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Leia o fragmento: “O incentivo à cultura, em todos os seus matizes e definições, é um caminho importante que deve estar paralelo à promoção da cidadania em qualquer projeto educacional”. PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo, 2010. p.74. A contemplação de questões culturais no ensino de História contribui para a(o):

A redução dos repertórios culturais
B exaltação de hegemonias étnicas
C fortalecimento das identidades sociais
D amortecimento da autoestima dos alunos

No cotidiano da aula de História, devem ser garantidos momentos de interação de ideias, de hipóteses, debates, levantamento e resoluções de problemas, bem como o contato com diferentes versões e registros acerca dos objetos de conhecimento. Currículo Base do Ensino Fundamental do Município de Chapecó. Essa afirmação pode ser associada à (ao):

A Pedagogia de Platão.
B Pedagogia idealista.
C Pedagogia tradicional.
D Positivismo.
E Pedagogia sociointeracionista.

Se ninguém nunca tivesse visto nem descrito [...] a Revolução Francesa, então uma representação correta desse fenômeno seria completamente impossível [...]. É devido ao fato de que a minha imaginação, nesses casos, não funciona livremente, mas é orientada pela experiência de outrem, atuando como se fosse por ele guiado, que se alcança tal resultado, ou seja, o produto da imaginação coincide com a realidade. [...] a imaginação adquire uma função muito importante no comportamento e no desenvolvimento humanos. Ela transforma-se em meio de ampliação da experiência de um indivíduo porque, tendo por base a narração ou a descrição de outrem, ele pode imaginar o que não viu, o que não vivenciou diretamente em sua experiência pessoal. VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e criação na infância . São Paulo: Ática, 2009. O uso, pelo(a) professor(a) de História, da ferramenta metodológica analisada pelo texto

A favorece o aprendizado de conceitos abstratos e temporalidades históricas distantes.
B auxilia a prática docente ao substituir a necessidade do uso de documentos históricos.
C estimula a criatividade discente devido à superioridade de representações anedóticas.
D possibilita a criação de experiências históricas verídicas ao narrar o passado imaginado.
E promove a autonomia no processo de aprendizagem pertencentes ao ambiente escolar.

O valor da experiência de um povo historicamente colonizado, marcado por um presente e passado de violências, é também resistência. O olhar do educador para sua própria história pessoal e social, reconhecendo e inventariando sua cultura, abre possibilidades para a valorização também do outro, o ouvinte, o educando. A troca de saberes se faz possível quando a experiência de cada indivíduo é validada e ganha papel de protagonismo no ensino aprendizagem. [...] A quem se dispõe ao contato com o lúdico para prática de atividades em educação, portanto, recomenda-se que faça o inventário de suas origens, de seu registro cultural, de sua ancestralidade. PATO, Ana; ALCANTARA, Aureli Alves de. Educar, contar e brincar para resistir : a ditadura militar e o direito da criança à memória e à verdade. Caderno de Experiências Memorial Da Resistência de São Paulo, 2021. Disponível em: https://memorialdaresistenciasp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/caderno-deexperiencia-educar-contar-e-brincar-para-resistir.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024. Considerando o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. A prática do ensino de história deve levar em consideração a diversidade cultural e individual, admitindo que todos os sujeitos presentes em sala de aula, inclusive o próprio professor ou professora, são agentes ativos no processo de ensino-aprendizagem do ambiente escolar. PORQUE

II. As fontes históricas, materiais e imateriais, são ótimos recursos didáticos, e, se utilizadas corretamente, podem diminuir preconceitos e estereótipos sobre o que não é conhecido ou experienciado no cotidiano. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A As asserções I e II são proposições falsas.
B A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa.
C A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira.
D As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II justifica a asserção I.
E As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não justifica a asserção I.

Texto

I No período de descolonização apelam para a razão dos colonizados. Propõem a eles valores seguros [...] que é preciso apoiar-se em valores [...] bem avaliados. Ocorre porém que, quando um colonizado ouve um discurso sobre a cultura ocidental, ele saca o seu facão ou pelo menos se certifica de que o tem em seu alcance. A violência com a qual a supremacia dos valores brancos se afirmou [...], faz com que, por meio de uma justa inversão das coisas, o colonizado ria com escárnio quando esses valores são evocados diante dele. FANON, Frantz. Os condenados da terra . Rio de Janeiro: Zahar, 2022. Texto

II Duvido muito que a não violência possa ser um princípio, se entendemos por princípio uma regra consistente, passível de ser aplicada com a mesma confiança e da mesma maneira a toda e qualquer situação. [...] A pergunta pertinente, portanto, se torna: em que condições somos receptivos a essa reinvindicação, o que torna possível aceitar a reinvindicação quando ela surge, ou melhor dizendo, o que possibilita o surgimento da reivindicação. BUTLER, Judith. Quadros de guerra : quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2017. No ensino de história, o(a) professor(a), ao abordar temáticas relativas ao conceito discutido pelos textos, deve levar em consideração a

A pluralidade de perspectivas históricas, problematizando os diferentes tipos e usos da violência.
B complexidade do conceito de violência, identificando as técnicas de guerra do neocolonialismo.
C diversidade de períodos históricos, avaliando a prática da não violência como algo hegemônico.
D heterogeneidade de sujeitos históricos, citando o interesse da não violência pelos colonizados.
E desigualdade das relações étnico-raciais, enfatizando o extremismo de grupos sociais excluídos.

Sempre que, na infância, eu tentava levar as pessoas ao meu redor a fazer as coisas de outra maneira, a olhar o mundo de outra forma, usando a teoria como intervenção, como meio de desafiar o status quo, eu era castigada. Lembro-me de, ainda muito nova, tentar explicar à Mamãe por que parecia altamente injusto que o Papai, homem que quase não falava comigo, tivesse o direito de me disciplinar [...]. A resposta dela foi dizer que eu estava perdendo o juízo e precisava ser castigada com mais frequência. [...] A teoria não é intrinsicamente curativa, libertadora e revolucionária. Só cumpre essa função quando lhe pedimos que o faça e dirigimos nossa teorização para esse fim. BELL, Hooks. Ensinando a transgredir : a educação como prática de liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. Como um(a) professor(a) de História pode utilizar a análise feita pela autora no processo de ensino-aprendizagem?

A Encorajando um pensamento crítico acerca das estruturas sociais, caracterizando as identidades como algo cristalizado.
B Favorecendo uma análise plural da história, distinguindo as relações familiares das relações de poder das sociedades.
C Viabilizando um aprendizado excessivamente teórico da história, reconhecendo a futilidade da experiência pessoal.
D Promovendo uma abordagem crítica da história, identificando a importância da construção de princípios cidadãos.
E Utilizando uma didática que atenda diferentes tipos de estudantes, uniformizando as diferentes vivências históricas.

Tendo em vista que o conhecimento histórico, nos Anos Iniciais, deve ser trabalhado pensando no estudante e na sua formação como um sujeito que possui sua própria historicidade, os professores, ao trabalharem e ensinarem História, devem levar em consideração que esse estudante é

A um sujeito que é histórico, e que essa historicidade se refere a um dado modo de relação com o tempo e com o espaço, variável de sociedade para sociedade e de período para período.
B um sujeito que constrói sua história, que se baseia nas crenças pessoais e familiares e que pode ser moldado na escola, conforme a interação com outros estudantes.
C uma criança que está em permanente desconstrução de identidade e pertencimentos, que é variável de sociedade para sociedade e de período para período, que se forma na escola.
D uma criança que ainda não possui uma historicidade total, mas que aos poucos percebe que sua relação com o tempo e o espaço depende da historicidade dos outros em relação a sua própria história sendo construída.
E um sujeito que ainda não é histórico, porque precisa que essa historicidade se articule a um dado modo de relação com o tempo e com o espaço e se desenvolva durante a escolaridade.

Analise as afirmativas I - O ensino de História contribui no projeto de construção do sujeito autônomo, capaz de perceber o singular, o outro e o coletivo, respeitando e identificando as diferenças e semelhanças, permanências e rupturas em tempo e espaço determinado. ASSIM, II - A História investiga rastros do homem no tempo, retorna ao passado para compreender o presente, verificando continuidades de comportamento e pensamento, assim como suas alternâncias decorrentes de acontecimentos históricos singulares que apontam pistas sobre nós e o mundo que criamos e imaginamos ao longo dos séculos. Assinale a alternativa correta.

A As duas são proposições falsas, ainda que apresentem temática semelhante.
B A primeira é uma afirmação falsa e a segunda é verdadeira.
C A primeira é uma afirmação verdadeira e a segunda é falsa.
D As duas são proposições verdadeiras, mas apresentam temáticas diferentes.
E As duas são proposições verdadeiras.

Analise os itens a seguir. I- Um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem sempre da mesma forma, independente de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. II - O conhecimento histórico deve ser considerado como uma forma de pensar, uma forma de indagar sobre as coisas do passado e do presente, de construir explicações, desvendar significados, compor e decompor interpretações, em movimento contínuo ao longo do tempo e do espaço. III - A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para a cidadania. IV - A busca de autonomia, contudo, não influencia no reconhecimento das bases da epistemologia da História. Estão corretos apenas:

A II e III.
B II e IV.
C I e IV.
D I e III.
E III e IV.