QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
24 questões encontradas
Texto associado
Popeye, Tintim, Oswald de Andrade: o que entra em domínio público em 2025

Entenda as regras sobre propriedade intelectual nos EUA e aqui no Brasil – e conheça as obras cujas restrições caducaram desde o dia 1º de janeiro.

O dia 1 de janeiro é, além do marco do ano novo, o “dia do domínio público”. É quando personagens, filmes e músicas antigas são oficialmente desamarradas dos direitos autorais e caem no uso livre pelo público – de acordo, claro, com o país de origem.
Você deve se lembrar que no ano passado, por exemplo, a versão do Mickey Mouse em preto e branco, dirigindo um barquinho, no curta O vapor Willie foi liberada após completar 95 anos. Isso acontece porque, nos Estados Unidos, esse é o período de proteção para obras produzidas até 1978. Quem veio depois de 1978 segue uma nova lei: os direitos caducam 70 anos após a morte do autor – aqui no Brasil, a regra é a mesma.
Para o mundo do design e da publicidade, por exemplo, isso significa que o uso das imagens não vem com o custo extra de licenciamento, é simplesmente gratuito. Nos EUA, filmes de terror e jogos de videogame com o Mickey arcaico já foram lançados ou estão em desenvolvimento.
Vale ressaltar que apenas obras lançadas 95 anos atrás entram em domínio público esse ano, ou seja o Mickey Mouse colorido e mais conhecido recentemente ainda se mantém no cerco (a Disney e seus advogados fizeram questão de proteger ao máximo o personagem).
Em 2025, as conquistas são aquelas lançadas em 1929. Vamos às obras:
Popeye
O marinheiro foi visto pela primeira vez em 17 de janeiro de 1929, criado pelo quadrinista americano Elzie Crisler Segar. Inicialmente, as aventuras eram vistas em uma série de tirinhas no jornal Thimble Theatre , que retratava o clássico do personagem: Popeye comendo espinafre, ficando super forte e salvando a amada, Olívia Palito.
A namorada do Popeye, vale dizer, é mais antiga que ele. Sua primeira versão já está em domínio público desde 2015.
Tintim
As Aventuras de Tintim também surgiram como quadrinhos de jornal e foram publicadas no Le Petit Vintième , um periódico belga. Foi idealizado por Georges Prosper Remi e visto pela primeira vez em 10 de janeiro de 1929. As aventuras são baseadas no olhar do principal, um repórter, e tem uma pegada bastante política, ambientado em um mundo contemporâneo que tem como cenário Guerras Mundiais, a alunissagem e a insurreição bolchevique.
Só depois Tintim conquistou outros espaços, como livros e a televisão. Milu, seu cachorrinho, também entra em domínio público, pois já acompanhava o garoto desde a primeira tirinha.
Literatura
No campo da leitura, várias obras chegam sem amarras, como Adeus às armas , do americano (e Nobel de Literatura) Ernest Hemingway; Um teto todo seu , da britânica Virginia Woolf, e O som e a fúria , do americano e também Nobel William Faulkner. Aqui no Brasil, Oswald de Andrade também teve suas obras liberadas.
[...]

Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/popeye-tintim-oswald-de-andrade-o-que-entra-em-dominio-publico-em-2025/. Acesso em: 4 jan. 2024.

No trecho “No campo da leitura, várias obras chegam sem amarras, como Adeus às armas , do americano (e Nobel de Literatura) Ernest Hemingway; Um teto todo seu , da britânica Virginia Woolf, e O som e a fúria , do americano e também Nobel William Faulkner. Aqui no Brasil, Oswald de Andrade também teve suas obras liberadas.”, as tipologias textuais presentes são

A expositiva e descritiva.
B dissertativa e injuntiva.
C expositiva e narrativa.
D dissertativa e narrativa.
E injuntiva e descritiva.
Órgão: Prefeitura de São Luís Cargo: Professor de Educação Fundamental - Área: Ciências Prova: Instituto AOCP - Prefeitura de São Luís - Professor de Educação Fundamental - Área: Ciências - 2025
Texto associado
Educação e Tecnologia: Qual o impacto da tecnologia na educação moderna?

A relação entre educação e tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca e transformadora, redefinindo os paradigmas do ensino e aprendizagem no cenário moderno. A integração da tecnologia na educação é um fenômeno que transcende o mero uso de novos dispositivos em sala de aula, influenciando metodologias, acessibilidade e a natureza da interação educacional.
A inserção de tecnologias digitais no ambiente educacional possibilitou a criação de um espaço de aprendizado mais dinâmico e interativo. Plataformas de aprendizagem online, softwares educacionais, realidade virtual e aumentada e recursos multimídia tornaram-se ferramentas que são fundamentais para o ensino. Essas tecnologias não apenas facilitam a apresentação de conteúdos de maneiras inovadoras, mas também promovem um ambiente de aprendizagem mais engajador e personalizado, atendendo às diversas necessidades e aos estilos de aprendizado dos estudantes.
O impacto da tecnologia na educação também se reflete na democratização do acesso ao conhecimento. Com a internet, recursos educacionais de qualidade tornaram-se acessíveis a um número maior de pessoas, independentemente de sua localização geográfica ou de seu contexto socioeconômico. Cursos online abertos e massivos (MOOCs), por exemplo, oferecem oportunidades de aprendizagem para uma ampla audiência global, permitindo que indivíduos em diferentes partes do mundo acessem educação de qualidade gratuitamente ou a custo reduzido.
Além disso, a tecnologia na educação tem um papel crucial no desenvolvimento de habilidades pertinentes ao século XXI. Competências digitais, pensamento crítico, solução de problemas, colaboração e criatividade são habilidades cada vez mais necessárias no mercado de trabalho moderno.
Contudo, o impacto da tecnologia na educação também apresenta desafios. Questões como a desigualdade no acesso às tecnologias, a necessidade de formação continuada de educadores para lidar com novas ferramentas e preocupações com a segurança e privacidade dos dados são pontos críticos a serem abordados.
Dessa forma, é essencial que se promova um uso equilibrado e crítico das tecnologias educacionais, garantindo que contribuam de forma efetiva para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a equidade educacional. Assim, a integração entre educação e tecnologia continuará a ser um pilar fundamental na formação de indivíduos aptos a navegar e contribuir positivamente para o complexo cenário global.

Adaptado de: https://www.unicep.edu.br/post/educa%C3%A7%C3%A3o-e-tecnologia-qual-o-impacto-da-tecnologia-na-educa%C3%A7%C3%A3o-moderna. Acesso em: 23 out. 2025

Considere o seguinte excerto:

“Dessa forma, é essencial que se promova um uso equilibrado e crítico das tecnologias educacionais, garantindo que contribuam de forma efetiva para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a equidade educacional. Assim, a integração entre educação e tecnologia continuará a ser um pilar fundamental na formação de indivíduos aptos a navegar e contribuir positivamente para o complexo cenário global.”.

Em relação à sequência textual predominante nesse excerto, assinale a alternativa correta.

A Predomina a sequência argumentativa, pois o trecho apresenta defesa de um ponto de vista com justificativas.
B Predomina a sequência explicativa, pois o foco está em esclarecer o funcionamento de tecnologias educacionais.
C Predomina a sequência descritiva, pois o objetivo central é caracterizar objetos e ambientes.
D Predomina a sequência narrativa, pois o texto apresenta fatos organizados em enredo.
E Predomina a sequência dialogal, pois há alternância de fala entre interlocutores no desenvolvimento das ideias.
Texto associado
Arte Digital: saiba como tudo começou

Saiba como a tecnologia revolucionou o mundo da arte e quem foram os principais responsáveis.

Por Paulo Varella

A arte digital é um movimento artístico que encapsula uma obra ou prática artística que usa qualquer forma de tecnologia digital como parte de seu processo de criação ou apresentação. Sendo um método de arte muito acessível, nunca se criaram tantas possibilidades no mundo da arte como a arte digital.
À medida que a era digital (também conhecida como a era da informação) marcou sua presença no mundo entre 1950 e 1970, era apenas uma questão de tempo até que os artistas entendessem suas tecnologias progressivas para sua própria produção criativa.
Como acontece com todos os novos meios, os artistas começaram a exercer essas novas e valentes inovações da sociedade, incluindo a televisão, a introdução do computador pessoal, a acessibilidade do software de audiovisual e, eventualmente, a internet, em suas próprias obras.
Embora a arte digital não seja reconhecida como um movimento distinto, por si só, à medida que a tecnologia continua a crescer rapidamente na sociedade contemporânea, continuaremos a vê-la se desenvolver e a passar por constantes mudanças, solidificando-se como uma possível alternativa aos meios tradicionais de criação de arte.
[...]
Em 1967, foi formado um coletivo originado pelos engenheiros Billy Klüver e Fred Waldhauer e pelos artistas Robert Rauschenberg e Robert Whitman. Esse grupo foi nomeado como EAT (Experimentos em Arte e Tecnologia) e sua missão era promover a colaboração entre a arte e o crescente mundo da tecnologia.
O resultado dessa criação foi uma série de instalações e desempenhos que incorporavam sistemas eletrônicos inovadores, incluindo circuitos elétricos, projeção de vídeo e projeção de som sem fio. Ainda que muitos desses sistemas não fossem estritamente “digitais” devido à relativa primitividade da tecnologia envolvida, o EAT lançou as bases para um tipo de arte que abraçou e explorou o progresso tecnológico.
Inaugurando as “regras” do que conhecemos como arte conceitual, arte de desempenho, música de barulho experimental, teatro das eras de Dada, Fluxus e os “acontecimentos” da década de 1960 na era digital revolucionária, os experimentos desse grupo representaram um casamento inovador entre artistas e tecnologias nunca vistas anteriormente.
[...]
À proporção que a tecnologia se tornou mais enraizada na existência cotidiana, a novidade do “digital” na arte desapareceu. Hoje, não se vê muito trabalho conceitual, vídeo, internet, mídia social e arte multimídia utilizando ferramentas digitais e mídia sem alinhamento específico com o movimento de arte digital. As obras nesse domínio, geralmente, são agora consideradas sob o termo mais abrangente “ new media art ”.
A tecnologia continua a avançar à velocidade da corrente, compelida pela imaginação do homem contemporâneo. Por exemplo, embora muitos artistas, ao longo do tempo, tenham feito arte inspirada no cosmos, alguns artistas hoje estão explorando espaço e outras dimensões por meio do uso de software astronômico digital de alta tecnologia.
[...]

Adaptado de: https://arteref.com/movimentos/arte-digital/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Em relação à estrutura do texto, ela pode ser caracterizada como

A expositiva, por assegurar a veracidade das informações pautadas em um conhecimento teórico sobre a temática da arte digital.
B argumentativa, por evidenciar à sociedade contemporânea uma sequência de pontos de vista a respeito da importância da arte digital.
C persuasiva, por comprovar, a partir de uma abordagem teórico-reflexiva, como se originou a arte digital.
D orientativa, por evidenciar instruções teóricas a respeito do porquê de a tecnologia ter revolucionado o mundo da arte.
E expositiva, por consolidar, por meio de informações teóricas, a formulação da tese de que a arte digital é um movimento artístico.
Texto associado
Eu sou prioritário

Das filas ao uso do Pix, as vantagens e desafios de ser idoso

Por Walcyr Carrasco
Publicado em 13 ago 2023, 08h00

Quando fiz 60 anos, assumi a idade o mais rápido possível, entrando em toda e qualquer fila de prioridade. Tenho amigos e amigas que correm para as filas comuns para não parecerem terceira idade. Eu, não. Agradeço aos céus essa invenção. Mesmo porque fila não faz plástica. Não adianta fugir da prioritária para parecer mais novo, com o cabelo grisalho ou mal tingido… Aos poucos, fui aprendendo os macetes. Por exemplo, no caixa preferencial em um banco, ou no check-in, prioridade é lenda. Demora mais. Eu e todos os outros idosos crescemos longe do mundo digital. Tenho de esperar horas e horas o senhor da frente resolver todas as suas dúvidas desde que o avião foi inventado. Pergunta, e pergunta, e faz piada, e eu espero com o sorriso arreganhado. A fila de prioridade é mais lenta! Em troca, as companhias aéreas desrespeitam o tempo inteiro os direitos dos idosos. Vou muito para o Rio de Janeiro. No embarque, entro na fila de prioridades. Mas descubro que o embarque — ou, mais tarde, o desembarque — é remoto e tenho de pegar um ônibus até o avião. Os ágeis passageiros de 30 correm na minha frente, e depois não sobra lugar para eu botar minha malinha de mão. Pior na volta, quando a aeronave para longe. Tenho de despencar, de malinha na mão, naquela escadinha íngreme do avião. Nós, os mais idosos, sofremos. Outro dia, vi um senhor cair de joelhos para dentro do ônibus na pista do aeroporto de Congonhas.
Ok, ok, ok. Muita gente pode dizer que adoro mesmo é furar filas. Maldade. Nunca tive o hábito. Mas se legalmente me dão o direito… Tudo que conquistei com os anos, eu quero. Pode parecer um exagero. Mas o fato é que os anos estão passando rapidamente e o mundo digital evolui tão rápido quanto uma centopeia na Olimpíada. Eu me salvo como posso. Por exemplo, virou moda pedir Pix. O que antigamente seria uma operação delicada, cheque ou transferência, hoje é zás-trás. Encontrei uma maneira de me salvar. Digo em voz triste: “Não sei fazer Pix”. Não posso pagar hoje, eu queria, mas não consigo emprestar… E assim vai. Pix, Pix? Como é que é? Pronto. Que lástima, não sei.
Outro dia queriam uma reunião digital para rever o orçamento de uma reforma. Expliquei que tenho dificuldade de acesso à plataforma, ainda não me acostumei… A reunião foi transferida… e o orçamento está lá, quieto. Sendo sincero, a fragilidade da velhice pode ser vantajosa. Mas também é real. Eu realmente não sei mexer no meu celular a ponto de usar todas as suas possibilidades. (Alguém sabe?) Mas o tempo passou, eu já rodei da máquina de escrever para o laptop. Agora estão falando em inteligência artificial. E só vão inventar novidades… Tenho que dar conta de tudo isso. Ou vou ficar relegado a um nicho que não sei, não…
Triste é saber que nesses saltos tecnológicos fiquei chucro. Só sei que nada sei. Quando me atolo no celular, peço para qualquer criança de 8 anos resolver. Elas sempre sabem. A nova geração praticamente nasceu com um chip instalado nos neurônios.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/eu-sou-prioritario/. Acesso em: 18 set. 2023.

Leia o excerto a seguir:

“Quando fiz 60 anos, assumi a idade o mais rápido possível, entrando em toda e qualquer fila de prioridade. Tenho amigos e amigas que correm para as filas comuns para não parecerem terceira idade. Eu, não. Agradeço aos céus essa invenção.”

Em relação à tipologia textual predominante nesse excerto, assinale a alternativa correta.

A Descritiva.
B Expositiva.
C Injuntiva.
D Argumentativa.
E Narrativa.
Texto associado
Texto 1

Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente.
Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.
O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa.
Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor.
Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo-destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024.

Texto 2

Ah, as Redes Sociais

Por Bichinhos de Jardim

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ah-as-redes-sociais/. Acesso em: 13 set. 2024.

Quanto à estrutura do Texto 1, como ela pode ser caracterizada?

A Persuasiva, por comprovar teoricamente que o lazer é benéfico à saúde física e mental das pessoas.
B Argumentativa, por apresentar uma sequência de pontos de vista acerca da importância do lazer às pessoas.
C Narrativa, por manifestar falas de um psicólogo, de modo a estabelecer uma interação com o leitor.
D Orientativa, por evidenciar instruções a respeito do porquê o lazer é benefício à saúde física e mental das pessoas.
E Expositiva, por assegurar a veracidade das informações respaldadas no conhecimento de um psicólogo.
Texto associado
Por que a Suécia desistiu da educação 100% digital e gastará milhões de euros para voltar aos livros impressos?

Entre os mais ricos do mundo, país vinha, desde a década de
1990, adotando uma estratégia massiva de informatizar os
materiais didáticos e as aulas. Resultados em provas de leitura e
conselhos de órgãos de saúde fizeram novo governo mudar a
postura.

A Suécia, único país que, desde a década de 1990, buscou implementar a educação 100% digital nas escolas, voltou atrás e decidiu investir, ao longo de 2023, 45 milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) na distribuição de livros didáticos impressos.
A decisão, anunciada em dezembro de 2022 pela ministra Lotta Edholm, caminha na contramão da conduta do governo de São Paulo. Na última semana, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que, a partir do ano que vem, as escolas estaduais paulistas adotarão apenas obras digitais para alunos do ensino fundamental II e do ensino médio. Após repercussão negativa, ele disse que os colégios poderão imprimir o material, se os estudantes solicitarem.
A ministra Edholm escreveu, em um artigo no jornal “Expressen”, que a educação 100% informatizada “foi uma grande experiência”, mas que “houve uma postura acrítica [do governo anterior] de considerar a tecnologia necessariamente boa, independentemente do conteúdo”.
Recursos didáticos digitais, se usados corretamente, apresentam certas vantagens, como combinar imagem, texto e som. Mas o livro físico traz benefícios que nenhuma tela pode substituir”, afirmou a ministra.
Ao g1, a pedagoga e autora sueca Inger Enkvist, que tem mais de 40 anos de experiência como professora no país europeu, explica que, inicialmente, houve o apoio de parte dos educadores à postura da digitalização massiva, especialmente nos anos 2000.
“Só que o vento agora sopra em uma direção oposta, porque pais, professores e empregadores têm a impressão de que os jovens passaram a saber menos”, explica Inger Enkvist.
“Os alunos têm atualmente menos capacidade de concentração. Dedicam menos esforço para escrever bem, porque programas de ortografia automática fazem a escrita parecer mais fácil do que é. O principal problema é que o computador também é uma distração”, afirma Enkvist, que também é professora catedrática emérita na Universidade de Lund, na Suécia.
Olavo Nogueira Filho, diretor executivo da ONG Todos Pela Educação, reforça, a partir do exemplo europeu, que “países que têm condições de fazer uma digitalização completa não estão indo nessa direção”. “Não é só questão de ter acesso [a equipamentos ou à internet]: é de estratégia pedagógica, é de neurociência”, afirma.

Entenda, abaixo, os argumentos do governo sueco:

Queda no desempenho das crianças em leitura

Os resultados do Pirls 2021 ( Progress in International Reading Literacy Study ), exame internacional que mede habilidades de leitura de alunos do 4º ano do ensino fundamental (de 9 a 10 anos de idade), mostraram que o desempenho das crianças suecas, ainda que esteja acima da média europeia, piorou entre 2016 e 2022: caiu de 555 para 544 pontos.
Para o governo, há uma ligação direta entre essa queda e o uso intensivo de telas nas salas de aula.
Lá, o uso do material digital vai além da adoção dos e-books : nos últimos 10 anos, os tablets substituíram os notebooks também para a execução de pesquisas escolares e a escrita de redações.
Um questionário de dezembro de 2022, com 2 mil professores do país, mostrou que 1 em cada 5 docentes supunham que seus alunos nunca haviam redigido um texto manualmente. [...]

Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2023/08/07/por-que-asuecia-desistiu-da-educacao-100percent-digital-e-gastara-milhoesde-euros-para-voltar-aos-livros-impressos.ghtml. Acesso em: 15 ago. 2024.

É correto afirmar que o texto é

A narrativo, pois relata os acontecimentos relacionados à educação na Suécia, sendo apresentados o tempo, o espaço e os participantes da narração.
B argumentativo, pois, além de apresentar ponderações dos profissionais da educação, há argumentos embasados teoricamente e defesa de uma ideia que precisa ser reconhecida.
C expositivo, pois informa sobre o panorama da educação na Suécia, apresenta dados, resultados de pesquisas e opiniões de envolvidos.
D injuntivo, pois é possível identificar as instruções ou comandos de como proceder nos próximos anos em relação à educação.
E descritivo, pois apresenta as características de todo o ambiente educacional da Suécia após a implantação da educação digital.
Texto associado
O Texto 2 refere-se às questões 4 a 6.

Texto 2

MAIS CALOR E FRIO, MAIS ACIDENTES DE TRABALHO

Edição 333. Nov. 2023

Causado por temperaturas muito altas ou muito baixas, o desconforto térmico pode levar à perda de força muscular, enfraquecimento da memória, reações mais lentas e acidentes de trabalho. Pesquisadores das universidades Estadual de Maringá (UEM) e Federal do Paraná (UFPR) examinaram 211.396 acidentes de trabalho registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan-MS) de 2006 a 2019. A maioria ocorreu na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo (36%), dentro das empresas (56,9%) e entre homens (80,21%), atingindo mãos (30,74%), braços (17,83%) e pernas (17%). A sobreposição com informações sobre o clima do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostrou que os acidentes mais graves, com lesões na cabeça e no peito, ocorrem quando sob temperaturas entre 23,3 graus Celsius (ºC) e 30,7 ºC. Acidentes de trabalho em cooperativas nas regiões Norte e Nordeste estão associados a uma faixa de temperatura ainda mais alta, de 30,7 ºC a 38,1 ºC. Os autores do estudo recomendam pausas frequentes ao longo da jornada de trabalho, principalmente durante as ondas de calor, definidas como mais de três dias seguidos com temperatura acima de 35 ºC (Safety Science, maio).

Adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/mais-calor-e-frio-mais-acidentes-de-trabalho/. Acesso em: 20 nov. 2023.

A tipologia predominante no Texto 2 é a

A narrativa.
B expositiva.
C argumentativa.
D injuntiva.
Texto associado
Texto 8A3

O AMOR BATE NA AORTA

Cantiga do amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito!

O amor bate na porta,
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

Carlos Drummond de Andrade, Poesia Completa . Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 46-48 (com adaptações).

No que concerne à tipologia e ao gênero do texto 8A3, julgue os itens a seguir.

Na penúltima estrofe, predominam sequências textuais descritivas.

C Certo
E Errado
Texto associado
Texto 15A2-I

Em uma linha de estudos, um dos fatores apontados frequentemente como possível solução para a diminuição da demanda nos tribunais diz respeito aos mecanismos de resolução alternativa de conflitos. O relatório Fazendo com que a justiça conte: medindo e aprimorando o desempenho do Judiciário no Brasil , produzido pelo Banco Mundial, já apontava em 2004 a maior difusão do instituto da conciliação como uma possível solução para a excessiva sobrecarga de processos na justiça estadual. Segundo o relatório, tal medida poderia ser um importante mecanismo de diminuição das demandas hoje paralisadas no Poder Judiciário estadual.
Ribeiro (2008), em análise acerca do acesso ao sistema judiciário no Brasil, destaca o papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como órgão encarregado de desenvolver ações que visem à redução da morosidade processual e à simplificação dos procedimentos judiciais. A autora destaca dentre os projetos desenvolvidos pelo CNJ a ênfase nos procedimentos alternativos de justiça, entre os quais figura o instituto da conciliação.
Em mesmo sentido, Veronese (2007) realizou análise da evolução de experiências alternativas de resolução de conflitos, descrevendo os projetos e as questões políticas implicadas nesse fenômeno. Segundo o autor, apesar do consenso de que o Brasil se insere em um contexto de tradição jurídica formalista, ocorre atualmente um movimento descrito como “permeabilidade às novas referências institucionais para a solução dos conflitos e ao discurso de intervenção social” (2007, p. 19), agenda que, segundo Veronese, vem-se desenvolvendo de modo célere no Brasil. Um exemplo citado por ele diz respeito à realização do Dia Nacional da Conciliação, evento promovido pelo CNJ com o intuito de difundir nos tribunais a cultura da realização de acordos entre os litigantes com vistas a extinguir demandas judiciárias.
Renato Máximo Sátiro e Marcos de Moraes Sousa. Determinantes quantitativos do desempenho judicial: fatores associados à produtividade dos tribunais de justiça. In: Revista Direito GV, v. 7, n.º 1, 2021, p. 8-9 (com adaptações)
Considerando os aspectos estilísticos e estruturais do texto 15A2- I, julgue os itens que se seguem.

Predominam no texto sequências textuais injuntivas.

C Certo
E Errado
Órgão: Tribunal de Justiça do Espírito Santo Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Letras Prova: CESPE/CEBRASPE - TJ ES - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Letras - 2023
Texto associado
TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

TEXTO 1

A maior parte do tempo e do esforço gastos por professores e alunos durante o processo escolar, na assim chamada aula de língua portuguesa, é destinada ao aprendizado da metalinguagem de análise da língua, com alguns (e esporádicos) exercícios de língua propriamente ditos.
No entanto, uma coisa é saber a língua, isto é, dominar as habilidades de uso da língua em situações concretas de interação, entendendo e produzindo enunciados adequados aos diversos contextos, percebendo as dificuldades entre uma forma de expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua, dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de uso.
Na prática escolar, institui-se uma atividade linguística artificial: assumem-se papéis de locutor/interlocutor durante o processo, mas não se é locutor/interlocutor efetivamente. Essa artificialidade torna a relação intersubjetiva ineficaz, porque a simula.
Não estou querendo dizer que inexiste interlocução na sala de aula; estou querendo apontar para seu falseamento, dado que os papéis básicos dessa interlocução estão estaticamente marcados: o professor e a escola ensinam; o aluno aprende (se puder). Tentar ultrapassar essa artificialidade é efetivamente tentar assumir-se como um “tu” da fala do aluno, na dinâmica de trocas do “eu/tu”. [...] Essa artificialidade do uso da linguagem compromete e dificulta, desde sua raiz, a aprendizagem na escola de uma língua ou da variedade de uma língua.
Na verdade, a situação é um pouco mais caótica ainda. Simula-se que inexistem diferenças entre a variedade que se quer ensinar e a variedade que o aluno domina. Constata-se essa diferença – é impossível esconder o sol com a peneira – mas age-se como quem não a escuta. Porque escutá-la não é corrigi-la para calá-la, mas ouvir vozes que preferiríamos caladas. Ou que outros preferem caladas.
É precisamente porque essas vozes não podem mais calar que o compromisso político primeiro do professor de língua portuguesa é possibilitar o domínio efetivo da língua padrão.
GERALDI, J. W. O Texto na sala de Aula. São Paulo: Ática, 2006. p. 70.

TEXTO 2

Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.

Assinale a alternativa que apresenta os tipos textuais predominantes nos Textos 1, 2 e 3, respectivamente.

A Injuntivo, argumentativo e argumentativo.
B Argumentativo, expositivo e injuntivo.
C Argumentativo, argumentativo e expositivo.
D Expositivo, argumentativo e expositivo.
E Expositivo, expositivo e injuntivo.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023