papel determinante no processo de aquisição da linguagem.

O direito à educação na infância e na adolescência é hoje defendida pela maioria da população. Nos dias atuais é inaceitável que uma criança esteja fora da escola na chamada idade escolar. Uma mãe analfabeta, com baixa escolaridade, vai brigar pelo direito do filho a ter uma vaga na escola. Mas, provavelmente, não brigará pelo dela. Ela não se vê como alguém que tem direito à educação.
Diante disso, é correto afirmar que

A respeitar as diversas formas do aluno ler e escrever, independentemente de estar certo ou errado, desde que se comuniquem com os professores, pode ser o caminho para mantê-los na escola por mais tempo.
B o problema de baixo rendimento escolar na educação de jovens e adultos deve-se, primordialmente, a uma questão cultural, tendo em vista que os educandos têm pouca cultura e suas famílias são de origem humilde.
C assegurar o direito à educação para jovens e adultos implica manter as exigências pedagógicas a todos os alunos que frequentam uma mesma escola, pois a educação, constitucionalmente, é direito de todos.
D a reposição de uma escolarização perdida, por meio do reforço escolar e recuperação paralela, pode minimizar as dificuldades cognitivas que essa modalidade de ensino traz aos jovens e adultos, o que fundamenta a utilização da educação a distância.
E ainda não construímos uma cultura do direito à educação ao longo da vida àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria.

O racismo e os mesmos preconceitos que estão na sociedade permeiam o cotidiano das relações sociais de alunos entre si e de alunos com professores no espaço escolar. O desafio desse convívio e a dificuldade de lidar com esses casos leva alguns educadores a praticarem a política do avestruz ou a sentirem pena dos agredidos. As Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africanas, estabelecem como responsabilidade dos órgãos colegiados das escolas,

A o exame e encaminhamento de solução para situações de discriminação, buscando criar situações educativas para o reconhecimento, valorização e respeito da diversidade.
B o estabelecimento de punição progressiva a qualquer membro da comunidade que pratique, por atos ou omissões, a discriminação ou preconceito.
C a promoção do aprofundamento de estudos na temática para auxiliar os professores a conceberem e desenvolverem estudos, programas e projetos contra o racismo.
D a garantia do direito de alunos afrodescendentes de frequentarem estabelecimentos com professores competentes e comprometidos com a educação de negros e não negros.
E a definição de conteúdos curriculares que enfatizem aspectos da cultura e da história afro-brasileira e africanas, minimizando as questões raciais.

Adolescentes, de modo geral, diferentemente de jovens e adultos, não são compreendidos como atores coletivos, pois não usufruem plenamente dos direitos políticos e se inserem na ordem social e no espaço público mais como atores por meio da participação cultural e, muitas vezes, sob o estatuto de estudantes, sobretudo em tempos de centralidade real e simbólica da Internet. Entretanto, os adolescentes não deixam de expressar em diferentes espaços preocupações sociais, econômicas e até mesmo políticas e familiares distintas e mais amplas, pois como “ponta de iceberg” eles evidenciam os dilemas centrais que atravessam a sociedade na contemporaneidade, inclusive em torno das questões e desafios que se deparam no território da escolarização básica e superior e em virtude das orientações das políticas públicas educacionais que têm por intencionalidade delimitar os contornos da formação escolar tendo em vista determinadas projeções de futuro. Nos anos de 2015 e 2016, estudantes-adoles- centes protagonizaram ações coletivas de protestos em defesa da escola pública e da qualidade do ensino que usufruíam; seja como categoria nativa, seja pela literatura acadêmica aquelas ações foram denominadas de

A Assembleias estudantis.
B Ações beligerantes.
C Ocupações de escolas.
D Situação problemática.
E Indisciplina escolar.